segunda-feira, 12 de julho de 2010

Finalmente ele começa a ter juízo

Eu, a mana mais extraordináriamente espectacular de sempre: Onde é que estão os meu phones?
Ele, que se diz meu irmão: Vê lá no meu quarto.
Eu, a mana mais extraordináriamente espectacular de sempre: Eu?! Mas tu é que mos tiraste, vai lá tu busca-los.
Ele, que se diz meu irmão: (levanta-se a resmungar) Mas tu é que os queres. (Vai ao quarto) Toma.
Eu, a mana mais extraordináriamente espectacular de sempre: Mas tu é que tens andado com eles.
Ele, que se diz meu irmão: Porque a música é uma coisa essencial à vida.

E eu gostei. Finalmente, o moço começa a ter senso. É claramente genético.

Os resultados já estão. Agora faltam as candidaturas.

Uma razia. Uma miséria. Português foi o que se viu. Só sei que quem corrigiu os nossos exames foi um agarrado de primeira.  
Mas vá, não foi assim tão mau. Mas podia ter sido melhor, até porque vendo a prova, eu só tenho erros parvos. Tipo erros de pontução. Mas erros de pontuação que não são erros. É estilo. Eu neste longoooooos anos em que sei escrever - e já são uns 12, já não sou propriamente amadora nestas andanças - adoptei uma certo estilo de escrita, que passa muito pelos dois pontos e os travessões. E pela quase inexistência de pontos de exclamação. Odeio pontos de exclamação. Acho-os de uma condescendência extraordinária. E parvos.
Ora a bem ver: é estilo. Mas gente de mente fechada - se fosse o Saramago a escrever assim no exame? Uh? - não compreende e  põe la o tracinho em baixo. E não é de modas e desconta uns quantos valores. Vai-se a ver e ficamos nos 145. Isto arredondado dá quinze e baixa-me uma valor à nota final. Uma tristeza.

Então, uma pessoa vira-se para o outro lado e aquele que se lhe afigurava ser o maior desastre de todos os tempos acaba por ser aquele que lhe aquece o coração: História. E uma nota decente. Um mimo.

Agora é tempo de tratar da minha vida e tão e somente começar a planear o resto da minha vida. Ou então só os próximos três anos.

