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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Fiz hoje a viagem de comboio mais surreal de sempre. Não sei como raios cheguei inteira e de boa condição a este lado do rio.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Momento (Pseudo)Intelectual

Estão com vontade de fazer listas?
Estão pois!
E com vontade de fazer listas com livros?
Ora não querem vocês outra coisa!
E vontade de participarem num momento super intelectual, daqueles que uma pessoa olha e diz logo "oh que isto é tão superior intelectualmente que eu não posso morrer sem participar nisto primeiro"?
Aaah pois que não podem morrer, não.
Então vamos a isto.

Apetece-me ter aqui um momento intelectual e começar a activar as sinapses que durante as férias (todas elas) gostam muito de hibernar. E pensei em fazer a lista com os 5 livros mais importantes para mim (até ver). E então comecei a pensar em tudo aquilo que já li... E cheguei a esta conclusão:

(do fim para o início)

5 - Cem Sonetos de Amor do Pablo Neruda - ora, porquê? Porque os li numa altura em que me calhavam bem. Porque aqueles cem podia ter sido escritos por mim se eu fosse como o Pablo Neruda. E o senhor escreve bem sobre o amor, da maneira que eu gosto. Tenho ainda os Versos do Capitão à minha espera...  

4 - O Primo Basílio do Eça de Queiroz - porque primeiro, o Eça rulla à força toda; segundo, a história é melhor que Os Maias; terceiro, foi o primeiro livro à séria que li na vida e o único que reli, à conta de Literatura (e lá está, alguém dúvida que em Literatura se lêem melhores autores e obras que em Português? Pois, então são tontos)

3 - Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar? de.. adivinhem lá... tão espertos que vocês são... António Lobo Antunes - porque foi com este romance que a minha adoração/veneração/obsessão se consagrou; foi uma espécie de epifania para mim, em que me apercebi como, meu Deus, a língua portuguesa é bonita quando usada como deve ser e sem soar a pretensioso; Lobo Antunes conta a história da vida destas pessoas através das suas emoções e sentimentos, tudo como se um intrincado mapa do coração. O livro é brutal.

2 - Memória de Elefante de António Lobo Antunes - porque eu afinal também sou um médico psiquiatra chegado da guerra em África, que perdeu o amor da sua vida, e não consegue exprimir o que sente e o quanto ama a mulher e lhe sente a falta, que não percebe a mania das pessoas de porem crochet nas palavras como as flores de plástico ao pé das campas dos mortos que não servem para nada; este livro tem alguns dos excertos mais bonito que já li, tudo aquilo que queria dizer mas também não consegui.

(e o derradeiro primeiro lugar... rufar dos tambores por favor)

1 - Pela Estrada Fora do Jack Kerouac - este é O livro para se ler aos 16 anos, e depois aos 30 e aos 40... porque eu quero ser o Sal Paradise e percorrer os EUA de costa a costa, ou então a Europa; porque me fez querer correr meio mundo e ter planos para correr a outra metade; porque é um grito de liberdade; porque é um retrato inconformista de uma América conservadora dos anos 50 escrito maravilhosamente bem; porque é também uma história de amizades e de pessoas e de sentimentos e de relações com a América dos anos 50 como pano de fundo; porque me fez olhar para o mundo e para as pessoas de outra maneira e me fez feliz; ah, e porque é um livro do caraças...


E agora uma lista com os vossos 5... não vá... 3 livros preferidos, está bem? Ai que momento (pseudo)intelectual tão agradável...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Programa de Vacances Été 2010*

Daqui a nada lá estou eu no meio da serra, muito zen e concentrada em reecontrar-me por entre oliveiras e laranjeiras, onde basicamente há que dormir, comer, ler - a ver se começo a ler o D. Amélia para despachar a pilha de livros que tenho para ali -, ouvir música, alapar em frente à TV, comer e dormir mais um pouco e quiçá, ir para a farra que são as festas de Verão naquela santa terra - este ano não há Ferro e Fogo, mas diz que há uma banda académica e um senhor que toca acordeão muito bem. O Paraíso, portanto. Mas com temperaturas do Inferno, tipo 38 e 40 graus. Vamos ver se não me derreto por lá. 
Mas como tudo o que é bom acaba rápido, depois de uma semana na paz do anjos, há disto.   

Já viram o martírio? Pois é... Preciso é de rezar a todos os santinhos para que não caia uma falésia em cima. Com a ajuda e graça divina, a topografia do terreno vai permanecer inteirinha à minha passagem.  


*Eu disse que ia aprender francês nestas férias...

sábado, 20 de março de 2010

E o Porto foi...

