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domingo, 8 de setembro de 2013

I'm a failure as a grown-up

Há três anos era caloira, hoje sou mestranda. Há três anos escrevi umas parvoíces sobre o futuro estar mesmo ali, patati patata, é só agarra-lo, blábláblá; uma idiota , no fundo. Volvidos três anos, não tenho mais certezas daquilo que quero fazer quando for "crescida" que há três anos atrás. Se calhar até tenho menos. Será culpa dos tempos, culpa do sistema, será mais culpa minha, talvez. Não sei. 
Tive uma epifania quando estava a estudar para a última frequência do último semestre e decidi que tinha de mudar de rumo, de tentar ser algo mais do que apenas competente. Não me arrependo de ter ido para CPRI; além do grau de licenciada, deu-me pessoas, alegrias, bebedeiras, fez de mim uma pessoa cínica e céptica (direitos humanos? pff), mas em última instância muito feliz e muito orgulhosa de lhe pertencer. 
E decidi que, em vez de tentar mudar o mundo tornando-me uma burocrata, formiga do sistema dos centros de decisão e poder, era melhor mudar o mundo (olha eu a ser tontinha outra vez) através da Literatura, a única forma de redenção. Veremos no que dá. 

sábado, 22 de junho de 2013

Um post de licenciada

Diz que completei todos os créditos de que preciso para me considerarem licenciada. Sempre pensei que a secretaria virtual iria lançar uma qualquer espécie de foguetes para comemorar, qualquer coisa para assinalar a data. Afinal não. Continua azul, igual a si mesma, graças aos pais desbloqueada. 
E agora? A eterna pergunta.
A escolha de mestrado foi a escolha mais complicada que alguma vez tive que fazer na vida. Foi absolutamente aterrador passar este tempo todo sem saber o que ia fazer em Setembro. Era como se  paralisasse de todo. Ainda mais complicado que escolher entre topping de morango e chocolate na loja da Olá. Não sei se vos acontece, mas este tipo de questões atormenta-me para a vida. Cheguei a uma decisão, depois de muitas noites de bebedeira a ponderar a escolha, ou a chorar desesperadamente porque não fazia ideia que raios estava eu a fazer da minha vida - eu sou uma bêbeda muito filosófica e preocupada com o futuro, além de exibir alguns problemas com a gravidade.
Mas a escolha deu-se, finalmente. Está a marinar. 

O mestrado é, já agora, Edição de Texto - depois de ter feito Ciência Política e Relações Internacionais já me habituei de ouvir de tudo, podem dizer o que quiserem. Vou ser empreendedora e criar uma start-up de consultoria editorial e criar a correspondente página de facebook "Diana Catarina Editora" e vai ser muito giro. 
Estava a pensar tratar da candidatura dia 28 - era engraçado que depois de tudo não consiga entrar à primeira ou ter de escolher outra coisa. Parece-me apropriado depois de completar os 21. 
Oh para mim na flor da idade.

terça-feira, 30 de abril de 2013

"Interessa-me. É a única pessoa neste mundo que me interessa. Se parece pouco, tenho pena de quem não tenha a sorte de saber que nada há de mais sublime, ou de eterno, do que ficar interessado, e assim permanecer, com a cabeça e o coração à beira de rebentar, zangados com os seus imites, mas felizes por tê-los levado tão longe, e conhecê-los por ter conseguido lá chegar, e assim sossegar, numa inquietação bem fundada, de que tudo fizemos para esticar as nossas capacidades. A felicidade maior é a frustração mais doce - de permanecermos para sempre incapazes, sem culpa nossa, para podermos passar a vida num esforço enorme, e termos por prémio a consciência de estarmos vivos, e de morrermos como começamos, morrendo sem sensação de fim, por ficarmos presos à maravilha, depois de uma vida inteira, de ficarmos interessados."
- Cemitério de Raparigas, Miguel Esteves Cardoso

sexta-feira, 12 de abril de 2013

A vida está correndo

Eu prometo que escrevo sobre as maravilhosas transformações que nela estão ocorrendo quando tiver que procrastinar, nomeadamente o ensaio de Instituições. Sim, porque afinal já não estou de férias. Ninguém diria.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O que fazer quando a nossa melhor nota da licenciatura acontece numa cadeira que não tem nada a ver com a nossa área de estudo, pré-existindo uma questão existencial de vocação futura? Pois...

