quinta-feira, 14 de outubro de 2010

E haverá algo mais romântico que uma flor para nós roubada?

O Ramo Roubado

Entraremos na noite
para roubar
um ramo florido.

Passaremos o muro,
nas trevas do jardim alheio,
duas sombras na sombra.

O inverno ainda não se foi
e a macieira aparece
de súbito convertida
em cascata de estrelas perfumadas.

Entraremos na noite
até ao seu trémulo firmamento,
e as tuas mãos pequenas e as minhas
roubarão as estrelas.

E, secretamente,
em nossa casa,
na noite e na sombra,
com teus passos entrarão
os silenciosos passos do perfume
e com pés estrelados
o corpo claro da primavera.

- Pablo Neruda, "Amor" in Versos do Capitão

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

And then her heart sadly understood and yearned:
"It's been oh so long, but my heart still get stirred at a glimpse of your name somewhere"

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A produtividade de MTI...

... reside na possibilidade de ler dois capitulozinhos d'Os Cus de Judas, que já há umas três semanas que não lhe pegava.
Very nice...

LIVREM-SE!

"O administrador da Metro Transportes do Sul (MTS), empresa concessionária do MST, José Luís Brandão, afirmou que «se esta situação de atraso no pagamento se arrastar, a concessão não tem meios financeiros para continuar a operar».


Pelas contas da MTS, o Estado deve à empresa sete milhões e 200 mil euros, referentes ao terceiro e quarto trimestres de 2009 e ao primeiro e segundo trimestres de 2010."

Esta gente que se livre de fazer uma coisa destas! O nosso metro, lindo que só ele, é a melhor coisa que a nossa presidente a sôdona Maria Emilia fez por esta terra. Eu preciso do metro! É questão de vida ou morte! Eu odeio andar de autocarro. E não sou a única, que isto agora o metro anda sempre cheio de gente.
Portanto o Estado que pague rápido o que deve ou eu revolto-me!

Livrem-se!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Meu!

Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça que eu já tenho em mãos.
Lisbon em Lisboa vai ser épico.
Vai ser o primeiro concerto a que vou sozinha, visto que não há margem-sulistas queridos e fofinhos que queiram ir comigo. É a minha triste sina e a esta altura habituada estou. Além de que já sou moça crescida, não é verdade?  

E se for alguma coisa como o SBSR vai ser brutal. 34 dias é tudo o que tenho de esperar para os rever.
E já disse que vai ser épico? É que vai mesmo. Vai haver disto e muito mais.

I'd give you all my love
I'd give you all my love
But my heart is broken
...

domingo, 10 de outubro de 2010

Coisas giras

De há uns tempos para cá e quando digo de há uns tempos para cá é desde que começou a faculdade e eu tenho que ler aquelas enormidades de textos e quando digo textos são capítulos inteiros de livros fico extremamente mal-disposta quando leio mesmo estando sentada e parada no sofá.

Quinta-feira quando voltei a casa e estava a tirar o casaco à porta do quarto dei uma marrada com a mão direita no puxador. Aleijei-me, ficou a marca e desde sexta que tenho uma valente nódoa negra nas costas da mão. Doi. E agora a nódoa negra está a ficar tricolor. A curar portanto. Continua é a doer.  Sobretudo quando escrevo. Mesmo bom.

Se eu fosse esperta pegava na minha pessoa e levava-a até ao Starbucks do Chiado, pedia um bruto moka frapuccino e punha-me a ler tudo aquio que tenho para ler: os textos de HRIP e agora os de Economia. A seguir, ia passear à Fnac. Porque é para isto que uma pessoa estuda em Lisboa e eu estou bué atrasada nas leituras. Mesmo bué.  

E a vossa vida, vai andando tão supimpa como a minha?

sábado, 9 de outubro de 2010

E o que eu tenho para dizer às 4 da manhã é...