sábado, 10 de julho de 2010

Alive'10 - the Aftermath

A modos que a minha voz lá se ficou pelo Passeio Marítimo de Algés, numa espécie de doação minha àquele pedaço de terra lindo que me fez tão feliz ontem.
Debaixo de um calor abrasador a tentar descobrir como é que se passava para o outro lado, ouve-se a primeira grande banda da noite: os CP! Aqueles riffs, aquelas malhas...
Lá dentro, palco secundário que os Local Natives estão à minha espera. Wide Eyes e Sun Hands perfeitas, assim como a Who Knows, Who Cares, a Camera Talk e a Warning Sign, ou melhor, toda a setlist perfeita. E o encanto do vocalista com o bigode. Lindo.
Em Drums começa a loucura que vai culminar em Florence + the Machine. Foi dançar dançar dançar dançar e cantar. Muito. Em Forever and Ever Amen. Em Me and the Moon. Em I Need Fun in my Life - tão verdade. Em Book of Stories. Em Let's go Surfing - Oooh mamma, I wanna go surfing. Oooohhh mamma I don't care about nothing!. Brutal. Eles foram-se e com eles levaram boa parte da minha voz e hidratação. Mas que feliz me fizeram.
Seguiu-se Devendra Banhart, que só lhe faltou a Rats para o concerto perfeito. Pois que também dancei muito, o que há-de ter sido um grande espectáculo só por si devido à minha extraordinária coordenação motora.
Mas é com a menina Florence Welch que a tenda e eu, que nela estava, atinge o auge. Entra a pequena com o seu vestido de renda rosa pálido - também quero um - e descalça atinge o céu. E leva-nos com ela. Aqui, foi a loucura. Melhor concerto da noite. Uma pessoa já estava a funcionar na base da adrenalina pura. Eu já desconfiava, mas agora tive a certeza que o nível de desitratação e, possivelmente, nutrição não interessa muito quando se está num concerto destes. Todo ele foi perfeito do príncipio ao fim: "If you could only see the beast you made of me. I had it in but bow it's seems you've set it running free." e acabar com os rise it up de toda a gente de mão no ar a seu pedido. E sim, Florence Welch is my hero. Assim como os dois rapazes e a moça dos XX.  Depois de um concerto como o da Florence, ouvir the XX ao vivo foi perfeito.
Apenas com um album, eles encheram aquela hora num sussuro de canções de amor, desamor e desgosto. O instrumental da Fantasy ao vivo é descomunal. A Crystalized, a Shelter e a Infinity idem. A VCR e a Basic Space são os meus novos amores. Mas é em Heart Skipped a Beat que está o meu coração - "Heart skipped a beat. When I caught it you were out of reach. But I'm sure, I'm sure you've hurt before." Perfeito.
Acabado XX é tempo de voar para o Palco Principal, não sem antes dar lugar ao primeiro episódio bizarro da noite, e que ainda foram uns quantos - desde moços a quererem tirar fotos a portuenses que trocava uma t-shirt por um isqueiro, e pelo meio um moço do outro lado da fronteira - perdido com tanta sagres e super bock - a perguntar a nossa cidade de origem. Nós ainda tentamos negociar com o moço do isqueiro: ela dava-nos a t-shirt em troca de um teste de alcoolemia que uma senhora nos deu, com certeza convencida que eu e a Alice já não andavamos direitas. O que é verdade. Mas eu mesmo sóbria não ando direita. Mas o rapazinho não quis, estava mesmo interessado no isqueiro. Começou foi a dar-nos conselhos sobre beber e conduzir. "Vocês não se metam nisso. Que eu fui parado numa operação Stop e fiquei cinco meses sem carta." 
Mas tudo isto corrabora a minha mais recente teoria: loucos atraem loucos. É uma coisa que se sente. Detecta-se no ar e depois dá origem a encontros assim.
Mas voando para Kasabian na ínfima esperança de ainda poder ouvir a Fast Fuse. Nada feito. Foi logo a primeira que eles tocaram e eu só consegui apanhar a última meia-hora de concerto. Foi pena não o ter conseguido ver todo: eles tocaram algumas que eu adoro na meia-hora que perdi, mas compensei com a última meia-hora de canções que amo. Como a Stuntman, a Vlad the Impaler - GET LOOSE GET LOOSE -, a Club Foot - I SAY THAT I WANT YOU, I'LL TELL YOU I NEED YOU. Estavam à minha espera para tocar a Fire - "Take me into the night and I'm an easy lover. " e terminar com a loucura que é a L.S.F. - "Oh come on! We've got our backs to the wall . Get on and watch out before you kill us all!"
(P.S.: Tom, I Love You. I'm the queen and your my king, bitch. Podias ter esperado por mim para cantares a Shoot the Runner, mas deste-me a Fire e pronto, eu fiquei muito feliz.)
E pois que agora é esperar por Faith no More. E do concerto só há isto a dizer: o Mike Patton é um senhor! Abusou. Roubam-lhe o sapato e ele não há-de ficar chateado? Pois claro que fica. Bestias! E maiii nada! Lindo!
Um fim perfeito para o dia e noite perfeitas. Quero mais. Repetir tudo outra vez, mesmo estando sem voz e sem forças para me levantar quando mais saltar e dançar. Mas isso são pormenores, porque quando estamos envolvidos num ambiente assim, tão bom e tão caloroso, o amor à música arranja maneira de prevalecer e fazer-nos durar a noite inteira. E a próxima se for preciso.
Local Natives

