"A nossa vida é toda ela feita de acasos. Mas é o que em nós há de necessário que lhes há-de dar um sentido." - Vergílio Ferreira
terça-feira, 6 de outubro de 2009
True Love Will Find You In The End
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Se um Dia te Aprouver Dizer Adeus, Diz… Adeus.
Os estilhaços do meu coração, de mim, permanecemos assim, estilhaçados. E parece que nada os voltará a unir. Os resíduos do que nos unia, os resíduos de ti teimam em demorar-se por cá, não se deixam lavar nem por nada. E enquanto isto, o mundo à nossa volta continua a girar, sempre no mesmo movimento de rotação, sempre no mesmo movimento de translação, com a Primavera seguida do Verão, a queda das folhas do Outono e a neve, fria, do Inverno. É cruel a forma como o Sol surge no horizonte na esperança de um novo dia, claro e límpido, como as marés sobem e retraem. Porque não pára o mundo quando o nosso coração se parte? Nem que seja por um breve segundo. Devia poder permanecer no mesmo sítio, do mesmo modo por solidariedade a nós; ali ficava, imóvel, estático até que cada um dos pedaços de mim se agrupasse aos demais, outra vez, prontos a girar com o mundo, novamente.
Mas parece que a dor não é tão forte, mesmo que o seja. Não tem força suficiente para poder parar o Mundo, apenas o meu mundo. E mesmo que se sinta a fragmentação de mim, tão grande e profunda neste instante, amanhã todo o Eu se vai reagrupar, unir novamente em tons de rosa e amarelo, verde e pérola, porque o Mundo ainda se encontra em órbita, o meu mundo avança e a vida continua.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
...In This Brand New Colony
Se o facto de alguém querer ser os sapatos de plataforma e desfazer o que a herediriedade nos fez, para não nos termos de esticar para o olhar nos olhos ou
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Faz dois meses...
Por isto e muito mais...
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Apaixonei-me...
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
1º Dia de Quê? Aulas? O Que é Isso?
A escola está na mesma, está tudo igual aquilo que deixamos nos já saudosos três meses que passaram.
E é engraçado como uma pessoa se esquece como é estar de férias, mas não se esquece como é estar numa sala de aulas: aqueles primeiros dias irritantes quando estamos de férias que nos dá para acordar assim de repente e pensar se não deviamos estar na escola ou pensar se não temos trabalhos de casa para fazer ou trabalhos para a acabar. E isto acaba quase sempre com um audível "Tonta, estás de férias! Não há para fazer!!!" e um suspiro de alívio...
Se calhar isto só acontece comigo, mas acontece, e é sempre que uma pessoa entra de férias.
Por outro lado, quando estamos nas aulas não nos vem a cabeça algo do tipo "Ouve lá? A esta hora não devia estar a dormir???" E se vem, é sempre num tom de lamento e desespero...
E pronto, a modos que daqui para a frente há coisa chamada trabalho que deve ser cumprido a tempo e horas, senão para o ano, não há universitários nem a boa vida da faculdade para ninguém, e eu que até a quero, que a minha vida não é isto.
P.S.: Nos entretantos, vai-se meditanto, assim num estado muito zen, nas aulas de yoga... Das ultimas vezes que lá estive queimei-me no colchão e ia adormecendo no relaxamento final, para verem o quão relaxada a minha pessoa estava... Tudo muito zen, portanto...
sábado, 12 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Um sopro de desperdício
Resolvi dar-lhes uma oportunidade: ao autor, que como me pisca o olho no final de cada Telejornal da RTP, o mínimo que posso fazer para lhe retribuir a gentileza é ler-lhe a obra, e ao livro que andava por aqui num desesperante grito de aflição “Por favor, leiam-me!!!”. E como eu não sou má nem gosto de ver livros em sofrimento, lá comecei a ler a narrativa.
Não senti a necessidade de ler mais devagar e repetidamente, somente para sentir a paixão e a beleza das palavras; não fiquei fascinada pelo tom e fluir da história. Em vez disso, senti a cada página a rudeza dos lugares-comuns, dos clichés da vida e da História.
Toda esta previsibilidade, a pobre forma como tudo isto nos é dito constituem uma bruta decepção: de todas as tais 611 páginas, somente umas 5 linhas tiveram impacto na leitora que houve em mim. As únicas que deram vontade de reler e reflectir:
“A vida é um sonho, pensou. A morte é o despertar. Passamos um universo inteiro a flutuar no vácuo da não existência; a vida não passa de um fugaz tremeluzir da chama do petromax na vasta noite de eternidade.
