domingo, 29 de abril de 2012

Peço desculpa aos joggers que passam por mim com um ar muito profissional e eu estou que pareço que vou tossir um pulmão

Eu estou em tão baixo de forma que até mete dó.
E na verdade eu corro para encontrar um repuxo e beber água. 

Descobri que isto é uma boa soundtrack para acompanhar a actividade física


"I've got the spirit, lose the feeling, let it
out somehow"


Especialmente esta.
E a Love Will Tear us Apart também é surpreendentemente boa.

Nirvana também é bom.
Alguém tem mais sugestões? :)
Ontem foi um daqueles dias em que não apetece levantar da cama. 
Na cama estou quentinha e lá fora há responsabilidades: há cálculos mentais de fins-de-semana restantes até ao final do semestre que se possam traduzir em estudo a sério, há a culpa do dever incumprido (devia ir estudar), há chuva. 
Lembro-me deste dia há exactamente um ano atrás. Saí de casa, apanhei o comboio para ir para a faculdade e estava sol, um dia caloroso pelo que me recordo. O sol estava alto, mas num momento recaiu sobre mim uma nuvem negra, uma negritude de pensamentos: percebi que algo estava mal. E todo o dia estive com um pressentimento terrível.
Quando cheguei a casa, percebi e recebi a notícia. Não chorei, nem chorei no dia seguinte; só chorei por momentos na missa e desde aí nunca mais. É estranho, é tudo tão estranho. A vida, o que fica depois da morte. Tudo tão estranho.
Mas há um mundo lá fora. E deveres que têm de ser cumpridos dê por onde der, porque eu gosto muito da vida universitária, mas não queria prolonga-la ad eternum.
Levantei-me, o mundo não pára, nem espera por nós, e fui à minha vida. Alguém tem de a viver. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A poesia está na rua



"Em liberdade
somos
nós mulheres o cimo
da raiz


o caule que
suporta 
o peso dos frutos e da flor


No ventre das mulheres
o sossego é fértil


em nós cresce o amor"
- Maria Teresa Horta

terça-feira, 24 de abril de 2012

Hoje à noite

Porque na Margem Sul não há só criminalidade.

Também há fogo-de-artifício, cravos e a Grândola Vila Morena cantada de coração.
E Fausto e Deolinda.
Apareçam, vai ser fixe.


Informações aqui.

domingo, 22 de abril de 2012

A definição de masoquismo

O meu novo vício é ver tumblrs com temas gastronómicos. É importante aqui ressalvar que eu sou bastante sugestionável e até os anúncios dos novos hambúrguer italianos me dão vontade de ir ao Burguer King, sendo que este novo hábito tem todo um potencial destrutivo à minha sanidade mental, uma ameaça séria ao ordenamento do funcionalismo da minha vida. Eu aquilo quero tudo! Quero tudo entregue à minha porta!
Ora, ver tumblrs de comida às duas da manhã não é boa ideia. Deprime-me um bocadinho, faz-me querer aprender a cozinhar o que é ainda mais deprimente, porque convenhamos isso nunca vai acontecer e eu nunca vou conseguir magicar coisinhas tão boas como aquelas, e acabo a noite assim, tristinha e com fome. 

Como eu sou boa pessoa, partilho convosco as minhas recentes descobertas preferidas, com a esperança de não ficar sozinha nesta minha condição esfomeada e privada de açúcares. 


Que a força (de vontade para evitarem estes males) esteja convosco.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O leitor que escreve; o escritor que lê - conselhos de Carlos Drummond de Andrade

10 conselhos de Carlos Drummond de Andrade a um escritor iniciante
by Michel Laub

"Trechos (editados) da crônica A um jovem, publicada em A bolsa e a vida(1962):
1. Não acredite em originalidade, é claro. Mas não vá acreditar tampouco na banalidade, que é a originalidade de todo mundo.
2. Não fique baboso se lhe disserem que seu novo livro é melhor que o anterior. Quer dizer que o anterior não era bom. Mas se disserem que seu livro é pior que o anterior, pode ser que falem verdade.
3. Procure fazer com que seu talento não melindre o de seus companheiros. Todos têm direito à presunção de genialidade exclusiva.
4. Aplique-se a não sofrer com o êxito de seu companheiro, admitindo embora que ele sofra com o de você. Por egoísmo, poupe-se qualquer espécie de sofrimento.
5. Sua vaidade assume formas tão sutis que chega a confundir-se com modéstia. Faça um teste: proceda conscientemente como vaidoso, e verá como se sente à vontade.
6. Opinião duradoura é a que se mantém válida por três meses. Não exija maior coerência dos outros nem se sinta obrigado intelectualmente a tanto.
7. Procure não mentir, a não ser nos casos indicados pela polidez ou pela misericórdia. É arte que exige grande refinamento, e você será apanhado daqui a dez anos, se ficar famoso; se não ficar, não terá valido a pena.
8. Se sentir propensão para o gang literário, instale-se no seio de uma geração e ataque. Não há polícia para esse gênero de atividade. O castigo são os companheiros e depois o tédio.
9. Evite disputar prêmios literários. O pior que pode acontecer é você ganha-los, conferidos por juízes que o seu senso crítico jamais premiaria.
10. Leia muito e esqueça o mais que puder. Só escreva quando de todo não puder deixar de fazê-lo. E sempre se pode deixar."
Daqui. Sublinhados meus.

