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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

"Tentou uma vez explicar-me que a terra e os planetas foram arrancados ao Sol por uma estrela ao passar. Como se um cão trotasse junto a um arbusto e libertasse mundos. E nesses mundos apareceu a vida, e nessa vida seres como nós - almas. E mesmo criaturas mais estranhas que nós afirmou ela. Gostei de ouvir isto, mas não a compreendi bem. Sei que a impedi de voltar para o Japão. Por minha causa, desobedeceu ao pai. A mãe morreu-lhe, e Sono não se referiu a tal facto durante várias semanas. E uma vez disse: - Je ne crais pas la mort. Mais tu me fais souffrir, Moso. - Não a tinha visitado durante todo um mês. Tivera novamente uma pneumonia. Ninguém viera vê-la. Estava fraca e pálida, chorava e murmurava: - Je souffre trop. - Mas não o deixara confortá-la; ouvira dizer que ele andava com Madalena Pontritter.
Notou contudo: - Elle est méchante, Moso. Je suis pas jalouse. Je ferai amour avec un autre. Tu m'as laissée. Mais elle a les yeux très, très froids.
Escreveu, Sono, tinhas razão: Pensei que talvez gostasse de o saber. Os olhos dela são muito frios. No entanto, são olhos, e que há-de fazer deles? Não seria prático para ela odiar-se. Felizmente, Deus envia um substituto, um marido."
- Herzog, Saul Bellow

segunda-feira, 26 de março de 2012

Problemas de Diana Catarina (são uns tantos e muito pesarosos)

Diana Catarina devia deixar de ser armar em fashionista com esta mania de combinar malas e outfits (oh p'ra ela tão fashion-incluída) e começar a levar a sua fiel build to resist, porque isto não há ombro que aguente; ainda por cima, sendo Diana Catarina esquisitinha e só consiga andar com a mala sobre o ombro direito - do lado esquerdo é-lhe estranho. Mariquices.

Há pessoas desinteressantes neste mundo; ainda por cima, têm a tendência de se condensar em grupo e amena cavaqueira nos barcos em que Diana Catarina viaja. O pior é não me deixarem concentrar naquilo que estou a ler, pelo volume da conversa e pelas larachas enfiadas no meio do diálogo. Por outro, há pessoas não muito sãs ou pelo menos social inadequate que devem gostar de andar para trás e para frente, sendo frequente a partilha de espaços fechados Diana Catarina (que se encontra um tanto assustada). Pessoas que gostam de cantar Ramones num metro cheio de gente aos altos berros ou balbuciar outra coisa qualquer. Há a teoria que tudo isto é um código para o exercício de actividades ilícitas (ou então é só mesmo maluquice). 

First listens e coisas deste género são a pior coisa: uma pessoa ouve o álbum, uma pessoa quer o álbum, mas o álbum ainda não saiu. É deveras irritante, porque não dá para fazer scrobble no Last-Fm. E eu QUERO FAZER O SCROBBLE PORQUE EU SOU BUÉ FIXE! (Diana Catarina precisa, claramente, de afirmação social.)

sábado, 26 de novembro de 2011

Afinal não

O wishfull thinking não cura, só adia e porque "não há almoços grátis" faz pior.
Estou com aquelas dores de garganta e cabeça preconizadoras de momentos febris vindouros, que não dão jeito nenhum especialmente por esta altura.
E já disse que agora a minha mão esquerda acha por bem começar a tremer do nada?
Em boa verdade, estou a morrer... de facto e um bocadinho por antecipação.

Ao menos tenho a voz melodiosa da Cat Power e a Primavera do Bernardo, a par de uma linha de comunicação aberta à minha pessoa preferida de todo o mundo onde vou lamuriar infinitamente o facto de eu estar a morrer. Assim, até nem é mau.