sábado, 5 de janeiro de 2013


"São os espíritos superficiais que mais crêem nos êxitos retumbantes, nas fórmulas fáceis de para vencer, pois isso lhes lisonjeia a incapacidade e a fraqueza de vontade. Os lances engenhosos, em que se torce a moral para obter um mais rápido efeito, conseguem grande público. Mas a vida, cujas leis são infinitamente mais sóbrias, mais puras do que as dos homens, não os aceita. Quina, que nada mais fez durante a vida que juntar migalhas, foi alcunhada de desonesta quando, depois de muitos anos, se apresentou abastada, sem contudo deixar de ser tão parca quanto era antes. O equilíbrio era quase, naquelas mulheres, uma forma de génio; e o que as fez sempre tão originais, pois o equilíbrio de nervos e de razão é tudo quanto há de menos vulgar nas criaturas humanas."
- A Sibila, A. Bessa Luís

domingo, 30 de dezembro de 2012

Dois mil e doze

Foi porreiro. Depois do que escrevi aqui em altura semelhante (aliás, há exactamente um ano), 2012 foi até fofinho. As ondas de repercussão fizeram-se sentir de várias formas, mas aguentou-se, eu aguentei-me, (hurray!) e o mundo afinal não acabou.
2012 trouxe Primavera Sound, Alive, Porto, muita Lisboa, estudo, procrastinação, não tanta procrastinação este último semestre, houve até estudo árduo, trouxe Jogos Olímpicos e B Fachada de Dezembro a Dezembro. Muitos livros e música. Amor.

Muitas coisas mudaram, mas a Maria Helena Martins diz que o próximo ano é de amadurecimento interior e   que vou direitinha ao sucesso, o que me deixa muito mais descansada (tenho fé nas palavras da Maria Helena: ela disse para ter cuidado com as dores de garganta esta semana, e eu de facto tive uma dor de garganta, portanto não me digam que é tudo mentira). Mas estamos ainda a falar de 2012, um ano de mudanças a todos os níveis: do sistema, do estado e do homem. Mas sobrevivi e estou aqui a contar que 2013 seja fixe. 
2013 tem de ser O ano, um ano de decisões que podem mudar o rumo de uma vida, um ano definitivo; por favor, ou isto ou o ano em que eu não estrague tudo.
Por favor, que eu não estrague nada na minha vida em 2013, porque contrariamente ao esperado, 2012 foi afinal um ano do caraças. 

 É este o meu desejo para 2013. Já venho falar das resoluções. 


sábado, 8 de setembro de 2012

Fora isto, é um orgulho estudar aqui!

É só para dizer que odeio a FCSH neste momento. Aliás, eu odeio a FCSH desde quinta, quando saíram os horários. Fui de só ter um par de cadeiras para fazer no 1º semestre a ter sobreposições, but no worries porque o horário do departamento de Literaturas resolve. Uma ova que resolve, só complica. 
Neste momento tenho excesso de cadeiras livres e défice de cadeiras condicionadas, porque o meu rico departamento decide cortar aquelas que estava a planear fazer, ou seja, as melhores, mais interessantes e intelectualmente mais estimulantes. 
E depois é claro que as cadeiras que queria fazer com determinado professor têm de estar sobrepostas com outras cadeiras que também gostava de fazer com determinados professores. E é claro que tem de ser assim, porque já não há possibilidade de fazer para o ano. Como é igualmente claro que não consiga aceder ao guia de cursos no site da faculdade para escolher as opções. É evidente que tinha isto tudo de acontecer.

I´m freaking out!

Mas acho que assim que resolver estes bumps on the road, vou ter dois semestres muito bons, com boas cadeiras e bons professores. 
Foi um orgulho e prazer estudar nesta instituição. 
Agora vou só ali chorar no canto um bocadinho, porque está quase a acabar...

domingo, 29 de abril de 2012

Ontem foi um daqueles dias em que não apetece levantar da cama. 
Na cama estou quentinha e lá fora há responsabilidades: há cálculos mentais de fins-de-semana restantes até ao final do semestre que se possam traduzir em estudo a sério, há a culpa do dever incumprido (devia ir estudar), há chuva. 
Lembro-me deste dia há exactamente um ano atrás. Saí de casa, apanhei o comboio para ir para a faculdade e estava sol, um dia caloroso pelo que me recordo. O sol estava alto, mas num momento recaiu sobre mim uma nuvem negra, uma negritude de pensamentos: percebi que algo estava mal. E todo o dia estive com um pressentimento terrível.
Quando cheguei a casa, percebi e recebi a notícia. Não chorei, nem chorei no dia seguinte; só chorei por momentos na missa e desde aí nunca mais. É estranho, é tudo tão estranho. A vida, o que fica depois da morte. Tudo tão estranho.
Mas há um mundo lá fora. E deveres que têm de ser cumpridos dê por onde der, porque eu gosto muito da vida universitária, mas não queria prolonga-la ad eternum.
Levantei-me, o mundo não pára, nem espera por nós, e fui à minha vida. Alguém tem de a viver. 

sábado, 21 de abril de 2012

Oh vida minha

Agora dá-me para me emocionar também nos espectáculos da tuna da minha antiga escola.
Mas o que é isto, senhores?
Preciso de ajuda...

sábado, 17 de março de 2012

O amor é sobretudo isto

É este percorrer as sucessivas idades da vida de mão dada.


