sábado, 22 de setembro de 2012

Raios as partam

Não pensem vossas excelências que se se põem na puta da conversa como se estivessem na discoteque a ouvir David Guettá durante a Sozinho no Róque, eu não vos mando calar. Porque mando, como mandei. 
Porque é uma bruta falta de respeito tanto para com quem está a actuar, como para as pessoas que se sentem incomodadas com os vossos risinhos e diálogos de meninas queridaaaaas da Linha durante uma música como aquela, onde se sente a mínima perturbação. Pois, lol.
Foda-se, pah. O diabo que vos carregue.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012


FRENTE A FRENTE


Nada podeis contra o amor.
Contra a cor da folhagem,
contra a carícia da espuma,
contra a luz, nada podeis.

Podeis dar-nos a morte,
a mais vil, isso podeis
— e é tão pouco.

- Eugénio de Andrade,
 in «Palavras Interditas · Até Amanhã»

sábado, 8 de setembro de 2012

Fora isto, é um orgulho estudar aqui!

É só para dizer que odeio a FCSH neste momento. Aliás, eu odeio a FCSH desde quinta, quando saíram os horários. Fui de só ter um par de cadeiras para fazer no 1º semestre a ter sobreposições, but no worries porque o horário do departamento de Literaturas resolve. Uma ova que resolve, só complica. 
Neste momento tenho excesso de cadeiras livres e défice de cadeiras condicionadas, porque o meu rico departamento decide cortar aquelas que estava a planear fazer, ou seja, as melhores, mais interessantes e intelectualmente mais estimulantes. 
E depois é claro que as cadeiras que queria fazer com determinado professor têm de estar sobrepostas com outras cadeiras que também gostava de fazer com determinados professores. E é claro que tem de ser assim, porque já não há possibilidade de fazer para o ano. Como é igualmente claro que não consiga aceder ao guia de cursos no site da faculdade para escolher as opções. É evidente que tinha isto tudo de acontecer.

I´m freaking out!

Mas acho que assim que resolver estes bumps on the road, vou ter dois semestres muito bons, com boas cadeiras e bons professores. 
Foi um orgulho e prazer estudar nesta instituição. 
Agora vou só ali chorar no canto um bocadinho, porque está quase a acabar...

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

"what's the matter? you hurt yourself"

"Paris é como uma puta. De longe parece deslumbrante, não descansamos enquanto não a tivermos nos braços. Cinco minutos depois sentimo-nos vazios, desgostosos connosco próprios. Sentimo-nos logrados."
- Trópico de Câncer, Henry Miller


sexta-feira, 31 de agosto de 2012


"Deixara de constituir mistério para mim o motivo por que ele e outros (Dante, Rabelais, Van Gogh, etc., etc.) tinham feito a sua peregrinação a Paris. Compreendia por que razão Paris atrai os torturados, os alucinados e os grandes maníacos do amor. Compreendia por que razão aqui, no próprio eixo da roda, é possível adoptar as teorias mais fantásticas e impossíveis sem as achar nada estranhas; é a
qui que voltamos a ler os livros da nossa juventude e que os enigmas assumem novos significados: um por cada cabelo branco. Percorremos as ruas sabendo que somos loucos, que estamos possessos, porque salta aos olhos que estes rostos frios e indiferentes com que nos cruzamos são os rostos dos nossos guardas. Aqui todas as fronteiras se esbatem e o mundo revela-se o matadouro louco que é. A rotina alastra até ao infinito, os postigos fecham-se bem fechados, a lógica anda descontroladamente à solta e cutelos ensanguentados brilham no ar. O ar está gelado e estagnado, a linguagem é apocalíptica. Não há nenhum letreiro a indicar por onde se sai; a única saída é a morte. Um beco sem saída ao fundo do qual se ergue um cadafalso."
- Trópico de Câncer, Henry Miller

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Dear time, just slow the fuck down