The Drums

The XX

The XX

Kasabian - I love you, Tom

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Programa das Festividades

Então isto é assim: depois destes dias amorosos que só eles num recanto perdido por esse lindo Alentejo nosso (quente, muito quente), Alive(igualmente quente). E Alive é: Local Natives, The Drums, Devendra Banhart, Florence + the Machine, The XX, Kasabian, Faith no More, ou seja, é aterrar  no palco secundário e só de lá sair aquando Kasabian.
Mas primeiro é esperar por um telefonema com os malogrados resultados dos exames. Saem amanhã e ainda não estou preparada para o pior. Se morrer é da maneira que morro feliz, mas só lá para as duas da manhã. Nous verrons
Durante os próximos dias conto estar um tanto ou quanto partida e rouca - é da maneira que a minha voz se torna mais aprazível aos ouvidos de terceiros -, além de que é tempo de tratar das candidaturas para a faculdade e obcecar um bocadinho, convencidíssima que não vou entrar.
E depois logo se vê.
Posteriormente, é rezar a todos os santinhos que alguma alma caridosa se compadeça de mim e me leve aos The National.
Mas entretanto: Alive, que é bonito e eu gosto muito e pois que vamos ser muito felizes os dois, eu e ele, ele e eu. E os The XX, e a Florence, e os Local Natives, e os The Drums. E os Kasabian, com isto. E pronto, sou feliz.

Oh baby I was boooorn
With a faaast fuseee...

sábado, 3 de julho de 2010

Já experimentaram...

... vir da estação do metro para casa a ouvir isto? É muita giro. Especialmente quando se passa por um campo deserto e não está ninguém às janelas.


Btw, eu não gosto de música electrónica. Foi só um momento de insanidade derivado ao calor. Mais nada.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Bem!

E aquele Uruguai-Gana de hoje? 
LINDO!  

As coisas que eu já vi hoje... e ainda só são duas da tarde

Haverá coisa mais bonita e ternurenta que um casamento? Pois também me quer parecer que não. Ainda mais se for assim no Registo Civil... de Almada. Ali naquele terraço lindo, com uma vista deslumbrante sobre a praça da Liberdade, a fonte, o metro, os prédios. Abençoada seja a República e os ideais daqueles que a implantaram, e o romantismo imenso que deram à sagração do matrimónio pelo civil. 
Também quero uma coisa assim quando chegar o meu dia: se me estás a ler, meu futuro cônjuge, pobre alma completamente tonta e temporariamente insana certamente, já sabes... Registo civil de Almada.
É que eu não consigo imaginar sítio mais estupidamente romântico e bonito para uma pessoa dar o nó, prometer o resto da vida em juras de amor eterno. Qual Sé de Lisboa, qual altar secundário da Sé de Castelo Branco, qual Igreja de S. João Latrão em Roma! Ali mesmo. Lindo, lindo que só ele.

Fiquei tocada com o enlace, confesso. O nervosismo do noivo, o vestido rosa da noiva que lhe ficava pelos tornozelos, as crianças assim todas aprumadinhas a correrem de um lado para o outro. Nem me apeteceu pensar cá para mim que daqui a dois anos estavam ali naquele mesmo lugar para tirar a senha para o divórcio. Tudo muito lindo, muito romântico...
Até deu para esquecer que uma pessoa estava ali a definhar à quase duas horas para ir levantar o raio do cartão do cidadão daquele pingo de gente que se diz meu irmão.

Mas eles lá foram para o copo de água, e uma pessoa ali ficou, até que finalmente a fila começou a andar outra vez e uma pessoa lá se despachou, para ir à escola que outrora foi sua lá para o seu 5º e 6º ano. Mas quando lá chegou: nada...
E apercebi-me que não tenho memórias significativas daquele lugar. Nada. Nem uma ponta de saudade se levantou, nem um pingo de emoção. Nada. A escola continua parva: os cortinados são os mesmos, as mesas, os bancos, os campos para a Educação Física, só que agora parece tudo muito mais pequeno. Mas sem cor. Sem lembranças... O que é triste. Mas pronto, ficamos assim.

Agora a ver se vou ver o jogo do Brasil-Holanda e tentar não adormecer estupidamente à frente da televisão.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

E depois é isto.

