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domingo, 8 de setembro de 2013

"não desesperes porém porque serei contigo. eu te abençoo debaixo deste sol te ordeno que cresças te multipliques e as galáxias habites sujeitando-as. contempla a natureza que boa ou má para ti foi inventada e vive nela. sê. agora uns seculares instantes vou descansar quase secreto. mas eis que já formigas os homens passam constantemente na rua. já Lisboa se afogou no nevoeiro. se tu ao menos um sorriso visses descansavas. não. nada que não sejam portas e janelas. mudo entardecer. discreto. nas praças autocarros. um banal buzinar como balões a rebentar. que pressa fornicadora em cada movimento. imenso foi o tempo. pelos parques da cidade um vento se desata. roxo seria o céu se acaso fosse visto. porém não é. desiste. antes repara na janela defronte onde há bem pouco ainda aquele feminina fininha figura com um de comoestápassoubemmuitoobrigada sorriso te sorriu. não olhas. aguardas e não chega. teu quarto que teu não é mas da cloaca citadina porque se aluga à hora está pesado de presenças passadas espasmos idos móveis altos despidos cheios de pó. mole é contudo a espera e tu jazes no chão. desejas com todo o corpo o que não sabes ainda. dos automóveis o volume rápido aumenta desde baixo. deves pensar que o amor a amizade mesma se tornou exigente. exige doação. assalta sem que contudo mate. vivifica. por isso te faz livre."
- "I Fragmento", Rumor Branco
Almeida Faria

sábado, 27 de abril de 2013

(O título deste post era qualquer coisa muita engraçada a fazer referência ao tempo maravilhoso, mas entretanto pôs-se vento* e agora já não faria sentido. Mas acreditem que era engraçado)

(A piada do título continuava aqui como forma de introdução ao part-time supimpa que arranjei) 
Pois, arranjei um part-time todo catita (parece que as resoluções estão a ir muy bem), que consiste em mostrar a cidade de Lisboa às pessoas que muito bem nos visitam e pretendem descobrir os recantos mais bonitos da cidade. Abril foi o grande mês da estreia e acho que não me dei mal, pelo menos na parte das visitas em si. Outra dimensão do trabalho consiste em entregar flyers na rua, e amigos: entregar flyers é a PIOR coisa que há. Mas a pior mesmo. Ganhei todo um novo respeito aos senhores que entregam os papelinhos dos grandes mestres em tudo o que é magia negra e branca e arco-íris; a diferença é que eles não têm de explicar ao que vêm e eu tenho. E as pessoas também não gostam de receber flyers, mal os vêem olham para o outro lado, fingem que não é nada com elas. E eu odeio incomodar. Resumindo, entregar flyers é a pior actividade laboral do mundo.
Fora isso, o emprego até corre bem. Percebi que se  tivesse de continuar a fazer isto para o resto da vida provavelmente seria ligeiramente infeliz. E ser infeliz no emprego é a pior sensação do mundo. É isto ser adulto?
O bom da coisa é o horário ser flexível e o salário bem bom, perfeito para financiar festivais e o alargamento da minha biblioteca; além de que é sempre uma boa linha para o currículo. 

Escrevo isto quando faltam dois meses para os meus 21 anos. Não sei de onde é isto veio.
Diz que estou crescida.


*Vento é eufemismo. Ia levantando voo várias vezes.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

"and another one goes by"

Não há muito que eu possa dizer acerca de Walkmen, apenas que ontem me deram uma das melhores noites da minha vida.
E ouviram o meu pedido encarecido e tocaram esta, uma que eu já tinha perdido toda a esperança de alguma vez ouvir ao vivo por aquelas guitarras e vozes. Perfeito. 



(Ah, e ainda açambarquei uma setlist)

domingo, 13 de maio de 2012

E recordando isto.
Caraças, parece que foi ontem e já vai fazer um ano.
Foi também a véspera de algo grandioso.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

2º Semestre

Começam amanhã as aulas e sabe deus o quanto me apetece. 
Gostei muito de passear neste maravilhoso sol de Inverno e, portanto, um regresso às catacumbas da faculdade durante as próximas tardes todas não me calha nada bem. Espero ter força de espírito para pelo menos aproveitar as manhãs e fazer algo de produtivo; estou a prever umas tantas manhãs fechada entre as quadro paredes de uma biblioteca a estudar, mas um sol acolhedor de Primavera lá fora. Oh, vida. 
Mas acho que este semestre vai ser bonzinho. Tenho cadeiras fofinhas e que à primeira vista não me causam crises existenciais profundas como PPOI ou não me tiram do sério como (you guessed it) Demografia, portanto há-de correr tudo na boa, na maior, easy breezy. Tenho fé!


