terça-feira, 30 de novembro de 2010

Duas economias entram num bar

Uma economia: e tu, como vais?
A outra economia: pois... isto está complicado.
Uma economia: então? Queres um empréstimo?
A outra economia: eh pah, isso era bom. Mas e os juros?
Uma economia: oh, não te preocupes com os juros agora. (oferece-lhe um copo de whisky velho com um sorriso -safado- na cara) Bebe, amigo, bebe...  

E depois? Então depois é a ressaca...

Sejamos claros

Eu sou moça de letras, minha gente. Não me dou com números.

domingo, 28 de novembro de 2010

São coisas que acontecem

Nunca na minha vida havia deixado um livro a meio. Quer dizer, ele nem a meio vai: li uns três ou quatro capítulos. Mas não está a ser como devia e é um Lobo Antunes, por acaso. Antes que aconteça um desastre, porque ele não merece, o livro não merece - ele até mo autografou na ultima Feira do Livro - e eu também não mereço, vou deixa-lo com os outros amigos empilhados na mesa de cabeceira. Além de que o livro é enorme, é pesado e não dá jeito nenhum andar com ele atrás, na mala já de si pesadissima não sei muito bem como. Vou retoma-lo no Natal, prometo.
Então lá o deixei e comecei a ler a Emma da Jane Austen, a british version, obviement. Comecei a lê-lo esta tarde, li umas 20 págs e estou a gostar: não li mais porque tive de ir estudar.
Mas agora que descobri os encantos dos livros originais em inglês não quero outra coisa: são mais leves mesmo que sejam calhamaços de 500 págs, não se perde com as traduções e assim, habituo-me a ler  coisas massivas em inglês, além de que eles estão a 3,50 euros na Fnac. Já comprei também o Ulysses do James Joyce.
Mas o Emma é compacto e muito leve, perfeito para ir comigo no comboio ou ler nas aulas de MTI ou Estatística. E está a ser interessante. Só vantagens, portanto.

Eu prometo que não deixo o Lobo Antunes sem ser lido, até porque eu odeio livros não lidos cá em casa. Não sei porquê é algo que me faz uma terrível impressão. Foi por causa disso que acabei por ler o livro do Rodrigues dos Santos e já pensei em ler o Equador do Tavares que está para ali. 
Manias...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Juro




I saw your picture hangin' on the back of my door
won't give you my heart
no one lives there anymore
and we were lovers
now we can't be friends
fascination ends
here we go again
cause it's cold outside, when you coming home
cause it's hot inside, isn't that enough

I'm not in love
(...)

Frases que ficam da aula anterior ao teste de Estatística

"A sério, a frequência não está feita com intenções de vos lixar."
Pois...

Para terem noção do desespero, eu era capaz, juro pela Virgem Santissíma e o menino Jesus, de fazer o malogrado vaivém - sim, aquela coisa linda que faziamos nas aulas de Física para testar a resistência ao som da voz da mulherzinha e daqueles bips e música tecno de uma cave dos anos 80 - numa manhã fria de Dezembro, logo ali às 8.30 da manhã, se isso significa-se não ter de fazer o teste. Ou vá, ter uma nota decente. Juro. A sério que sim.

Mas qual é a puta (perdão), o interesse (apenas interesse sem nenhum nome menos bonito antes) e relevância de saber a correlação entre variáveis, se elas são independentes ou não através da p*** (perdão), através do teste do qui quadrado para a minha subsistência?
Exacto...
A sério, estava disposta a fazer o vaivém...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Atentem. A modos que é importante.