domingo, 20 de novembro de 2011

E parece que durante a noite o meu corpo decidiu voltar a si e parar com esta parvoíce de estar constipado. Eu aprovo. O mundo faz-se de whisfull thinking e a força de vontade. Porreiro... 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Há momentos em que me sinto estúpida. 
Amaldiçoo esta minha falta de jeito, a minha preguiça e a minha desorganização. Não gosto de ser a confusão em forma de gente, mas não sei de que outra maneira ser. Não estou habituada a ser diferente e mesmo com vários anos de terapia intensa e exaustiva não vai ao sítio. É assim...
Mas gostava que não fosse. Num mundo perfeito, podia ser uma estudante exemplar com apontamentos organizados, uma caligrafia bonita, estudos e leituras feitos em bom tempo, nunca sob pressão nem no último minuto tolerável; podia ser uma filha e irmã exemplar, não responder torto, fazer o que me mandam, já ter aprendido a cozinhar, telefonar de vez em quando e partilhar as angústias do dia-a-dia à mesa do jantar. 
Podia também ser uma namorada exemplar e uma amiga dedicada, mas às vezes falho. Porque estou tão enlaçada em tramas interiores que não me largam. Por dúvidas existenciais que me atam os pés e me fazem cair. 
É complicado e eu ainda estou a aprender a andar, a livrar-me da falta de jeito e toda esta minha descoordenação. Quero passear-me primorosamente por aí, com a elegância de saber viver e aproveitar todo um mundo, mas os caminhos às vezes têm pedras e ando aos solavancos.
É preciso ter paciência comigo. Eu não faço por mal, juro, estou a fazer o melhor que posso dadas as minhas circunstâncias e limitações (a estupidez) naturais. É só bocadinho de paciência... 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O coração sabe sempre onde deve estar. Fica apertado, apertado quando se afasta demasiado do lugar devido, mas quando retorna sossega. 
Nos teus braços, ele sossega: fica doido de contentamento outra vez, a importância desvanece do mundo. E ele regressa e irá regressar sempre, a correr de braços abertos para ti. 

domingo, 25 de setembro de 2011

Já vamos na terceira semana a acordar às 6 da manhã, já há caloiros, há aulas giras e ainda nenhuma crise existencial (alegria ao mundo), mas já há leituras em atraso.

Há o orgulho no emblema da NOVA na minha capa. 
Este ano começamos bem. Muito bem. 

"mas você me chama para o mundo e me faz sair do fundo de onde eu estou... de novo"

domingo, 18 de setembro de 2011

"Em todos os momentos estás nos meus sonhos como o mar."


"Meto as mãos no bolso e trago-as carregadas de noites de amor: penso que isso basta para encontrar o mundo."


- "Marimba, 2.2.72" in D'Este Viver Aqui Neste Papel Descripto, António Lobo Antunes

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

As rodas do autocarro rodam, rodam, rodam e rodam

E aparentemente também o mundo. Vai-se a ver e já completou todo o seu movimento de translação. Há um ano atrás, preparava-me para o primeiro ano de faculdade. Sem saber ao que ia, estava expectante e um bocado assustada com a perspectiva de uma nova rotina, completamente diferente do que aquilo a que estava habituada; antes era subir a rua e estava na escola, já conhecia as pessoas, sabiam como tudo funcionava, qualquer coisa estava em casa num salto, tudo me era familiar. 
Ir para Lisboa todos os dias estudar simbolizou um corte bruto a todo um ritual aperfeiçoado há já seis anos e depois sentia falta das pessoas e das mesas e das cadeiras. Não me achava preparada, nem com cara de moça universitária, mas era tudo o que eu queria no mundo. 
Há um ano atrás estava num bom momento da minha vida. 
Muita coisa aconteceu entretanto e a minha vida mudou. Antes de mais, perdi parte da inocência que ainda me restava, mas ao mesmo tempo ganhei um pouco mais fé nas pessoas. Perdi gente, pela inevitabilidade da vida ou pela estupidez humana. Senti fugir-me o chão por várias vezes e senti-me perdida. Foram doze meses complicados. 
Mas no entretanto, também aprendi umas quantas coisa. Conheci pessoas e apaixonei-me e é bestial. Podia ter entrado numa espiral descendente, mas não prossegui por nenhum caminho auto-destrutivo, apenas umas quantas crises existenciais e às vezes ainda aquele sentimento familiar dos meus idos tempos de primária em que não era convidada para ir brincar a casa dos outros meninos. 
Ainda estou à deriva e este começo de segundo ano está a ser confuso: porque não sei exactamente o quero fazer da vida, porque parece estar tudo a acontecer depressa demais, porque as condições de existência não são as ideais e por muita coisa estar fora do meu controlo. E eu odeio isso, mas tenho de aceitar. 
Aceitar a vida, ultrapassar os problemas e tentar manter alguma réstia de sanidade mental, especialmente quando percebi que daqui para a frente nada vai ser tão fácil como quando a única escolha difícil que tinha para fazer era escolher os cadernos do regresso às aulas ou a cor de caneta para cada disciplina. 
Deus, estou a ficar adulta...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

terça-feira, 29 de março de 2011

Agora até eu começo a desenvolver uma valente crush pelo Santo Agostinho

Era realmente um  homem muito sensual. E escorpião, ainda por cima. 
E escreveu coisas do caraças, geniais e maravilhosas: "Compreendei que não viestes  a este mundo se não para sair dele. Passais pelo mundo em constante luta para chegar a quem fez o mundo. Que não vos perturbe os amantes do mundo, que desejariam não se ir - jamais - do mundo, ainda que tenham de ir-se, por vontade ou pela força; não vos enganem, não vos seduzam. Estas adversidades não são escândalos, sede bons, e aquelas vos servirão como provações. A tribulação que nos caiu em cima será para ti o que tu queiras. Provação ou condenação. Será o que fores tu mesmo. A tribulação é o fogo que te purifica se tu fores oiro, se fores palha far-te-á em cinzas." - Sermão 81

