Agora sim, está tudo a morrer.
Eu também, um bocadinho, por dentro.
"A nossa vida é toda ela feita de acasos. Mas é o que em nós há de necessário que lhes há-de dar um sentido." - Vergílio Ferreira
domingo, 6 de abril de 2014
O Drama da Minha Vida
Não consigo chegar aos cinquenta quilos por nada deste mundo. Eu como, eu enfardo tudo e mais alguma coisa; não passo dos 49,200.
Mas agora espero que tudo mude: tenho uma cozinha "abimbalhada". Podia começar uma nova rubrica neste blog (se eu de facto escrevesse alguma coisa) chamada "Ajavardalhando com a Bimby", seria um sucesso. Ele é leite creme, delícias de chocolate, brigadeiros. Diz que também faz uma belíssima carne estufada, até para quem não gosta de carne estufada.
Acho que é desta.
Mas agora espero que tudo mude: tenho uma cozinha "abimbalhada". Podia começar uma nova rubrica neste blog (se eu de facto escrevesse alguma coisa) chamada "Ajavardalhando com a Bimby", seria um sucesso. Ele é leite creme, delícias de chocolate, brigadeiros. Diz que também faz uma belíssima carne estufada, até para quem não gosta de carne estufada.
Acho que é desta.
sexta-feira, 21 de março de 2014
segunda-feira, 17 de março de 2014
Desilusão
Pensava que quando tirada a Bimby do saco, um coro angelical e um raio de luz iriam banhar de luz toda esta experiência sacro-santa de demonstração das potencialidades milagreiras do aparelho.
Afinal não.
Afinal não.
sexta-feira, 7 de março de 2014
Weird dreams are made of this
Hoje sonhei que estava a conduzir sem carta na 25 de Abril e do carro da frente saíram uns velhos que começaram a passear no meio da ponte como se não fosse nada com eles e, sem querer, atropelei um dos senhores. Veio a polícia e tudo.
Vou ter exame daqui a umas semanas, acham que tem algum significado?
Vou ter exame daqui a umas semanas, acham que tem algum significado?
quinta-feira, 6 de março de 2014
Querida Vodka
Acabou, vê se entendes
Não vale a pena, mesmo que me tentes
Não posso mais viver assim...
com estes blackouts de noites inteiras.
Não vale a pena, mesmo que me tentes
Não posso mais viver assim...
com estes blackouts de noites inteiras.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
*triiiin*triiiin* Atenção! Atenção!
O décimo segundo livro d' A Lista é o Mau Tempo no Canal. Bem bom, uh? Faltava um pouco de portugalidade, mas sobretudo insularidade, à lista.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Sonho de meia-noite
Acabar o Proust bem arrumada nos cobertores com chá e um croissant francês.
Tão bom.
Tão bom.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Proust Report - p. 383 [a história das catleias nunca me enganou]
Passei o fim-de-semana com o Proust e chá. Todo um romance de Emily Brönte a acontecer lá fora e eu bem arrumada numa manta com o es-can-da-lo-so affair da Odette e do Swann. Ela nunca me enganou.
A páginas tantas, em vez de uma descrição dos ramos e das flores e das nuvens vou deparar-me com a descrição de todo aquele bacanal. Segundo volume?!
Entretanto, já fui buscar o À Sombra das Raparigas em Flor - lindo lindo título - e espero que amanhã comece então a segunda volta. O Swann não vai mesmo casar com ela pois não?! Vai começar a fazer catleias mas é com a princesa de Guermantes não é?!
A páginas tantas, em vez de uma descrição dos ramos e das flores e das nuvens vou deparar-me com a descrição de todo aquele bacanal. Segundo volume?!
Entretanto, já fui buscar o À Sombra das Raparigas em Flor - lindo lindo título - e espero que amanhã comece então a segunda volta. O Swann não vai mesmo casar com ela pois não?! Vai começar a fazer catleias mas é com a princesa de Guermantes não é?!
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Porque a vida é feita dos pequenos momentos em que tudo se alinha dentro das marcas de estacionamento
Hoje foi o dia em que o mundo assistiu a uma manobra de estacionamento em marcha-atrás perfeita: à primeira, perfeitamente equidistante e dentro das marcas de estacionamento. O estacionamento em marcha-atrás mais bonito de toda a história dos estacionamentos de marcha-atrás, quiçá dos estacionamentos em geral.
Se o Proust a tivesse descrito, a impressão deste momento único daria um capítulo ainda mais deslumbrante que a descrição do campanário de Combray.
Foi lindo.
Se o Proust a tivesse descrito, a impressão deste momento único daria um capítulo ainda mais deslumbrante que a descrição do campanário de Combray.
Foi lindo.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Proust Report - p.179
Things are getting serious.
Está tudo a morrer. Toda a gente morre. Estou a deprimir, porque de facto toda a gente morre e as pessoas que ficam são mesmo boas na filha da putice. As pessoas e a vida, que é trágica e acaba sempre mal.
