"A nossa vida é toda ela feita de acasos. Mas é o que em nós há de necessário que lhes há-de dar um sentido." - Vergílio Ferreira
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
E já cá estou... outra vez!
Mas foram quatro dias muito bem passados: metade, passei-os a dormir. Pois que eu fui com uma directa para lá; dormi esse dia todo, mais a noite e dia seguinte; vi a luz do dia a sério, vá, lá para as 7 e tal da tarde de sexta-feira. Escusado será dizer que nessa noite, só consigui adormecer lá para as tantas da madrugada... Bons tempos.
Além de dormir, comi... enfardei pastéis de nata, queijadas, nougats e pão com queijo... mas queijo daquele que pica, assim parece um queijo crescido... Bons tempos...
Além de enfardar... não sei que mais fiz. Vi televisão, será que conta?
E ontem para acabar o fim-de-semana em beleza assisti a um fogo e ao consequente trabalho dos bombeiros de S. Vicente da Beira para o apagar. Estava a ver o Singin' in the Rain, quando a minh mãe chama a perguntar se o clarão que estava a ver era uma aparição dos céus ou fogo mesmo a sério e assim à bruta. Acabou por ser mesmo fogo assim à bruta. Eram 11.55 da noite. Cinco minutos antes da meia-noite. Dizem que teve mão criminosa, porque há já três sabádos que aquele sítio se ilumina assim... Conclusão: ardeu aquela zona toda ao pé do ribeiro, ao lado da estrada. Estava cheio de silvas; agora está tudo negro. E isto tudo às cinco para a meia-noite, numa noite até ventosa e não muito quente. Tive de vestir o casaco para ir ao terraço. Ah! E isto tudo passou-se a uns 50 metros de minha casa. Numa noite ventosa. Bonito...
E como é bonito viver assim à beira do perigo, na vinda para cá a minha mãe decide-se ir ao bar lá d comboio. Até aí, tudo bem, não fosse na ida para lá se ter de passar por entre carruagens, que estão ligadas por cabos ou lá o que é aquilo... Eu nunca gostei de lá passar: a vida é feita de negligencias, nunca se sabe quando um homenzinho lá da estação se esquece de apertar aquilo como deve ser e lá vou eu desta para melhor... Conclusão: o alimentar desta ideia estes anos todos despertou-me um pânico ao ter de ir ao bar do comboio. Mas hoje lá fomos e não morri nas portas... Contudo, ao arrancarmos depois da estação de Vila Velha de Rodão, o raio do comboio dá-se-lhe um xalique, ouve-se um barulho sabe-se lá de onde e começa a abrandar... E eu a pensar que gostei muito de estar neste mundo... Mas não, o dito lá volta ao normal... Mas continuou a abanar e muito!
E o resto da viagem fez-se bem... já a pensar no Big Tasty, com que se tinha sonhado na noite anterior, mas que não se acabou por comer... :( Sim, eu ando a sonhar com comida: sonhei que tinha ficado indignadissíma por um Big Tasty e uma Coca-Cola serem tão caros no dito sonho. Também sonhei que a Mariah Carey tinha morrido. Não sei, não perguntem...
E pronto.
Depois do jantar, foi-se para a Fnac onde adquiri a ternura ternurenta do The Times They Are A-Changin' do Dylan. Fiquei tão contente quando cheguei à Fnac e estava a tocar o album dos Friendly Fires *.* Que bela recepção... "You & Me in the Photoboth!!! You & Me like young lovers do!!!" Pus-me a dançar para lá. Foi bonito.
Mas vim para casa deliciar-me com esta maravilha:
...
Oh, but if I had the stars from the darkest night
And the diamonds from the deepest ocean,
I'd forsake them all for your sweet kiss,
For that's all I'm wishin' to be ownin'.
...
Eu podia tanto apaixonar-me ao som desta música...
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
L'Amour C'est Trés Magnifique
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Como se o Verão já não fosse quente o suficiente...
Chega a ser cruel, porque como se já não bastasse o rei ser o que é, o seu séquito (que inclui um moçoilo que é a cara do Chris Martin, mas melhor ainda), todinho ele, é um pedaço de mau caminho, de completo desvio dos bons costumes...
Talk Tonight
Pensar/Actuar
Pensamentos impróprios e obscuros já ocorreram a todos nós. Numa ou outra ocasião, certamente, já nos passou pela cabeça esganar aquela criatura desprezível que nos incomoda todo o santo dia ou levantar imoderadamente a voz aos seres que fazem dos seu objectivo diário atazanarem a vida a quem trabalha. Mas serão esses pensamentos, que em todo o bem não serão necessariamente prudentes de cumprir, que definem a nossa identidade? Direi que não. E direi que não, porque esses mesmos pensamentos fazem parte da condição humana, esse lado mau e tenebroso está incutido no nosso íntimo ser, assim como o está o instinto de sobrevivência com que todos nos somos dotados.