E obrigada Bernardo, por um último dia de férias muito agradável. Só faltou mesmo a Primavera, pah! Mas eu desculpo. Esteve-se muito bem na Baixa-Chiado.



"vê se deixas a ciência que aprendeste da emoção 
que uma coisa são instintos, outra coisa é intenção"

domingo, 22 de janeiro de 2012

Manhãs

É qualquer coisa de especial o reflexo do primeiro sol nas águas do Tejo, o brilho etéreo do ar naquele rio e o perfil da cidade atravessado por ele.

Já me tinha esquecido do quanto eu gostava de passar por aquela atmosfera matinal.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Diz que é Natal

Mas sinceramente não parece nada. 
Se não sou eu a fazer a árvore de Natal lá em casa, ninguém a faz e como praticamente não estive em casa durante o mês de Dezembro, tenho provavelmente a casa mais ateia da minha rua: nem uma velinha de Natal para amostra. Ainda não enfardei chocolates (mas já estou de olho naquele Toblerone), as filhoses é preciso descongelar e também ainda não há doces

Nem Lisboa está iluminada. 

Vai ser um Natal diferente. Já nem é preciso desdobrar a mesa de jantar, porque agora cabemos todos. Ao menos não caímos na hipocrisia natalícia de só ligar à família nesta altura, porque é só isto durante o ano todo: sete ou oito à volta do peru. É Natal, mas nem parece.

Vou enfiar um gorro de Pai Natal a ver se o espírito natalício floresce. Pode ser que sim.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

"come on, it's lovely weather for a sleigh ride together with you"

Quero férias e Natal! 

Ou então ter tempo para passear e ver as decorações de Natal pela cidade. 
Mas perspectivo uma semana de muita procrastinação, seguida de um fim-de-semana de estudo intensivo e seguidos de muitos outros dias encerrados em bibliotecas universitárias. Basicamente, serão semanas movidas a cafeína. 
O que me vale são as luzinhas a cintilar da minha pequena árvore de Natal, plantada há já umas três semanas no meu ambiente de trabalho, e o album de Natal da Miss Deschanel e do Mr Ward. É bueno, bueno.


"come on, is a lovely weather for a sleigh ride together with you"

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ao nascer do sol é tudo mais claro, transparente. Os primeiros raios da manhã reflectidos nas águas do Tejo, a lua ainda imponente mas afastada gentilmente pelo sol para a foz do rio.
A claridade trespassa pelos átomos do ar e a suave ondulação brilha. É tudo mágico e irrepetível: o de ontem diferente deste, o de amanhã único.
É a conjugação do universo...











