No meio disto tudo, quem se fode é o Alvarinho!
"A nossa vida é toda ela feita de acasos. Mas é o que em nós há de necessário que lhes há-de dar um sentido." - Vergílio Ferreira
Mostrar mensagens com a etiqueta Política. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Política. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 24 de julho de 2013
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Afinal
Tudo fez sentido. Estudei tudo num dia, e contrariamente ao que eu esperava, sem problemas. A política externa de uns dez países cá ficou e ainda não se foi, o que é sempre bom sinal. A teoria é que ficou um bocado pior amanhada, mas enfim; confesso: estava sem paciência e aborrecida para estar a escrever sobre a evolução teórica, maçou-me um bocado e inventei outro tanto, só mesmo naquela de inovar. Veremos.
Mas não foi muito mau ate melhor do que eu esperava e se calhar dá para ter uma nota mais ou menos decente e não ter de ir a melhoria, que já me vai bastar Ecologia, porque sejamos honestos, só assim é que aquilo lá vai. Hoje na aula falamos de brain drain; curiosamente é o que Ecologia faz ao brain de uma pessoa, it drains it. - uma maçada despropositada.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Pela Língua Portuguesa
Já aqui havia divulgado a Iniciativa de Legislação de Cidadãos e os procedimentos e o projecto de lei que se pretende levar à Assembleia da República.
Surge agora uma petição online para a revogação do Acordo.
Cada assinatura, cada tomada de posição conta: assinem e divulguem.
Nunca é tarde.
Surge agora uma petição online para a revogação do Acordo.
Cada assinatura, cada tomada de posição conta: assinem e divulguem.
Nunca é tarde.
sábado, 7 de janeiro de 2012
A sério?
Mas isto da Maçonaria é surpresa para alguém? É de facto necessário fazer rodapés a dizer que há maçons espalhados pelos vários quadrantes da sociedade?
A sério?
A sério?
domingo, 16 de outubro de 2011
Diplomacia - a reader's selection
"«Temos de ser duros com os Russos.», disse Truman. «Não sabem comportar-se. São como elefantes numa loja de porcelana. Têm só 25 anos. Nós temos mais de 100 e os Britânicos têm séculos. Temos de lhes ensinar boas maneiras.»
Era uma afirmação tipicamente americana. Partindo da hipótese de uma harmonia subjacente, Truman atribuiu os desacordos com os Soviéticos, não a interesses geopolíticos conflituais, mas a «mau comportamento» e «imaturidade política». Por outras palavras. acreditava na possibilidade de conduzir Estaline a um comportamento «normal»." (Kissinger: p.372)
"Um dirigente normal teria escolhido dar tréguas a uma sociedade esgotada pela guerra e pelas desumanas exigências que a precederam. Mas o demoníaco secretário-geral soviético recusou-se a conceder ao seu povo qualquer alívio (...)" (Kissinger: p.383)
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
À procura de literatura light?
[O título deste post não é apenas um comentário irónico à volumétrica da obra (são 793 páginas, senhores, é todo uns Maias da literatura diplomática), mas sim à eloquência literária do seu autor. Henry Kissinger (aqui até parece amistoso) é a Margarida Rebelo Pinto da literatura das Relações Internacionais, um mestre nos romances de cordel.
Em breve, partilharei excertos que reflictam toda esta dimensão literária do ex-secretário de estado norte-americano, que não deixando de ser factual, e de facto um bom escritor (porque sim, o Diplomacia é aprazível) espelha (compreensivelmente, é um homem da sua época) toda a perspectiva norte-americana da Guerra Fria (o livro não trata só a Guerra Fria, mas são os capítulos a si referentes que Diana Catarina se encontra a ler) e as dicotomias ocidente/oriente, capitalismo/comunismo, bom/mau.]
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
Qualquer que seja o resultado de hoje à noite
Não há motivos para orgulho. Tanto pelas circunstâncias que conduziram a este acto eleitoral, tanto pelo teor da campanha, pela qualidade do discurso e qualidade dos candidatos. A taxa de abstenção há pouco revelada assim o atesta, assim como a forma como os eleitores se desligam cada vez mais e mais, mesmo depois das várias mensagens do Presidente contra a inércia dos eleitores.