... "I Don't Want to Miss a Thing" dos Aerosmith logo assim de manhãzinha no autocarro; ter contacto com a hospitalidade portuense assim que se chega; atravessar a D. Luís para ir à Pizza Hut e descobrir que a casa de banho já não é a mesma que era há três anos; descobrir o sítio onde me vou casar (é que já me estou a imaginar a atravessar o salão árabe do Palácio da Bolsa com um belo de um vestido de tule); subir e descer colinas com vistas bastante interessantes; a ternura da pousada onde ficamos; perder para o André no PES (eu continuo a dizer que não vi segundo golo nenhum); andar de quarto em quarto, de poiso em poiso; aparecer de surpresa no quarto do André e perguntar-lhe pela vida amorosa dele; finalmente assentar no nosso quarto e ter a stora de Hist 10 minutos a bater à porta; a tentativa de se dormir mesmo com a fenda nas camas que a Alice cada vez que se mexia abria; sonhar que estavamos no Porto estando no Porto; acordar com as ondas a baterem, forte, fortemente; descobrir que o André ressona; Serralves; atravessar a D. Luís para ir à procura de almoço na Ribeira; encontrar e ficar no restaurantezinho, possivelmente com o empregado mais incompetente do Porto; anúncio ao ketchup; apanhar chuva; correr pela ponte D. Luís com a "Fake Empire" a tocar na minha cabeça; responder num sotaque espanhol muito manhoso à pergunta de um turista; encontrar o Harry Potter nas caves do Ferreira; um brinde com vinho do Porto; três pessoas sentadas num lugar onde claramente só cabiam duas durante uma viagem de três horas e meia; filme manhoso de terror onde toda a gente morreu, eu matei a Alice e depois acabei maluca; cantar a "Always" dos Bon Jovi aos altos berros; cantar e gesticular ao som da "YMCA"; filme manhoso, que não percebi se era mesmo de acção ou se era a gozar; chegar a Almada e saber que esta é a última semana de aulas (ainda não consegui decidir se isso é bom ou mau)...
... e desfazer as malas, completamente estafada para adormecer como um velha, ainda não era meia-noite, no sofá.



E que bom que foi.

quarta-feira, 17 de março de 2010

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Há músicas sem as quais...

... as nossas vidas não vão estar completas sem as conhecer.
Esta é uma delas.

(...)
Fate
Up against your will
Through the thick and thin
He will wait until
You give yourself to him

In starlit nights I saw you
So cruelly you kissed me
Your lips a magic world
Your sky all hung with jewels
The killing moon
Will come too soon
(...)

__________________________________________________
E agora vou ali a Paris, num tirinho, e já volto...

domingo, 24 de janeiro de 2010

E o 1º Grande Album de 2010 Afigura Ser...


Beach House - Norway, de Teen Dream

... o destes dois pequenos. Teen Dream faz-me querer rodopiar em vestidos de tule.
O que me chateia é que tenham concerto marcado no Lux a uma quarta, exactamente na véspera da viagem para o Porto...

We were sleeping till
You came along
With your tiny heart
You let us in the wooden house
To share in all the wealth


Don't you know it's true?
Norway-ay-ay, ay-ay-ay-ay-ay-ay
Norway-ay-ay, ay-ay-ay-ay-ay-ay

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

É nestas alturas...

...que se precisa de alguém que nos afague o cabelo, que nos beije a testa e nos diga que vai ficar tudo bem.
Mas quase sempre, de todas as vezes, esse alguem está longe...

_________________________________
Há coisa de cinco meses, esta música servia de banda-sonora a uma epifania, uma das realizações mais estrondosas da minha vida, de uma life altering trip.
Volvidos cinco meses serve de banda-sonora a um coração partido...



...
You walk along the stream
Your head caught in a waking dream
Your protector's coming home (coming home)


As you lay to die beside me, baby
On the morning that you came,
Would you wait for me,
the other one,
would you wait for me? (2x)
... 

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O Reencontro de Duas Ternurinhas Ternurentas

Pois que este fim-de-semana se deu o reencontro de duas ternurinhas ternurentas: de moi je, pois está claro, com aquela ternurinha de criatura que me enternece o coração de tão ternurenta que é. Não, não encontrei a ternurinha ternurenta que é o David Fonseca ou a ternurinha ternurenta que é o Brandon, o Noel ou o Hamilton. (também não estou a tentar bater o recorde do numero de vezes que a expressão "ternurinha ternurenta" é utilizada num paragrafo.) Estou mesmo a falar daquela estupidez de ternura de quatro patas. Pois que houve muito salto, muita correria, muita festa e felicidade de parte a parte. É uma ternurinha ternurenta, não há nada a fazer.
Foi uma bela viagem, às sete da tarde, escuro como o breu lá fora e a chover; em nenhum momento o comboio deu indicios que iria descarrilar, nem na viagem para lá nem na viagem para cá, algo que considero um aspecto francamento positivo - depois perdia-se esta ternurinha ternurenta que sou eu, e era um problema...

