segunda-feira, 19 de novembro de 2012

E é logo

Primeira crise existencial da semana, assim entrada à pé juntos para começarmos bem. 
E depois o pior é que a coisa se resolvia com uns copos e uma saída para "desanuviar", mas parece-me tão trabalhoso que o que me apetece é sopas e descanso (menos as sopas, uma tablete de chocolate Milka vá) e adormecer a ver televisão enroscadinha no sofá.  
É sinal da velhice? 

domingo, 18 de novembro de 2012

Histórias de Vizinhança - Parte III (ou como eu odeio os meus vizinhos)

E não que os meus ricos vizinhos do lado resolveram por a tocar um belo de um álbum de sertanejo (sim! sertanejo!) às 10 da manhã num belo dia de domingo?! E conseguir dormir com a barulheira? Pois, está quieto. No único dia em que posso dormir até mais tarde - já viram o quão aplicada estou este semestre? - é o dia em que se lembram de dar música ao prédio. 
É assim que o universo me recompensa por todo o trabalho árduo? É assim?!
Estou perturbadíssima. 

sábado, 17 de novembro de 2012

XIII

"e é preciso correr é preciso ligar é preciso sorrir
é preciso suor
é preciso ser livre é preciso ser fácil é preciso a roda
o fogo de artifício
é preciso o demónio ainda corpolento
é preciso a rosa sob o cavalinho
é preciso o revólver de um só tiro na boca
é preciso o amor de repente de graça
é preciso a relva de bichos ignotos
e o lago é preciso digam que é preciso
é preciso comprar movimentar comércio
é preciso ter feira nas vértebras todas
é preciso o fato é preciso a vida
da mulher cadáver até de manhã
é preciso um risco na boca do pobre
para averiguar de como é que eles entram
é preciso a máquina a quatro mil vóltios
é preciso a ponte rolante no espaço
é preciso o porco é preciso a valsa
o estrídulo o roxo o palavrão de costas
é preciso uma vista para ver sem perfume
e outra menos vista para olhar em silêncio
é preciso o lôgro a infância depressa
o pêso de um homem é demais aqui
é preciso a faca é preciso o touro
é preciso o miúdo despenhado no túnel
é preciso fôrças para a hemoptise
é preciso a mosca um por cento doméstica
é preciso o braço coberto de espuma
a luz o grito o grande ôlho gelado

E é preciso gente para a debandada
é preciso o raio a cabeça o trovão
a rua a memória a panóplia das árvores
é preciso a chuva para correres ainda
é preciso ainda que caias de borco
na cama no chôro no rôgo na treva
é precisa atreva para ficar um verme
roendo cidades de trapo sem pernas"
- Mário Cesariny

Semana de terror

Em pânico, porque afinal a apresentação do ensaio de Sistemas é só na quinta, e eu pensava que era já na terça. Era menos mau, porque despachava isto de um vez. Assim vou estar três dias em ansiedade e terror, porque vai ser especialmente mau. Tenho isto pronto há uma semana, algo nunca visto no planeamento académico da minha pessoa, que é daquelas que escreve bem mas é à pressão. Desta vez, bastou o pânico generalizado no seu sistema nervoso para a coisa sair.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Dia do Desassossego

Isto apresenta-se-me como uma bela desculpa para interromper o meu estudo intensivo de Sistemas, escritas de ensaios e afins e percorrer Lisboa com o livro d'O Ano da Morte de Ricardo Reis na mão, visitar as exposições na Fundação e ir ao São Carlos no fim do dia. 
Tudo com entrada gratuita e livros com 50% de desconto na livraria da Fundação.

Todo o programa aqui.



quarta-feira, 14 de novembro de 2012

"A morte seguiu pois pelo corredor até à primeira porta à direita de quem entra e por aí passou à sala de música, que outro nome não se vê que deva ser dado à divisão de uma casa onde se encontra um piano aberto e um violoncelo, um atril com as três peças da fantasia opus setenta e três de robert schumann, conforme a morte pôde ler graças a um candeeiro de iluminação pública cuja esmaecida luz alaranjada entrava pelas duas janelas, e também algumas pilhas de cadernos aqui e além, sem esquecer as altas estantes de livros onde a literatura tem todo o ar de conviver com a música na mais perfeita harmonia, que hoje é a ciência dos acordes depois de ter sido a filha de ares e afrodite."

- As Intermitências da Morte, J. Saramago


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A saber

Pela primeira vez na vida, Diana Catarina está a anti-bióticos. 
Tive sempre uma saúde de ferro providenciada por uma infância de ares puros da serra e portanto nunca tive problemas por aí além. Nunca parti nenhum osso que fosse, para grande tristeza minha, porque assim dava para faltar a Educação Física e eu não gostava nada daquilo. Todo o meu historial médico é bastante desinteressante e as maleitas de que padeço são sempre muito parvas, como agora. É que isto dói para caraças, mas nem para ter direito a umas canadianas, ou bengalinha, dá. 
É risível.


