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sábado, 27 de abril de 2013

(O título deste post era qualquer coisa muita engraçada a fazer referência ao tempo maravilhoso, mas entretanto pôs-se vento* e agora já não faria sentido. Mas acreditem que era engraçado)

(A piada do título continuava aqui como forma de introdução ao part-time supimpa que arranjei) 
Pois, arranjei um part-time todo catita (parece que as resoluções estão a ir muy bem), que consiste em mostrar a cidade de Lisboa às pessoas que muito bem nos visitam e pretendem descobrir os recantos mais bonitos da cidade. Abril foi o grande mês da estreia e acho que não me dei mal, pelo menos na parte das visitas em si. Outra dimensão do trabalho consiste em entregar flyers na rua, e amigos: entregar flyers é a PIOR coisa que há. Mas a pior mesmo. Ganhei todo um novo respeito aos senhores que entregam os papelinhos dos grandes mestres em tudo o que é magia negra e branca e arco-íris; a diferença é que eles não têm de explicar ao que vêm e eu tenho. E as pessoas também não gostam de receber flyers, mal os vêem olham para o outro lado, fingem que não é nada com elas. E eu odeio incomodar. Resumindo, entregar flyers é a pior actividade laboral do mundo.
Fora isso, o emprego até corre bem. Percebi que se  tivesse de continuar a fazer isto para o resto da vida provavelmente seria ligeiramente infeliz. E ser infeliz no emprego é a pior sensação do mundo. É isto ser adulto?
O bom da coisa é o horário ser flexível e o salário bem bom, perfeito para financiar festivais e o alargamento da minha biblioteca; além de que é sempre uma boa linha para o currículo. 

Escrevo isto quando faltam dois meses para os meus 21 anos. Não sei de onde é isto veio.
Diz que estou crescida.


*Vento é eufemismo. Ia levantando voo várias vezes.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Dear time, just slow the fuck down

Este 3º ano de licenciatura tem todo o potencial de se tornar o ano de todas as crises existenciais e deprimências. Primeiro, porque é o terceiro - vamos lá repetir outra vez para interiorizar: terceiro ano, terceiro! Segundo, porque é o último da licenciatura, depois disto finito, não há mais, acabou para sempre. Terceiro, porque não faço puto de ideia do que vem a seguir; provavelmente mestrado, mas que mestrado? em quê? aaah pois. Quarto, porque vem aí uma sequela de PPOI, com todas as consequências de tal facto.
Como o tempo passa depressa: ainda no outro dia era uma caloira em pânico por causa de HTEP e Economia e agora já só entro em pânico com cadeiras a sério, tipo Sistemas Políticos (respira, Diana, respira). O tempo passa muito rápido o que não é bom nem aconselhável às fraquezas de coração; não estou preparada para ser licenciada, nem mestre, ainda no outro era só uma miúda parva do secundário e agora só pretendo ser uma miúda parva ainda (sublinhar o ainda) a tirar o curso. E depois deixar a FCSH vai-me custar muito sim senhor, a cave e a esplanada são uma segunda casa, os jardins da Gulbenkian o meu pátio. 
Vai ser assim a modos que nostálgico este ano. E vai passar num instante como os outros dois até aqui.
Foda-se.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Eu só sei que quando andava em alturas de frequências tinha imensa vontade de escrever e agora que tenho, efectivamente, tempo para o fazer não me sai nada. O cursor pisca, mas as frases não se formam, só ideias soltas e nada de mais. 
Da mesma forma que é frustrante não conseguir escrever sobre os impactos do crescimento demográfico na ascensão económica da Índia, é frustrante estar sem disposição para escrever. Duas horas é a média de tempo que me leva a escrita de um post e às vezes até deixo para depois. Está mal, sinto-me enferrujada com as palavras a emperrar e o raio do cursor piscar sem cessar. 
Frases soltas são tudo o que há. É isso ou aparvalhar. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Dou por mim a pensar

(Sim, às vezes acontece dar-se o caso de eu pensar. É assim num daqueles momentos iluminados, não sai nada de jeito, mas a actividade cognitiva está presente).
Mas estava eu a dizer: dou por mim a pensar que se nos meus tempos de secundário soubesse o que sei hoje, tinha tido umas notas tão mais fixes. A sério.
E depois fico chateada, porque toda a experiência de secundário ter-se-ia tornado tão mais interessante. 
Bah. 

sexta-feira, 24 de junho de 2011

"oh, I don't mind if the clock is turning"



I feel the time is coming
I
I walk into your eyes

Oh, I don't mind if the clock is turning
Cause I'm going to the other side
You either die
Or you keep on burning alive
And I am burning

I
I walked a long long distance
I
I'm feeling sore inside
Oh, I don't care if the sky is falling
Cause I'll never get to see the light

You either die
Or you keep on burning alive
And I am burning
And I am burning

sábado, 21 de maio de 2011

E veio sexta

Com sangria assim do muito porreira.
E como diria Rui Branco: foi um prazer.
Menos APC. E MTI e Estatística... estas duas não foram de facto prazer nenhum. APC valeu pela benesse da nota do Rui Branco e o debate sobre como raios se pronuncia Skocpol, deveras interessante...

E esta coisa do tempo, dos dias passarem e os meses acabarem... devia abrandar um bocadinho não?

sábado, 5 de fevereiro de 2011

3Fev'2010

E o calor numa noite fria, o escuro comprometedor iluminado por um perfil de mãos que juntas celebram algo mais que a certeza da existência terrestre e corpórea, algo que não se explica, mas de uma forma ou de outra se sente. E ouve-se o repicar dos sinos, relógios de uma consciência colectiva, o pesado bater do pêndulo no movimento sucessivo dos segundos: talvez aqui encontraremos a paz e recuperaremos a esperança. Mesmo que lá fora a chuva caia e o vento torne tudo mais despido e rude à sua passagem, dentro desta casa é diferente - é o calor numa noite fria, o quente das promessas e dos pedidos que vagueia num ambiente etéreo entre nós e o céu.
E se aqui e agora fecharmos os olhos sentiremos o aroma de uma tradição, de uma crença, de uma fé e a luz crescerá de dentro, espalhar-se-á a cada passo, acompanhada pelo cheiro das orações, de uma súplica a algo que não muito bem compreendemos, mas que apazigua os nossos medos e acalma os nossos corações. Aqui, aqui estaremos seguros...