À chegada a primeira coisa que se ouve na rádio é essa maravilha de criação musical que é a I Wanna Know What Love Is dos Foreigner; canção essa que não me sai da cabeça à umas brutas semanas, o que há-de querer significar algo, não?
Nos entretantos, houve noite de castanhas, jurpiga e karaoke: dois conceitos que nunca deveriam ser introduzidos na mesma frase (bebida e castanhas e karaoke). Pois que até houve a Lusitana Paixão,chamei a musica (em que fui arrastada) e acabei a noite a berrar pelos Contentores, já noutro mundo (numa pequena homage às aulas de Geografia...) It was nice... até porque o dificil foi mesmo escolher as musicas, porque o raio do homem até tinha David Fonseca...

Na viagem para casa, alegrou-me vir nos comboios antigos de minha infância, ainda com os estofos verdes e as mesas brancas e não a mariquice de mesas amarelas que têm hoje em dia. Foi um regresso ao passado...
Pelo caminho leu-se metade do Amor de Perdição e enterneci-me em Between Waves... "I Wanna Help You, But I Can't Play Along Cause All I Want To Do To You It's Wrong. It's Wrong..."
Um fim-de-semana de bela existência. Deviam de haver mais assim...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

E aquando o pé na calçada do cais, tristeza... e não tristeza, mas saudade, a saudade da partida à novidade da chegada e o susto do não saber aquilo a que se regressa... 



"Quando o comboio partir não digas adeus porque ficaste no cais. Foi apenas o teu passado que se foi embora, na terceira ou na quarta carruagem de segunda classe, precisamente a que acaba de desaparecer no tunel. Foi apenas o teu passado que se foi embora: o teu presente ficou."
- António Lobo Antunes

domingo, 6 de setembro de 2009

E já cá estou... outra vez!

Mas quatro dia passados no meio da serra não foram o suficiente para ultrapassar o desgosto. Talvez se eu me enfardar em bolo de bolacha... a coisa resulte. Talvez.
Mas foram quatro dias muito bem passados: metade, passei-os a dormir. Pois que eu fui com uma directa para lá; dormi esse dia todo, mais a noite e dia seguinte; vi a luz do dia a sério, vá, lá para as 7 e tal da tarde de sexta-feira. Escusado será dizer que nessa noite, só consigui adormecer lá para as tantas da madrugada... Bons tempos.
Além de dormir, comi... enfardei pastéis de nata, queijadas, nougats e pão com queijo... mas queijo daquele que pica, assim parece um queijo crescido... Bons tempos...
Além de enfardar... não sei que mais fiz. Vi televisão, será que conta?

E ontem para acabar o fim-de-semana em beleza assisti a um fogo e ao consequente trabalho dos bombeiros de S. Vicente da Beira para o apagar. Estava a ver o Singin' in the Rain, quando a minh mãe chama a perguntar se o clarão que estava a ver era uma aparição dos céus ou fogo mesmo a sério e assim à bruta. Acabou por ser mesmo fogo assim à bruta. Eram 11.55 da noite. Cinco minutos antes da meia-noite. Dizem que teve mão criminosa, porque há já três sabádos que aquele sítio se ilumina assim... Conclusão: ardeu aquela zona toda ao pé do ribeiro, ao lado da estrada. Estava cheio de silvas; agora está tudo negro. E isto tudo às cinco para a meia-noite, numa noite até ventosa e não muito quente. Tive de vestir o casaco para ir ao terraço. Ah! E isto tudo passou-se a uns 50 metros de minha casa. Numa noite ventosa. Bonito...

E como é bonito viver assim à beira do perigo, na vinda para cá a minha mãe decide-se ir ao bar lá d comboio. Até aí, tudo bem, não fosse na ida para lá se ter de passar por entre carruagens, que estão ligadas por cabos ou lá o que é aquilo... Eu nunca gostei de lá passar: a vida é feita de negligencias, nunca se sabe quando um homenzinho lá da estação se esquece de apertar aquilo como deve ser e lá vou eu desta para melhor... Conclusão: o alimentar desta ideia estes anos todos despertou-me um pânico ao ter de ir ao bar do comboio. Mas hoje lá fomos e não morri nas portas... Contudo, ao arrancarmos depois da estação de Vila Velha de Rodão, o raio do comboio dá-se-lhe um xalique, ouve-se um barulho sabe-se lá de onde e começa a abrandar... E eu a pensar que gostei muito de estar neste mundo... Mas não, o dito lá volta ao normal... Mas continuou a abanar e muito!
E o resto da viagem fez-se bem... já a pensar no Big Tasty, com que se tinha sonhado na noite anterior, mas que não se acabou por comer... :( Sim, eu ando a sonhar com comida: sonhei que tinha ficado indignadissíma por um Big Tasty e uma Coca-Cola serem tão caros no dito sonho. Também sonhei que a Mariah Carey tinha morrido. Não sei, não perguntem...

