"A nossa vida é toda ela feita de acasos. Mas é o que em nós há de necessário que lhes há-de dar um sentido." - Vergílio Ferreira
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Aparentemente os oito (!) leitores deste blog não acham piada à criação de uma página de facebook do blog
Vamos deixar este recanto num registo underground? Está bem.
sábado, 5 de janeiro de 2013
"São os espíritos superficiais que mais crêem nos êxitos retumbantes, nas fórmulas fáceis de para vencer, pois isso lhes lisonjeia a incapacidade e a fraqueza de vontade. Os lances engenhosos, em que se torce a moral para obter um mais rápido efeito, conseguem grande público. Mas a vida, cujas leis são infinitamente mais sóbrias, mais puras do que as dos homens, não os aceita. Quina, que nada mais fez durante a vida que juntar migalhas, foi alcunhada de desonesta quando, depois de muitos anos, se apresentou abastada, sem contudo deixar de ser tão parca quanto era antes. O equilíbrio era quase, naquelas mulheres, uma forma de génio; e o que as fez sempre tão originais, pois o equilíbrio de nervos e de razão é tudo quanto há de menos vulgar nas criaturas humanas."
- A Sibila, A. Bessa Luís
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Resoluções upa upa
Sinceramente, não me lembro das resoluções do ano passado, o que provavelmente significa que não tive grande sucesso em cumpri-las, mas tenho fé para este ano. A saber:
- Jogging à séria: desta é que é mesmo (!). Depois de um ano a tentar arranjar companhia que não fosse tão preguiçosa quanto eu, vou desistir dessa tarefa hercúlea e começar a correr assim mesmo. Acho sinceramente que o último semestre podia não ter sido tão stressante se tivesse corrido assim à maluca aos domingos; diz que a actividade física tem efeitos benéficos, nem que seja pelo efeito placebo e o ficar tão cansada depois que não me ponho a pensar na carga descomunal de coisas que tenho para fazer, mas que não me apetece. Portanto parece-me uma boa solução para este próximo semestre; até a Maria Emília, a presidenta deste rico município, quis incentivar-me e instalou aquelas maquinetas todas giras aqui ao pé. Uma fofinha.
- Ter licença para conduzir. Pode parecer contraditório com o ponto anterior, mas não posso ir a correr para todo o lado. Tenho sítios onde ir e um carro parado à porta; estão a ver o desperdício?
- Ir mais ao teatro. Aqui me confesso: não sou a maior fã de idas ao teatro, MAS! este ano vou dedicar-me e aqui com um teatro (feio, com um azul horroroso) com peças muito interessantes em cena, é um desperdício. A primeira ida já está planeada. Hurray!
- Ler mais autoras femininas. So far so good. Já estou a ler a Agustina Bessa-Luís e tenho ali a Lídia Jorge à espera. Acabei o ano passado com a Inês Pedrosa, mas foi um bocado mauzinho. Alguém me recomenda um bom livro da senhora? Que não seja meloso?
- Arranjar um emprego, tipo um part-time na Fnac, Bertrand, Starbucks (onde possa ter café à borla, ou pelo menos descontos no dito), cenas assim.
- Decidir o que tirar no mestrado. Tenho um semestre para decidir. Porreiro, não é?
- Escrever mais! Aqui e possivelmente criar um blog só para leituras - tive um cadeira livre este semestre inteiramente dedicada à arte de saber ler, e era bom usar isso, toda essa sabedoria. (A cadeira foi leccionada pelo Nuno Júdice, já disse? Foi brilhante.) Mas escrever não só sobre os outros, mas criar eu também coisas para os outros lerem. Podíamos fazer exercícios de escrita criativa juntos, how cool would that be? (Preciso de motivação).
Acho que é só isto, e já uma lista bem composta.
2013 vai ser porreiro.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Desilusões de 2012
A descoberta de que este senhor do anúncio da Media Markt era afinal o Stallone na versão Rocky e não uma suposta imitação do Jorge Jesus desabou o meu mundo. Toda a construção que eu tinha do universo veio por aí abaixo, eu fiquei muito triste com a notícia e a minha vida nunca mais foi a mesma.
A cena é o cabelo.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
domingo, 30 de dezembro de 2012
Dois mil e doze
Foi porreiro. Depois do que escrevi aqui em altura semelhante (aliás, há exactamente um ano), 2012 foi até fofinho. As ondas de repercussão fizeram-se sentir de várias formas, mas aguentou-se, eu aguentei-me, (hurray!) e o mundo afinal não acabou.
2012 trouxe Primavera Sound, Alive, Porto, muita Lisboa, estudo, procrastinação, não tanta procrastinação este último semestre, houve até estudo árduo, trouxe Jogos Olímpicos e B Fachada de Dezembro a Dezembro. Muitos livros e música. Amor.
Muitas coisas mudaram, mas a Maria Helena Martins diz que o próximo ano é de amadurecimento interior e que vou direitinha ao sucesso, o que me deixa muito mais descansada (tenho fé nas palavras da Maria Helena: ela disse para ter cuidado com as dores de garganta esta semana, e eu de facto tive uma dor de garganta, portanto não me digam que é tudo mentira). Mas estamos ainda a falar de 2012, um ano de mudanças a todos os níveis: do sistema, do estado e do homem. Mas sobrevivi e estou aqui a contar que 2013 seja fixe.
2013 tem de ser O ano, um ano de decisões que podem mudar o rumo de uma vida, um ano definitivo; por favor, ou isto ou o ano em que eu não estrague tudo.
Por favor, que eu não estrague nada na minha vida em 2013, porque contrariamente ao esperado, 2012 foi afinal um ano do caraças.
É este o meu desejo para 2013. Já venho falar das resoluções.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Challenge completed! Palmas para mim!
Obrigada, obrigada! Obrigada a todos aqueles que tornaram este sonho possível, à Feira do Livro por ter apetrechado a minha estante e às bibliotecas cá do burgo pela sua contribuição valiosíssima a esta causa.
10663 páginas lidas, destaque para as descobertas maravilhosas de Henry Miller, a «parede de palavras» que foram A Insustentável Leveza do Ser e Sinais de Fogo.
(E morte à Carta ao Pai do Kafka, uma desilusão).
Sinto-me realizada.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Eu vinha preparada para falar do meu relógio novo, um mimo, mas deparo-me algures com isto e... já não há vida para além do "Fim"
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Ide ouvir em massa no bandcamp do moço, agora com família para sustentar.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Apercebi-me ao longo dos anos que aquilo que eu gosto mesmo mesmo no Natal não é o Natal em si, mas a antecipação. Como somos, literalmente, meia dúzia de pessoas na família também não é altura propriamente especial para estar com ela, porque é isso que fazemos o ano todo.
Portanto o que eu gosto mesmo no Natal é o fazer a árvore, ir ver as luzes, os anúncios na televisão, essas coisas. E enfardar, claro.
domingo, 23 de dezembro de 2012
Outra coisa gira para se fazer em estados de semi-ressaca
Acabar ensaios. Melhor cena de sempre.
Mas foi entregue não foi? Então pronto. Agora é só agonizar por antecipação em relação à nota até à primeira semana de Janeiro e planear festas de vodka tónico, porque na quinta não se chegou lá, e fiquei bem aviada logo com o vinho do Porto, vodka preto e outro vinho sei lá de onde. Estava mesmo a precisar.
sábado, 22 de dezembro de 2012
Coisas giras para fazer em estados de semi-ressaca
Pôr-me num cacilheiro para atravessar o Tejo.
Foi bué giro.
Foi bué giro.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
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