Mas não houve nada de novo, nada de refrescante. A mesma mensagem foi dita, desdita, mastigada e ruminada. Foi escolher entre o mau, o muito mau e o péssimo.
De um lado, alguém que está completamente alienado da realidade, primeiro-ministro de um país quimérico e que existe apenas na sua cabeça, completamente desfasado da realidade do Portugal de todos os dias; de outro, temos um candidato a primeiro-ministro ou um futuro-ex-presidente do PSD periclitante que se diz e contradiz várias vezes durante a mesma semana.
Não é assim que a tão precisa renovação do espectro partidário irá acontecer. O que é preocupante. É preciso sangue novo, alguém com uma mensagem clara. Alguém que apela à mobilização em torno de um objectivo comum tanto nas camadas mais jovens como as mais velhas, que inspire confiança e competência. Por agora, nada disso parece acontecer.
O que quer que aconteça daqui a 7 minutos, não há motivos para celebração. Enquanto uns se congratulam, o país definha...
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Diana Catarina está a sofrer de esquizofrenia eleitoral
Uma pessoa sabe que algo de muito errado se passa quando o Paulo Portas e o CDS parecem ser a voz da razão.
Vou só ali atirar-me da ponte ou atirar-me aos textos de APC: a perda pessoal e sofrimento são equivalentes.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Uma pessoa fica com a certeza que está no curso certo...
....quando na fila da caixa do Pingo Doce está desejosa de chegar a casa para ouvir o discurso do Mubarak.
Isto é a História a desenrolar-se perante os nossos olhos, meus amigos!
Agora é ver como correm as próximas semanas, mas algo me diz que os egipcios não vão sair das ruas nem dispersar da praça de Tahrir e o Mubarak não vai conseguir manter-se no poder até Setembro. Interessante será também ver qual será a posição que o exército e as forças armadas no meio disto tudo.
Nous verrons...
domingo, 23 de janeiro de 2011
Primeiras Reacções
Pronto, ficamos assim.
Hoje foi a primeira vez que exerci o meu direito de voto, uma das facetas da maioridade pela qual estava mais entusiasmada.
Não me arrependo de todo da minha escolha e estava mesmo esperançosa que conseguiriamos uma segunda volta. Tal não aconteceu, é preciso respeitar a maioria democrática. Ganhou Cavaco Silva e apenas posso esperar que agora ele não estupidifique assim por demais. É preciso ter fé.
Não me sinto representada por ele, não partilho com ele valores e princípios e acho que ele não tem qualquer postura e sentido de Estado, mas aparentemente a maioria dos eleitores reve-se em Cavaco Silva e na sua candidatura e naquilo que foi a sua presidência até agora. Além de que se tratando de uma reeleição presidencial, historicamente o resultado não poderiam ser muito diferente. Ficam as percentagens da abstenção e dos votos em branco, significativos.
A luta não foi em vão. E é preciso ser continuada.
Manel, em 2017 estamos cá outra vez. À terceira é de vez.
P.S.: Desconfio que está não será a última vez em que vou votar em candidatos que acabam por perder...
domingo, 9 de janeiro de 2011
Neste momento, eu Diana Catarina sinto-me uma moça realizada
Fui entrevistada ontem pela Antena 1 no comício do Manuel Alegre: antes e depois dos discursos. Minuto 48, sou eu. Das duas uma: ou lancei os alicerces de uma futura carreira ou desgracei a minha vida. Provavelmente foi a segunda. De qualquer das maneiras, já posso dizer que fui entrevistada para a Antena 1, e assim uma coisa à séria, muuuahahahah. A minha vida está completa.
E sim, é O Manel!
sábado, 8 de janeiro de 2011
Para os queridos almadenses que me lêem
Manuel Alegre estará presente hoje, dia 8 de Janeiro, às 8 da noite na Incrível Almadense, para um comício.
Porque Portugal precisa de todos. Apareçam!
