quinta-feira, 28 de março de 2013

As voltas que o dia dá

Vinha preparada para falar da reformas das camisolas interiores e dos casacões girissímos que ostento por essas ruas invernosas fora, mas a meio da tarde voltamos à chuva, vento e frio polar, pelo que graças a deus levei um gorro, é preciso proteger o intelecto. 
Quero que chegue a Primavera, quero ir passear à beira rio e assim não dá.
 

segunda-feira, 18 de março de 2013

No bom caminho

Eu só sei que durante os trinta minutos em que me arrasto para a frente e para trás a tentar fazer algo que se assemelha a "correr", não tenho crises existenciais quanto à matéria que tenho para estudar e para a qual não tenho tempo, para os textos chatinhos que tenho de ler para as apresentações e quanto ao facto de já estarmos quase a meio do semestre e eu daqui a nada já estar licenciada. A única coisa que me preocupa é a dor de burro e a iminência de cuspir um pulmão. E isso só pode ser bom para a minha sanidade mental, já de si bastante precária. 

terça-feira, 12 de março de 2013

A minha triste vida

O universo tem algo contra mim e isso manifesta-se no facto de apenas começar a chover no momento em que eu saio de ambientes fechados. Durante as aulas, dentro do metro, ao almoço não chove; mas quando há que movimentar-me de edifício para edifico na bela instituição da avenida de Berna ou quando saio do metro para ir para casa iniciam-se dilúvios imemoriais. É sina.
O universo não gosta de mim e isso é visível pelo facto de, ao sair de casa ontem de manhã, partir as veredas do guarda-chuva numa rajada de vento, e com chuva a acompanhar apenas a partir do momento em que saio da porta do prédio, tentar voltar a casa para ir buscar outro, mas ter-me esquecido da chave em casa. Sem outro remédio que atravessar o descampado com o guarda-chuva virado do avesso (o meu caso foi muito mais dramático que esta simpática senhora asiática), porque ao menos ainda me cobria a cabeça. 
Para além disto, hoje com um esplendoroso dia de sol o dia inteiro, começa a chover quando eu saio do metro carregada de fotocópias. É castigo, só pode.

sábado, 9 de março de 2013

Diana Catarina não sabe falar com turistas sem que seja em inglês. Mesmo o seu espanhol (que é terrível)  tem tendência a desaguar no inglês. Bah.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Soube esta manhã que a Maria Helena Martins está a substituir a Maya nas manhãs da SIC. Fiquei bastante contente com esta notícia, porque como sabem sou grande admiradora do trabalho da sôdona Maria Helena (sinceramente). Tem muito boas previsões, bem melhor que a Maya, que nunca acerta em nada. 
Assim até sou capaz de me levantar mais cedo para ouvir as suas previsões e preparar o meu dia. Muito boa notícia. 

sábado, 2 de março de 2013

sexta-feira, 1 de março de 2013

É mesmo verdade

Eu pensava que era mito, mas afinal é perfeitamente possível que um bloco considerável de tempo seja completamente apagado da memória aquando uma noite de bruta bebedeira. 
Toda a premissa do The Hangover soa-me agora perfeitamente plausível. Nunca pensei, juro.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Já entreguei TODOS os livros em atraso nas bibliotecas cá do burgo. Estou de castigo "só" até dia 15, acho que sobrevivo. 

Caraças

Não sei se já aqui referi a minha relação de tolerância/ódio ao Alive. É uma coisa que me consome verdadeiramente. Eu odeio o Alive porque me faz querer ir ao Alive, e eu não quero/não gosto de ir ao Alive. Alicia-me com um cartaz bastante bem composto, mas tem uma organização de merda: os horários dos concertos são parvos e o tempo entre concertos é terrível, tem imensa gente parva concentrada num recinto plano pequeno, a cada passo leva com encontrões e depois é extremamente convencido. Pensa que é a melhor coisinha do mundo, e não é. É irritante. Mas tem boas bandas no palco secundários e uns tantos bons cabeças de cartaz que apetecem ver. O que é terrível para quem se quer manter afastado daquele lugar de tentação. 
Eu odeio o Alive. Mas quero ir ao Alive ver Alt-J. E odeio o Alive por me quer fazer ir ao Alive. Filhos da puta. 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Quero todos