... vai-te lixar. Sim, a sério. Vai-te lixar. Não tu, a tua pessoa propriamente, mas o pensamento de ti e a lembrança das pequenas coisas. Que se vão lixar - é o que eu preciso para restaurar a sanidade. E não, não estou a dizer isto porque estou bebeda, até porque só bebi uma cerveja e tequilla. E tu sabes que eu não gosto de cerveja. Digo isto porque me fartei de sentir a tua falta. Fartei-me de regressar a casa e sentir a falta de te dizer adeus à porta do prédio, sorrir e senti-lo de volta.
Portanto que toda esta saudade, que irremediavelmente toma conta de mim quando eu percebo que ninguém, pelo menos os que me aparecem à frente, me irá fazer sentir aquilo que me aquecia o coração contigo, se vá lixar.

E depois que se lixem os slows, que me lembram que há tanto trambolho com trambolho, e eu não te tenho aqui para dançarmos. Eu não sei dançar, tu também não, mas fariamos com que a coisa funcionasse, tenho a certeza. Fariamos sempre com que a coisa funcionasse. Não interessa o que fosse. Iria resultar...

Mas não estás, que se lixe...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

"Words are futile devices"


it's been a long long time since i've memorized your face
it's been four hours now since i've wandered through your place
and when i sleep on your couch i feel very safe
and when you bring the blankets i cover up my face

i do
love you
i do
love you

and when you play guitar i listen to the strings buzz
the metal vibrates underneath your fingers
and when you crochet i feel mesmerized and proud
and i would say i love you but saying out loud is hard
so i won't say it at all
and i won't stay very long
but you are the life i needed all along
i think of you as my brother
although that sounds dumb
words are futile devices

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Eu disse que Outubro não agoira nada de bom

É que isto não está a ir nada bem. Quemerdadediafoieste,pah? Por alguma razão bizarra as quartas-feiras tornaram-se o dia mais propício a estados depressivos e logo hoje choveu. Eu não me dou bem com o mau tempo. Não gosto de chuva, não gosto de humidade, não gosto de vento, não gosto do frio. Em suma, estou miserável. Estou assim de mandar esta cena toda às urtigas e ir emigrar para a Papua Nova Guiné. F***da-se...

E no fim de tudo isto, quem meu coração ainda precisa não está para ser visto...
Raios partam.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Viva a República!

Nós vivemos num país extraordinário. Faz hoje exactamente 867 anos que foi assinado o Tratado de Zamora em que o primo de D. Afonso Henriques , Afonso VII de Leão e Castela lá reconhece que nós até merecemos ser nação independente. Há 867 anos que Portugal existe. E faz hoje 100 anos que a República Portuguesa foi proclamada na varanda da Câmara Municipal de Lisboa. Poético.

Mas, estava eu a dizer, vivemos num país extraordinário. Somos um dos países mais velhos da Europa, com fronteiras bem definidas há igualmente uma catrefada de séculos (séculos!) e ainda estamos aqui. Portugal, pasme-se, ainda existe. Mesmo que há 867 anos que esteja em crise. Vá, tivemos assim alguns momentos áureos e em que fomos os maiores do mundo e mandamos nesta cena toda. Mas Portugal esteve mais tempo em crise do que propriamente em desenvolvimento (de qualquer tipo). Mas mesmo assim, lá vai resistindo. Desde que somos independentes, só tivemos uns 60 anos de domínio castelhano - um soluço nos 867 séculos (!) de História nacional.  
Já passamos por muito - umas quantas guerras, um par de invasões, não sei quantas revoltas, uns tantos golpes de Estado, um regicídio (desculpe lá D. Carlos...), umas descobertas de umas terras para lá do Atlântico - e ainda estamos aqui. E o melhor de tudo é que nem somos assim um sítio tão mau para viver. Eu até gosto.
Temos imensos problemas para resolver, muitas dificuldades que teremos de ultrapassar e há muitas mudanças, profundas, que devem ser feitas e tem de haver coragem para as fazer, mas mesmo com isto tudo Portugal encontra-se indubitavelmente melhor agora do que há 30 anos e incomparavelmente noutra situação de que há 100 anos atrás, aquando a monarquia caiu às mãos dos republicanos.  

No fundo, no fundo, Portugal é o maior do mundo: venha o que vier, digam o que disserem, ameacem o que quiserem, nós por cá vamos andando e a vida vai-se vivendo, nuns dias melhor outros pior, e as nossas gentes vão resistindo.
Portugal rulla catano!

sábado, 2 de outubro de 2010

Vai uma pessoa...