A vida é a anomalia, a morte é o regresso ao estado original; a vida é um sopro, a morte é o ar.”
Só coisas esperançosas e alegres, portanto.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
09/09/09
Do you don't you want me to love you?
I'm coming down fast but I'm miles above you
Tell me, tell me, come on tell me the answer.
You may be a lover but you ain't no dancer...
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
E já cá estou... outra vez!
Mas foram quatro dias muito bem passados: metade, passei-os a dormir. Pois que eu fui com uma directa para lá; dormi esse dia todo, mais a noite e dia seguinte; vi a luz do dia a sério, vá, lá para as 7 e tal da tarde de sexta-feira. Escusado será dizer que nessa noite, só consigui adormecer lá para as tantas da madrugada... Bons tempos.
Além de dormir, comi... enfardei pastéis de nata, queijadas, nougats e pão com queijo... mas queijo daquele que pica, assim parece um queijo crescido... Bons tempos...
Além de enfardar... não sei que mais fiz. Vi televisão, será que conta?
E ontem para acabar o fim-de-semana em beleza assisti a um fogo e ao consequente trabalho dos bombeiros de S. Vicente da Beira para o apagar. Estava a ver o Singin' in the Rain, quando a minh mãe chama a perguntar se o clarão que estava a ver era uma aparição dos céus ou fogo mesmo a sério e assim à bruta. Acabou por ser mesmo fogo assim à bruta. Eram 11.55 da noite. Cinco minutos antes da meia-noite. Dizem que teve mão criminosa, porque há já três sabádos que aquele sítio se ilumina assim... Conclusão: ardeu aquela zona toda ao pé do ribeiro, ao lado da estrada. Estava cheio de silvas; agora está tudo negro. E isto tudo às cinco para a meia-noite, numa noite até ventosa e não muito quente. Tive de vestir o casaco para ir ao terraço. Ah! E isto tudo passou-se a uns 50 metros de minha casa. Numa noite ventosa. Bonito...
E como é bonito viver assim à beira do perigo, na vinda para cá a minha mãe decide-se ir ao bar lá d comboio. Até aí, tudo bem, não fosse na ida para lá se ter de passar por entre carruagens, que estão ligadas por cabos ou lá o que é aquilo... Eu nunca gostei de lá passar: a vida é feita de negligencias, nunca se sabe quando um homenzinho lá da estação se esquece de apertar aquilo como deve ser e lá vou eu desta para melhor... Conclusão: o alimentar desta ideia estes anos todos despertou-me um pânico ao ter de ir ao bar do comboio. Mas hoje lá fomos e não morri nas portas... Contudo, ao arrancarmos depois da estação de Vila Velha de Rodão, o raio do comboio dá-se-lhe um xalique, ouve-se um barulho sabe-se lá de onde e começa a abrandar... E eu a pensar que gostei muito de estar neste mundo... Mas não, o dito lá volta ao normal... Mas continuou a abanar e muito!
E o resto da viagem fez-se bem... já a pensar no Big Tasty, com que se tinha sonhado na noite anterior, mas que não se acabou por comer... :( Sim, eu ando a sonhar com comida: sonhei que tinha ficado indignadissíma por um Big Tasty e uma Coca-Cola serem tão caros no dito sonho. Também sonhei que a Mariah Carey tinha morrido. Não sei, não perguntem...
E pronto.
Depois do jantar, foi-se para a Fnac onde adquiri a ternura ternurenta do The Times They Are A-Changin' do Dylan. Fiquei tão contente quando cheguei à Fnac e estava a tocar o album dos Friendly Fires *.* Que bela recepção... "You & Me in the Photoboth!!! You & Me like young lovers do!!!" Pus-me a dançar para lá. Foi bonito.
Mas vim para casa deliciar-me com esta maravilha:
...
Oh, but if I had the stars from the darkest night
And the diamonds from the deepest ocean,
I'd forsake them all for your sweet kiss,
For that's all I'm wishin' to be ownin'.
...
Eu podia tanto apaixonar-me ao som desta música...
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
L'Amour C'est Trés Magnifique
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Como se o Verão já não fosse quente o suficiente...