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A menina tem a mania que é cool depois é no que dá

Com a mania de experimentar coisas novas e enriquecer-se culturalmente vai de se enviar num self service de comida japonesa, enche o prato de sushi e cenas. Resultado: acaba com fome. Chega a casa e faz uma taça de chocapic.
E agora vocês perguntam: "Então, mas não sabias que não gostavas de sushi? Já tinhas experimentado antes..." Ao que eu respondo: "Pois... mas agora estava com a esperança que aquilo tivesse melhorado, tipo terem encontrado uma receita inovadora e tivessem descoberto o fogo". Mas não, continua igual, que é como quem diz cru.
Mas soube que aparentemente é como a cerveja: não se gosta, aprende-se a gostar.
Mania que a diversidade gastronómica é muita fixe...

Mas acabou por não ter sido assim tão mau: açambarquei uma amostra do perfume da Viktor & Rolf - ao qual meu cérebro tem uma reacção intensa cada vez que lhe sente o cheiro de tão bom que é - e, lá está, com a mania de que a intelectualidade é coisa para mim e o "ah e tal tenho de me habituar a ler livros em inglês que isto vou ter de ler muitos para a faculdade" vá de trazer Dostoievski para casa. Sim, a primeira experiência com livros integralmente em inglês tem de ser feita com um russo e o seu Crime and Punishment. Obviamente.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Exercício Psico-Terapeutico

[Aviso: este post tem um potencial altamente lamechas, melodramático e polvilhado de cliches. Quem prosseguir na leitura acabará provavelmente traumatizado: se prosseguir é, inteiramente, por sua conta e risco. No fim, não se queixem. Eu avisei.]

Eu gostava da maneira como olhavas para mim. Sinto falta de sentir o teu olhar e corresponder com um sorriso que igualmente me devolvias. Da forma como me sentia segura ao teu lado, como se numa ordem natural das coisas as peças assentassem como deviam. Da forma como podia simplesmente respirar e sentir o mundo sem ter de o uber-analisar. Era tudo mais simples sem as complexidades desnecessárias à nossa vivência. Acho que no fundo me sentia acolhida como nunca havia sido. Sem maldade ou própositos escondidos.
Contudo, tinha a perfeita noção que um dia poderias decidir ir embora sem porquê nem aviso. Não eras certo, nunca o foste. Mas eu deixei-me levar mesmo assim, o que para mim é um contra-senso. Sabes como eu gosto da certeza, no fundo de permanência. Ou talvez não seja permanência: da previsibilidade. Do saber que virias sempre à mesma hora e eu preparava-me para te receber. Até ao dia em que não. Sempre tive a perfeita noção que um dia deixarias de vir.
Mesmo assim, não contrariava a vontade de te ter: gostava da maneira como me fazias sentir. De sentir a batida do meu coração, e do teu. Sentia-o nas mãos, sentia-lhes as mudanças de ritmo e por aí percebia o teus pensamentos. Gostava da ligação surreal a alguém que não seja eu própria e completa e irremediavelmente diferente.
Caraças, o amor acaba por ser, no final do dia, egoísta: não há nada de bonito e idilico nele. Nada. Todos acabamos por nos usar uns aos outros para satisfazer as nossas próprias necessidades: a natural high que sentimos num perfeito estado de enamoração, a vontade de sermos amados e de arranjar sentido à vida. Para mim, era o desprender e a novidade de conseguir deixar alguém entrar e mesmo a medo descer ao estado mais puro e primitivo dos afectos. E continuo a culpar os químicos do meu cérebro. As reacções químicas que provocavas.
O amor é afinal de contas uma droga. E eu estava viciada... E os vícios não se explicam.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A propósito do Inception

