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segunda-feira, 5 de março de 2012

Há Palavras que Nos Beijam

Há palavras que nos beijam 
Como se tivessem boca. 
Palavras de amor, de esperança, 
De imenso amor, de esperança louca. 

Palavras nuas que beijas 
Quando a noite perde o rosto; 
Palavras que se recusam 
Aos muros do teu desgosto. 

De repente coloridas 
Entre palavras sem cor, 
Esperadas inesperadas 
Como a poesia ou o amor. 

(O nome de quem se ama 
Letra a letra revelado 
No mármore distraído 
No papel abandonado) 

Palavras que nos transportam 
Aonde a noite é mais forte, 
Ao silêncio dos amantes 
Abraçados contra a morte. 

Alexandre O'Neill

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Agradeço ao universo todos os dias



Obrigada por aturares as minhas inconstâncias, as alterações de humor repentinas e as minhas parvoíces. Obrigada por me acarinhares, pelos teus abraços e beijos. Obrigada pelo teu afecto. Obrigada pela tua amizade. Obrigada pelo teu amor. 
Nada me deixa mais feliz que poder olhar para ti e dizer que és meu, o meu amor. Obrigada. 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

"I don't see what anyone can see in anyone else... but you."


"you're a part-time lover and a full-time friend. the monkey on your back is the latest trend. I don't see what anyone can see in anyone else... but you. I'll kiss you on the brain in the shadow of the train, I'll kiss you all starry-eyed, my body swinging from side to side. I don't see what anyone can see in anyone else... but you. here is the church and here is the steeple, we sure are cute for two ugly people. I don't see what anyone can see in anyone else... but you. pebbles forgive me, the trees forgive, so why can't you forgive me? I don't see what anyone can see in anyone else... but you. I will find my niche in your car with my MP3, DVD, rumble pack, guitar. I don't see what anyone can see in anyone else... but you. Up, up, down, down, left, right, left, right, B, A, start, just because we use cheats doesn't mean we're not smart. I don't see what anyone can see in anyone else... but you. you are always trying to keep it real, I'm in love with how you feel. I don't see what anyone can see in anyone else... but you. we both have shiny happy fits of rage: you want more fans, I want more stage. I don't see what anyone can see in anyone else... but you. Don Quixote was a steel-driving man. my name is Adam, I'm your biggest fan. I don't see what anyone can see in anyone else... but you. squinched up your face and did a dance, shook a little turd out of the bottom of your pants. I don't see what anyone can see in anyone else... 
....but you...
....but you."

sábado, 26 de novembro de 2011

"with your kiss my life begins"


"You touch me
I hear the sound of mandolins
And you kiss me
With your kiss my life begins

Love me, love me
Say you do

Let me fly away
With you"

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Às vezes gostava de ter o poder de abrir uma janela para o futuro. Uma janela sobre a minha vida daqui a 10 anos para perceber se vai tudo ficar bem. E se eu não estou irremediavelmente a desgraçar a minha vida, a seguir um caminho sem retorno. Ou se afinal até estou a fazer tudo como deve ser e o que agora é bom vai continuar, vai melhorar e o menos bom vai sendo ultrapassado com o tempo.
Gostava de abrir uma janela que como um beijo na testa me faça sentir que tudo vai ficar bem. É do que preciso...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Preciso de alguém que me cante isto.

Ao ouvido. Num murmúrio. Preciso de ouvir estas palavras de alguém que não seja a minha própria voz dentro de mim. Preciso de saber. De validar aquilo que já sei, mas precisa confirmação. Preciso de ouvir que vai ficar tudo bem, pelo que foi  e pelo que está para ser.
Preciso que venhas sem te chamar, abras a porta e me envolvas nos teus braços. Preciso que me afagues o cabelo e digas que já passou. Que me beijes a testa e, num sorriso, prometas que vai ficar tudo bem. 
Então, preciso de alguém que me cante isto...
Porque eu sei que sim, mas preciso de ouvi-lo de ti. 




I believe in you and me
I'm coming to find you
If it takes me all night
Wrong until you make it right
And I won't forget you
At least I'll try
And run, and run tonight
Everything will be alright
Everything will be alright
Everything will be alright
Everything will be alright

I wasn't shopping for a doll
To say the least, I thought I've seen them all
But then you took me by surprise
I'm dreaming 'bout those dreamy eyes
I never knew, I never knew
So take your suitcase, cause I don't mind
And baby doll, I meant it every time
You don't need to compromise
I'm dreaming 'bout those dreamy eyes
I never knew, I never knew
But it's alright...

Everything will be alright
Everything will be alright
Everything will be alright
Everything will be alright

sábado, 6 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A Lídia devia ter dito não

"Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos.)

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassossegos grandes.

Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.

Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.

E se antes do que eu levares o o bolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço."

-Ricardo Reis (F. Pessoa)

Mas a vida é tudo isso... as feridas abertas, o sangue que jorra nas veias com o bater do coração. É o amor que sentimos, é a felicidade que nos embala quando um sorriso terno surge na linha da tua boca... o embalo da felicidade...
Sim, que vivamos a vida como se o futuro nada fosse além de uma palavra sem qualquer significado no dicionário; sim, que a vida venha e que siga seu rumo como suposto, como um rio em direcção ao mar...
Mas que assim seja com todo este misto de emoção, a dor do sofrimento e o embalo suave e feliz do amor: tudo isso é viver.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

"Amo-te tanto...

... que te não sei amar, amo tanto o teu corpo e o que em ti não é o teu corpo que não compreendo porque nos perdemos se a cada passo te encontro, se sempre ao beijar-te beijei mais do que a carne de que és feita, se o nosso casamento definhou de mocidade como outros de velhice, se depois de ti a minha solidão incha do teu cheiro, do entusiasmo dos teus projectos e do redondo das tuas nádegas, se sufoco da ternura de que não consigo falar, aqui neste momento, amor, me despeço e te chamo sabendo que não virás, mas desejando que venhas  do mesmo modo, que como diz Molero, um cego espera os olhos que encomendou pelo correio. "

António Lobo Antunes in Memória de Elefante