Esse outro lado, o oposto da simpatia e ternura, da afectividade e até, atrevo-me a dizer do bom-senso, esse lado inverso da moeda que a sociedade parece não querer admitir ou reconhecer como existente, está embutido em cada um de nós, vindo desde há muito e não vai, certamente, desaparecer enquanto a Humanidade não se extinguir. Não pretendo aqui dissecar esse assunto ou aprofunda-lo muito mais, até porque esse não é o objectivo destas linhas específicas. O é, contudo, saber o que faz de nós, nós.
Então, o que define alguém se não os seus pensamentos?
Há uma linha divisória, com a qual somos igualmente dotados: um discernimento, uma vontade própria, uma liberdade de escolha. O que realmente nos define é, pois, a escolha de acções.
Os nossos actos, o que fazemos no decorrer das nossas tarefas diárias. É isso que nos define, que nos molda ao olhar do outro.
Se os nossos pensamentos são íntimos e individualizados, os nossos actos são do domínio do mundo inteiro, porque nele marcam uma posição, estabelecendo invariavelmente uma relação de causa e consequência.
Em toda a verdade, apenas a acção pode mudar o mundo, o curso dos acontecimentos. No partir do pensamento para a acção, esse entremeio, o lusco-fusco do entretanto, reside a essência do que realmente somos. Um messias? Um revolucionário? Um agente da paz? Ou um assassino? Um cobarde? Um mentiroso?
A nossa definição reside na linha divisória que separa o pensar do agir; a liberdade de escolha patente em todos nós que nos permite escolher o caminho a seguir e o que fazer. O carácter de alguém é medido, não, pura e simplesmente, pelos nossos pensamentos, mas pelo peso das suas escolhas e actos. O nosso carácter é definido pelas nossas acções.
Laranjeiro, 6 de Agosto de 2009; 6.11am
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Champagne Supernova
E depois não é que comprei um telemóvel novinho, cheio de ternura, cujo modelo se chama Supernova. Achei que seria uma pequena homenagem aos OASIS e a esta música absolutamente genial, uma das mais bonitas e das minhas preferidas...
How many special people change?
How many lives are living strange?
Where were you while we were getting high?
Slowly walking down the hall
Faster than a cannonball
Where were you while we were getting high?
Someday you will find me
Caught beneath the landslide
In a champagne supernova in the sky
Wake up the dawn and ask her why
A dreamer dreams, she never dies
Wipe that tear away now from your eye
Slowly walking down the hall
Faster than a cannonball
Where were you while we were getting high?
(...)
'Cause people believe
That they're gonna get away for the summer
But you and I, we live and die
The world's still spinning around
We don't know why
Why, why, why, why...
OASIS ARE LIFE
Portanto vou deixar tudo isso para quanto eles deixarem de me inspirar, para quanto eles se deixarem de inspirar a eles próprios. Não agora, não assim...
Se eles acabarem, acaba também uma parte de mim, despedaça-se e perde-se para sempre, portanto deixem-me estar assim inteirinha, que é como eu gosto de estar...
Está tudo bem... é só um mau momento.
Eles são música, eles são génio, eles são VIDA...
So, THANK YOU FOR THE GOOD TIMES! E obrigado por aqueles que, certamente, virão. Foram 18 anos de OASIS que passaram e mais 18 que seguirão...
E obrigado por um dos momentos mais felizes da minha existência
OASIS FOR LIFE
OASIS ARE LIFE
You & I Are Gonna Live Forever
Lord, Don't Slow me Down...
sábado, 29 de agosto de 2009
Que hora e hora bem passadas
"A CARGA PRONTA METIDA NOS CONTENTORES
ADEUS Ó MEUS AMORES QUE ME VOU...
PARA OUTRO MUNDO!!!!!!!!!!!"
\m/
Pronto... já estou mais aliviada.
Foi um concerto bonito: bati muita palma, saltei um quanto e cantei outro tanto. Não venho rouca porque não calhou... Ainda estive assim meio sem voz nos cinco minutos que se seguiram, mas já recuperei...
Vi o concentro cá de cima e o Tim, tadinho, ficou-se-me tapado pelo poste da bandeira da Super Bock, fiquei tristinha por tal facto, que eu tenho assim como se que uma panca pelo senhor - deve ser do lencinho e do baixo preto e branco (ternura *.* ternurenta).
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Aos 40 Anos de Woodstock...
Pelas comemorações dos 40 anos de Woodstock cruzei-me com esta música absolutamente genial de Country Joe McDonald: "Feel Like I'm Fixing To Die". Toda ela é algo de outro mundo...
Atentem na letra...
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
E já cá estou!
Lá, deixei a minha rica piquena bijou, uma ternura ternurenta que só visto *.*
Ainda não foi desta que o comboio de descarrilou! Iuppiii... todo o meu ser chegou inteirinho a Sta Apolónia, essa ternura de estação a que até dá gosto chegar, tal é a ternurinha de vistas com que me deparo mal saio do comboio... Rica capital.
E a vida é assim feita de idas e regressos, contruída sobre a saudade da partida à chegada...
P.S.: Eu continuo a não gostar de cães = só me enterneço por aquela *.* não tenho culpa da tonta ser, assim, um doce de existência...