Esta dualidade de sentimentos. Este bem querer de não querer. Este não saber: nada. Se ainda estás aqui, se continuas em mim. Se te desvaneceste, se o tempo te levou.
Porque ainda sinto a tua ausência.  
Porque ainda sinto o coração a correr a maratona, sobrepondo-se a tudo o que me rodeia, por um vislumbre teu.
Mas irremediavelmente desapontada, irremediavelmente perdida. Sem saber o que fazer contigo.
E doi. Terrivelmente. A cada pulsar de coração. A cada suspiro sofrido.
Porque agora já não tenho com que me ocupar, já não tenho sítios onde tenho de estar, pessoas com quem preciso de falar, mas tenho lugares vazios outrora ocupados, músicas sentidas que agora não fazem sentido, palavras ditas e ouvidas, perdidas. E o recordar. Momentos, palavras, gestos.
E continuo sem saber o que sentir. Sem saber o que é suposto sentir. Sem saber o que é isto que na verdade sinto. A definição foge-me pelos dedos.

Sei que é um fim, mas às vezes ainda preciso de ti.

Uma Tomada de Posição

Pois que isto de se ter dezoito é mais do já poder votar. A participação cívica é mais que isso. Existem várias formas de participar activamente na sociedade civil e política e tomar uma posição sobre aquilo com que não concordamos.
Como o Acordo Ortográfico.

Está a circular por aí não uma outra petição, mas uma Iniciativa de Legislação de Cidadãos - outro direito que nos assiste enquanto cidadãos de um Estado de Direito democrático: o poder apresentar iniciativas legislativas - contra o novo Acordo Ortográfico.
É simples: basta lerem o documento, imprimir a folha de assinatura, preencher, digitaliza-la para enviar por e-mail ou enviar pelo correio tradicional.

Aqui, o site da Iniciativa.

Aqui têm o documento legislativo.

Aqui, as explicações necessárias.


Assinem, passem e re-passem.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Memórias de Aniversariante

Aos quatro anos tive um bolo da Pocahontas. Aos cinco, um do Tweety. Aos seis, passei os meus anos com varicela. Aos dezoito, matei saudades do Ill Cafè di Roma.

Agora, meu deus, estou legalmente habilitada a aprender a conduzir, já posso escolher quem eu quero que me governe, já posso fugir de casa sem que ninguém me possa obrigar a voltar. E eu gosto disto tudo.

Ao olhar para estes últimos dezoito anos de existência, sou feliz. Cresci muito ao longo deste último ano e crescer nunca é fácil, mas despeço-me dos dezassete de mente consciente e limpa, porque no final do dia sou feliz.
Há quem nos desiluda, e foram bastantes ao longo dos tempos, mas há também aqueles que nos mostram que gostam de nós e que significamos, de facto, algo de especial para eles. E que a vida deles é diferente, é melhor, porque fazemos parte dela. E eu agora sei disso. Mesmo que por vezes não o demonstre, eu sinto-me eternamente grata a todos vós que fazem com que a minha vida seja o que é. Porque é boa. Muito boa. Feliz. E hoje especialmente, um dia que significa tanto para mim, mesmo que à partida devesse saber o quão posso sair magoada, vocês estiveram lá. De uma ou de outra forma. Todos vós que fizeram a contagem decrescente comigo, que beberam o shot à meia-noite, que me mandaram os parabéns pelas primeiras horas da madrugada, que num dia quente de Verão me levaram a Lisboa, que cantaram os parabéns espontaneamente em cada paragem, que me ofereceram o Jeff (meu amor *.*), que resistiram ao desastre do bowling, que me fizeram matar saudades do meu Ill Cafè di Roma, que subiram as escadas da paragem do Chiado, que desceram o Chiado e passearam comigo à beira Tejo, que me cantaram os parabéns à beira Tejo ao pé dos turistas, que subiram três lances de escada para virem comer o bolo, que me encheram os balões e escreveram coisas bonitas nos balões, que me ataram os balões porque mesmo aos dezoito anos não consigo, que me acenderam as dezoito velas do bolo, que me cantaram os parabéns agora à séria com o bolo, que comeram comigo o bolo dos meus dezoito anos, que ficaram para a primeira parte do Argentina-México, que viram o segundo golo da Argentina e o outro piqueno a dar uma cabeçada à câmara, e que depois foram para casa mas continuam comigo, e em mim.