domingo, 15 de abril de 2012

O dia em que Diana Catarina começou a correr

Quero desde já clarificar que eu não incorro em qualquer tipo de actividade física - aparte correr atrás do metro - desde o secundário, há uns bons dois anos. As calças de fato treino não viam a luz do dia há dois anos e eu já punha os meus pés naqueles ténis desde aí. Portanto está bom de ver que o meu nível de cardio-fitness é nulo, quiçá negativo se tal faça sentido, não sei que não sou licenciada em desporto.
Mas como ontem tinha dito, finalmente consegui arranjar alguém que me faça companhia na actividade. Yeeey! 
E lá fomos nós fazer uso dos espaços verdes desta bela terra e apanhar ar fresco logo pela manhã.

Diana Catarina acorda, sai de casa debaixo de chuva, mas muito motivada. Chega ao metro e depara-se com um tempo de espera de 8 minutos até ao próximo; pensamento lógico: mais depressa lá chego se for a pé - e agora pensamento mesmo muito lógico - mas já que é para correr então vou a correr até lá. Escusado será dizer que esta foi uma má decisão. Diana Catarina não corria, arrastava-se apenas 30 segundos depois. Uma tristeza. Cheguei ao sítio onde devia estar já a morrer, a pensar em dar meia-volta para casa que o meu exercício físico já estava feito, pronto foi giro e bon voyage. Mas não deu, porque a minha parceira de corrida estava por demais entusiasmada e lá fomos. 
E não é que até foi engraçado? Era ver-nos abrir caminho nas descidas e andar a passo apressado na relva plana. Andamos mais do que aquilo que corremos, ando para aqui a arrastar-me que não aguento as pernas, mas acho que para começar foi muito produtivo. Para a semana lá estamos outra vez, vamos preparar-nos para a maratona do Benfica. Oh yeah.


(E quando chego a casa a minha mãe tinha feito feijoada para o almoço, o que é sempre bom.)

Finalmente!

ah-AH! Consegui convencer alguém a ir correr comigo por essas ruas fora.
Amanhã vou começar a fazer jogging. A ver se não morro para aí numa valeta... Haja esperança!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Percebi tudo!

No outro dia falei sobre o sofrimento atroz que é ver o Pedro Granger a apresentar o Elo Mais Fraco (volta, Malato, estás perdoado), mas acho que finalmente percebi a piada, ou melhor entrei na piada. Aquilo é tudo suposto ser uma grande ironia, uma paródia ao perfil de apresentadores do Elo Mais Fraco (a da british edition é um bocado bitchy), ahaha aha, para uma pessoa se rir, qualquer coisa desse género. Lembram-se do boneco do Contra-Informação a mimicar a Manuela Moura Guedes? É tipo isso, só que em fez de ser um fantoche, é o próprio do Pedrinho a dar o corpo ao manifesto. É a única explicação plausível para o comportamento do rapaz. Continuo a advertir para os efeitos nocivos daquele trejeito ao pescoço, qualquer dia ainda acontece alguma desgraça e depois é um problema (ou não, porque assim acaba-se de uma vez com aquilo). 

Agora a minha mãe adora aquilo, ri-se à grande, tudo uma grande festa. Alguém me explica? 

Sou na verdade uma pessoa oprimida

Quero cortar o cabelo pelos ombros, giro e fofinho, e ninguém me deixa.
Oh pah! Estou triste e vou amuar.

Oh meu deus!

Amanhã posso ficar a dormir até depois das dez da manhã!
Yey!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Can't. Stop. Staring.


Gorgeous. 

Só para que saibam, faltam 76 dias para os meus anos. Não sei, estou a lançar uma ideia para o ar, cada si é como cada qual, não é por nada, a sério.

Afinal

Tudo fez sentido. Estudei tudo num dia, e contrariamente ao que eu esperava, sem problemas. A política externa de uns dez países cá ficou e ainda não se foi, o que é sempre bom sinal. A teoria é que ficou um bocado pior amanhada, mas enfim; confesso: estava sem paciência e aborrecida para estar a escrever sobre a  evolução teórica, maçou-me um bocado e inventei outro tanto, só mesmo naquela de inovar. Veremos.
Mas não foi muito mau ate melhor do que eu esperava e se calhar dá para ter uma nota mais ou menos decente e não ter de ir a melhoria, que já me vai bastar Ecologia, porque sejamos honestos, só assim é que aquilo lá vai. Hoje na aula falamos de brain drain; curiosamente é o que Ecologia faz ao brain de uma pessoa, it drains it. - uma maçada despropositada. 

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Correu bem

De manhã à noite entre as paredes de uma biblioteca, matéria (quase) toda revista. Só saí para almoçar, muito aplicada. 

E a FLUL, hein? Portas automáticas e tal... andamos burgueses, é? 
Enquanto isso chove na FCSH - mas nós somos todos radicais de esquerda, não faz mal.