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Viva a República!
Nós vivemos num país extraordinário. Faz hoje exactamente 867 anos que foi assinado o Tratado de Zamora em que o primo de D. Afonso Henriques , Afonso VII de Leão e Castela lá reconhece que nós até merecemos ser nação independente. Há 867 anos que Portugal existe. E faz hoje 100 anos que a República Portuguesa foi proclamada na varanda da Câmara Municipal de Lisboa. Poético.
Mas, estava eu a dizer, vivemos num país extraordinário. Somos um dos países mais velhos da Europa, com fronteiras bem definidas há igualmente uma catrefada de séculos (séculos!) e ainda estamos aqui. Portugal, pasme-se, ainda existe. Mesmo que há 867 anos que esteja em crise. Vá, tivemos assim alguns momentos áureos e em que fomos os maiores do mundo e mandamos nesta cena toda. Mas Portugal esteve mais tempo em crise do que propriamente em desenvolvimento (de qualquer tipo). Mas mesmo assim, lá vai resistindo. Desde que somos independentes, só tivemos uns 60 anos de domínio castelhano - um soluço nos 867 séculos (!) de História nacional.
Já passamos por muito - umas quantas guerras, um par de invasões, não sei quantas revoltas, uns tantos golpes de Estado, um regicídio (desculpe lá D. Carlos...), umas descobertas de umas terras para lá do Atlântico - e ainda estamos aqui. E o melhor de tudo é que nem somos assim um sítio tão mau para viver. Eu até gosto.
Temos imensos problemas para resolver, muitas dificuldades que teremos de ultrapassar e há muitas mudanças, profundas, que devem ser feitas e tem de haver coragem para as fazer, mas mesmo com isto tudo Portugal encontra-se indubitavelmente melhor agora do que há 30 anos e incomparavelmente noutra situação de que há 100 anos atrás, aquando a monarquia caiu às mãos dos republicanos.
No fundo, no fundo, Portugal é o maior do mundo: venha o que vier, digam o que disserem, ameacem o que quiserem, nós por cá vamos andando e a vida vai-se vivendo, nuns dias melhor outros pior, e as nossas gentes vão resistindo.
Portugal rulla catano!
terça-feira, 20 de julho de 2010
As candidaturas já estão. Agora faltam os resultados.
Que só saem lá para Setembro, o que quer dizer que eu vou passar este Verão sem ideia do que vou fazer para o ano e onde vou estar, porque eu tenho feeling cá dentro de mim que (e não interessa que digam que eu estou armada em parva) não vou entrar na minha primeira opção, pela qual andei a obcecar durante demasiado tempo para agora não entrar. E não estou a gostar: nem do feeling, nem do não saber que raios vou estar eu fazer para o ano. Mas enfim.
Há já uma semana que, oficialmente, sou candidata à 1ª fase do concurso nacional do ensino superior e as minhas opções são um mimo. Aquelas combinações de cursos e faculdades são lindas. Até a Covilhã lá consegui enfiar: Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade da Beira Interior é a minha quarta opção, ainda antes de Ciência Política no ISCTE. A minha mãe é que não gostou da ideia.
Mas a crème de la crème é a minha 1ª opção: Ciência Política e Relações Internacionais na Nova de Lisboa. O sítio onde vou ser feliz. Falta é entrar. E tenho um feeling que se entrar vai ser mesmo rés vés Campo Ourique, mesmo ali à tangente, que é como quem diz, vou ser a última colocada. Porque estes feelings não matam, mas moem e maçam...
Nous verrons daqui a dois meses.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Aquela bancada socialista...
... é um verdadeiro ego boost ao ego ao primeiro-ministro. Só falta ao Francisco Assis fazer uma tatuagem: "Sócrates, best P.M. evah!!!"
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Uma Tomada de Posição
Pois que isto de se ter dezoito é mais do já poder votar. A participação cívica é mais que isso. Existem várias formas de participar activamente na sociedade civil e política e tomar uma posição sobre aquilo com que não concordamos.
Como o Acordo Ortográfico.