Não gosto de surpresas. Sou extraordinariamente paranóica. Preciso de um plano bem definido. Crio expectativas. Às vezes (a maior parte) demasiado altas, confesso. Outras nem tanto. Quase todas as vezes sei o que quero e o problema aqui é ter coragem de ir atrás: parar de racionalizar e simplesmente deixar-me ir (sempre num ambiente controlado obviamente).
Mas estava eu dizendo: não reajo bem a atitudes intempestivas e estupidamente directas, especialmente de alguém que não faz a mínima ideia de quem eu sou. Porque é preciso que me conheçam. E com o tempo percebem que comigo é preciso ir com calma. Se eu me deixar envolver a coisa talvez resulte. Se for à bruta dão-se mal.
Importante é que eu não seja apanhada desprevenida logo no início. E às vezes pode não parecer, mas eu não sou parva(a sério, não se espantem). Nem tão complicada. É tudo um processo mental que precisa ser respeitado. Percebo logo à partida o que querem de mim: a questão está em saber se gosto do rumo que a minha vidinha está a tomar ou não.
Sim, sou selectiva. E sim, se eu disser que não à primeira é porque percebi as implicações e não gosto delas. Simples. Se eu disser que não duas e três vezes, parem: estão a ser chatos: não pensem que eu estou a dizer que não, mas lá no fundo quero mesmo bué dizer que sim. Isso só acontece com certas pessoas mas lá está, essas certas pessoas conhecem-me e reconhecem os meus jeitos.
A sério, não gosto de surpresas. Apenas daquelas fofinhas, como festas surpresas. Gosto imenso de festas surpresas. Nunca me fizeram uma festa surpresa. Se calhar é porque eu própria começo a planear o meu aniversário com meses de antecedência o que não deixa espaço para planearem surpresas. Já sabem então: no ano em que não disser nada sobre os meus anos, é o ano em que me fazem uma festa surpresa, ok?
Mas retomando o raciocinio: ... acho que... pronto, era só isto. Só para desabafar. Estamos conversados? Good.

Nada como um filme romântico de Natal, lamechas diga-se, para alegrar o meu domingo

"Jamie: It's my favorite time of day, driving you.
Aurelia: [in Portuguese] It's the saddest part of my day, leaving you."
from Love Actually

 

sábado, 20 de novembro de 2010

O pior é que sei perfeitamente porquê

"(não sei o que se passa comigo hoje, não há uma só veia minha que não sofra, não estale, esta no coração por exemplo, esta na minha barriga
o ventre fechado e não sangue, faleci)" 
António Lobo Antunes, Ontem não te vi em Babilónia

terça-feira, 16 de novembro de 2010

"o teu nome escrito é azul"

Dei por mim hoje a escrever o teu nome na margem do caderno. Não foi de propósito, juro. Estava a tentar fazer qualquer coisa artística. Mas ele lá ficou, a caneta na margem rosa da parte de Economia, estavamos a falar dos tipos de desemprego quando dei por mim a desenhar as tuas iniciais.
O meu insconsciente é fodido.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A noite perfeita

Permanece a euforia e a felicidade. Agora que começo a desconstruir o que foi The Walkmen ao vivo a tocar o album para esta cidade feito, começo a aperceber-me do quão a noite de ontem foi brutal. The Walkmen ao vivo é qualquer coisa, depois numa cidade que tão bem sabe acolher e numa das salas mais bonitas de Lisboa então, foi qualquer coisa de transcendente. Foi lindo! Épico! Mais que épico, foi algo que só consigo expressar por sons e um sorriso na cara cheio de contentamento e felicidade. Lindo! Além de que já posso riscar mais uma coisinha da lista de afazeres lá em baixo. Lindo! Lindo! Lindo! Brutal!
Pena ter sido tão curto e o facto de eu ter espatifado a máquina fotográfica logo no início. Fotos só tirei d'Os Golpes, que fizeram uma primeira parte intocável, e do momento nerd e altamente embaraçoso de tirar uma foto ao lado do cartaz. Mas pronto, foi da maneira que me concentrei apenas em viver cada momento da noite.  Foi mesmo muito bom.
E graças à feliz lembrança de ter voltado para trás e comprado o pin d'Os Golpes -"Há um rio Tejo entre o sexo e o nexo e o amor"- tenho agora o meu bilhete autografado por eles. O que é assim algo de completamente surreal.
Foi uma noite perfeita, até porque a Lisbon em Lisboa foi assim...

