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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

"Tentou uma vez explicar-me que a terra e os planetas foram arrancados ao Sol por uma estrela ao passar. Como se um cão trotasse junto a um arbusto e libertasse mundos. E nesses mundos apareceu a vida, e nessa vida seres como nós - almas. E mesmo criaturas mais estranhas que nós afirmou ela. Gostei de ouvir isto, mas não a compreendi bem. Sei que a impedi de voltar para o Japão. Por minha causa, desobedeceu ao pai. A mãe morreu-lhe, e Sono não se referiu a tal facto durante várias semanas. E uma vez disse: - Je ne crais pas la mort. Mais tu me fais souffrir, Moso. - Não a tinha visitado durante todo um mês. Tivera novamente uma pneumonia. Ninguém viera vê-la. Estava fraca e pálida, chorava e murmurava: - Je souffre trop. - Mas não o deixara confortá-la; ouvira dizer que ele andava com Madalena Pontritter.
Notou contudo: - Elle est méchante, Moso. Je suis pas jalouse. Je ferai amour avec un autre. Tu m'as laissée. Mais elle a les yeux très, très froids.
Escreveu, Sono, tinhas razão: Pensei que talvez gostasse de o saber. Os olhos dela são muito frios. No entanto, são olhos, e que há-de fazer deles? Não seria prático para ela odiar-se. Felizmente, Deus envia um substituto, um marido."
- Herzog, Saul Bellow

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Depois destes anos todos, eu e os meus olhos míopes ainda não aprendemos que é preciso pestanejar.


terça-feira, 10 de julho de 2012

Orgulhem-se dos olhos míopes de Diana Catarina

Continua tudo igual, até o sermão por não meter as lágrimas mais frequentemente.
Daqui a dois anos já posso pensar em cirurgia, o que me deixou bué da feliz.

quinta-feira, 22 de março de 2012

E é claro: possivelmente o meu poema preferido do O'Neill


  
Nos teus olhos altamente perigosos 
vigora ainda o mais rigoroso amor 
a luz dos ombros pura e a sombra 
duma angústia já purificada
  
Não, tu não podias ficar presa comigo 
à roda em que apodreço 
apodrecemos
a esta pata ensanguentada que vacila 
quase medita
e avança mugindo pelo túnel 
de uma velha dor
  
Não podias ficar nesta cadeira 
onde passo o dia burocrático 
o dia-a-dia da miséria 
que sobe aos olhos vem às mãos 
aos sorrisos
ao amor mal soletrado 
à estupidez ao desespero sem boca 
ao medo perfilado 
à alegria sonâmbula à vírgula maníaca 
do modo funcionário de viver
  
Não podias ficar nesta casa comigo
em trânsito mortal até ao dia sórdido 
canino
policial
até ao dia que não vem da promessa 
puríssima da madrugada 
mas da miséria de uma noite gerada 
por um dia igual

Não podias ficar presa comigo
à pequena dor que cada um de nós 
traz docemente pela mão 
a esta pequena dor à portuguesa 
tão mansa quase vegetal

Mas tu não mereces esta cidade não mereces 
esta roda de náusea em que giramos 
até à idiotia
esta pequena morte
e o seu minucioso e porco ritual 
esta nossa razão absurda de ser
  
Não, tu és da cidade aventureira
da cidade onde o amor encontra as suas ruas 
e o cemitério ardente 
da sua morte
tu és da cidade onde vives por um fio 
de puro acaso
onde morres ou vives não de asfixia 
mas às mãos de uma aventura de um comércio puro
sem a moeda falsa do bem e do mal
  
Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento 
digo-te adeus 
e como um adolescente 
tropeço de ternura 
por ti

- Alexandre O'Neill

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

"O Amor, Meu Amor"


"Nosso amor é impuro 
como impura é a luz e a água 
e tudo quanto nasce 
e vive além do tempo. 

Minhas pernas são água, 
as tuas são luz 
e dão a volta ao universo 
quando se enlaçam 
até se tornarem deserto e escuro. 
E eu sofro de te abraçar 
depois de te abraçar para não sofrer. 

E toco-te 
para deixares de ter corpo 
e o meu corpo nasce 
quando se extingue no teu. 

E respiro em ti 
para me sufocar 
e espreito em tua claridade 
para me cegar, 
meu Sol vertido em Lua, 
minha noite alvorecida. 

Tu me bebes 
e eu me converto na tua sede. 
Meus lábios mordem, 
meus dentes beijam, 
minha pele te veste 
e ficas ainda mais despida. 

Pudesse eu ser tu 
E em tua saudade ser a minha própria espera. 

Mas eu deito-me em teu leito 
Quando apenas queria dormir em ti. 

E sonho-te 
Quando ansiava ser um sonho teu. 

E levito, voo de semente, 
para em mim mesmo te plantar 
menos que flor: simples perfume, 
lembrança de pétala sem chão onde tombar. 

Teus olhos inundando os meus 
e a minha vida, já sem leito, 
vai galgando margens 
até tudo ser mar. 
Esse mar que só há depois do mar."

