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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

E pronto

Margem Sul, oh como senti saudades tuas... not.

Senti saudades de quem cá deixei, isso sim. Muitas, mesmo imensas e esta semana pareceu mais um mês. 

O Natal acabou, é altura de seguir em frente e pensar que já só faltam seis meses para os meus anos. Estou a ficar velha. 

sábado, 2 de julho de 2011

Tati 1998(?)-2011

A minha tartaruga decidiu falecer e eu estou muito abalada com esta decisão. Chamava-se Tati - eu sou terrível a dar nomes a animais de estimação, tive um hamster chamado Kiko - por causa da Tati do New Wave, eu gostava muito da moça e também gostava muito do New Wave e achei que eram um bom nome para ela. 
Eu tinha seis anos, mais coisa menos coisa, quando a antiga minha vizinha do lado me ofereceu a criatura, assim adorável, pequenina, cabia na palma da minha mão. 
Foram muitos anos de amizade e respeito mútuo: eu deitava-lhe os camarões secos e ela ia comer, parecendo-me muito alegre e contente por este acto de proximidade e afecto. Eu passava por ela na cozinha, deitava-lhe o olho para ver se ela estava bem e ela de vez em quando até olhava, acho que para ver se eu tinha mais camarões. Era por interesse no fundo, mas eu percebo, compreendo a necessidade da pequena se alimentar. Mas era uma relação sincera e eu gostava mesmo dela, portanto quando a minha mãe por telefone me avisou eu fiquei muito abalada. 
Há tempos atrás apanhei um susto: estava na terra e fui ver como ela estava, se se estava a adaptar ao novo ambiente, mas a moça não se mexia. Eram quatro da manhã e eu comecei a chorar histericamente porque pensei que ela estava morta e então acordei os meus pais e tudo, histericamente, com lágrimas a cair pela cara (às quatro da manhã). Afinal, a pequena estava só a hibernar. Fazia sentido, acho que ainda estava frio e não era bem Primavera ainda. Mas eu fiquei muito triste com a ideia dela morrer. São muitos anos de convivência.  
Vou ter saudades. Os meus pais costumam brincar comigo e dizer que um dia a levavam para o Jardim Zoológico, para aquele lago onde estavam outras tartarugas, e eu ficava muito chateada. 
Vou ter saudades de passar por ela para ir ao frigorífico, beber água gelada e olhar para ver se ela se está a mexer. Ou enfiada debaixo daquela pontezinha com a palmeira. Ela tinha muito o hábito de se enfiar lá de baixo, não sei porquê era feliz assim. De vez em quando também se virava de costas e ficava a esbracejar com as patitas e eu tinha de a ir virar. Outra vez fugiu da casinha, que já estava a ficar demasiado pequena, e encontra-mo-la debaixo do fogão. Pensando nisso, ela tinha muito o hábito de se enfiar debaixo das coisas. 
É um pouco a minha infância que ali está. É um pouco parte da minha infância que se vai também. E isso é um tanto assustador. 

Adeus, Tati. Foste sempre uma boa tartaruga para a menina de seis anos que ainda permanece em mim. Vou, de facto, ter saudades tuas. 

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Não é por nada

Mas a saudade hoje bateu. Estupidez, eu sei. Mas foi.
E claro está: na pior altura de sempre, como se eu tivesse tempo para isto. Não tenho.
É a questão do timming.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Caminho


I

Tenho sonhos cruéis; n'alma doente
Sinto um vago receio prematuro.
Vou a medo na aresta do futuro,
Embebido em saudades do presente...

Saudades desta dor que em vão procuro
Do peito afugentar bem rudemente,
Devendo, ao desmaiar sobre o poente,
Cobrir-me o coração dum véu escuro!...

Porque a dor, esta falta d'harmonia,
Toda a luz desgrenhada que alumia
As almas doidamente, o céu d'agora,

Sem ela o coração é quase nada:
Um sol onde expirasse a madrugada,
Porque é só madrugada quando chora.
- Camilo Pessanha

segunda-feira, 7 de março de 2011

Primavera! Verão! Onde estão?