"we made this song for you"
e eu agradeço.

domingo, 14 de novembro de 2010

Em véspera de frequência a pergunta que se impõe é:

que perfume vou eu levar para ver os The Walkmen?
Como vou invadir o backstage tenho de ir airosa e bem perfumada para conhecer o Hamilton, não é verdade? Pois está claro...
Será que vai havir disto? Espero bem que sim...
we kiss goodbye and drunk up
i miss you when you're gone

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A menina tem a mania que é cool depois é no que dá

Com a mania de experimentar coisas novas e enriquecer-se culturalmente vai de se enviar num self service de comida japonesa, enche o prato de sushi e cenas. Resultado: acaba com fome. Chega a casa e faz uma taça de chocapic.
E agora vocês perguntam: "Então, mas não sabias que não gostavas de sushi? Já tinhas experimentado antes..." Ao que eu respondo: "Pois... mas agora estava com a esperança que aquilo tivesse melhorado, tipo terem encontrado uma receita inovadora e tivessem descoberto o fogo". Mas não, continua igual, que é como quem diz cru.
Mas soube que aparentemente é como a cerveja: não se gosta, aprende-se a gostar.
Mania que a diversidade gastronómica é muita fixe...

Mas acabou por não ter sido assim tão mau: açambarquei uma amostra do perfume da Viktor & Rolf - ao qual meu cérebro tem uma reacção intensa cada vez que lhe sente o cheiro de tão bom que é - e, lá está, com a mania de que a intelectualidade é coisa para mim e o "ah e tal tenho de me habituar a ler livros em inglês que isto vou ter de ler muitos para a faculdade" vá de trazer Dostoievski para casa. Sim, a primeira experiência com livros integralmente em inglês tem de ser feita com um russo e o seu Crime and Punishment. Obviamente.

CONAN is back, baby!


E sim, a notícia tem dois dias de atraso, mas só agora é que vi alguns vídeos do primeiro episódio.
E que saudades! A minha vida era tão mais feliz quando via o Conan...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Uma pessoa sabe que está na Margem Sul...

... quando na paragem do metro alguma alma iluminada resolve ser DJ de telemovel e põe a bombar aquilo que deverá ser na ideia dela uma coisa muita fixe, do tipo tecno-sertanejo-electro-brasileiro-discohouse. Muita bom portanto... Mas eu queria aqui clarificar algo que não me parece muito explicito naquelas almas cintilantes - o conceito de headphones.
Meus amigos, deus inventou um pequeno aparelho chamado phones que, espante-se, são muito uteis para quem quer ouvir música na rua. A sério, o génio que um dia se lembrou que mesmo bom era andar de phones nos ouvidos para ouvir Nirvana à vontade devia ter ganho um Nobel, tipo o da Paz.
Podem-nos adquirir de várias formas: se quiserem uns todos giros há os na vobis, na worten, na box do jumbo, até na Fnac e todo o tipo de lojas que vende dispositivos  e aparelhos electrónios (bora lá apoiar o comércio tradicional) - eu tenho os meus já vai para uns dois anos, cor-de-rosa e tudo, um mimo; ou então, e é aqui que se vê a importância de uma loja deles a cada dez metros, os chineses são uns amores e vendem-nos por um euro. Sim, leram bem: um euro. Vão é à vida numa semana, quanto muito duram quinze dias e o som não é lá muito bom, mas dá para o gasto. Assim evitam mostrar ao mundo o vosso esplêndido gosto musical. É para isso que existe o Facebook.
Estamos conversados? Apreenderam este extraordinario conceito do mais inovador? Tudo fixe? Humm? Pronto...

Hoje foi um dia daqueles

A minha vida vai ser dedicada à medicidade. E se calhar, e apenas em último recurso, ao banditismo...
Vamos ver o que vai sair daqui.

domingo, 7 de novembro de 2010

E uma saudade descomunal...

....daquela imprevisibilidade dos dias, do não saber o que iria acontecer, mas mesmo assim ser bom, daquelas gentes tão nossas e de quem tão profundamente gostavamos de ver todos os dias. Da cumplicidade de sempre. De me sentir segura com eles. De esperem por mim.
Tenho saudades daquele passado de há meses e que parece que durou tão pouco, mas tão bom. Apetece-me abraça-lo e nunca mais largar. Parar o tempo e permanecer naquele eterno.
Em que a vida era boa, e fácil, eu sem dar conta disso, era feliz, mas sabendo que nunca nada se compararia a isto.
Que saudades, meu deus... de tudo e de todos vós...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Só esta noite



watch my back so i'll make sure
you're right behind me as before
yesterday the night before tomorrow

dry my eyes so you won't know
dry my eyes so i won't show
i know you're right behind me

and don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

you walk the surface of this town
the high heels above the ground
and high horses that we know
keep us safe until the night

you know them all, i know it all
stay put and play along
'cause i'm looking for my friend
now i got you, got you

don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

i dry my eye, dry my eye
falling deeper by the hour
dry my eye, dry my eye
dry my eye. .
dry my eye, dry my eye
dry my eye, dry my eye
don't let me fall deeper now
dry my eye, dry my eye

yeah,
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

(...)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O que eu não deixo de ter é fé nas pessoas