Está tudo a morrer. Toda a gente morre. Estou a deprimir, porque de facto toda a gente morre e as pessoas que ficam são mesmo boas na filha da putice. As pessoas e a vida, que é trágica e acaba sempre mal.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
domingo, 2 de fevereiro de 2014
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Proust Report - pp. 49-50 [ou eu também já bebi muito chá e nunca se me deu disto]
"E de súbito a lembrança apareceu-me. Aquele gosto era o do pedaço de madalena que nos domingos de manhã em Combray (pois nos domingos eu não saía antes da hora da missa) minha tia Leónia me oferecia, depois de o ter mergulhado no seu chá da Índia ou de tília, quando ia cumprimentá-la no seu quarto. O simples facto de ver a madalena não me havia evocado coisa alguma antes de que a provasse; talvez porque, como depois tinha visto muitas, sem as comer, nas confeiteiras, a sua imagem deixara aqueles dias de Combray para se ligar a outros mais recentes; talvez porque, daquelas lembranças abandonadas por tanto tempo fora da memória, nada sobrevivia, tudo se desagregara; as formas - e também a daquela conchinha de pastelaria, tão generosamente sensual sob a sua plissagem severa e devota -, se haviam anulado ou então, adormecidas, tenham perdido a força de expansão que lhes permitiria alcançarem a consciência. Mas quando mais nada subsistisse de um passado remoto, após a morte das criaturas e a destruição das coisas - sozinhos, mais frágeis porém mais vivos, mais imateriais, mais persistentes, mais fiéis -, o odor e o sabor permanecem ainda por muito tempo, como almas, lembrando, aguardando, esperando sobre as ruínas de tudo o mais, e suportando sem ceder, em sua gotícula impalpável, o edifício imenso da recordação.
E mal reconheci o gosto do pedaço de madalena molhado em chá que a minha tia me dava (embora ainda não soubesse, e tivesse de deixar para muito mais tarde tal averiguação, por que motivo aquela lembrança me tornava tão feliz), eis que a velha casa cinzenta, de fachada para a rua, onde estava o meu quarto, veio aplicar-se, como um cenário de teatro, ao pequeno pavilhão que dava para o jardim e que fora construído para os meus pais aos fundos da mesma (esse truncado trecho da casa que era só o que eu recordava até então); e, com a casa, a cidade toda, desde a manhã até à noite, por qualquer tempo, a praça para onde me mandavam antes do almoço, as ruas por onde eu passava e as estradas que seguíamos quando fazia bom tempo. E, como nesse divertimento japonês de mergulhar a bacia de porcelana cheia de água pedacinhos de papel, até então indistintos e que, depois de molhados, se estiram, se delineiam, se enchem de cores, se diferenciam, tornam-se flores, casas, personagens, consistentes e reconhecíveis, assim agora todas as flores do nosso jardim e as do parque do Sr. Swann, e os nenúfares do Vivonne, e a boa gente da aldeia e suas pequenas moradias e a igreja e toda a Combray e seus arredores, tudo isso que toma forma e solidez, saiu, cidade e jardins, da minha chávena de chá."
E mal reconheci o gosto do pedaço de madalena molhado em chá que a minha tia me dava (embora ainda não soubesse, e tivesse de deixar para muito mais tarde tal averiguação, por que motivo aquela lembrança me tornava tão feliz), eis que a velha casa cinzenta, de fachada para a rua, onde estava o meu quarto, veio aplicar-se, como um cenário de teatro, ao pequeno pavilhão que dava para o jardim e que fora construído para os meus pais aos fundos da mesma (esse truncado trecho da casa que era só o que eu recordava até então); e, com a casa, a cidade toda, desde a manhã até à noite, por qualquer tempo, a praça para onde me mandavam antes do almoço, as ruas por onde eu passava e as estradas que seguíamos quando fazia bom tempo. E, como nesse divertimento japonês de mergulhar a bacia de porcelana cheia de água pedacinhos de papel, até então indistintos e que, depois de molhados, se estiram, se delineiam, se enchem de cores, se diferenciam, tornam-se flores, casas, personagens, consistentes e reconhecíveis, assim agora todas as flores do nosso jardim e as do parque do Sr. Swann, e os nenúfares do Vivonne, e a boa gente da aldeia e suas pequenas moradias e a igreja e toda a Combray e seus arredores, tudo isso que toma forma e solidez, saiu, cidade e jardins, da minha chávena de chá."
- Em Busca do Tempo Perdido I, No Caminho de Swann.
Marcel Proust
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Proust Report - p.48
Umas sete páginas a descrever aquele momento de intermitência entre a vigília e o sono, logo de início. Quem se queixa das 10 páginas queirosianas de descrição do sofá verde devia meter os olhos nisto.
Esta é a minha expressão facial e interior no resto da leitura:
Às vezes é esta:
Mas normalmente é assim:
Estamos bem.
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