"Querida. Se tu viesses. Gostava tanto de te ver. Em qualquer idade da vida, que em todas estarias certa com a minha necessidade de te amar. Na idade jovem do teu cabelo à garçonne, na tua idade azougada em que eras mais energética do que a vida, mulher eléctrica, quando eu ficava estoirado só te ver. Ou mais tarde, à hora desta deusa da Primavera que tenho aqui. Ou mesmo já no fim, quando te levava pela mão, já trôpega, atrapalhada com todas as peças de seres, e íamos almoçar ao restaurante em frente de casa. Se viesses. E todavia. Se viesses, talvez te não pudesse dizer já o que te digo, porque para as palavras difíceis uma presença é inoportuna."
Em Nome da Terra, Vergílio Ferreira 

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O momento sebastianista de Diana Catarina

Era uma manhã encoberta. 
Enfrentava os suaves cristais de chuva sustentados no ar à sua volta e envolta por essas gotículas húmidas fustigando-a, atravessava o descampado. A viagem de todos os dias pintada de cinzento, o céu num tom quase branco quase iluminado pelos raios de sol triunfantes na conquista à barreira de uma intenção cristalina.
"Raios, está frio!" pensava.
Sim, o frio. Esse príncipe de Inverno atravessava-lhe o casaco tal espada de samurai. 
O rio, contrariamente à habitual alegria com que salpica a margem da capital - brilhante, exuberante e vivido - e reflecte a luz do sol confuso (mas acolhedor) com a mania que é veraneante, é um grande manto encoberto pelo transparente elemento fugidio. Pessoas a bordo de uma casca de noz, quando em comparação à vastidão do plano maior do universo, vêem o invisível instrumentalizando a sua relembrança de dias passados, esperançados na âncora da rotina quotidiana que serena este medo do invisível. 
Diferentes cabeças, pensamentos diferentes; uma confusão desintegrada de balões de diálogo: "Será que estamos a navegar? O barco parece tão tranquilo", "Queres ver que é desta...", "Eu fechei a porta ao trinco, não fechei?"... Palavras soltas ao ar. À foz. Ao mar.
E quando toda a esperança parece inconsequente, eis que o cais se avista! Eis que da bruma surge o cenário perfilado na expectativa de todo o mundo! A segurança regressa, o sossego suburbano retorna ao ser e eis que tudo está como sempre esteve, apenas tudo foi ocultado por dez minutos pela privação das capacidades sensoriais, tendo o ser sido desequilibradamente privado do sentido de orientação tão necessário à sobrevivência e perpetuação da existência. 
Tudo assume o seu lugar habitual; a normalidade assenta a poeira do inesperado ataque ao equilíbrio e ordenação natural da vida. 
O universo pessoal realinha-se, o dia avança e a existência prossegue.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

2º Semestre

Começam amanhã as aulas e sabe deus o quanto me apetece. 
Gostei muito de passear neste maravilhoso sol de Inverno e, portanto, um regresso às catacumbas da faculdade durante as próximas tardes todas não me calha nada bem. Espero ter força de espírito para pelo menos aproveitar as manhãs e fazer algo de produtivo; estou a prever umas tantas manhãs fechada entre as quadro paredes de uma biblioteca a estudar, mas um sol acolhedor de Primavera lá fora. Oh, vida. 
Mas acho que este semestre vai ser bonzinho. Tenho cadeiras fofinhas e que à primeira vista não me causam crises existenciais profundas como PPOI ou não me tiram do sério como (you guessed it) Demografia, portanto há-de correr tudo na boa, na maior, easy breezy. Tenho fé!


E obrigada Bernardo, por um último dia de férias muito agradável. Só faltou mesmo a Primavera, pah! Mas eu desculpo. Esteve-se muito bem na Baixa-Chiado.



"vê se deixas a ciência que aprendeste da emoção 
que uma coisa são instintos, outra coisa é intenção"

sábado, 7 de janeiro de 2012

Ainda não disse quais as minhas resoluções para este ano

Ontem à noite lembrei-me de uma ideia bestial para um post; hoje varreu-se completamente da ideia. Não me consigo lembrar nem por nada o que era. E olhem que era mesmo giro.