Vocês sim, são uma ternurinha ternurenta do tamanho do mundo, do sistema solar, do Universo. E eu só tenho que vos agradecer por fazerem de mim o que agora, aos meus dezoito anos, sou: alguém que consegue sorrir ao olhar as memórias e ser feliz ao perceber que o que vivi com todos vós foi muito bom. Sempre e todas as vezes.

sábado, 26 de junho de 2010

A três horas da maioridade...


Paul Varjak: You know what's wrong with you, Miss Whoever-you-are? You're chicken, you've got no guts. You're afraid to stick out your chin and say, "Okay, life's a fact, people do fall in love, people do belong to each other, because that's the only chance anybody's got for real happiness." You call yourself a free spirit, a "wild thing," and you're terrified somebody's gonna stick you in a cage. Well baby, you're already in that cage. You built it yourself. And it's not bounded in the west by Tulip, Texas, or in the east by Somali-land. It's wherever you go. Because no matter where you run, you just end up running into yourself.
- de Breakfast at Tiffany's
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Oh Peppard, Peppard...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

And her heart so softly realized:
"It's been months, but I still feel your arms around me sometimes"

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"And there will come a time, you'll see, with no more tears.
And love will not break your heart, but dismiss your fears.
Get over your hill and see what you find there,
With grace in your heart and flowers in your hair."

Sobre A. Lobo Antunes

«“Hatred is vital to good health,” a character declares in “Act of the Damned.” As a medical diagnosis, this seems questionable, but in Lobo Antunes’s case it is a prescription for fine, furious, often spectacularly excessive writing. Hatred, in his attitude toward Portugal, may be a synonym for a rankling, incurable love. The tottering country is Lobo Antunes’s subject, and as a physician he considers it to be his personal responsibility. How can a doctor give up on a patient who has been ill—tantalizingly near death, though never quite ready to die—for the past four hundred years?»
Peter Conrad, New Yorker

O resto aqui

Eu pensava...

...assim na minha loucura que uma das vantagens de ter um dos melhores jogadores do mundo era, precisamente, assim uma coisa parva, que é poder ver marcar golos. E bonitos, se faz favor. Assim, pelo menos, um cada jogo para uma pessoa se animar. Afinal não.
Porque: é impressão minha ou o Ronaldo não anda a jogar puto?

Assim uma pessoa desanima. O que vale é o fofinho do Meireles...  

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Depois do susto...

...já é meu.

Portanto, dia 8 há disto para dançar e dançar e dançar. E que feliz que eu vou ser...

We, we are in love
and we forever
We not gonna stop
We'll be forever

And all the stars in the sky
And all the flowers in the fields
And all the flower in the earth
Could never take you from my heart

And it's forever, baby it's forever
And it's forever, baby it's forever
And let me run till the end of time
Until our hearts are aligned into the sky
Run till the end of time
Until our hearts are aligned into the sky

We, we are the ones
When we're together
We, we are the young
We live forever

And all the stars in the sky
And all the flowers in the fields
And all the flowers in the earth
Could never take you from my heart

And it's forever, baby it's forever
And it's forever, baby it's forever
And let me run till the end of time
Until our hearts are aligned into the sky
Run till the end of time
Until our hearts are aligned into the sky

Forever ... and ever (repeat)

And it's forever, baby it's forever
And it's forever, baby it's forever
And let anekatips me run till the end of time
Until our hearts are aligned in the sky
Run till the end of time
Until our hearts are aligned in the sky

Há já uns tempos valentes...

