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segunda-feira, 26 de março de 2012

Problemas de Diana Catarina (são uns tantos e muito pesarosos)

Diana Catarina devia deixar de ser armar em fashionista com esta mania de combinar malas e outfits (oh p'ra ela tão fashion-incluída) e começar a levar a sua fiel build to resist, porque isto não há ombro que aguente; ainda por cima, sendo Diana Catarina esquisitinha e só consiga andar com a mala sobre o ombro direito - do lado esquerdo é-lhe estranho. Mariquices.

Há pessoas desinteressantes neste mundo; ainda por cima, têm a tendência de se condensar em grupo e amena cavaqueira nos barcos em que Diana Catarina viaja. O pior é não me deixarem concentrar naquilo que estou a ler, pelo volume da conversa e pelas larachas enfiadas no meio do diálogo. Por outro, há pessoas não muito sãs ou pelo menos social inadequate que devem gostar de andar para trás e para frente, sendo frequente a partilha de espaços fechados Diana Catarina (que se encontra um tanto assustada). Pessoas que gostam de cantar Ramones num metro cheio de gente aos altos berros ou balbuciar outra coisa qualquer. Há a teoria que tudo isto é um código para o exercício de actividades ilícitas (ou então é só mesmo maluquice). 

First listens e coisas deste género são a pior coisa: uma pessoa ouve o álbum, uma pessoa quer o álbum, mas o álbum ainda não saiu. É deveras irritante, porque não dá para fazer scrobble no Last-Fm. E eu QUERO FAZER O SCROBBLE PORQUE EU SOU BUÉ FIXE! (Diana Catarina precisa, claramente, de afirmação social.)

domingo, 13 de novembro de 2011

Ah seus marotos

Afinal a chave do sucesso académico (oiçam bem e tomem notas) reside em show cases da Fnac de bandas giras e fofinhas. É ir, trautear uma melodias, dançar uns passitos (ou abanar energicamente toda uma volumetria de ser corporal em espasmos prolongados, uma das duas) e pronto. 
Ou isso, ou o italiano anda nos ácidos e eu acho que é um muito mau exemplo para as nossas mentes deveras impressionáveis. Acho que é mais a segunda... mas pronto. 

Eh pah, muito obrigada, mesmo deveras, são uns porreiros. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Caro senhor que se cruzou comigo na avenida grande com os três nomes

Sejamos claros: eu não sou maluca. O senhor apanhou-me desprevenida a sair da loja a lamuriar o facto de o raio do colete ainda me ficar largo mesmo sendo o último tamanho. Estava apenas um bocado deprimida e precisava de desabafar com o vento. 
O problema é que eu sou expressiva demais a falar e tenho a tendência de mexer as mãos e tenho caras engraçadas. Em suma, penso alto e calculo não ser agradável  para os transeuntes verem tal malabarismo de feições e trejeitos, especialmente quando não vêem à minha volta a outra metade do acto conversativo, o receptor da mensagem, que como pode ver, anseio tão profundamente transmitir, visto não conseguir esperar até chegar a casa para o fazer. 
Dito isto, eu não sou uma louca qualquer que anda para aí a falar em dialectos estranhos no meio de parques e jardins no centro de Lisboa. Longe disso. Sou apenas uma pobre rapariga, em que calhando não ir ninguém a meu lado, gosta de encetar monólogos a lamentar a sua triste sorte. 
De vez e quando também danço, mas ainda bem que o senhor não assistiu à tão grave decadência de tal espectáculo de movimentos (e quase de luz e som). Estejamos gratos.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Para quem faz anos hoje. E irá fazer ao longo do ano. E para quem já fez.

Eu gosto de aniversários. Gosto de fazer anos. Gosto das prendas. Das mensagens de parabéns. Dos telefonemas não tanto, já não sei de que outra forma poderei dizer obrigado pelo telefone. Mas alguns telefonemas são bons. E precisos.
Portanto, eu gosto de aniversários. Dos meus e os dos outros. É um dia especial, o da celebração da nossa vinda ao mundo. Porque nós existimos, a vida de alguém é diferente. Feliz. Melhor.
A minha é, porque uns quantos tontos se lembraram de vir ao mundo. E - lá está a minha teoria a verificar-se, loucos atraem loucos - a minha vida é mais feliz porque eles existem.
E isso é mais do que motivo suficiente para se comemorar aniversários: porque a sua simples existência nos dá tantas alegrias e nos aquece o coração de tantas formas. Se isso não é razão suficiente para se comemorar, e ir emborcar minis, sangrias e beber shots à meia-noite, não sei o que poderá ser.  

E hoje, um deles faz dezoito anos que veio ao mundo. Um tonto que me atura, coitado, há já imenso tempo. Já viu todos os meus lados possíveis e aqueles que não se imaginavam existir, assistiu a muita parvoíce, tonteria, alegria, tristeza, bitchiness... E esteve sempre lá. E às vezes, esqueço-me de lhe agradecer por isso. Porque às vezes, estupidamente, o tomo por garatido. Mas ele é um querido, uma ternurinha ternurenta que me atura a cantar hip hop - "I've got no money! Got no money to take you on a date!"- e as minhas comparações dele à minha cadela.