Mia Couto, in "idades cidades divindades"

sábado, 19 de novembro de 2011

Estou a ficar doente e muito triste por tal facto. 
Isto agora já não tem piada nenhuma: antes estar doente significava faltar às aulas e, mais importante, faltar às aulas de Educação Física. Era tão bom, não ter de correr em círculos, "fazer" (pois porque eu não fazia coisa nenhuma, tinha uns espasmos e acabava aí) flexões e abdominais, não tocar na bola e ser abalroada para o chão, na tentativa de a roubar ao adversário.
Mas agora que até gosto das aulas e tenho muitos afazeres, não me dá jeito nenhum ficar de nariz entupido, olhos a lacrimejar e estas dores de cabeça que moem. 
Raios partam o Inverno e as mudanças de temperatura.
Bah. 

domingo, 11 de setembro de 2011

A banda sonora do regresso



"sound is the colour I know 
oh, sound is what keeps me looking for your eyes
and sound of your breath in the cold
and oh, the sound will bring me home again."



terça-feira, 10 de maio de 2011

"All the loose ends would surround me again in the shape of your face

What makes me love you despite the reservations?
What do I see in your eyes besides my reflection hanging high?"




quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Uma pessoa fica com a certeza que está no curso certo...

....quando na fila da caixa do Pingo Doce está desejosa de chegar a casa para ouvir o discurso do Mubarak.
Isto é a História a desenrolar-se perante os nossos olhos, meus amigos!
Agora é ver como correm as próximas semanas, mas algo me diz que os egipcios não vão sair das ruas nem dispersar da praça de Tahrir e o Mubarak não vai conseguir manter-se no poder até Setembro. Interessante será também ver qual será a posição que o exército e as forças armadas no meio disto tudo.
Nous verrons...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

3Fev'2010

E o calor numa noite fria, o escuro comprometedor iluminado por um perfil de mãos que juntas celebram algo mais que a certeza da existência terrestre e corpórea, algo que não se explica, mas de uma forma ou de outra se sente. E ouve-se o repicar dos sinos, relógios de uma consciência colectiva, o pesado bater do pêndulo no movimento sucessivo dos segundos: talvez aqui encontraremos a paz e recuperaremos a esperança. Mesmo que lá fora a chuva caia e o vento torne tudo mais despido e rude à sua passagem, dentro desta casa é diferente - é o calor numa noite fria, o quente das promessas e dos pedidos que vagueia num ambiente etéreo entre nós e o céu.
E se aqui e agora fecharmos os olhos sentiremos o aroma de uma tradição, de uma crença, de uma fé e a luz crescerá de dentro, espalhar-se-á a cada passo, acompanhada pelo cheiro das orações, de uma súplica a algo que não muito bem compreendemos, mas que apazigua os nossos medos e acalma os nossos corações. Aqui, aqui estaremos seguros...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Zezinho!

A-HA!
Eu começa a achar que as aulas que o José Rodrigues dos Santos supostamente dava na faculdade eram mito. Mas alegria ao mundo! Afinal não. O senhor existe mesmo e é mesmo docente na faculdade mais fofinha de sempre. E hoje vi-o. É verdade... tava eu a subir as escadas para a biblioteca quando ele passa por mim a descer, mesmo assim rés vés, quase ombro com ombro. Eu claro, sempre muito discreta, só me virei para trás e sussurei a quem ia comigo: "oh meu deus era ele não era? oh meu deus, zezinhoooo!". Foi mais ou menos isto, mas a hiperventilar.
Eu, confesso, desenvolvi uma serious crush ao longo dos tempos por ele, é uma tara que eu tenho, gosto de moços que me pisquem o olho, já me meti em muitas alhadas à conta disto, mas não há nada a fazer, há qualquer coisa no piscar de olho que me deixa estarrecida. E ele, então, elevou o piscar de olho a arte.
Mas eu continua a achar que ele está zangado comigo. E estou muito triste. Acho que ele ainda não se refez (mas a sério, fofo, esquece isso, a vida continua, eu continuo a ver e a gostar muito do teu telejornal, especialmente quando o abres  dizer: "o cenário é negro!" estamos todos na miséria, vamos todos morrer - a parte do morrer e da miséria estava implicita), ele passou muito rápido, não deu tempo para pegar em mim e dizer-lhe que ele é um querido, quando dei por isso já ele tinha desaparecido. Será que foi almoçar? Na cantina reles ou na burguesa? No outro dia vi a sair da burguesa o outro jornalista, o das reportagens da SIC, também gosto dele, mesmo que ele não me pisque o olho.
Lá está, ninguém o fará melhor que o meu Zezinho, não é verdade?

