"A nossa vida é toda ela feita de acasos. Mas é o que em nós há de necessário que lhes há-de dar um sentido." - Vergílio Ferreira
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
domingo, 28 de agosto de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Tinha tudo para resultar
Mas ler em português do Brasil tornou-se uma experiência aterradora. A edição é de '62, é Kerouac, ele neste momento está de noite perdido na meio do mato, mas pegar no livro assusta-me, algo que nunca deveria acontecer.
É a segunda vez que paro um livro a meio e de ambas as vezes foram os meus escritores preferidos. Não estou a gostar do padrão.
Mas sou capaz de retomar o Lobo Antunes. Pois, é isso...
2 anos
E como o tempo passa. Nunca pensei ter tanta parvoíce para dizer. É agradecer a todos aqueles que contribuíram para que tal feito fosse possível e esperar que continue, porque isto é muito porreiro.
Parabéns para mim! :)
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
I'm an angry bird
Descobri o Angry Birds. Estou há duas horas a jogar e o tempo passou a voar, literalmente suponho.
Aquilo é muito giro, porque tem barulhinhos: os pássaros dizem "weeee" quando os lanço da fisga e depois quando embatem numa superfície que naturalmente os magoa (como o vidro ou a madeira ou a pedra) fazem "auch" ou algo semelhante, os porquinhos riem-se da minha inabilidade de os transformar em ar ou então quando se aleijam também. Eu respondo a estímulos auditivos, gosto dos barulhos das feiras, a roleta a girar, os carrinhos de choque, a música daquela corrida de cavalos (sabem do que estou a falar?), dos senhores a tentarem atrair clientes com rimas e trocadilhos para a roda gigante e semelhantes, portanto é natural que esteja para aqui feita tonta a lançar pássaros a torto e a direito.
E depois compreendo porque estão os pássaros zangados: os porcos são mesmo irritantes. Eles gozam connosco e receio estar a tornar isto demasiado pessoal. O que é uma pena, porque até gosto de porquinhos, mas eles apanharam-me numa fase complicada da minha vida em que preciso de libertar a minha frustração em algo que não seja a família imediata, porque há ainda todo um Tejo entre nós e isso não é nada agradável.
sábado, 13 de agosto de 2011
Outras questões de timming
O meu portátil está para morrer, é vê-lo definhar. Quero acreditar que isto tudo também são saudades minhas, que com a emoção de estar longe e não lhe ter pegado por uma semana e tal se lhe dêem assim umas travadinhas bem desajustadas às minhas necessidades e paciência.
Também tem um excelente timming este...
On the road, on the run
A primeira vez que senti isto tinha acabado de ler o On the Road e a minha vontade era partir, descobrir o mundo com uma mochila às costas e afastar-me do quotidiano rotineiro.
Acima de tudo quero sentir-me esmagada pela beleza do mundo. Só isso...
Acima de tudo quero sentir-me esmagada pela beleza do mundo. Só isso...
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
O vazio intelectual será descontinuado (oh yeah)
Porque em Setembro há disto. Todo um ciclo sobre o Lobo Antunes para meu deleite no São Luiz.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
"Maria corroera seriamente o seu fanatismo. Até aqui ela não tinha afectado a sua resolução, mas a verdade é que preferia não morrer. Renunciava de boa vontade, desistiria de acabar como um herói ou um mártir. Não aspirava às Termópilas, nem desejava ser o Horácio de alguma ponte ou o rapazinho holandês, com o dedo no buraco do dique. Gostaria de continuar ainda muito tempo, uma eternidade, com ela."
- Por Quem os Sinos Dobram, Ernest Hemingway
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Dúvidas existenciais
Apenas há pouco mais de um ano e meio é que percebi que afinal a garagem da vizinha não era de facto usada num sentido mecânico literal. O meu mundo desabou lá por uns 3 minutos, mas uma questão premente levantou-se de seguida, vindo a atormentar a neurose e a precisar de ser resolvida antes de toda a panóplia de experiências das festas da minha aldeia este ano: quando o Quim Barreiros diz que é um mestre da culinária e sabe enfeitar a travessa e cenas e tais, ele está a falar de facto num sentido estritamente gastrónomico, não está?
A minha inocência está perdida...
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Vou culpar o vazio intelectual pelo estado corrente das coisas. É isso e o facto de não ter grande coisa para fazer além de pensar na vida e no que quero eu dela e acabar às 4 e meia da manhã, com o brilho da lua a entrar por entre os cortinados a reflectir na parede a madrugada, num contínuo sentimento solitário.
Mas depois amanhece e com a promessa de um novo dia tudo se relativiza e estas coisas ficam comigo.