Portanto: Luís, esta é para ti.  :D   And it's catchy       Parabéns!!!!    Clap your hands! It's you b-day!!!

E o bolo!   Tenho ou não tenho futuro como pasteleira? Podia mandar o curso às urtigas e dedicar-me a esta arte para o resto da vida...



E o mais provável é ele nem ler isto, mas pronto... Tonto  :C  Mas, PARABÉNS!!!!

sábado, 10 de julho de 2010

Alive'10 - the Aftermath

A modos que a minha voz lá se ficou pelo Passeio Marítimo de Algés, numa espécie de doação minha àquele pedaço de terra lindo que me fez tão feliz ontem.
Debaixo de um calor abrasador a tentar descobrir como é que se passava para o outro lado, ouve-se a primeira grande banda da noite: os CP! Aqueles riffs, aquelas malhas...
Lá dentro, palco secundário que os Local Natives estão à minha espera. Wide Eyes e Sun Hands perfeitas, assim como a Who Knows, Who Cares, a Camera Talk e a Warning Sign, ou melhor, toda a setlist perfeita. E o encanto do vocalista com o bigode. Lindo.
Em Drums começa a loucura que vai culminar em Florence + the Machine. Foi dançar dançar dançar dançar e cantar. Muito. Em Forever and Ever Amen. Em Me and the Moon. Em I Need Fun in my Life - tão verdade. Em Book of Stories. Em Let's go Surfing - Oooh mamma, I wanna go surfing. Oooohhh mamma I don't care about nothing!. Brutal. Eles foram-se e com eles levaram boa parte da minha voz e hidratação. Mas que feliz me fizeram.
Seguiu-se Devendra Banhart, que só lhe faltou a Rats para o concerto perfeito. Pois que também dancei muito, o que há-de ter sido um grande espectáculo só por si devido à minha extraordinária coordenação motora.
Mas é com a menina Florence Welch que a tenda e eu, que nela estava, atinge o auge. Entra a pequena com o seu vestido de renda rosa pálido - também quero um - e descalça atinge o céu. E leva-nos com ela. Aqui, foi a loucura. Melhor concerto da noite. Uma pessoa já estava a funcionar na base da adrenalina pura. Eu já desconfiava, mas agora tive a certeza que o nível de desitratação e, possivelmente, nutrição não interessa muito quando se está num concerto destes. Todo ele foi perfeito do príncipio ao fim: "If you could only see the beast you made of me. I had it in but bow it's seems you've set it running free." e acabar com os rise it up de toda a gente de mão no ar a seu pedido. E sim, Florence Welch is my hero. Assim como os dois rapazes e a moça dos XX.  Depois de um concerto como o da Florence, ouvir the XX ao vivo foi perfeito.
Apenas com um album, eles encheram aquela hora num sussuro de canções de amor, desamor e desgosto. O instrumental da Fantasy ao vivo é descomunal. A Crystalized, a Shelter e a Infinity idem. A VCR e a Basic Space são os meus novos amores. Mas é em Heart Skipped a Beat que está o meu coração - "Heart skipped a beat. When I caught it you were out of reach. But I'm sure, I'm sure you've hurt before." Perfeito.
Acabado XX é tempo de voar para o Palco Principal, não sem antes dar lugar ao primeiro episódio bizarro da noite, e que ainda foram uns quantos - desde moços a quererem tirar fotos a portuenses que trocava uma t-shirt por um isqueiro, e pelo meio um moço do outro lado da fronteira - perdido com tanta sagres e super bock - a perguntar a nossa cidade de origem. Nós ainda tentamos negociar com o moço do isqueiro: ela dava-nos a t-shirt em troca de um teste de alcoolemia que uma senhora nos deu, com certeza convencida que eu e a Alice já não andavamos direitas. O que é verdade. Mas eu mesmo sóbria não ando direita. Mas o rapazinho não quis, estava mesmo interessado no isqueiro. Começou foi a dar-nos conselhos sobre beber e conduzir. "Vocês não se metam nisso. Que eu fui parado numa operação Stop e fiquei cinco meses sem carta." 
Mas tudo isto corrabora a minha mais recente teoria: loucos atraem loucos. É uma coisa que se sente. Detecta-se no ar e depois dá origem a encontros assim.
Mas voando para Kasabian na ínfima esperança de ainda poder ouvir a Fast Fuse. Nada feito. Foi logo a primeira que eles tocaram e eu só consegui apanhar a última meia-hora de concerto. Foi pena não o ter conseguido ver todo: eles tocaram algumas que eu adoro na meia-hora que perdi, mas compensei com a última meia-hora de canções que amo. Como a Stuntman, a Vlad the Impaler - GET LOOSE GET LOOSE -, a Club Foot - I SAY THAT I WANT YOU, I'LL TELL YOU I NEED YOU. Estavam à minha espera para tocar a Fire - "Take me into the night and I'm an easy lover. " e terminar com a loucura que é a L.S.F. - "Oh come on! We've got our backs to the wall . Get on and watch out before you kill us all!"
(P.S.: Tom, I Love You. I'm the queen and your my king, bitch. Podias ter esperado por mim para cantares a Shoot the Runner, mas deste-me a Fire e pronto, eu fiquei muito feliz.)
E pois que agora é esperar por Faith no More. E do concerto só há isto a dizer: o Mike Patton é um senhor! Abusou. Roubam-lhe o sapato e ele não há-de ficar chateado? Pois claro que fica. Bestias! E maiii nada! Lindo!
Um fim perfeito para o dia e noite perfeitas. Quero mais. Repetir tudo outra vez, mesmo estando sem voz e sem forças para me levantar quando mais saltar e dançar. Mas isso são pormenores, porque quando estamos envolvidos num ambiente assim, tão bom e tão caloroso, o amor à música arranja maneira de prevalecer e fazer-nos durar a noite inteira. E a próxima se for preciso.
Local Natives

