sábado, 18 de agosto de 2012

"I'm a fucking walking paradox"*

Eu sou a pessoa que sente mais insegura quando vê um carro da polícia a patrulhar o bairro de sua residência. Porque se eles andam por aí, é porque aquela é uma zona potencialmente perigosa. 
Serei normal? 
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*get it?

3 anos

Parece impossível, mas já lá vão três anos que o Um Caso de Acasos fez a sua estreia blogosférica. Partindo do meu estado de irremediável aborrecimento, aqui no meio da serra, já passaram três anos e muita parvoíce escrita, desabafos e celebrações; e mesmo que ultimamente não tenha escrito como e com a frequência desejável (até para a minha sanidade mental), foram três anos porreiros. Que venham muitos mais, porque eu ainda tenho muitas parvoíces para dizer. Oh senhores, se tenho!



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Dilemas, dilemas

Estou a viver um dilema muito grande: não sei o que hei-de ler a seguir. Já li os livros da  biblioteca que trouxe comigo aqui para a serra e tenho o Vergílio Ferreira com o Para Sempre e o Kerouac com o Desolation Angels (♥) em fila de espera na mala. O problema é que estou a achar um desperdício lê-los aqui. Amaldiçoo a hora em que decidi deixar ficar o Henry Miller em casa, porque me pesava a mala. Grrrrr...
E depois eu não consigo ficar sem nada para ler. Estou a desesperar! 


Acho que vou começar a ler o Vergílio Ferreira, mas devagarinho para durar até ao meu regresso. 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

"Às vezes conseguia adormecer repetindo o mesmo vezes sem 
conta até que depois de a madressilva se misturar com o outro cheiro o conjunto de odores passava a simbolizar a noite e o desassossego e eu parecia estar ali deitado nem acordado nem a dormir estendendo o olhar ao longo de um corredor de penumbra acinzentada onde todas as coisas estáticas se tinham tornado sombras todas elas paradoxais tudo o que eu tinha feito sombras tudo o que eu tinha sentido e sofrido tomava formas visíveis medonhas e perversas sem referências elas próprias inerentes à negação do significado que deviam reafirmar pensando que era e não era ao mesmo tempo quem não era não era quem."
- O Som e a Fúria, William Faulkner

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Olímpicos


Foram uns Jogos muito bonitos, sim senhora; muito emocionantes. 
Quase que deitei uma lágrima agora no encerramento, mas assim de felicidade. A Humanidade é capaz de protagonizar momentos muito bonitos quando se une em torno de algo, quando ultrapassa fronteiras e se celebra, celebra o esforço e a excelência. Gosto muito dos Jogos Olímpicos por isso, é um legado muito forte. 

Além de que trouxeram as Spice Girls de volta! Aaaah recordar a infância. 
Olímpicos: conseguem juntar a Humanidade e as Spice Girls, mas não os irmãos Gallagher. Estava com esperanças, mas foi bom ouvir a Wonderwall e emocionar-me ainda mais. 

E agora até ao Rio! 
2016 parece tão longe! 


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

São as pessoas que fazem de um sítio mais do que quatro paredes

Quero ir-me embora. Pronto, já disse.
Não faz sentido para mim voltar a esta casa, a este cantinho no meio da serra, assim; porque quem fazia deste sítio mais do que quatro paredes e um terraço já não está e não há cá nada a que regressar, não é a minha casa de sempre, de todas as férias, de todos os Verões.

Ainda por cima está um calor do caraças. Estou desanimada, estou triste, tenho saudades da capital e dos passeios na capital. Já não é aqui que me sinto bem, em casa.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Ted

O filme que além de ter momentos divinais de comédia, também é capaz de fazer quase com que Diana Catarina verta uma lágrima (ou duas ou três). NÃO ME JULGUEM! 

