quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Enquanto há vida há esperança

O meu novo mantra: "ser tímido não é sinal de inteligência". Para tatuar à volta do pulso esquerdo e lembrar-me que, aparentemente, é sempre melhor ser-se descarada.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A boa notícia

é que estamos vivos.
Barely.

OLÁ! de novo

Ataque de nostalgia? Não.
Procrastinação? Talvez um pouco.

Sempre quero ver se está alguém nesse lado.
Era um tanto mais sã quando escrevia, mesmo tonterias. Tentei começar um diário, em papel, mas não funcionou; é tudo muito real quando se materializa na página, aqui nem tanto.

Não prometo nada.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Olá, Olá!

3... 2... 1.. sssooom ssssssom.
Alguém desse lado?

Há quem reclame a minha presença neste cubículo novamente (tudo doido), portanto aqui vai:

o novo álbum dos Death Cab é lindo e eu já chorei muito com ele.



Adenda: é que já passou tanto tempo que eu já nem me lembro qual é o layout.

Adenda 2: e sim, é óbvio que eu deveria estar a fazer qualquer coisa de cariz muito mais produtivo que estar a escrever aqui passado um ano. Blog enquanto instrumento de procrastinação nunca desaponta. 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

"Perdida para sempre; não era capaz de entender, e tentava suportar o sofrimento desta contradição: por um lado, uma existência, uma ternura, em mim sobrevivendo tais como as conhecera, isto é, criadas para mim, um amor em que tudo de tal maneira encontrava em mim o seu complemento, o seu objectivo, a sua constante direcção, que o génio de grandes homens, todos os génios que houvessem existido desde o começo do mundo não valeriam para a minha avó um só dos meus defeitos; e, por outro lado, mal tinha revivido como presente essa felicidade, senti-la atravessada pela certeza, arremessada como uma dor física repetitiva, de uma nada que apagara a minha imagem dessa ternura, que destruíra essa existência, que abolira retrospectivamente a nossa mútua predestinação, que fizera da minha avó, no momento em que a reencontrava como num espelho, uma simples estranha que um acaso fizera passar alguns anos ao meu lado, como poderia ter acontecido com qualquer outro, mas para quem, antes e depois, eu não era nada, eu não seria nada."
- Em Busca do Tempo Perdido, vol. 4 - Sodoma e Gomorra
Marcel Proust
"Porque às perturbações da memória estão ligadas as intermitências do coração. É sem dúvida a existência do nosso corpo, semelhante para nós a um vaso onde estivesse encerrada a nossa espiritualidade, que nos induz a supor que todos os nossos bens interiores, as nossas alegrias passadas, todas as nossas dores estão permanentemente da nossa posse. Talvez seja também inexacto acreditar que elas se escapam ou que regressam. Em todo o caso, se permanecem em nós, ficam a maioria das vezes confinadas a um domínio desconhecido onde não nos servem para nada e onde, até, as mais usuais são recalcadas por recordações de ordem diferente e que excluem toda a simultaneidade com elas na consciência. Mas, se o quadro de sensações onde se conservaram for retomado, têm por sua vez aquele mesmo poder de expulsar tudo o que com elas for incompatível, de instalar em nós, sozinho, o eu que as viveu. Ora, como aquele que de súbito eu tornara a ser não existira desde aquela noite distante em que a minha avó me despira à chegada a Balbec, foi com toda a naturalidade, não a seguir ao dia actual que esse mesmo eu ignorava, mas - como se existissem no tempo séries diferentes e paralelas - sem solução de continuidade, imediatamente após a primeira noite de outrora, que aderi ao minuto em que a minha avó se inclinava para mim."
- Em Busca do Tempo Perdido, vol. 4 - Sodoma e Gomorra
Marcel Proust

domingo, 20 de abril de 2014

"Essa realidade não existe para nós enquanto não é recriada pelo nosso pensamento (se assim não fosse, os homens que estiveram envolvidos num combate gigantesco seriam todos poetas épicos); e assim, num desejo louco de me precipitar nos seus braços, só naquele momento, mais de um ano passado sobre o seu enterro, por força daquele anacronismo que tantas vezes impede que o calendário dos factos coincida com o dos sentimentos - só naquele momento acabava de saber que ela tinha morrido."
- Em Busca do Tempo Perdido vol. 4 - Sodoma e Gomorra
Marcel Proust

terça-feira, 15 de abril de 2014

segunda-feira, 7 de abril de 2014

"Verificando depois que ninguém me podia ver, resolvi não me incomodar mais, com receio de perder, se o milagre acontecesse, a chegada quase impossível (através de tantos obstáculos de distância, de riscos contrários, de perigos) do insecto de tão longe enviado em embaixada à virgem que havia tanto tempo prolongava a sua espera. Eu sabia que tal espera não era mais passiva que na flor macho, cujos estames se haviam espontaneamente virado para que o insecto a pudesse receber com mais facilidades; do mesmo modo, a flor fêmea, aqui, se o insecto viesse, haveria de arquear galantemente os seus «estiletes» e, para melhor ser por ele penetrada, faria de modo imperceptível, como uma adolescente hipócrita mas em brasa, metade do caminho. As leis do mundo vegetal são, também elas, governadas por leis cada vez mais altas."
Em Busca do Tempo Perdido - Sodoma e Gomorra
Marcel Proust

domingo, 6 de abril de 2014

Proust Report - #3 p.598

Agora sim, está tudo a morrer.
Eu também, um bocadinho, por dentro.

O Drama da Minha Vida

Não consigo chegar aos cinquenta quilos por nada deste mundo. Eu como, eu enfardo tudo e mais alguma coisa; não passo dos 49,200.
Mas agora espero que tudo mude: tenho uma cozinha "abimbalhada". Podia começar uma nova rubrica neste blog (se eu de facto escrevesse alguma coisa) chamada "Ajavardalhando com a Bimby", seria um sucesso. Ele é leite creme, delícias de chocolate, brigadeiros. Diz que também faz uma belíssima carne estufada, até para quem não gosta de carne estufada.
Acho que é desta.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Desilusão

Pensava que quando tirada a Bimby do saco, um coro angelical e um raio de luz iriam banhar de luz toda esta experiência sacro-santa de demonstração das potencialidades milagreiras do aparelho.
Afinal não.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Weird dreams are made of this

Hoje sonhei que estava a conduzir sem carta na 25 de Abril e do carro da frente saíram uns velhos que começaram a passear no meio da ponte como se não fosse nada com eles e, sem querer, atropelei um dos senhores. Veio a polícia e tudo.

Vou ter exame daqui a umas semanas, acham que tem algum significado?

quinta-feira, 6 de março de 2014

Querida Vodka

Acabou, vê se entendes
Não vale a pena, mesmo que me tentes
Não posso mais viver assim...
com estes blackouts de noites inteiras.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Com apenas uma aula, já estou atrasada nas leituras deste semestre.
É isto a minha vida...

Vou ali para um camto deprimir porque nem o sol aparece.