Uma saudade descomunal do Verão. Quero o Sol e calor e noites quentes e a brisa ao fim da tarde. E gelados! e vestidos curtos! e festivais! E cenas assim giras... coloridas e floridas.
Vou só ali dançar muito descoordenadamente com os Drums a ver se a trovoada, a chuva, o vento e o frio vão embora mais depressa. 
*fingers crossed*


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Mudança de planos

Ao ler uns excertos do Memória de Elefante fiquei com saudades do Lobo Antunes.
Sôbolos Rios que Vão é a obra.
Ainda bem que ainda só li uma página do Crime and Punishment.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

"o teu nome escrito é azul"

Dei por mim hoje a escrever o teu nome na margem do caderno. Não foi de propósito, juro. Estava a tentar fazer qualquer coisa artística. Mas ele lá ficou, a caneta na margem rosa da parte de Economia, estavamos a falar dos tipos de desemprego quando dei por mim a desenhar as tuas iniciais.
O meu insconsciente é fodido.

domingo, 14 de novembro de 2010

Em véspera de frequência a pergunta que se impõe é:

que perfume vou eu levar para ver os The Walkmen?
Como vou invadir o backstage tenho de ir airosa e bem perfumada para conhecer o Hamilton, não é verdade? Pois está claro...
Será que vai havir disto? Espero bem que sim...
we kiss goodbye and drunk up
i miss you when you're gone

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

CONAN is back, baby!


E sim, a notícia tem dois dias de atraso, mas só agora é que vi alguns vídeos do primeiro episódio.
E que saudades! A minha vida era tão mais feliz quando via o Conan...

domingo, 7 de novembro de 2010

E uma saudade descomunal...

....daquela imprevisibilidade dos dias, do não saber o que iria acontecer, mas mesmo assim ser bom, daquelas gentes tão nossas e de quem tão profundamente gostavamos de ver todos os dias. Da cumplicidade de sempre. De me sentir segura com eles. De esperem por mim.
Tenho saudades daquele passado de há meses e que parece que durou tão pouco, mas tão bom. Apetece-me abraça-lo e nunca mais largar. Parar o tempo e permanecer naquele eterno.
Em que a vida era boa, e fácil, eu sem dar conta disso, era feliz, mas sabendo que nunca nada se compararia a isto.
Que saudades, meu deus... de tudo e de todos vós...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Exercício Psico-Terapeutico

[Aviso: este post tem um potencial altamente lamechas, melodramático e polvilhado de cliches. Quem prosseguir na leitura acabará provavelmente traumatizado: se prosseguir é, inteiramente, por sua conta e risco. No fim, não se queixem. Eu avisei.]

Eu gostava da maneira como olhavas para mim. Sinto falta de sentir o teu olhar e corresponder com um sorriso que igualmente me devolvias. Da forma como me sentia segura ao teu lado, como se numa ordem natural das coisas as peças assentassem como deviam. Da forma como podia simplesmente respirar e sentir o mundo sem ter de o uber-analisar. Era tudo mais simples sem as complexidades desnecessárias à nossa vivência. Acho que no fundo me sentia acolhida como nunca havia sido. Sem maldade ou própositos escondidos.
Contudo, tinha a perfeita noção que um dia poderias decidir ir embora sem porquê nem aviso. Não eras certo, nunca o foste. Mas eu deixei-me levar mesmo assim, o que para mim é um contra-senso. Sabes como eu gosto da certeza, no fundo de permanência. Ou talvez não seja permanência: da previsibilidade. Do saber que virias sempre à mesma hora e eu preparava-me para te receber. Até ao dia em que não. Sempre tive a perfeita noção que um dia deixarias de vir.
Mesmo assim, não contrariava a vontade de te ter: gostava da maneira como me fazias sentir. De sentir a batida do meu coração, e do teu. Sentia-o nas mãos, sentia-lhes as mudanças de ritmo e por aí percebia o teus pensamentos. Gostava da ligação surreal a alguém que não seja eu própria e completa e irremediavelmente diferente.
Caraças, o amor acaba por ser, no final do dia, egoísta: não há nada de bonito e idilico nele. Nada. Todos acabamos por nos usar uns aos outros para satisfazer as nossas próprias necessidades: a natural high que sentimos num perfeito estado de enamoração, a vontade de sermos amados e de arranjar sentido à vida. Para mim, era o desprender e a novidade de conseguir deixar alguém entrar e mesmo a medo descer ao estado mais puro e primitivo dos afectos. E continuo a culpar os químicos do meu cérebro. As reacções químicas que provocavas.
O amor é afinal de contas uma droga. E eu estava viciada... E os vícios não se explicam.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

And then her heart sadly understood and yearned:
"It's been oh so long, but my heart still get stirred at a glimpse of your name somewhere"

sábado, 9 de outubro de 2010

E o que eu tenho para dizer às 4 da manhã é...