segunda-feira, 5 de setembro de 2011

As rodas do autocarro rodam, rodam, rodam e rodam

E aparentemente também o mundo. Vai-se a ver e já completou todo o seu movimento de translação. Há um ano atrás, preparava-me para o primeiro ano de faculdade. Sem saber ao que ia, estava expectante e um bocado assustada com a perspectiva de uma nova rotina, completamente diferente do que aquilo a que estava habituada; antes era subir a rua e estava na escola, já conhecia as pessoas, sabiam como tudo funcionava, qualquer coisa estava em casa num salto, tudo me era familiar. 
Ir para Lisboa todos os dias estudar simbolizou um corte bruto a todo um ritual aperfeiçoado há já seis anos e depois sentia falta das pessoas e das mesas e das cadeiras. Não me achava preparada, nem com cara de moça universitária, mas era tudo o que eu queria no mundo. 
Há um ano atrás estava num bom momento da minha vida. 
Muita coisa aconteceu entretanto e a minha vida mudou. Antes de mais, perdi parte da inocência que ainda me restava, mas ao mesmo tempo ganhei um pouco mais fé nas pessoas. Perdi gente, pela inevitabilidade da vida ou pela estupidez humana. Senti fugir-me o chão por várias vezes e senti-me perdida. Foram doze meses complicados. 
Mas no entretanto, também aprendi umas quantas coisa. Conheci pessoas e apaixonei-me e é bestial. Podia ter entrado numa espiral descendente, mas não prossegui por nenhum caminho auto-destrutivo, apenas umas quantas crises existenciais e às vezes ainda aquele sentimento familiar dos meus idos tempos de primária em que não era convidada para ir brincar a casa dos outros meninos. 
Ainda estou à deriva e este começo de segundo ano está a ser confuso: porque não sei exactamente o quero fazer da vida, porque parece estar tudo a acontecer depressa demais, porque as condições de existência não são as ideais e por muita coisa estar fora do meu controlo. E eu odeio isso, mas tenho de aceitar. 
Aceitar a vida, ultrapassar os problemas e tentar manter alguma réstia de sanidade mental, especialmente quando percebi que daqui para a frente nada vai ser tão fácil como quando a única escolha difícil que tinha para fazer era escolher os cadernos do regresso às aulas ou a cor de caneta para cada disciplina. 
Deus, estou a ficar adulta...

domingo, 5 de junho de 2011

"boy, we made such a mess together"

Digamos que o Sufjan Stevens é um pedacinho de céu e que me deu uma das melhores noite da minha vida.
A  noite de terça foi qualquer coisa de transcendente. A experiência de uma vida.
Os balões! Estar a uns cinco metros dele o tempo todo. O sussurar da Futile Devices, os dance moves oh tão lindos do Sufjan (eu tenho de aprender a dançar com ele pah), o aperceber-me que a sua música é igualmente yummi, o levitar da Seven Swans, a brutalidade da Impossible Soul, o estar mesmo em frente do moço quando ele me sobe para a coluna, o dançar muito descoordenadamente na festa que foi a Impossible Soul, a surpresa da Casimir Pulaski Day, o tocar-lhe com a ponta dos dedos da mão direita quando ele veio cá abaixo devolver os balões para a plateia. Os dois balões que vieram comigo para casa. A epicidade da Chicago.

BALÕES! Ele ouviu os meus pedidos e resolveu dar-me um miminho para os meus anos, não foi?

DM Stith na primeira parte. O moço faz parte da banda do Sufjan e fez-me lembrar TANTO os yearly years do Dylan, especialmente aqui. "Tell me when it's over, tell me when it's over, tell me when it's over"



Eu quero voar contigo... "seven swans, seven swans, sevens swans"

A dança... oh meu deus a dança!
O Coliseu tem qualquer coisa contra as minhas máquinas fotográficas. Aquando os The Walkmen a dita espatifou-se toda e foi à vida, desta feita ficou sem bateria logo no início. Bah.


A beleza da Casimir Pulaski Day.


E a noite acabou assim, com o gritar a Chicago a plenos pulmões.

"I fell in love again. All things go... all things go."

ÉPICO!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Se eu tivesse algum tipo de talento para a coisa...

... escreveria uma descrição algo perto do genial acerca a vista sobre o eixo Norte-Sul que se tem do comboio da 25 de Abril.
Mas ontem a única coisa de que me lembrei é que os carros parecem coágulos e entopem as artérias da cidade que daqui a nada tem um enfarte.
Coisas giras, portanto...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

3 desejos

Apoderou-se de mim uma vontade incontrolável de degustar uma bela de uma bola de Berlim, com muito açúcar e muito creme, e um belo de um Big Tasty ou um daqueles Cibatta que parecem do céu e qualquer coisa que envolva café e chocolate e cenas boas no Starbucks.
Mas como há coisa de... acabei de me aperceber que não faço ideia de quando foi a última vez que sai de casa, ah! foi sexta-feira para ir a Lisboa... portanto há coisa de três dias que não saio de casa, ainda não consegui satisfazer os meus desejos.
E a minha mãe partiu-me o coração quando se esqueceu de me trazer hoje a bola de Berlim.
Vida triste a minha...
__________________
Adenda: a bola de Berlim já foi: o Pingo Doce salva vidas.