... que não ia aos Santos para Almada. E pelo que consta também não andei a perder grande coisa. O que valeu foram as sardinhas, o moço fofinho do café e o indiano da pulseira...  

terça-feira, 22 de junho de 2010

É fodido quando pensamos que demos o nosso melhor, tudo o que em nós havia naquela hora para dar, e começamos a perceber que se calhar o nosso melhor não é bom o suficiente.

Nous verrons daqui a duas semanas...

Dois já estão. Agora falta os resultados.

Eiiiiish que a imaginação daquela gente que é paga para andar o ano todo a elaborar exames é tãoo fértil como um beco lamacento a quem alguém deitou sal.
Cenário de diálogo: "Ah e tal diz que este ano é o centenário da República, havemos de falar de quê no exame de História, para o qual aqueles desgraçados estudaram os três volumes lindos lindos lindos que só eles para sairem umas míseras sete perguntas? " Ao que outra alma iluminada responde: "Eh pah, temos de inovar! Fazer algo de que ninguém está à espera. Tipo sei lá, a Primeira República!!! Ninguém vai pensar que, ainda por cima em ano de centenário, vamos falar da Primeira República!!!" ; "Eh pah tu és um génio! É isso mesmo!"
E pronto, exame feito. Põe-se para lá uns outros mais documentos sobre as relações internacionais durante o período da Guerra Fria no grupo II e marcha que já se faz tarde.
Mas pronto, é como o outro: a modos que sou capaz de tirar uma nota decente... Ou não. Veremos. Ainda falta para sairem os resultados. Primeiro ainda há essa data tãaaoo querida e tãaaooo especial que é a celebração da vinda desta ternurinha ternurenta ao mundo, o Alentejo e o Alive!, e uma eventual ida à terra, que eu não sou moça para brincadeiras.   

Porque reparem: estamos de férias!
E que vontade enorme se me assolou de beber um mocca frappucino no fim do exame! E de ir desbaratar dinheiro em roupa - já resolvi o problema da camisola para a noite de 26 (muuuahahahahah)! 
Mas giro giro era abrirem-me ali um Starbucks na esquina, que isto de andar a ir ao Forúm para se me encher as veias de cafeína e descobrir que o rapazinho fofinho voltou e que agora está lá outro ainda mais fofinho não dá com nada.  

Mas denotem: c'est finit!  Já posso retornar àquela, assim lhe chama a Jessica, "triste vida em frente ao computador, naquelas noitadas a ouvir música e a descobrir banalidades completamente parvas". Mas que sabem tão bem.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago (1922-2010)

Sempre tive uma relação conflituosa com Saramago. Nunca concordei com muitas das suas afirmações, mas não há como negar o génio das suas palavras.
O único livro de teatro de que realmente gostei é dele: Don Giovanni ou o Dissoluto Absolvido. Mas foi O Ensaio Sobre a Cegueira que me fez gostar da sua escrita e continua ser um dos meus livros preferidos dele.

Agora, é tempo de invocar a memória do seu legado literário e recorda-lo, para sempre, como uns dos maiores escritores da Língua Portuguesa. A figura pode ter desaparecido, mas a obra nunca morre: é eterna.
Aqui fica a minha homenagem.

"Agora não há outra música senão a das palavras, e essas, sobretudo as que estão nos livros, são discretas, ainda que a curiosidade trouxesse a escutar à porta alguém do prédio, não ouviria mais do que um murmúrio solitário, este longo fio de som que poderá infinitamente prolongar-se, porque os livros do mundo, todos juntos, são como dizem que é o universo, infinitos."

in Ensaio sobre a Cegueira
-José Saramago

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Um já está. Falta História.

Camões. Lusíadas... 'Tá bem, ficamos assim...  pois que não foi assim tão complicado. Sou capaz de tirar uma nota decente.
E que vontade imensa se me deu para ir à Caparica comer um gelado, como recompensa pelo trabalho árduo.

Agora, é desaparecer nos próximos dias e emergir-me em História.
Porque é só do meu futuro que se está a falar...