... vai-te lixar. Sim, a sério. Vai-te lixar. Não tu, a tua pessoa propriamente, mas o pensamento de ti e a lembrança das pequenas coisas. Que se vão lixar - é o que eu preciso para restaurar a sanidade. E não, não estou a dizer isto porque estou bebeda, até porque só bebi uma cerveja e tequilla. E tu sabes que eu não gosto de cerveja. Digo isto porque me fartei de sentir a tua falta. Fartei-me de regressar a casa e sentir a falta de te dizer adeus à porta do prédio, sorrir e senti-lo de volta.
Portanto que toda esta saudade, que irremediavelmente toma conta de mim quando eu percebo que ninguém, pelo menos os que me aparecem à frente, me irá fazer sentir aquilo que me aquecia o coração contigo, se vá lixar.

E depois que se lixem os slows, que me lembram que há tanto trambolho com trambolho, e eu não te tenho aqui para dançarmos. Eu não sei dançar, tu também não, mas fariamos com que a coisa funcionasse, tenho a certeza. Fariamos sempre com que a coisa funcionasse. Não interessa o que fosse. Iria resultar...

Mas não estás, que se lixe...

sábado, 11 de setembro de 2010

Eiiiish o mérito e a excelência que há para aqui...

SCORE! E já lá vão 3, thank you very much. Mas desta vez tão doce como amargo, e melancólico... É o último cheque da Fnac que a minha extraordinária capacidade cognitiva e o meu extraordinário mérito académico me proporcionam. E ao ouvir o Francisco Simões a declamar um verso do David Mourão Ferreira decidi que o vale estará destinado à antologia poética que dele há na Fnac. Parece-me justo. E eu gosto. Muito. E este foi o último, porque aparentemente acabei também o ensino secundário. Acho que houve algum erro, porque eu ainda me sinto como se estivesse para aí no 11º, vá... Mas não. Já não me querem lá mais. "Só para visitas!" - dizem eles... Eu por aí me fico. Se pudesse ia lá todas as semanas e sentava-me numa sala só para sentir outra vez o que é estar naquelas cadeiras. (As cadeiras!! E as mesas!! Alguém que pense nas mesas e cadeiras!!) Vou sentir a falta disso tudo. E dos hábitos, felizes e estáveis, que irão ser irremediavelmente diferentes já para o mês que vem. Vai ser muito giro, que vai, e eu vou gostar imenso da faculdade, que vou... mas era para ali que eu ia todos os dias e tinha a minha vida organizada. Agora não sei de nada.
Diz que a partir de hoje os resultados vão andar por aí e que uma hora destas eu vou abrir o e-mail e saber a resposta à pergunta que mais me atormentou estas últimas semanas: "que raios vou eu andar a estudar para o ano". A resposta está para breve e eu ainda não estou preparada para o pior. Tenho de tratar disso.
Também não quero abrir o mail sozinha, porque tenho medo da resposta: se for má não faço ideia do que me poderá acontecer; se for boa vou precisar de alguém ao meu lado para me beliscar...
Porque eu estive a minha vida toda à espera desta momento e ele está aí, aqui, ali na caixa de correio...
Seja o que Deus, e os senhores da direcção do ensino superior, quiserem, e eles deve querer que seja uma coisa boa, porque eu mereço um futuro decente afinal de contas.

Veremos...

domingo, 29 de agosto de 2010

Pensava que já não havia mais lágrimas a derramar por ti, mas na verdade ainda as sinto, ainda as choro; pensava que não eras mais do que uma memória  apenas, a recordação distante que pareces, mas não consigo fazer com que o sejas, porque ainda te sinto demasiado em mim depois deste tempo todo, ainda tens o dom de seres um presente mesmo que eu queira que estejas num pretérito perfeito. O pensamento de ti não deixa. E as saudades. Porque na verdade ainda te sinto a falta e dos teus braços e da forma como eles me envolviam e da maneira como me fazias rir e esquecer o mundo.
Não é por acaso que é para ti e por ti que me corre o pensamento e que meu coração doi. E não consigo faze-lo parar. Como eu gostava, mas não consigo. Fazer parar a saudade que me percorre quando regresso a casa e me deito na cama depois de uma noite fora: a saudade de ti, do teu toque, da tua voz, da conversa pelo caminho fora, daquela sensação boa, tão boa, que me assolava cada vez que olhavas para mim e sorrias.
Ainda, estupidamente, choro por ti e por segundos começo a pensar que não mereces. Mas como não? Como não podes mereces depois de tudo? Afinal, foste algo de bom, mesmo que por tempos breves, mas que me parecem eternos; e lá está, não foi por acaso que meu coraçao te escolheu mesmo que tenha acabado  desfeito num adeus dito no silêncio de uma madrugada fria.
Ficarás sempre com uma parte do meu coração, mas por favor, deixa-me recuperar o que ficou para poder respirar de novo e sonhar feliz outra vez.   