A realidade é percepção. É o que cada um de nós faz dela. Assim, não há uma única realidade universal,  pois ela é composta por todos os pedaços da realidade que cada um de nós cria e que dependem da nossa percepção do mundo: da forma como o encaramos,  ao que damos importância, àquilo que apreendemos ao longo do tempo e de como moldamos o que compreendemos. É a eterna questão da árvore: se cair na floresta, mas ninguém lá estiver para ouvir, será que faz barulho? Como saberemos?
Assim, a ideia de uma verdade universal cai,  igualmente, por terra. A verdade é relativa: o que eu tomo como verdade pode não o ser para outra pessoa noutra parte do mundo, porque a forma e a definição que ambos temos de verdade é diferente. Por isso o ser humano é tão conflituoso, consigo mesmo e com os outros, porque não concebe um mundo em que a verdade é subjectiva. Mas é. É uma criação humana. Assim como a noção de realidade.
Tudo isto é relativo, tudo isto é subjectivo. A percepção que temos do mundo molda a realidade, a nossa realidade, própria de cada de um de nós. E somos tão sugados e embuídos nela, que a páginas tantas perdemos a noção do que é real e do que é sonho. As linhas tornam-se demasiado difusas e entralaçadas.
Perdemos noção do que é verdadeiro e do que é o nosso mundo, o mundo que será aquele que nós construímos.
Tudo é percepção. E não seríamos mais felizes se fosse de outra forma. Porque temos, de facto, o poder de mudar a realidade e criar o nosso mundo e os nossos cenários: temos sempre, sempre a oportunidade de mudar a realidade.
É como Kerouac disse uma vez: "Happiness consists in realizing it is all a great strange dream."
Confuso? Talvez. Se calhar sou só eu que ainda estou meio atordoada pelo filme e a tentar perceber o que se passou...

P.S.: O Inception é um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos. Chegando a um ponto em que já não sabemos a diferença entre sonho e o mundo real ou se tudo é um sonho dentro de um sonho, cada um de nós tem de optar pela versão em que acredita, o que é para si verdadeiro e o que realmente aconteceu. É uma tremenda viagem pela consciência e inconsciência. Muito bom.
Claro que o Leonardo di Caprio também ajuda e o Joseph Gordon-Levitt está um amor.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Eu pensava...

...assim na minha loucura que uma das vantagens de ter um dos melhores jogadores do mundo era, precisamente, assim uma coisa parva, que é poder ver marcar golos. E bonitos, se faz favor. Assim, pelo menos, um cada jogo para uma pessoa se animar. Afinal não.
Porque: é impressão minha ou o Ronaldo não anda a jogar puto?

Assim uma pessoa desanima. O que vale é o fofinho do Meireles...  

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A estudar Pessoa no Dia de Portugal...

O Infante

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português,
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal.

In Mensagem
- Fernando Pessoa

segunda-feira, 7 de junho de 2010

The End's Not Near. It's Here...

Há seis anos, eu entrei por aqueles portões com uma e só ideia na cabeça: não me apegar. Que disparate seria agora criar afectos, para que tudo, de um momento para o outro, possa desaparecer. Eu que já tinha feito um belíssimo trabalho nesse sentido em tempos passados.
Mas desta vez eu - tonta e desprovida de qualquer esperteza - fiz tudo ao contrário: afeiçoei-me. Afeiçoei-me às cadeiras, às mesas, às paredes, ao chão, aos quadros, à minha janela - a terceira a contar da frente -, às flores, às árvores, aos bancos, aos toldos mesmo esburacados, aos muros, ao portão. E às pessoas. Principalmente às pessoas e à mesma rotina.

Dentro daquelas salas, sentada naquelas cadeiras, com os livros dispostos naquelas mesas, a olhar por aquela janela toquei, senti, ri, estupidifiquei, chorei, zanguei-me, percebi, ultrajei-me, distraí-me, sonhei, aprendi, cresci. Fui feliz. Tornei-me quem sou hoje. Porque todo um conjunto de acasos felizes me fez sentar na mesma sala com todos aqueles que hoje fazem parte do meu universo e que me fazem feliz. Dentro daqueles muros, conheci as pessoas mais importantes da minha vida. As suas memórias trago já intrínsecamente comigo, como as folhas dentro de mim do poema do Neruda. A diferença é que já sei há muito tempo que as trago comigo, grata por todos os momentos que passamos juntos nestes últimos anos. Bons e maus. Parvos e estupidamene inteligentes. Hoje sou quem sou, feliz e consciente, porque todos vós me ajudaram a crescer. E por isso, agradeço-vos. 

Amanhã é a última vez que vou descer aquela rua, na mesma rotina de há seis anos. Amanhã deixo para trás uma parte de mim e preparo-me para enfrentar outra. Deixo-a com saudades, mas sem olhar para trás: tenho o resto da minha vida à minha espera.