Ao invés dessa terrificamente brilhante ideia, assomada de madrugada e fugidia ao amanhecer (quase entardecer, vá, que eu gosto de prolongar as manhãs sonolentas até tarde), é altura de falar das novas resoluções para este ano de 2012, ainda não abordadas. Então, a saber:

Como não li Sartre o ano passado, pretendo colmatar essa grave falha de carácter este ano: se alguma alma caridosa quiser ofertar-me O existencialismo é um Humanismo (esta é uma tradução do Vergílio Ferreira, mas de certo há outras edições igualmente intelectualmente satisfatórias - mas esta é mesmo muito fofinha e eu gosto de Vergilio Ferreira) numa data próxima (tipo os meus anos daqui a 172 dias) terá a minha máxima gratidão.

Ao Sartre, juntaremos a alegre companhia de Camus com o Mito de Sísifo e O Estrangeiro

Findadas questões literárias, este ano pretendo:
1) Falar mais com as pessoas (diz que algumas até são interessantes) - desconfio que aqui vou falhar redondamente;
2) Começar a escrever mais, não só aqui no blog, mas histórias, contos, essas coisas que a minha escrita está perra;
3) Hmm... ir mais ao cinema (o ano passado foi pouco produtivo, uma pena);
4) Parar de ser parva e tão picuinhas com certas coisas;
5) Fazer da vida algo agradável. 

Acho que é só isto. E já é muito. 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

No adeus a 2011

Diz que nesta altura se mergulha num transe retrospectivo destes últimos 365 dias, uma sede de escolher os melhores: os melhores álbuns de música, os melhores livros, os melhores filmes; os melhores momentos, enaltecer os mais felizes em detrimento dos piores, sempre optimista, copo sempre meio cheio, ah que foi um ano bestial, que venha outro igual. Não foi e não, não quero outro igual. Quero permanecer com o bom que tirei deste ano, que foi muito, mesmo muito especial, mas que 2011 fique onde está e 2012 não se arme em esperto comigo.
Mas o que aconteceu este ano já enviou ondas de repercussão para 2012 e, muito provavelmente se o mundo não acabar no próximo Dezembro, a repercussão dos acontecimentos não se ficará por 2012, mas 2013, 2014, talvez até toda a vida. Espero que os acontecimentos felizes deste ano se multipliquem por todos os anos vindouros, mas por favor que o novo ano seja simpático para mim; já nem digo bestial ou fofinho, mas pelo menos simpático. 
2011 foi paradoxalmente o melhor ano que vivi  e o pior ano de que tenho memória. "It was the best of times, it was the worst of times." como descreveria Dickens. Lançou-me num estado de perpétua Primavera, mostrou-me o que é o amor e paixão e o redemoinho de emoções que faz palpitar um coração. Fez-me feliz, mais feliz do que alguma vez imaginei poder (e merecer) ser, a prova que as mais belas histórias de amor nascem das amizades (pelo menos, inicialmente) insuspeitas. O amor faz-se com o tempo e conhecimento. 
Mas ao mesmo tempo o ano foi madrasto. Porque de facto, a morte é uma puta, mas a iminência da morte consegue ainda mais puta ser. E tudo o que daí advém não parece finito, mas desenvolve-se e paira sobre nós.
Foi toda uma vida a acontecer este ano. Foi a desilusão adivinhada logo de início, o choque, a tristeza. A falta de perspectiva de futuro e os pensamentos infortuitos sobre o nada. E o pior é terem sido coisas sobre as quais não tinha absolutamente controlo algum: apenas sobre a forma como lhes reagia. A vida a acontecer.

Espero sinceramente que 2012 nasça de um sonho bom, que pelo menos eu tenha melhor capacidade de reacção às bolas baixas que a vida me direccione. Tenha a saúde, a vitalidade e receba a alegria do sol.
É sempre uma questão de perspectiva sobre as coisas.
Saber (conseguir) não sucumbir para o fundo do poço, do qual tantas vezes perigosamente me aproximei este ano.

Levantar e seguir em frente. Olhar para o lado (e para cima) e sentir amor num beijo na testa, todos os dias que me restam.