E pronto.
Depois do jantar, foi-se para a Fnac onde adquiri a ternura ternurenta do The Times They Are A-Changin' do Dylan. Fiquei tão contente quando cheguei à Fnac e estava a tocar o album dos Friendly Fires *.* Que bela recepção... "You & Me in the Photoboth!!! You & Me like young lovers do!!!" Pus-me a dançar para lá. Foi bonito.

Mas vim para casa deliciar-me com esta maravilha:




...
Oh, but if I had the stars from the darkest night
And the diamonds from the deepest ocean,
I'd forsake them all for your sweet kiss,
For that's all I'm wishin' to be ownin'.
...



Eu podia tanto apaixonar-me ao som desta música...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

E já cá estou!

Ainda hoje acordei naquela caminha do quarto do meio da minha avó no meio da serra e volvidas umas 12 horas, vá... vou adormecer na minha rica caminha, no meio da civilização barulhenta e desregrada...
Lá, deixei a minha rica piquena bijou, uma ternura ternurenta que só visto *.*
Ainda não foi desta que o comboio de descarrilou! Iuppiii... todo o meu ser chegou inteirinho a Sta Apolónia, essa ternura de estação a que até dá gosto chegar, tal é a ternurinha de vistas com que me deparo mal saio do comboio... Rica capital.


E a vida é assim feita de idas e regressos, contruída sobre a saudade da partida à chegada...


P.S.: Eu continuo a não gostar de cães = só me enterneço por aquela *.* não tenho culpa da tonta ser, assim, um doce de existência...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O Lugar do Morto

Cada vez que entro num carro contemplo sempre a hipótese de ser capaz de nunca chegar viva ao destino. Alias, a hipótese ocorre-me sempre que entro dentro de um qualquer meio de transporte com rodas e até barcos – atravessar o Tejo pode ser o meu fim, tal qual Leonardo DiCaprio no Titanic.



Mas andar pode ser uma experiência tortuosa, especialmente em auto-estradas (enquanto escrevo isto encontro-me exactamente na A23 dentro do meu carrinho cinzento no, surpresa das surpresas, lugar do morto). Odeio auto-estradas. Nunca gostei: Não gosto do barulho do asfalto, odeio a rapidez e abomino aquilo que deveria ser a paisagem. A velocidade de tudo isto atordoa-me, não gosto do movimento acelerado que não deixa aproveitar a viagem, além de que visto a rapidez dos pneus a rolar, uma simples pedra no caminho parece-me ser capaz de levar o carro contra uma parede ou as barreiras de protecção, não sem antes rodopiar idiotamente, fazendo estragos em tudo por onde toca, claro comigo lá dentro. No caso dos comboios é o medo de cair ao Tejo, porque eu não sei se os meus amigos sabem, mas a viagem à beira-rio é, literalmente, à beira-rio, porém na vertente de uma montanha a uma altura considerável. Os carris nem a metro estão da beira do caminho. Uma pessoa parece que anda no ar. Enfim, medos à parte, o quem de seguida me assola é qual música vou eu estar a ouvir no momento do embatimento a 120 à hora. É isso que realmente me preocupa. Se no comboio tenho o mp3, no carro é mais complicado – gosto de fazer uso do rádio. Às tantas é por isso que gosto de ir à frente a controla-lo: posso assim estar mais segura quanto à música que estará a no ar durante o meu infortúnio, dependendo da estação.



Este sentimento recalcado no meu subconsciente vem ao de cima cada vez que entro no carro. Penso sempre que é desta que vou desta para melhor, que me quino aqui, que pereço. E esse momento não chega nunca – nunca me quinei numa viagem de carro (ou em outra qualquer), nunca fui desta para melhor. Acho que no dia em que não pensar nisso, será esse o meu fim, o meu último na Terra.


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P.S.: Não me importava nada de me finar ao som desta música. MGMT. A Kids, por sinal. Como vêem é sempre vantajoso o usurpar do uso e direito ao botão nº 5 da rádio, a Antena3.



A23 [Almada-C. Branco], 11 de Agosto de 2009 10.14 am