Momento fashionista do dia. O que é certo é que eu tenho um aniversário à porta. Acho que qualquer um deles seria adequado a tamanha celebração.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

O dia em que Diana Catarina volta à actividade um tanto ou quanto espasmódica a que chama "correr"*

Se bem que começar logo hoje é capaz não ter sido uma ideia brilhante, visto que é dia de Oscares e gostava de não adormecer a meio da cerimónia. Estou aqui um pouco debilitada nas pernas, e um pouco nos braços, porque experimentei aquelas maquinetas de exercício.

Tenho agora um novo objectivo para cumprir um plano (mais ou menos) regular de treino, visto que o factor «transportes públicos» não foi suficiente. Vou começar a correr para não ter diabetes. E quem diz diabetes, diz doença renal crónica, problemas cardíacos, colesterol, etc. Acho que o facto de poder viver mais tempo e com mais saúde é um bom motivo para me fazer levantar do sofá, se bem que continua num plano um bocado abstracto: diz que sou jovem, e nas mentes jovens a velhice é só mesmo uma ideia longínqua, nunca vamos morrer, forever young, bla bla. Para combater isto, se calhar é preciso um objectivo mais a curto prazo, porque se calhar apenas com estes ainda não chego lá. 
A solução passa, é claro, por inscrever-me numa maratona. Uma entrada assim a pés juntos, um bom choque para o sistema. Uma meia-maratona, vá. Ou uma mini meia-maratona. Vai ocorrer agora uma Abril, e pelo percurso estou a ver que o ponto A é longe para caraças do ponto B. Vi o plano de treino colectivo, a que nos podemos juntar, e eles levam isto mesmo a sério. Se calhar é melhor skip this one e empenhar-me até à próxima.
Vou imprimir um cartaz para colar na mesa de cabeceira com alguma mensagem motivacional: "Uma jornada de mil léguas começa com um simples passo", Confúcio. É bonito e capaz de resultar.
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*'cause I'm a strong and emancipated woman.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Qual é o tipo de credibilidade que eu posso dar a quem se senta ao meu lado nas aulas com cadernos da Hello Kitty? No 3.º ano de licenciatura, pessoas!

Por outro lado, e num sentido de auto-crítica, acho demasiado pretensioso da minha parte ir para uma aula  sobre Pessoa com pin's do Pessoa no estojo. Acho que é melhor tê-los na reserva. 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Não deve ser surpresa para ninguém

Mas aqui me confesso: eu também cusco sempre que posso o que andam as pessoas a ler, especialmente em transportes públicos, lugar de excepção para julgar as leituras alheias. Das minhas observações, mais em hora de ponta, predominam o 50 Shades of Grey (inclusive por senhores cavalheiros) e romances de saquinho de tule. 
Tudo isto para dizer que me dá a crer que a partir desta selecção de fotografias do metro de NYC nos States tem-se melhor companhia de leitura nas viagens do underground
Mas quem sou eu para julgar publicamente as escolhas alheias?, já aprendi a minha lição. 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013



"A caminho da Baixa, no metro, decidiu que as pessoas sofrem de nostalgia temporal pela década em que nasceram. Porque se sentia naquele momento como se estivesse a viver nos dias da Depressão: o fato, o emprego municipal que acabaria daí a mais duas semanas no máximo. À sua volta, só via pessoas de fatos novos, milhões de flamantes objectos novos que eram produzidos todas as semanas, carros novos nas ruas, casas que se erguiam aos milhares nos subúrbios que deixara meses antes. Onde estava a depressão? Na área das entranhas de Profane e na do crânio, oculta pelo optimismo de um apertado fato de veludo azul e de uma esperançosa cara de schlemihl."
- V., Thomas Pynchon