É uma linha ténue a que separa o fundo do poço do correcto funcionamento da felicidade e eu zigazegueio entre as duas realidades, sem saber em que pé estou. A verdade é perspectiva e esta coisa do relativizar não ajuda assim tanto, porque ainda que por aqueles 30 segundos de desespero encobertos pelos lençois estou sozinha.
I'm just fucked up...
Sinto-me sempre uma rapariga bastante crescida cada vez que vou ao Pingo Doce fazer compras igualmente crescidas como iogurtes, sumo, gelado, tostas, etc. É coisa de gente adulta isto de fazer compras no supermercado. E eu gosto de me sentir assim crescida, especialmente porque é a única forma de o sentir.
Eu pensava que seria diferente (são sempre as expectativas que lixam tudo). Ou não. Aliás, acho que nunca pensei muito nisto.
Vivi a vida, sobrevivi, agarrada sempre à ideia de fazer 18 anos e entrar para a faculdade, sem pensar muito no que faria depois disso e desde então tenho vivido à base do improviso. Cheguei aos 19 sem uma ideia clara do que faria daqui adiante. Viver sem objectivos ou planos a médio e longo prazo é assustador.
Quando me perguntam onde me imagino daqui a dez anos não sei o que responder. Não sei sequer se estou cá daqui a dez anos. Nunca pensei estar aqui agora (oh o dramatismo). Mas a falta de visão de futuro é terrível e eu não convivo bem com a falta de planos e objectivos.
Assusta-me o não saber. Assusta-me ter 19 anos e ainda não ter feito nada de produtivo com a minha vida, algo de vísivel, que permaneça. É esse o meu maior medo: morrer sem ter deixado nada para trás. O não saber se para além de mim vai sobreviver algo e a perfeita consciência da efemeridade da vida.
Isto escrito parece a maior parvoíce: tenho 19, estou na fase do indeciso, tentar perceber o que vem a seguir, experimentar, errar, tentar outra vez, continuar. Mas é complicado viver sem rede de segurança e gerir o medo de me espatifar no chão, sem salvação.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
"this is the first day of my life"
Ouvir Bright Eyes às 3.27 da manhã é coisa que não se deve fazer, é coisa para deprimir a qualquer hora, mas especialmente agora dado que a noite é propícia à reflexão e acaba-se sempre por chegar à mesma conclusão: eu devia estar na cama que o meu mal é sono.
Mas depois o Conor diz algo como:
"This is the first day of my life
I'm glad I didn't die before I met you
Now I don't care, I could go anywhere with you
And I'd probably be happy"
I'm glad I didn't die before I met you
Now I don't care, I could go anywhere with you
And I'd probably be happy"
E aí tudo se relativiza.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Pela graça e obra divina de Santo Agostinho
Regressei intacta. Mas no entanto, diz que esta se finou. Ficam as palavras e o sentimento.
sábado, 16 de julho de 2011
De qualquer das formas
Durante a próxima semana conto estar aqui... outra vez. Isto é, se o negócio não sair furado e aquilo for afinal um palheiro ou pior... Adiante. Toda a gente já com certeza ouviu falar sobre a onda crescente de violência que varre a nossa costa algarvia e não é apenas a violência de preços que usamos para sacar dinheiro aos turistas, diz que é violência a sério com miúdos a barricarem-se dentro de prédios e reforços de segurança da GNR, mesmo que estes não andem a usar pistolas. E eu não gosto de violência e armas e eu sou uma moça pequena e vulnerável, portanto eu só queria dizer que, caso for apanhada numa espiral de delinquência e criminalidade (Santo Agostinho me salve e guarde) ou então que me caia uma falésia em cima (pode ser que topografia se mantenha intacta, fingers crossed) tive uma vida do caraças até agora. Tive amigos porreiros e fofinhos e morro apaixonada (gosto muito de ti, ouviste?) e isso é muito bom.
Em todo o caso, se acabar por correr tudo bem e eu regressar intacta tanto melhor. É de longe o preferível, acho que para todos nós, não? Exacto.
Vá, a ver se o Verão anima um bocadinho.
Vá, a ver se o Verão anima um bocadinho.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Ouve a voz da razão, Diana Catarina. Ouve o Noel, ele sabe o que diz.
Hold on!
Hold on!
Don't be scared
You'll never change what's been and gone
May your smile (May your smile)
Shine on (Shine on)
Don't be scared (Don't be scared)
Your destiny may keep you warm
'Cause all of the stars
Are fading away
Just try not to worry
You'll see them some day
Take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out
Get up (Get up)
Come on (Come on)
Why you scared? (I'm not scared)
You'll never change what's been and gone
'Cause all of the stars
Are fading away
Just try not to worry
You'll see them some day
Take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out
(...)
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