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
... e depois há coisas assim
A Cry 4 Love - David Fonseca
No one can love me the way that you do
Yeah, i was the captain of my own ship of fools
I fled to the ocean, i aimed for the stars
So your face was a light that kept me saved from the dark
So i say please, say please
Girl you see me smiling
Girl i'm singing words of joy to the world
Between the lines it's hidden in the smile
Can't you hear a cry for love?
I jumped to the water, i swam to the shore
Turned up at your doorstep, i slept on your floor
I woke up in panic, i dreamt you were gone
You're gone, you're gone
I stood there in silence with the damaged i've done
But now it's done, it's done so
Girl you see me smiling
Girl i'm singing words of joy to the world
Between the lines it's hidden in the smile
Can't you hear a cry for love?
I'll keep on smiling
Girl i'll keep on playing my songs to the world
Between the lines it's hidden in the smile
Can't you hear a cry for love?
A cry for love
A cry for love
A cry for love
(...)
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Prata em Berlim
E digam lá se ele não é mesmo um docinho de moçoilo??? É pois...
E eu que sempre gostei mais de prata...
O Lugar do Morto
Mas andar pode ser uma experiência tortuosa, especialmente em auto-estradas (enquanto escrevo isto encontro-me exactamente na A23 dentro do meu carrinho cinzento no, surpresa das surpresas, lugar do morto). Odeio auto-estradas. Nunca gostei: Não gosto do barulho do asfalto, odeio a rapidez e abomino aquilo que deveria ser a paisagem. A velocidade de tudo isto atordoa-me, não gosto do movimento acelerado que não deixa aproveitar a viagem, além de que visto a rapidez dos pneus a rolar, uma simples pedra no caminho parece-me ser capaz de levar o carro contra uma parede ou as barreiras de protecção, não sem antes rodopiar idiotamente, fazendo estragos em tudo por onde toca, claro comigo lá dentro. No caso dos comboios é o medo de cair ao Tejo, porque eu não sei se os meus amigos sabem, mas a viagem à beira-rio é, literalmente, à beira-rio, porém na vertente de uma montanha a uma altura considerável. Os carris nem a metro estão da beira do caminho. Uma pessoa parece que anda no ar. Enfim, medos à parte, o quem de seguida me assola é qual música vou eu estar a ouvir no momento do embatimento a 120 à hora. É isso que realmente me preocupa. Se no comboio tenho o mp3, no carro é mais complicado – gosto de fazer uso do rádio. Às tantas é por isso que gosto de ir à frente a controla-lo: posso assim estar mais segura quanto à música que estará a no ar durante o meu infortúnio, dependendo da estação.
Este sentimento recalcado no meu subconsciente vem ao de cima cada vez que entro no carro. Penso sempre que é desta que vou desta para melhor, que me quino aqui, que pereço. E esse momento não chega nunca – nunca me quinei numa viagem de carro (ou em outra qualquer), nunca fui desta para melhor. Acho que no dia em que não pensar nisso, será esse o meu fim, o meu último na Terra.
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P.S.: Não me importava nada de me finar ao som desta música. MGMT. A Kids, por sinal. Como vêem é sempre vantajoso o usurpar do uso e direito ao botão nº 5 da rádio, a Antena3.
A23 [Almada-C. Branco], 11 de Agosto de 2009 10.14 am
Um Caso de Acasos - O Início
Agora arranjei um blog. Eu sempre fui um tanto ou quanto adversa à ideia de um blog próprio, mas agora decidi criar assim um todo bonitinho e airoso. A mudança de atitude deve-se ao facto mais fulcral que é o de que estou profundamente entediada: apercebi-me que é extremamente triste jogar ao Solitário, o Free Cell perdeu a piada e o esquema da Aranha e do Forte do Mahjong Titans lixam-me sempre, o Hi5 está cancelado até Setembro e o Myspace dá numa que na net da TMN custa a abrir; além disso manter um ritmo mais ou menos estável de criação textual é capaz de me fazer bem, não ganhando vazio intelectual.
Eu até podia escrever os ditos textos e guarda-los para mim, mas isso não ia ter piada nenhuma. Eu não quero estar por aqui somente a escrever para as paredes. Seria um desperdício primeiramente de tempo (que se lixe a satisfação pessoal em saber que criamos algo) e depois até podíamos estar na presença de um texto absolutamente genial que nunca seria visto por mais ninguém. E já viram a perda que isso seria?
Uma das razões pela qual estava reticente em criar um blog era a de que porque raios haveria alguém de estar interessado em ler postagens minhas? Não há de facto razão nenhuma pela qual um qualquer indivíduo no seu mais perfeito juízo pudesse estar interessado nas minhas teorias de vida, infortúnios e bonanças. A minha existência é um tanto ou quanto desinteressante. Mas isso, aparentemente já não significa nada: estando o mundo da blogosfera tão enraizado nos nossos hábitos – mesmo os maus – que têm os outros a dizer assim de tão mais extraordinário que eu? Pois é… Portanto agora aguentem-se. Eu estou profundamente entediada e tenho muita palha para acertar e reivindicações a fazer.
Até!