... comprar um e tão só lipgloss e tirar a barriga da miséria e sai de lá com duas amostras do novo perfume da Calvin Klein e de um perfume da Bvulgari. Muito bom...

Quanto é que apostamos...

... que um dias destes (provavelmente mais cedo do que mais tarde) eu me vou esbardalhar toda naquelas escadas interminaveis da faculdade e partir um braço ou uma perna (que isto eu andei 12 anos à espera de partir qualquer coisa para não ter Educação Física e tinha de ser logo agora que já me deixei disso que me espatifo toda nalgum lado)? Ou então cá fora na (raios partam) calçada que escorrega assim à doida e na qual eu dou por mim constantemente a derrapar?

Descer a rua Nova do Almada ou a rua do Alecrim no Chiado era uma aventura e agora atravessar a Avenida de Berna também.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

And I will love to see that day. That day is mine.

Quem me disse que esta música era perfeita para o dia do matrimónio tem, realmente, toda a razão... Estou com ela na cabeça desde então.

Mas quando ela for tocada à entrada da igreja vai ser porque encontramos mesmo alguém que a mereça ouvir e, acima de tudo, que a mereça ouvir connosco. E um dia tal pessoa, igualmente fã de Beirut claro, há-de aparecer.


...
And I will love to see that day
That day is mine
When she will marry me outside with the willow trees
And play the songs we made
They made me so
And I would love to see that day
Her day was mine

Hoje em História das Relações Internacionais Portuguesas...

... veio-me à ideia que Portugal parece um daqueles peixinhos que nadam oceanos fora à volta dos tubarões para evitar serem comidos.
Depois há as contrapartidas de tal coisa...

E acabei de perceber que esta é uma ideia parva, mas como todas as ideias parvas que me povoam a mente ainda lhe hei-de dar um sentido.

domingo, 26 de setembro de 2010

Olha e diz que amanhã começa a segunda semana de aulas

Isto é tudo muito bonito, tudo muito giro, mas acordar às 6 da manhã não é todo para mim. Especialmente agora que a cada dia que passa começa a amanhacer mais tarde e eu saio de casa, literalmente, ainda de noite. E atravesso um descampado que não está iluminado. E daqui a nada começa a chover e o que eu vou atravessar é lama. 

Mas tudo bem...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

e uma vontade de ficar no chão...

... em posição fetal e ouvir Buckley, desta vez o pai. Preciso de encontrar um sentido antes de me levantar outra vez e continuar.

In my heart is where I long for you
In my smile I search for you
Each time you turn and run away I cry inside
My silly way, just too young to know any more

In my world the devil dances and dares
To leave my soul just anywhere,
Until I find peace in this world
I'll sing a song everywhere I can
Just too young to know any more

The wind covers me cold
The starry skies all around my eyes
Far behind the city moans
Well worthy of the people there
Oh, the psalms they love to hear

So let me sing a song for you
Just to help your day along
Let me sing a song for you
One I've known so very long
Oh, please could you find the time.

Com isto tudo...

... ainda não tive tempo de:
  • mudar o wallpaper do pc, que há semanas que o ando a querer mudar;
  • dormir decentemente;
  • actualizar o blog;
  • fazer a ronda a todos os habituais sítios da net;
  • tratar de toooooooooooodos os documentos para a bolsa;
  • apreciar mesmo à seria a viagem de comboio pela ponte com o nascer do sol no Tejo;
  • comprar um caderno, tipo mesmo caderno decente.
E estamos só no 3ºdia...

domingo, 19 de setembro de 2010

Eu, Tu e o Gin Tónico

Chamei pelo teu nome e tu vieste.
Sentamo-nos lá atrás e em tom de promessa disseste: eu, tu e o gin tónico. E senti que seria assim para sempre. Sorri e deixei-me estar nos teus braços.

Depois, acordei. E assim, fico eu e o gin tónico: faltas tu.

sábado, 18 de setembro de 2010

Vamos agora ao que realmente interessa

Sinceramente: eu tenho cara de quem vai já segunda-feira para a faculdade? De quem já está no ensino superior?
Sinceramente: eu pareço sequer que tenho 18 anos?

Hum?
Exacto...