A alegria de chegar a casa e ver ao lado do telefone o panfleto da Telepizza com sinais de ter sido manuseado, mas perguntar (assim como quem não quer a coisa) o que é o jantar. A mãe responde: "já vou fazer" e é toda uma desilusão instalada. "Raios!"
Todavia, a felicidade de entrar na cozinha e ver esparguete a cozer e carne picada.
"Victory!"
E é isto...
"A nossa vida é toda ela feita de acasos. Mas é o que em nós há de necessário que lhes há-de dar um sentido." - Vergílio Ferreira
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
"come on, it's lovely weather for a sleigh ride together with you"
Quero férias e Natal!
Ou então ter tempo para passear e ver as decorações de Natal pela cidade.
Mas perspectivo uma semana de muita procrastinação, seguida de um fim-de-semana de estudo intensivo e seguidos de muitos outros dias encerrados em bibliotecas universitárias. Basicamente, serão semanas movidas a cafeína.
O que me vale são as luzinhas a cintilar da minha pequena árvore de Natal, plantada há já umas três semanas no meu ambiente de trabalho, e o album de Natal da Miss Deschanel e do Mr Ward. É bueno, bueno.
"come on, is a lovely weather for a sleigh ride together with you"
domingo, 20 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
Estou a ficar doente e muito triste por tal facto.
Isto agora já não tem piada nenhuma: antes estar doente significava faltar às aulas e, mais importante, faltar às aulas de Educação Física. Era tão bom, não ter de correr em círculos, "fazer" (pois porque eu não fazia coisa nenhuma, tinha uns espasmos e acabava aí) flexões e abdominais, não tocar na bola e ser abalroada para o chão, na tentativa de a roubar ao adversário.
Mas agora que até gosto das aulas e tenho muitos afazeres, não me dá jeito nenhum ficar de nariz entupido, olhos a lacrimejar e estas dores de cabeça que moem.
Raios partam o Inverno e as mudanças de temperatura.
Bah.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Dou por mim a pensar
(Sim, às vezes acontece dar-se o caso de eu pensar. É assim num daqueles momentos iluminados, não sai nada de jeito, mas a actividade cognitiva está presente).
Mas estava eu a dizer: dou por mim a pensar que se nos meus tempos de secundário soubesse o que sei hoje, tinha tido umas notas tão mais fixes. A sério.
E depois fico chateada, porque toda a experiência de secundário ter-se-ia tornado tão mais interessante.
Bah.
domingo, 13 de novembro de 2011
Ah seus marotos
Afinal a chave do sucesso académico (oiçam bem e tomem notas) reside em show cases da Fnac de bandas giras e fofinhas. É ir, trautear uma melodias, dançar uns passitos (ou abanar energicamente toda uma volumetria de ser corporal em espasmos prolongados, uma das duas) e pronto.
Ou isso, ou o italiano anda nos ácidos e eu acho que é um muito mau exemplo para as nossas mentes deveras impressionáveis. Acho que é mais a segunda... mas pronto.
Eh pah, muito obrigada, mesmo deveras, são uns porreiros.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Cenas da Vida Académica
Duas semanas e tal sem vida social que se veja, maratonas de estudo intensivo sem quase ver a luz do dia, perda de sanidade mental.
Eu não toco em sangria há mais de um mês e mesmo dessa última vez foi tudo muito mal amanhado, nem deu para aquecer (facto que me entristece bastante.) Eu não sou muito de festas e coisas assim, mas sangria é boa e eu gosto.
Basicamente, tenho sobrevivido à base de cafeína e alimentação altamente calórica estas últimas duas de semanas de frequências e não me parece que o cenário vá mudar muito nos dias subsequentes, algo que me põe um bocadinho triste, porque mesmo que não seja polvilhada por acontecimentos espectaculares e épicos, gosto de ter um bocadinho de vida social. Ir ao cinema, passear, ler um livro que não seja para fins académicos, beber, ir às compras e experimentar perfumes, gastar tempo de vida no Facebook, Tumblr e Twitter. Coisas assim giras. Era capaz de ser giro.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Bah!
Ah e tal isto da reivindicação social é muito bonito, muito útil para me adiar por dois dias testes de Sociologia, é muito agradável na medida em que me caem do céu mais dois dias, muito apreciados e necessários, para estudar. Por outro lado, é muito desagradável na medida em que me tira o namorado, porque os comboios ficam bem é a dormir na estação terminal.
Pronto, mas não está nada bem.
Amanhã também faço greve*. Como veículo de transmissão e meio de produção intelectual também tenho direitos.
[*Greve essa que se traduzirá num dia inteiro fechada numa biblioteca, mas mesmo assim... O que conta é o plano cognitivo do individuo.]
domingo, 6 de novembro de 2011
O Dom Milagroso de um Grande Amor
"Na vida de toda a gente há braçados floridos dessas tolices sem importância. Só a raros eleitos é dado o milagroso dom de um grande amor. Eu teria muita pena que o destino não me trouxesse esse grande amor que foi o meu grande sonho pela vida fora. Devo agradecer ao destino o favor de ter ouvido a minha voz. Pôr finalmente, no meu caminho, a linda alma nova, ardent
e e carinhosa que é todo o meu amparo, toda a minha riqueza, toda a minha felicidade neste mundo. A morte pode vir quando quiser: trago as mãos cheias de rosas e o coração em festa: posso partir contente."
- Florbela Espanca, in "Correspondências (1930)"
Aceitam-se contribuições
Eu gosto muito da poesia do David Mourão-Ferreira... Só para que saibam.