domingo, 2 de janeiro de 2011

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A noite perfeita

Permanece a euforia e a felicidade. Agora que começo a desconstruir o que foi The Walkmen ao vivo a tocar o album para esta cidade feito, começo a aperceber-me do quão a noite de ontem foi brutal. The Walkmen ao vivo é qualquer coisa, depois numa cidade que tão bem sabe acolher e numa das salas mais bonitas de Lisboa então, foi qualquer coisa de transcendente. Foi lindo! Épico! Mais que épico, foi algo que só consigo expressar por sons e um sorriso na cara cheio de contentamento e felicidade. Lindo! Além de que já posso riscar mais uma coisinha da lista de afazeres lá em baixo. Lindo! Lindo! Lindo! Brutal!
Pena ter sido tão curto e o facto de eu ter espatifado a máquina fotográfica logo no início. Fotos só tirei d'Os Golpes, que fizeram uma primeira parte intocável, e do momento nerd e altamente embaraçoso de tirar uma foto ao lado do cartaz. Mas pronto, foi da maneira que me concentrei apenas em viver cada momento da noite.  Foi mesmo muito bom.
E graças à feliz lembrança de ter voltado para trás e comprado o pin d'Os Golpes -"Há um rio Tejo entre o sexo e o nexo e o amor"- tenho agora o meu bilhete autografado por eles. O que é assim algo de completamente surreal.
Foi uma noite perfeita, até porque a Lisbon em Lisboa foi assim...

"we made this song for you"
e eu agradeço.

domingo, 24 de outubro de 2010

Querido José Rodrigues dos Santos

Isto assim não pode ser. Quer dizer, vai uma pessoa de propósito a Lisboa para ver a apresentação do teu novo livro e descobre que afinal foi ontem. Eu sei, eu sei, que se calhar estás ainda muito zangado comigo pelas duras e críticas palavras que usei para definir o A Vida num Sopro. A parte em que disse que não sabias escrever e que era tudo muito básico e cheio de cliches de amor, e a minha parte preferida: "senti a cada página a rudeza dos lugares-comuns, dos clichés da vida e da História". - espera ainda há mais... "Toda esta previsibilidade, a pobre forma como tudo isto nos é dito constituem uma bruta decepção" .
Pronto, eu sei que fui muito má para ti. E se calhar os teus outros romances são do mais espectacular que há. E o teu génio literário é brutal. Mas repara: eu não tenho culpa de não ter sentido a magia da tua escrita. Estou até a pensar dar-te outra oportunidade no Verão que vem. Talvez que ainda requisite um livro teu ali na biblioteca...
Contudo, se continuares a fazer coisas assim comigo, eu desisto. Eu estou aberta a dar-te outra oportunidade, mas se continuares assim, meu querido, mão há volta a dar.
É que vai uma pessoa a Lisboa de propósito para te ver e, vá de aproveitar e açambarcar o cocktail, e não é que tu afinal estiveste lá, mas ontem? 
Zezinho, Zezinho isto assim não pode ser. Eu começo a pensar que estás a fugir de mim. É que nem na faculdade ainda te vi.
Meu querido, Rodrigues dos Santos: vamos dar mais uma oportunidade à nossa relação, sim? Mas tens de perceber que não posso ser só eu a lutar por ela. Eu não quero perder o teu piscar de olho no final do Telejornal. Sabes que já faz parte de mim e como ele me aquece o coração: é o meu calor da lareira numa noite fria de Dezembro. Mas tu tens de me devolver este meu empenho.

Portanto, Zezinho: da próxima vez, vais lá mesmo estar às 5 da tarde no raio da Sociedade de Geografia de Lisboa para eu bater palmas quando falares, está bem? Pronto, ficamos assim...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Meu!

Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça que eu já tenho em mãos.
Lisbon em Lisboa vai ser épico.
Vai ser o primeiro concerto a que vou sozinha, visto que não há margem-sulistas queridos e fofinhos que queiram ir comigo. É a minha triste sina e a esta altura habituada estou. Além de que já sou moça crescida, não é verdade?  

E se for alguma coisa como o SBSR vai ser brutal. 34 dias é tudo o que tenho de esperar para os rever.
E já disse que vai ser épico? É que vai mesmo. Vai haver disto e muito mais.

I'd give you all my love
I'd give you all my love
But my heart is broken
...