Chega a ser cruel, porque como se já não bastasse o rei ser o que é, o seu séquito (que inclui um moçoilo que é a cara do Chris Martin, mas melhor ainda), todinho ele, é um pedaço de mau caminho, de completo desvio dos bons costumes...
Talk Tonight
Pensar/Actuar
Pensamentos impróprios e obscuros já ocorreram a todos nós. Numa ou outra ocasião, certamente, já nos passou pela cabeça esganar aquela criatura desprezível que nos incomoda todo o santo dia ou levantar imoderadamente a voz aos seres que fazem dos seu objectivo diário atazanarem a vida a quem trabalha. Mas serão esses pensamentos, que em todo o bem não serão necessariamente prudentes de cumprir, que definem a nossa identidade? Direi que não. E direi que não, porque esses mesmos pensamentos fazem parte da condição humana, esse lado mau e tenebroso está incutido no nosso íntimo ser, assim como o está o instinto de sobrevivência com que todos nos somos dotados.
Esse outro lado, o oposto da simpatia e ternura, da afectividade e até, atrevo-me a dizer do bom-senso, esse lado inverso da moeda que a sociedade parece não querer admitir ou reconhecer como existente, está embutido em cada um de nós, vindo desde há muito e não vai, certamente, desaparecer enquanto a Humanidade não se extinguir. Não pretendo aqui dissecar esse assunto ou aprofunda-lo muito mais, até porque esse não é o objectivo destas linhas específicas. O é, contudo, saber o que faz de nós, nós.
Então, o que define alguém se não os seus pensamentos?
Há uma linha divisória, com a qual somos igualmente dotados: um discernimento, uma vontade própria, uma liberdade de escolha. O que realmente nos define é, pois, a escolha de acções.
Os nossos actos, o que fazemos no decorrer das nossas tarefas diárias. É isso que nos define, que nos molda ao olhar do outro.
Se os nossos pensamentos são íntimos e individualizados, os nossos actos são do domínio do mundo inteiro, porque nele marcam uma posição, estabelecendo invariavelmente uma relação de causa e consequência.
Em toda a verdade, apenas a acção pode mudar o mundo, o curso dos acontecimentos. No partir do pensamento para a acção, esse entremeio, o lusco-fusco do entretanto, reside a essência do que realmente somos. Um messias? Um revolucionário? Um agente da paz? Ou um assassino? Um cobarde? Um mentiroso?
A nossa definição reside na linha divisória que separa o pensar do agir; a liberdade de escolha patente em todos nós que nos permite escolher o caminho a seguir e o que fazer. O carácter de alguém é medido, não, pura e simplesmente, pelos nossos pensamentos, mas pelo peso das suas escolhas e actos. O nosso carácter é definido pelas nossas acções.
Laranjeiro, 6 de Agosto de 2009; 6.11am
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Champagne Supernova
E depois não é que comprei um telemóvel novinho, cheio de ternura, cujo modelo se chama Supernova. Achei que seria uma pequena homenagem aos OASIS e a esta música absolutamente genial, uma das mais bonitas e das minhas preferidas...
How many special people change?
How many lives are living strange?
Where were you while we were getting high?
Slowly walking down the hall
Faster than a cannonball
Where were you while we were getting high?
Someday you will find me
Caught beneath the landslide
In a champagne supernova in the sky
Wake up the dawn and ask her why
A dreamer dreams, she never dies
Wipe that tear away now from your eye
Slowly walking down the hall
Faster than a cannonball
Where were you while we were getting high?
(...)
'Cause people believe
That they're gonna get away for the summer
But you and I, we live and die
The world's still spinning around
We don't know why
Why, why, why, why...
OASIS ARE LIFE
Portanto vou deixar tudo isso para quanto eles deixarem de me inspirar, para quanto eles se deixarem de inspirar a eles próprios. Não agora, não assim...
Se eles acabarem, acaba também uma parte de mim, despedaça-se e perde-se para sempre, portanto deixem-me estar assim inteirinha, que é como eu gosto de estar...
Está tudo bem... é só um mau momento.
Eles são música, eles são génio, eles são VIDA...
So, THANK YOU FOR THE GOOD TIMES! E obrigado por aqueles que, certamente, virão. Foram 18 anos de OASIS que passaram e mais 18 que seguirão...
E obrigado por um dos momentos mais felizes da minha existência
OASIS FOR LIFE
OASIS ARE LIFE
You & I Are Gonna Live Forever
Lord, Don't Slow me Down...