Look! Isn't he just adorable? *.* 

aaarrrrghhhh

Há coisa neste mundo mais irritante que deixarem os pacotes de leite e afins quase quase quaaaaaase no fim, só mesmo com meio gole e o catano, no frigorífico. 
"Ah tem um bocadinho ínfimo, não dá para absolutamente nada, vamos meter no frigorífico outra vez, just in case.

BAH!

sábado, 28 de julho de 2012

Caras senhoras a chegar aos 50 anos que estejam a ler As Cinquenta Sombras de Grey no barco e restantes transportes públicos

Usem aquelas dustjackets que se vendem por aí. Porque assim eu sei o teor e conteúdo da narrativa que estão a ler, e vocês sabem que eu sei, e isso é bastante perturbador. Deveras perturbador. Especialmente se no rosto tiverem um sorriso matreiro. MUITO perturbador. 


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Adeus, foi bom até ontem à noite

É com uma lágrimazita no olho que me despeço da box da Meo, minha companhia televisiva há muito anos. Não há palavras para expressar o quanto me deste, Meo: todas as séries que acompanhei contigo, o último episódio do Conan no Tonight Show que me fez chorar de emoção como uma madalena, filmes, enfim, foi todo um mundo, além da internet com tráfego para dar e vender.
Mas vivemos numa sociedade liberalizada, regras de mercado livre, leis de concorrência, e há que saber acompanhar as tendências, manter-se a par dos anseios dos teus clientes, Meo, portanto mesmo que eu goste imenso da tua publicidade com os Gato e ache a publicidade da Zon bué parva, a verdade é que eu acho que a Zon me poderá dar mais a longo prazo. Até porque nestes últimos dias, andaste a aparvalhar um bocado. Eu percebo, mas é assim a vida. Fomos muito felizes juntas, mas estamos num mercado livre. 

É com muita tristeza que digo adeus à Meo. 
Adeus, até um dia! :') 

sábado, 21 de julho de 2012

A falta de inspiração é lixada

Ou a falta de inspiração é só uma desculpa. 
Dei-me conta que não escrevo nada de cunho "criativo" há imenso tempo; acho que escrevinhei um último poema, ou algo aparentado à composição poética, há dois anos e não tenho escrito nada minimamente decente desde então. A falta de tempo também é uma desculpa. 
A questão é que eu não tenho nada para escrever: nenhum fantástico plot, nenhum verso me corre à cabeça, nenhuma ideia literária para explorar; se eu fosse uma moça nos seus pueris 14 anos, escreveria de amores perdidos e corações partidos, sobre a profunda incompreensão que me é dirigida pelos meus pais no particular e pelo mundo (!) no geral - foi uma altura bastante criativa. Se eu fosse uma miúda de 14 anos do tumblr então era uma alegria (ou  profunda angústia e infelicidade), por aquelas bandas as coisas são bastante dramáticas, mas de uma criatividade pujante. 
Também eu sou bastante melodramática, pelo que era de esperar uma sequência de textos sobre as dores do crescimento, mas na verdade a única coisa que me aflige neste momento é o desaparecimento do Sol e da Humanidade (e talvez as perspectivas pós-licenciatura, mas isso não é propício a frases poéticas, mas palavras onomatopaicas correspondentes a um medo paralisante). 

Em contrapartida, tenho lido imenso. Vou a meio do meu Goodreads Challenge! Yuppi! E tenho desfalcado a biblioteca cá do burgo big time. A ver se me ponho a fazer um exercício de escrita criativa a partir de algo verso ou trecho, qualquer coisa para sair deste marasmo. 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Aversão à luz do dia

O organismo de Diana Catarina tem tanta aversão às horas matutinas que quer "apagar-se" à força. É pouco esperto, é. Uma pessoa acorda de manhã para um belo dia de praia e ele não vai de modas e trata de me pôr pálida tal Branca de Neve; "ai que eu me fico já aqui", mas não: sento-me, cabeça para baixo, repor a circulação encefálica e depois trato de enfardar uma torta e fico fina. Problema resolvido. 