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A proposito mas que não tem nada a ver, nesta mesma tarde descobri que o Martines arranjou maneira de dar positiva (um 12! uh uh!) ao teste mais horrível de sempre, sem contar com Estatistica, aliás estão os dois muito equiparados no que diz respeito a horribilidade, aka o de Economia, sim, o mesmo que me fez chorar desalmadamente e perder o sentido da vida.
Estamos bem, portanto.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Só esta noite



watch my back so i'll make sure
you're right behind me as before
yesterday the night before tomorrow

dry my eyes so you won't know
dry my eyes so i won't show
i know you're right behind me

and don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

you walk the surface of this town
the high heels above the ground
and high horses that we know
keep us safe until the night

you know them all, i know it all
stay put and play along
'cause i'm looking for my friend
now i got you, got you

don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

i dry my eye, dry my eye
falling deeper by the hour
dry my eye, dry my eye
dry my eye. .
dry my eye, dry my eye
dry my eye, dry my eye
don't let me fall deeper now
dry my eye, dry my eye

yeah,
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

(...)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Frases que ficam depois da visita ao oftalmologista

"Tu passas tanto tempo com as lentes de contacto que é uma coisa parva."

"Olhar fixo, ar condicionado, não pestenejas, não pões as lágrimas... não vês um boi!"

Aaah... é por estas e por outras que eu adoro o meu médico. Um mimo!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Preciso de alguém que me cante isto.

Ao ouvido. Num murmúrio. Preciso de ouvir estas palavras de alguém que não seja a minha própria voz dentro de mim. Preciso de saber. De validar aquilo que já sei, mas precisa confirmação. Preciso de ouvir que vai ficar tudo bem, pelo que foi  e pelo que está para ser.
Preciso que venhas sem te chamar, abras a porta e me envolvas nos teus braços. Preciso que me afagues o cabelo e digas que já passou. Que me beijes a testa e, num sorriso, prometas que vai ficar tudo bem. 
Então, preciso de alguém que me cante isto...
Porque eu sei que sim, mas preciso de ouvi-lo de ti. 




I believe in you and me
I'm coming to find you
If it takes me all night
Wrong until you make it right
And I won't forget you
At least I'll try
And run, and run tonight
Everything will be alright
Everything will be alright
Everything will be alright
Everything will be alright

I wasn't shopping for a doll
To say the least, I thought I've seen them all
But then you took me by surprise
I'm dreaming 'bout those dreamy eyes
I never knew, I never knew
So take your suitcase, cause I don't mind
And baby doll, I meant it every time
You don't need to compromise
I'm dreaming 'bout those dreamy eyes
I never knew, I never knew
But it's alright...

Everything will be alright
Everything will be alright
Everything will be alright
Everything will be alright

terça-feira, 1 de junho de 2010

Basicamente, é isto tudo...



Noite dentro o dia começou
fogo nos pés no corpo secou
com ideia de sentir mais do que devia
perco a disposição, quer sejas Diana ou Sofia

Mais para frente dou de caras contigo
as minhas mãos tremem, não é nada comigo
eu só não sei se te cumprimente
Gosto da tua cara mas não te encaro de frente

Morte ao meu sorriso (2X)

Noite dentro direitinha ao festim
mais uma rua e o que resta de mim são olhos pintados
que disparam ultravioletas,
Rei Bã em fera contra os teus ultravioletas

Morte ao meu sorriso (2X)
Morte ao teu sorriso (2X)


______________________________
E o mais giro é que eles cantam o meu nome. Já posso morrer feliz.

quinta-feira, 29 de abril de 2010


My hands
Come together
And I draw in the breath through my teeth
Your curt shots
Sarcastic remarks
Come so often
They're never sincere

Darker amusement sets in
That's the problem
You're saying something and my eyes
Open wider
And we grin and we stare at the floor
Your jokes missed
Your hands grow to fists
And your lips purse
Expecting the worst
With every word
That's how it started
That's the problem
And after were done
I can still feel your eyes on my forehead
And after were done
I can still feel the pain in my free time


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E um ponto final em fim de capítulo

agora
.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Falta-me o ar. Falta-me o sentido. O meu corpo tenta acompanhar o movimento do mundo, mas cai. Cai de todas as vezes que me tento erguer.
Doi cada pedaço de mim. A cada pulsar do coração. A cada passo para a frente é um passo para trás na corrida para tentar sorrir novamente. Tristes, todos eles.

É um adeus... E um adeus que se pronuncia no silêncio.
Falta-me o ar.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Untitled Love Story

And then he said:
"I think I'm in love with you"
She turned and looked at him. She gave him a compromising smile and let her eyes wander away in the city ahead.
"Ever since I saw you in that red coat of yours, standing in line, looking at a little piece of paper 'till you finally notice me"
He looked away and saw the reflection in the river of those same seemigly ancient buildings. She liked when they were both looking in the same direction or in the same street, even if a few paces away, listening to the same sounds.
"Love is a complicated thing"
She said.  
"It starts with a little flame inside you until it goes off and becames a wild thing; it moves quickly and it burns, burns, burns 'till there's nothing left standing"
He took a moment, and then finally answered:
"Then, I think I'm on fire" 

_________________________________________
To Be Continued...