Está a circular por aí não uma outra petição, mas uma Iniciativa de Legislação de Cidadãos - outro direito que nos assiste enquanto cidadãos de um Estado de Direito democrático: o poder apresentar iniciativas legislativas - contra o novo Acordo Ortográfico.
É simples: basta lerem o documento, imprimir a folha de assinatura, preencher, digitaliza-la para enviar por e-mail ou enviar pelo correio tradicional.
Aqui têm o documento legislativo.
Aqui, as explicações necessárias.
Assinem, passem e re-passem.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Absurdo
O voto é um do principais direitos democráticos, além de ser uma das formas de participação política por excelência (não é a única, mas uma das mais comuns e relativamente acessiveis).
E por essa razão, a minha indignação é tão grande quando propostas de reduzir propinas a alunos que demonstrem uma maior propensão para terem uma consciência cívica e que votem nas eleições escolares surgem. Simplesmente, porque é absolutamente absurdo.
O voto é um direito e um dever numa sociedade democrática, logo não deverá envolver contrapartidas de qualquer tipo: mas mesmo de qualquer tipo. E ponto final.
A recompensa do voto deverá ser precisamente o voto em si: o facto de se contribuir, de se participar, de se ser útil à sociedade. E o resto é conversa.
Tirar partido de questões monetárias para se reduzir a abstenção não resolve o problema, mas antes conjura outro: o tipo de cidadãos que se estariam a criar. Que tipo de cidadão será aquele que vai exercer o seu direito ao voto, por receber compensações? Que espécie de consciência democrática e cívica irá ter? Que valores lhe serão incutidos?
Só o facto de serem precisas manobras deste tipo para fazer com que as pessoas participem na vida política é, no mínimo, lamentável...
E sim, estou extremamente indignada...
Sobre a Minha Agora de Vez Acabada Carreira de Deputada
Eu podia escrever muitas palavras sobre toda a experiência que foi participar no Parlamento dos Jovens: podia dizer que foi muito divertido, mesmo com todas as atribulações que o acompanharam, podia dizer que foi extremamente interessante e bastante enriquecedor. Podia até dizer que me deixou pasma com certas coisas... e tudo isto seria verdade.
Um dos maiores problemas que a nossa República enfrenta é, acima de tudo, o desinteresse que as pessoas parecem assumir em relação a qualquer assunto que se relacione com a política, principalmente os jovens. Por isso, a abstenção no nosso país é tão elevada: as pessoas não se interessam e não têm a verdadeira consciência desta acção, ou falta dela; as pessoas não compreendem o verdadeiro impacto que podem ter na política de governação, fala-se sempre mal, mas apresentar alternativas viáveis, não se apresentam. Dá trabalho pensar em como vamos resolver tudo aquilo que está mal. Dá trabalho levantar o rabo do sofá a um domingo para ir votar. Dá trabalho fazer uma escolha consciente e colocar a cruzinha no quadradinho certo. Por isso, é mais fácil não fazer nada; e depois queixam-se.
E este desinteresse é o que está a deixar verdadeiramente a nossa República doente: os problemas judiciais, as crises económicas, o mau funcionamento das urgências e os problemas da educação por mais graves que sejam - que são bastante - não se irão resolver enquanto não se proceder a uma mudança de mentalidade. E essa mudança terá de partir, fundamentalmente, da sociedade civil, da nova geração, da juventude que tomará em mãos o futuro do país: porque aos velhos caquéticos que se sentam na assembleia não lhe interessa mudar - ganham à mesma os seus 3000 euros, estão de futuro garantido quando se reformarem ou quando a legislatura acabar - para eles as coisas funcionam como estão. Caberá pois às novas gerações o papel inovador, da mudança verdadeiramente acreditada; mas o que a realidade demonstra é o seu desinteresse, os jovens não se envolvem, e acima de tudo, não desenvolvem uma consciência cívica (é praticamente preciso implorar para que eles votem na Assembleia de Escola...). E isto sim é um problema crucial, estrutural, que só será resolvido com uma grande força de vontade e visão de futuro: precisamos de parar de pensar apenas nos moldes no curto e médio prazo e planear o que aí vem, a longo prazo. Por isso é absolutamente necessário começar a fomentar e a despertar a consciência cívica de cada um desde cedo. Muito cedo. Não basta incluir no currículo de um aluno do 3º ciclo uma disciplina como Formação Cívica; não basta incluir no plano de estudos do Secundário uma área que estuda a forma como se organiza o poder, ainda que necessária. É preciso começar desde cedo a reestruturar e reformar mentalidades para que no futuro estas crianças se tornem, acima de tudo, cidadãos conscientes. E isto é fundamental; só assim haverá um verdadeiro desenvolvimento. É preciso, então, que se incluam nas actividades da escola primária, espaços de debate, espaço onde os valores democráticos e de cidadania são desenvolvidos; é preciso que se levantem questões que ajudem estas crianças, não só a perceber como funciona uma sociedade democrática, mas uma sociedade onde cada um de nós lhe é útil e necessária.