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O Woody Allen é que tem razão

"Só há um tipo de amor que dura. O não correspondido. Fica connosco para sempre." - disse ele. E tem razão.
Quando eu era pequena pensava que só era amor de verdade quando era correspondido. Quando os dois olhares cumplices se encontravam e magia acontecia. O inexplicavel turbilhão de emoções e reacções quando atrás do escorrega ele entregava o papelinho do "Queres namorar comigo? [  ] Sim [  ] Não" naquela letra redonda e cuidada de que a professora tanto gostava que fizessemos. E nos queríamos marcar a cruz no quadradinho do Sim. Isso para mim é que era o amor verdadeiro.
Portanto, quando sabia que algum moçoilo tonto do juízo dizia que gostava de mim, eu torcia o nariz porque se eu não gostava dele, ele também não gostava a sério de mim. E pronto. Assunto arrumado. "É mais um tonto que está baralhado das ideias", pensava eu. Amor não correspondido não era amor a sério.
O que não é verdade. Doí na mesma. Deixa-nos sem ar. Tira-nos o equilibrio. E fica lá. Para sempre. Ou até ver.
O amor quando não é correspondido é um constante dilema que não se quer deixar responder. É feito de "e se's..." para os quais não há resposta possível. Mas nem assim deixamos de os perguntar. É tonto, sim. Infantil até. Mas é assim: enquanto todos os outros desvanecem com o tempo, o amor não correspondido dura e permanece em nós para sempre porque no final do dia há sempre uma réstia de qualquer coisa semelhante a esperança completamente irracional e possivelmente insconsciente que um dia, meu Deus, um dia este amor (ou o que quer que isto seja, tão profundo) tão grande irá ser correspondido. Mesmo se nunca o for. 

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

"Faz-te à vida, Diana Catarina." - Pois... se ao menos conseguisse...


Há uma voz de sempre,
Que chama por mim.
Para que eu lembre,
Que a noite tem fim.

Ainda procuro,
Por quem não esqueci.
Em nome de um sonho,
Em nome de ti.

Procuro à noite,
Um sinal de ti.
Espero à noite,
Por quem não esqueci.

Eu peço à noite,
Um sinal de ti.
Quem eu não esqueci...

Por sinais perdidos,
Espero em vão.
Por tempos antigos,
Por uma canção.

Ainda procuro,
Por quem não esqueci.
Por quem já não volta,
Por quem eu perdi.

domingo, 18 de julho de 2010

Eu nunca fui boa a fazer amigos. Eu estou longe de ser uma pessoa sociável, não gosto de conversas sobre o tempo e odeio conversa fiada no geral. Tenho pouca fé e confiança nas pessoas. Basicamente, eu tenho pouca ou nenhuma capacidade de me relacionar com outro ser humano. É um dom.
Mas de vez em quando a coisa acalma-se um bocadinho e eles lá aparecem.  E ficam. E eu gosto.

Um deles apareceu assim de repente. E aos poucos foi-se tornando num dos melhores. Alguém capaz de me fazer rir até no pior dos dias. Alguém que esteve sempre lá na pior das alturas e me deixou chorar no ombro dele. Alguém que me queria ver sorrir. Alguém que quando eu lhe pedi uma flor, arranjou maneira de eu a ter. Alguém que foi para a rua comigo à conta do meu jogo infantil. Alguém que diz que não acha graça às minhas piadas, mas eu sei que secretamente adorou a piada do rissol. Alguém que me faz sentir terríveis saudades das aulas de Psicologia, além de todas as outras razões para tal. Alguém que foi uma surpresa na minha vida.
Para mim, que não gosto de surpresas. Mas esta foi especial. Porque quando menos se espera, as pessoas tornam-se especiais e importantes para nós, contra todas as expectativas.

E um dia, vamos os dois para Paris, quando ele for rico e eu embaixadora, e vamos comer croissants e beber café numa cafetière com vista para o Sena.