O Insustentável Peso de Babilónia*

*Literalmente, porque o livro era de facto muito pesado
Comecei (finalmente) A Insustentável Leveza do Ser do Milan Kundera e acabei (finalmente) o Ontem Não te Vi em Babilónia., do Lobo Antunes Não sei se foi de mim e da minha curta e reduzida capacidade de concentração, mas o livro maçou-me, não sei o que aconteceu. Muito extenso, muito longo e visto que a minha capacidade atentiva é diminuta, perdi-me uma data de vezes nas vozes das várias personagens. A escrita "lobo antunesiana" (acabei de inventar), pelo menos para mim, não se coaduna com obras muito extensas, lá para as 300 e tal páginas, o que é uma pena.
Foi um tanto ou quanto penoso, muito confuso e foram necessários vários exercícios de memória e adivinhação para perceber: 1) quem estava a falar, 2) de que raios estava a falar e 3) porque é que eu continuava a ler. Foi doloroso, sobretudo porque gosto demasiado de Lobo Antunes para continuar o martírio daquela maneira. Foi maçador. Mas enfim, não há nada a fazer. Vou procurar pelas wikipedias desta vida algum sentido à narrativa. 
Comecei então a ler (sabiamente e em boa hora) A Insustentável Leveza do Ser e até agora estou abismada. Era disto que precisa para "lavar" o Ontem Não te Vi em Babilónia. Entre a noite de ontem e o principio da tarde de hoje, li a colectânea da Dom Quixote dos Poemas de Amor do Pablo Neruda (uma oferenda natalícia do coração ♥) e depois "Kundera com ela" (wtf? nem eu sei o que aconteceu aqui, mas apeteceu-me escrever isto, achei bonito). Está a ser muito boa e parece-me que vai ser um livro do qual eu vou espalhar a palavra por aí e a converter os incrédulos. 
Vai ser o meu livro da viragem do ano, portanto preparem-se para muitos excertos vindouros em 2012.
Assim:

"O fardo mais pesado esmaga-nos, verga-nos, comprime-nos contra o solo. Mas, na poesia amorosa de todos os séculos, a mulher sempre desejou receber o fardo do corpo masculino. Portanto, o fardo mais pesado é também, ao mesmo tempo, a imagem do momento mais intenso de realização de uma vida. Quanto mais pesado for o fardo, mais próxima da terra se encontra a nossa vida e mais real e verdadeira é.
Em contrapartida, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve do que o ar, fá-lo voar, afastar-se da terra, do ser terrestre, torna-o semi-real e os seus movimentos tão livres quanto insignificantes.
O que escolher, então? O peso ou a leveza?"
E mais adiante.

"Não há forma nenhuma de se verificar qual das decisões é melhor porque não há comparação possível. Tudo se vive imediatamente pela primeira vez sem preparação. Como se um actor entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que vale a vida se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É o que faz com que a vida pareça sempre um esquisso. Mas nem mesmo «esquisso» é a palavra certa, porque um esquisso é sempre o esboço de alguma coisa, a preparação de um quadro, enquanto o esquisso que a nossa vida é, não é esquisso de nada, é um esboço sem quadro.
Tomas repete em silêncio o provérbio alemão, einmal ist keinmal, uma não conta, uma vez é nunca. Não poder viver senão uma vida é pura e simplesmente como não viver."

~A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

F-É-R-I-A-S

Finalmente, foda-se.

E é bom porque já posso ler o que quero (acabar o Lobo Antunes! Começar o Milan Kundera!), jogar Angry Birds à vontade, andar pelo Facebook, Twitter e Tumblr e perder horas de vida pelo maravilhoso mundo das internets sem me sentir culpada, ouvir música nova e que não tenho tido tempo nas últimas semanas para me dedicar a ela.

Provavelmente daqui a três semana já estou farta de férias e quero aulas e rotina outra vez, mas por agora vou celebrar e reflectir sobre o facto de (oh meu deus!) já estar a meio da licenciatura.

Férias!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Cenas da Vida Académica

Duas semanas e tal sem vida social que se veja, maratonas de estudo intensivo sem quase ver a luz do dia, perda de sanidade mental. 
Eu não toco em sangria há mais de um mês e mesmo dessa última vez foi tudo muito mal amanhado, nem deu para aquecer (facto que me entristece bastante.) Eu não sou muito de festas e coisas assim, mas sangria é boa e eu gosto. 
Basicamente, tenho sobrevivido à base de cafeína e alimentação altamente calórica estas últimas duas de semanas de frequências e não me parece que o cenário vá mudar muito nos dias subsequentes, algo que me põe um bocadinho triste, porque mesmo que não seja polvilhada por acontecimentos espectaculares e épicos, gosto de ter um bocadinho de vida social. Ir ao cinema, passear, ler um livro que não seja para fins académicos, beber, ir às compras e experimentar perfumes, gastar tempo de vida no Facebook, Tumblr e Twitter. Coisas assim giras. Era capaz de ser giro.