Adorava saber que puta pariu os horários dos metros cá do burgo. Onde é que é lógico que passem na mesma paragem três metros para o mesmo destino, com um minuto de distância temporal? "Obladi oblada, vêm de linhas diferentes", não! dois deles vêm de sítios diferentes, mas chegam à mesma hora à paragem os três! E de Cacilhas saem com 2 minutos de diferença. Dois.
Isto em hora de ponto, claro. Mas mesmo assim os metros não fazem o percurso assim tão cheios que haja necessidade de saírem quase simultaneamente, quando por exemplo meia hora mais tarde saem quando o rei faz anos e completamente descoordenados com os horários dos barcos: à mesmíssima hora que chega o barco, sai o metro e depois só volta a partir tipo 15/20 minutos mais tarde. Uma puta de uma racionalidade. 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Cara funcionária do McDonalds

Eu demoro o tempo que quiser a decidir que McMenu quero, tá?! Estava atrasada para alguma compromisso, era? Dado que não havia NINGUÉM atrás de mim eu arrogo o direito de poder decidir sem me sentir pressionada, porque, lá está, NÃO ESTAVA LÁ MAIS NINGUÉM PARA SER ATENDIDA A NÃO SER EU. 

Cara funcionária da Claires

Realmente, não se pode ter pior sorte que trabalhar na Claires e ter de usar essas bugigangas na cabeça. Eu é que gostava de ter um futuro e por isso não gosto de abrir guarda-chuvas dentro de portas... Diz que dá azar e eu não queria arriscar.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

"and another one goes by"

Não há muito que eu possa dizer acerca de Walkmen, apenas que ontem me deram uma das melhores noites da minha vida.
E ouviram o meu pedido encarecido e tocaram esta, uma que eu já tinha perdido toda a esperança de alguma vez ouvir ao vivo por aquelas guitarras e vozes. Perfeito. 



(Ah, e ainda açambarquei uma setlist)

domingo, 4 de novembro de 2012

Quase, quase, quase



"if you want my eyes, take my eyes; they're always true. if you want my heart, take my heart; it's right here for you..." 

Diz que amanhã há disto

E para recompensar a minha exaustão intelectual e académica, amanhã há disto para alegrar o meu coração.
Vou fazer cartazes.



É andar a pão e água daqui para a frente, mas também, quem é que tem tempo para refeições com tantos trabalhos e leituras para fazer?

sábado, 3 de novembro de 2012

"Então Diana Catarina, o que tens feito hoje?"

Tenho feito muito, obrigada por perguntarem.
Já corri para apanhar o metro às 10.30 da manhã, à chuva (obrigada ao senhor que me segurou a porta) para vir para a biblioteca cá do burgo, já li textos para Sistemas, abri o documento do ensaio de Sistemas, mas não me apeteceu muito escrever (só ontem fiz duas páginas e rascunhei outras tantas, yuppi) portanto tratei da bibliografia e guardei uns pdf's, assisti a uma cena muito engraçada envolvendo telemóveis e alegadas atitudes autoritárias dos funcionários da biblioteca, passeei o Rousseau e o seu Contrato Social pelo Pingo Doce, contribui com um litro de leite e uma lata de salsichas para a Cáritas (não é muito, mas é de boa vontade), almocei salmão bem bom, voltei para a biblioteca, li umas cenas, calendarizei uns trabalhos (algo inédito na minha pessoa, atenção), requisitei um livro do Murakami e outro de poesia do Cesariny (a minha lista de livros é um tanto esquizofrénica) e agora estou aqui na biblioteca a fazer tempo para me ir embora e não parecer em vão a minha vinda (há que aproveitar até ao fim). 

E pronto, agora vou para casa. 
É de salientar que não tenho feito mais nada da vida a não ser trabalho académico, e vá ir a Ornatos o fim-de-semana passado. 
Estou um bocado exausta e a duvidar do sentido da vida; mas pronto. 
Vou arrumar as minhas coisas, antes que me expulsem com toques de autoritarismo fascizante. 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Pesadelo em Lisi Street part II - O Erro Conceptual

Aconteceu outra vez e acordei em pânico. Tudo porque o senhor me enviou um e-mail a "alertar" para a armadilha descritiva. Acordei em pânico e a duvidar de tudo o que já escrevi no ensaio (os três parágrafos),  a duvidar da pesquisa que fiz, da bibliografia, autores e da metodologia que estou a usar. 
Tive uma bonita crise existencial à hora de almoço. 
Tive que meter na cabeça que o melhor é continuar, continuar continuar e não racionalizar. Escrever o que tenho a escrever e depois editar. Mas não está fácil manter a calma e a compostura. 

Mas o que é que eu estou a fazer aqui?

sábado, 27 de outubro de 2012

Sábado de manhã

Diz que é sábado, quase 11 horas, diz que estou na biblioteca a ver se faço algo de produtivo, mas também "ouvi dizer" que a minha produtividade reside em alterar cabeçalhos e colar o logo da faculdade na folha de rosto. Poderia ser um "dia mau", mas logo à noite diz que há disto no Coliseu e um bilhete à minha espera.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Sexta-feira para que te quero

Amanhã é dia de biblioteca o dia inteiro. Tentar começar a sério o ensaio de Sistemas, ler textos para as aulas de Sistemas, ler os textos de Literatura Americana e possivelmente Pensamento Político Português. Toda uma amálgama de coisinhas boas e nutritivas. 

Vai ser uma dia divertido. 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

terça-feira, 23 de outubro de 2012