Este 3º ano de licenciatura tem todo o potencial de se tornar o ano de todas as crises existenciais e deprimências. Primeiro, porque é o terceiro - vamos lá repetir outra vez para interiorizar: terceiro ano, terceiro! Segundo, porque é o último da licenciatura, depois disto finito, não há mais, acabou para sempre. Terceiro, porque não faço puto de ideia do que vem a seguir; provavelmente mestrado, mas que mestrado? em quê? aaah pois. Quarto, porque vem aí uma sequela de PPOI, com todas as consequências de tal facto.
Como o tempo passa depressa: ainda no outro dia era uma caloira em pânico por causa de HTEP e Economia e agora já só entro em pânico com cadeiras a sério, tipo Sistemas Políticos (respira, Diana, respira). O tempo passa muito rápido o que não é bom nem aconselhável às fraquezas de coração; não estou preparada para ser licenciada, nem mestre, ainda no outro era só uma miúda parva do secundário e agora só pretendo ser uma miúda parva ainda (sublinhar o ainda) a tirar o curso. E depois deixar a FCSH vai-me custar muito sim senhor, a cave e a esplanada são uma segunda casa, os jardins da Gulbenkian o meu pátio. 
Vai ser assim a modos que nostálgico este ano. E vai passar num instante como os outros dois até aqui.
Foda-se.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Olá, eu sou a Diana, tenho vinte anos, mas a maturidade emocional de uma criança de dez.

Lógica

Eu abomino polvo desde miúda. Odeio o bicho de morte, especialmente se vem parar ao meu prato.
Também não gosto da comida com azeite, só mesmo na salada.

Face a isto seria de prever que a minha reacção ao almoço não fosse a melhor, vendo uns tentáculos de polvo no prato:
"Oh mãe!"
"Anda põe-lhe azeite que fica melhor..." - diz ela, e trata de me por azeite no bicho e nas batatas.

What?!
Acabei a comer Chocapic.

sábado, 18 de agosto de 2012

Afinal há sempre uma razão

Uma ternura ternurenta porra!

Com um pé na estrada



e o outro à beira do caminho.
Vida no campo.
Mas segunda já regresso à capital!

Ainda na linha dos paradoxos

Sou filha de marinheiro, mas não acho piada a temáticas náuticas na Literatura.
Romances no mar, em barcos e afins: not my cup of tea.

"I'm a fucking walking paradox"*

Eu sou a pessoa que sente mais insegura quando vê um carro da polícia a patrulhar o bairro de sua residência. Porque se eles andam por aí, é porque aquela é uma zona potencialmente perigosa. 
Serei normal? 
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*get it?

3 anos

Parece impossível, mas já lá vão três anos que o Um Caso de Acasos fez a sua estreia blogosférica. Partindo do meu estado de irremediável aborrecimento, aqui no meio da serra, já passaram três anos e muita parvoíce escrita, desabafos e celebrações; e mesmo que ultimamente não tenha escrito como e com a frequência desejável (até para a minha sanidade mental), foram três anos porreiros. Que venham muitos mais, porque eu ainda tenho muitas parvoíces para dizer. Oh senhores, se tenho!



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Dilemas, dilemas

Estou a viver um dilema muito grande: não sei o que hei-de ler a seguir. Já li os livros da  biblioteca que trouxe comigo aqui para a serra e tenho o Vergílio Ferreira com o Para Sempre e o Kerouac com o Desolation Angels (♥) em fila de espera na mala. O problema é que estou a achar um desperdício lê-los aqui. Amaldiçoo a hora em que decidi deixar ficar o Henry Miller em casa, porque me pesava a mala. Grrrrr...
E depois eu não consigo ficar sem nada para ler. Estou a desesperar! 


Acho que vou começar a ler o Vergílio Ferreira, mas devagarinho para durar até ao meu regresso. 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

"Às vezes conseguia adormecer repetindo o mesmo vezes sem 
conta até que depois de a madressilva se misturar com o outro cheiro o conjunto de odores passava a simbolizar a noite e o desassossego e eu parecia estar ali deitado nem acordado nem a dormir estendendo o olhar ao longo de um corredor de penumbra acinzentada onde todas as coisas estáticas se tinham tornado sombras todas elas paradoxais tudo o que eu tinha feito sombras tudo o que eu tinha sentido e sofrido tomava formas visíveis medonhas e perversas sem referências elas próprias inerentes à negação do significado que deviam reafirmar pensando que era e não era ao mesmo tempo quem não era não era quem."
- O Som e a Fúria, William Faulkner