O teste de Economia correu mal. Muito mal. O descalabro total. Eu, está visto, fui-me abaixo. No caminho todo para a casa comecei a traçar novos caminhos para a minha vida, do tipo ir varrer ruas, ser caixa de supermercado, pedinte, tudo o que não envolva a necessidade de uma licenciatura, porque a vida académica não é para mim. E ser cidadã informada e consciente também não: se não consigo falar dos princípios básicos da economia, nem perceber o Rui Branco, como vou eu tomar decisões eleitorais e perceber o que é melhor para o país? Ora aí está... A ideia de me tornar mais uma, que anda por onde toda a gente vai e não toma decisões por ela própria passou-me pela cabeça. Tudo isto regado por uma dose aceitável de lágrimas. Sim, a volta para casa foi deveras divertida.

Mas no meio de tanta coisa má, percebi como ainda há pessoas que se preocupam até com perfeitos desconhecidos e tentam ajudar.
Na paragem do Pragal, do outro lado do vidro, eu à espera do metro a tentar sem grandes resultados conter as lágrimas e um senhor, rapaz não percebi muito bem, brasileiro por sinal, à espera do comboio. Levantei os olhos e vi-o. Ele estava a olhar para mim, desconsolado. Por gestos lá disse para eu não chorar. Limpar as lágrimas. Era demasiado bonita para estar assim, li-lhe nos lábios (aqui ele estava claramente apenas a tentar ser simpático). Perguntou-me se eu precisava de ajuda. Abismada, sorri apenas e disse que não. Não era preciso. Ele insistiu. Escreveu uma mensagem no telemovém e mostrou-ma. "Deus te ama e vai tudo correr bem. E agora não estás sozinha pelo menos até ao comboio chegar." Qualquer coisa assim, e até fez um smiley no fim. Eu não sei como reagir a tamanha amabilidade. E de facto senti a preocupação genuína de um perfeito desconhecido que não me queria ver chorar desesperadamente. Limpei as lágrimas e já não chorei mais. Era só um teste, importante, claro que sim, mas era só um teste. Acho que ele ficou a pensar que me tinha morrido alguém, que tinha descoberto que estava a morrer, ou que um namorado acabou comigo ou que fui posta na rua num qualquer lay-off de uma qualquer empresa. Mas não, senhor, foi só um teste. Um teste que conta 50% para a nota, mas um teste. Um primeiro teste. Tem razão: eu não estou sozinha e tenho quem goste de mim.
Não, não fiquei devota, não se preocupem. Mas o senhor restaurou-me a fé nas pessoas. E na divindidade delas. Daquelas que se preocupam e querem ajudar. Tem razão: Deus ama-me. Os meus pequenos deuses, as minhas ternurinhas ternurentas. O senhor que foi naquela altura o meu deus. E por isso lhe agradeço.
Já não chorei mais. A tristeza desvaneceu-se um bocadinho. O metro chegou. Acenou-me e eu acenei de volta. Cada um continuou com as suas vidas. Mas eu não fiquei igual.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Frases que ficam depois da visita ao oftalmologista

"Tu passas tanto tempo com as lentes de contacto que é uma coisa parva."

"Olhar fixo, ar condicionado, não pestenejas, não pões as lágrimas... não vês um boi!"

Aaah... é por estas e por outras que eu adoro o meu médico. Um mimo!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Hoje

Morri três vezes em HTEP e uma em MTI. Vários momentos se seguiram ao longo da tarde. É segunda-feira e já estou terrivelmente cansada. Pela frente espera-me uma recensão e a frequência de Economia. E no fim-de-semana a ver se me refugio no meio da serra para me embrenhar nas intrincadas teias dos textos e dos meus apontamentos de HTEP, que a certa altura se tornam rabiscos imperceptiveis.  
Ai vida ingrata...