Ilha
"Deitada és uma ilha e raramente
surgem ilhas no mar tão alongadas
com tão prometedoras enseadas
um só bosque no meio florescente
promontórios a pique e de repente
na luz de duas gémeas madrugadas
o fulgor das colinas acordadas
o pasmo da planície adolescente
Deitada és uma ilha que percorro
descobrindo-lhe as zonas mais sombrias
Mas nem sabes se grito por socorro
ou se te mostro só que me inebrias
Amiga amor amante amada eu morro
da vida que me dás todos os dias"
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Amo-te muito, meu amor, e tanto
que, ao ter-te, amo-te mais, e mais ainda
depois de ter-te, meu amor. Não finda
com o próprio amor o amor do teu encanto.
Que encanto é o teu? Se continua enquanto
sofro a traição dos que, viscosos, prendem,
por uma paz da guerra a que se vendem,
a pura liberdade do meu canto,
um cântico da terra e do seu povo,
nesta invenção da humanidade inteira
que a cada instante há que inventar de novo,
tão quase é coisa ou sucessão que passa...
Que encanto é o teu? Deitado à tua beira,
sei que se rasga, eterno, o véu da Graça.
- Jorge de Sena, in “Poesia, Vol. I”
Há momentos em que me sinto estúpida.
Amaldiçoo esta minha falta de jeito, a minha preguiça e a minha desorganização. Não gosto de ser a confusão em forma de gente, mas não sei de que outra maneira ser. Não estou habituada a ser diferente e mesmo com vários anos de terapia intensa e exaustiva não vai ao sítio. É assim...
Mas gostava que não fosse. Num mundo perfeito, podia ser uma estudante exemplar com apontamentos organizados, uma caligrafia bonita, estudos e leituras feitos em bom tempo, nunca sob pressão nem no último minuto tolerável; podia ser uma filha e irmã exemplar, não responder torto, fazer o que me mandam, já ter aprendido a cozinhar, telefonar de vez em quando e partilhar as angústias do dia-a-dia à mesa do jantar.
Podia também ser uma namorada exemplar e uma amiga dedicada, mas às vezes falho. Porque estou tão enlaçada em tramas interiores que não me largam. Por dúvidas existenciais que me atam os pés e me fazem cair.
É complicado e eu ainda estou a aprender a andar, a livrar-me da falta de jeito e toda esta minha descoordenação. Quero passear-me primorosamente por aí, com a elegância de saber viver e aproveitar todo um mundo, mas os caminhos às vezes têm pedras e ando aos solavancos.
É preciso ter paciência comigo. Eu não faço por mal, juro, estou a fazer o melhor que posso dadas as minhas circunstâncias e limitações (a estupidez) naturais. É só bocadinho de paciência...
domingo, 30 de outubro de 2011
Volume e Ritmo de Crescimento das Populações Humanas
Ou como lixar a vida (e a média) a Diana Catarina. Ou como arruinar todo o seu equilíbrio mental e sanidade cognitiva. Ou como fazê-la lançar impropérios a torto e a direito para uma calculadora, cujos botões lhe são completamente estranhos - só reconheço os números, os botões das operações de somar, subtrair, dividir e multiplicar e é claro, o melhor de todos, o botão off.
Pois é, a saga dos números parece ter sido retomada por essa cadeira, oh tão interessante e estimulante, que dá pelo nome de Demografia Social e Políticas Demográficas. Não lhe questiono a utilidade, mas esta cena não é para mim. Especialmente, porque parece envolver a coisa que mais desprezo neste universo: os números. Ah e tal, mas todo o universo é regido por leis matemáticas e até a própria Internet que estás a usar para te lamuriares envolve matemática e sequências binárias e p*** que as pariu. Sim, as coisas chegaram a estes termos.
Temos muito pena, patati patata, mas isto não é para mim. Pronto, acabou.
Isto agrava-se devido ao extraordinário facto de esta cadeira ser leccionada através do maravilhoso e inovador método do b-learning (ou raio que a parta), assim numa lógica da tele-escola, em que em vez da televisão aprendemos por power-points bastante coloridos e esquizofrénicos. Isto requer que só vejamos as professoras uma ou duas vezes por mês e para tirar dúvidas e rever a matéria. Ora, para alunos da sôdona Carmen até que nem é um mau sistema, visto as aulas dela serem secantes que doem, mas para quem quer que eu aprenda a fazer contas isto só tem um caminho: o do chumbo vergonhoso.
Eu não tenho o mínimo talento para isto, não tenho qualquer tipo de raciocínio matemático, o meu cérebro chega a doer do esforço. Não sou nenhum génio, nem moça sobre-dotada ou particularmente inteligente, mas até me safo, por exemplo, a analisar as rupturas e continuidades da administração central e periférica na passagem do Antigo Regime para o Estado Moderno em Portugal. Isto sim, são coisas giras. Isto e analisar as causas estruturais para a II Guerra Mundial utilizando os níveis de análise do Kenneth Waltz ou modelo originário do Panebianco. Coisas giras e que, espantem-se, fazem sentido. Eu gosto é disto.
Ah! E falar de Marx nas aulas também é bastante divertido.
Agora, contas e números não. É um auto-flagelo interminável.
Bah, odeio-te matemática. Porque é que tens de te meter sempre na minha vida? Porquê?
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Em posição fetal e o candeeiro a meia luz
"when I was seventeen,
my mother said to me
"don't stop imagining. the day that you do is the day that you die."
now I pull a wanton carriage,
instead of the horses, grazing along.
I was having fun.
we were all having fun."
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Os meus amigos
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
sábado, 22 de outubro de 2011
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