Nenhum homem é uma ilha; cada um de nós faz parte, quer queria quer não, de um movimento maior, de algo mais que nos ultrapassa, cada um de nós é parte integral de uma sociedade que precisa de nós e da nossa utilidade, para que esta se desenvolva e progrida. E isso passa, impreterivelmente, pelas questões políticas.
Precisamos de cidadãos conscientes: para isso é preciso uma reestruturação de mentalidades. Porque o caminho que agora estamos a percorrer é perigoso. Precisamos de mudar, mas não uma mudança assente apenas no princípio de mudança: uma mudança fundamentada num princípio concreto e pensado a longo prazo, não nos podemos dar ao luxo de inventar à medida que a História passa.
Precisamos de uma sociedade, onde cada um dos seus membros estão conscientes do seu papel e estão dispostos a cumpri-lo. E isso é claramente ponto assente. Precisamos que se interessem, porque é do nosso país que estamos a falar, é do seu presente, é de honrar o seu passado, é de estarmos confiantes no seu futuro; e é, igualmente, o nosso presente e do nosso futuro e as nossas vidas que estamos a debater.
___________________________________
P.S.: Se leste tudo até ao fim: Bravo!. Eu sei que às vezes consigo ser muito chata quando se fala de política e nestas questões. Mas a preocupação é real...
Etiquetas:
Futuro,
História,
Mudança,
Palavra,
Parlamento,
Passado,
Política,
Portugal,
Presente,
Trabalho,
Vida,
Voto
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Como esta semana foi produtiva, ou...
... como me desgracei e matei a trabalhar e provavelmente vou morrer mais um bocadinho este fim-de-semana... e para a próxima semana também.
Que semana deveras produtiva: trabalhos até as cinco da manhã, encontros com deputadas, escritores e visitas a tocas de lobos.
E recebi uma flor - linda linda linda que só ela, daquele piqueno di meine corazón (sim, tu deste-me o raio da flor, não venhas com mariquices que mandaste o outro tadito dar, porque a intenção era tua e acabou!) E foi bonito.
Mas eu começo a achar que eu sou uma criatura estranha, assim que acha ternurentos certos gestos que não têm piada aparente nenhuma.
Eu gosto de receber flores, mas não gosto de ramos... Prefiro mil vezes receber uma flor, só e linda, do que um ramo de meia dúzia de rosas. E eu que que nem gosto de rosas e amo tulipas. Até um malmequer é mais ternurento que uma rosa. E o André acha-me estranha.
Uma declaração num supermercado é muito mais ternurenta que uma de joelho no chão, no topo de uma montanha, com promessas de eternidade: no meio das alfaces e das maçãs, no corredor dos chocolates é que é bom ouvir um gosto de ti.
Porque o amor é feito no quotidiano - não vive de grandes gestos, mas é sentido nos gestos de cada dia. E é isso que eu acho ternurento. Não precisa de uma mensagem escrita no céu, mas de uma flor e três palavras: gosto de ti.
Simples. E acham-me, a mim, estranha.
P.S.: És um querido, meine piqueno di meine corazón, André.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