Entretanto, fui pesquisar os sintomas ao Google e das três uma: ou foi hipoglicemia, ou estou grávida, ou tenho um tumor no cérebro. Sinto-me bem mais descansada. 


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Digamos que estou a cantar isto cheia de fé em loop



"trancaste-me em casa com a tv vens tarde e em brasa sussurrar-me um cliché nem quero saber porquê arrastas a asa quando ninguém vê pões discos da lhasa e recitas carlos t nem quero saber porquê. carregas no vinho fico à tua mercê arruinas-me num instantinho quem te viu e quem te vê queimaste o calvino já ninguém o lê cais nos braços de um novo menino e eu desatino com não querer saber porquê. assentar até talvez casar aquecer na cama o teu lugar à espera de ver-te assentar até talvez casar aquecer na cama o teu lugar à espera de te ver chegar. (pois é amor trancaste-me em casa sozinho com a tv a encher-me de merda sabes nem sei se estás para vir mas vou começando a cozinhar já passa da meia-noite amor já é hora do jantar. não dá só para já)"

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Confissões do Alive'12

  • Duas palavras e um símbolo: Stone Roses  
  • O melhor do Alive é o palco secundário. 
  • Gostava de ter um relação emocional com a música dos Radiohead. Mas o concerto foi muito bom.
  • Os Cure são compostos por dois elementos: o Robert Smith e o cabelo do Robert Smith. Mas também foi um belíssimo concerto. 
  • The Kills foi brutalissímo e eu gostava de ser como a Alison Mosshart.
  • Dancei, ou tentei.
  • Cantei a Run, a Chasing Cars e outras que já não me lembrava que existiam com os Snow Patrol mesmo de coração e curti imenso. 
  • Gostava de ter o estilo e a pinta das Dum Dum Girls.
  • Adoro quarentonas que mandam calar grupos de miúdas por estarem a cantar em coro demasiado alto com a banda, mas passam a puta da música inteira a falar altíssimo com os amigos. Adoro.
  • Odeio espanhóis bêbedos, e no geral. 
  • Faz-me confusão ver miúdos de 14/15 anos a fumar tabaco.
  • Descobri que não se deve fazer eye contact, mesmo acidentalmente, com pessoas já ligeiramente inebriadas. Acho que eles tomam isso como um sinal para meter conversa, e depois falam inglês com sotaque francês manhoso.
  • Estou a ficar velha para as contextualidades festivaleiras. Ou então velha para festivais como o Alive, porque no Primavera aguentei-me bem. 
  • Acho o recinto pequeno.
  • Acho piada ao facto de ser a Comercial a rádio oficial, quando há poucas bandas do cartaz nas playlists da rádio. Mas podia ser pior: podia ser a RFM.
  • Tenho uma relação de amor-ódio com o Alive: é capaz de ser o festival mais pretensioso de sempre, mas até que compõe um bom cartaz, o que me irrita, porque assim dão-me vontade de lá ir.
  • Mas foi giro. 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

The end of the world as we know it*

Há duas noites vi no canal História um programa sobre a morte do sol. Diziam que como todas as coisas, o sol vai morrer um dia e consequentemente é o fim da Humanidade, porque a menos que consigamos emigrar para Marte ou viver em cidades subterrâneas durante o dia para só sair à noite, o nosso planeta ficará inabitável em resultado das altas temperaturas e outros fenómenos atmosféricos e com certeza cósmicos que  o assolarão. 
É claro que isto só vai acontecer daqui a milhões de mil biliões e tal e troca o passo de anos, mas fiquei bastante deprimida e acho que a Humanidade devia deixar-se coisas que esta coisa do progresso e tal não nos fica bem e para quê se vai ficar tudo esturricado no fim? 
Não há obra da Humanidade que resista a estas transformações cósmicas. 
Fiquei bastante triste pelo fim da Humanidade. 

*ou como deprimir Diana Catarina às duas da manhã