The Drums

The XX

The XX

Kasabian - I love you, Tom

sexta-feira, 2 de julho de 2010

As coisas que eu já vi hoje... e ainda só são duas da tarde

Haverá coisa mais bonita e ternurenta que um casamento? Pois também me quer parecer que não. Ainda mais se for assim no Registo Civil... de Almada. Ali naquele terraço lindo, com uma vista deslumbrante sobre a praça da Liberdade, a fonte, o metro, os prédios. Abençoada seja a República e os ideais daqueles que a implantaram, e o romantismo imenso que deram à sagração do matrimónio pelo civil. 
Também quero uma coisa assim quando chegar o meu dia: se me estás a ler, meu futuro cônjuge, pobre alma completamente tonta e temporariamente insana certamente, já sabes... Registo civil de Almada.
É que eu não consigo imaginar sítio mais estupidamente romântico e bonito para uma pessoa dar o nó, prometer o resto da vida em juras de amor eterno. Qual Sé de Lisboa, qual altar secundário da Sé de Castelo Branco, qual Igreja de S. João Latrão em Roma! Ali mesmo. Lindo, lindo que só ele.

Fiquei tocada com o enlace, confesso. O nervosismo do noivo, o vestido rosa da noiva que lhe ficava pelos tornozelos, as crianças assim todas aprumadinhas a correrem de um lado para o outro. Nem me apeteceu pensar cá para mim que daqui a dois anos estavam ali naquele mesmo lugar para tirar a senha para o divórcio. Tudo muito lindo, muito romântico...
Até deu para esquecer que uma pessoa estava ali a definhar à quase duas horas para ir levantar o raio do cartão do cidadão daquele pingo de gente que se diz meu irmão.

Mas eles lá foram para o copo de água, e uma pessoa ali ficou, até que finalmente a fila começou a andar outra vez e uma pessoa lá se despachou, para ir à escola que outrora foi sua lá para o seu 5º e 6º ano. Mas quando lá chegou: nada...
E apercebi-me que não tenho memórias significativas daquele lugar. Nada. Nem uma ponta de saudade se levantou, nem um pingo de emoção. Nada. A escola continua parva: os cortinados são os mesmos, as mesas, os bancos, os campos para a Educação Física, só que agora parece tudo muito mais pequeno. Mas sem cor. Sem lembranças... O que é triste. Mas pronto, ficamos assim.

Agora a ver se vou ver o jogo do Brasil-Holanda e tentar não adormecer estupidamente à frente da televisão.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Eu pensava...

...assim na minha loucura que uma das vantagens de ter um dos melhores jogadores do mundo era, precisamente, assim uma coisa parva, que é poder ver marcar golos. E bonitos, se faz favor. Assim, pelo menos, um cada jogo para uma pessoa se animar. Afinal não.
Porque: é impressão minha ou o Ronaldo não anda a jogar puto?

Assim uma pessoa desanima. O que vale é o fofinho do Meireles...  

sábado, 10 de outubro de 2009

Tentei fugir da mancha mais escura

Tentei fugir da mancha mais escura
que existe no teu corpo, e desisti.
Era pior que a morte o que antevi:
era a dor de ficar sem sepultura.

Bebi entre os teus flancos a loucura
de não poder viver longe de ti:
és a sombra da casa onde nasci,
és a noite que à noite me procura.

Só por dentro de ti há corredores
e em quartos interiores o cheiro a fruta
que veste de frescura a escuridão...


Só por dentro de ti rebentam flores.
Só por dentro de ti a noite escuta
o que me sai, sem voz, do coração.

David Mourão-Ferreira