... comprar um e tão só lipgloss e tirar a barriga da miséria e sai de lá com duas amostras do novo perfume da Calvin Klein e de um perfume da Bvulgari. Muito bom...
"A nossa vida é toda ela feita de acasos. Mas é o que em nós há de necessário que lhes há-de dar um sentido." - Vergílio Ferreira
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sábado, 2 de outubro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Eu quero ser como a January Jones
Estive 3 dias a tentar decidir-me se gostava ou não do vestido que a January Jones do Mad Men (uh uhh) levou aos Emmys este ano. E não é que gosto?? Gosto mesmo... Muito... Também quero um. É da Versace. Portanto já sabem: o Natal está aí à porta, comecem a fazer uma vaquinha para fazer de mim uma moça muito feliz. Está bem? Oh, que queridos...
quinta-feira, 22 de julho de 2010
A propósito do Inception
A realidade é percepção. É o que cada um de nós faz dela. Assim, não há uma única realidade universal, pois ela é composta por todos os pedaços da realidade que cada um de nós cria e que dependem da nossa percepção do mundo: da forma como o encaramos, ao que damos importância, àquilo que apreendemos ao longo do tempo e de como moldamos o que compreendemos. É a eterna questão da árvore: se cair na floresta, mas ninguém lá estiver para ouvir, será que faz barulho? Como saberemos?
Assim, a ideia de uma verdade universal cai, igualmente, por terra. A verdade é relativa: o que eu tomo como verdade pode não o ser para outra pessoa noutra parte do mundo, porque a forma e a definição que ambos temos de verdade é diferente. Por isso o ser humano é tão conflituoso, consigo mesmo e com os outros, porque não concebe um mundo em que a verdade é subjectiva. Mas é. É uma criação humana. Assim como a noção de realidade.
Tudo isto é relativo, tudo isto é subjectivo. A percepção que temos do mundo molda a realidade, a nossa realidade, própria de cada de um de nós. E somos tão sugados e embuídos nela, que a páginas tantas perdemos a noção do que é real e do que é sonho. As linhas tornam-se demasiado difusas e entralaçadas.
Perdemos noção do que é verdadeiro e do que é o nosso mundo, o mundo que será aquele que nós construímos.
Tudo é percepção. E não seríamos mais felizes se fosse de outra forma. Porque temos, de facto, o poder de mudar a realidade e criar o nosso mundo e os nossos cenários: temos sempre, sempre a oportunidade de mudar a realidade.
É como Kerouac disse uma vez: "Happiness consists in realizing it is all a great strange dream."
Confuso? Talvez. Se calhar sou só eu que ainda estou meio atordoada pelo filme e a tentar perceber o que se passou...
P.S.: O Inception é um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos. Chegando a um ponto em que já não sabemos a diferença entre sonho e o mundo real ou se tudo é um sonho dentro de um sonho, cada um de nós tem de optar pela versão em que acredita, o que é para si verdadeiro e o que realmente aconteceu. É uma tremenda viagem pela consciência e inconsciência. Muito bom.
Claro que o Leonardo di Caprio também ajuda e o Joseph Gordon-Levitt está um amor.
Confuso? Talvez. Se calhar sou só eu que ainda estou meio atordoada pelo filme e a tentar perceber o que se passou...
P.S.: O Inception é um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos. Chegando a um ponto em que já não sabemos a diferença entre sonho e o mundo real ou se tudo é um sonho dentro de um sonho, cada um de nós tem de optar pela versão em que acredita, o que é para si verdadeiro e o que realmente aconteceu. É uma tremenda viagem pela consciência e inconsciência. Muito bom.
Claro que o Leonardo di Caprio também ajuda e o Joseph Gordon-Levitt está um amor.
terça-feira, 20 de julho de 2010
As candidaturas já estão. Agora faltam os resultados.
Que só saem lá para Setembro, o que quer dizer que eu vou passar este Verão sem ideia do que vou fazer para o ano e onde vou estar, porque eu tenho feeling cá dentro de mim que (e não interessa que digam que eu estou armada em parva) não vou entrar na minha primeira opção, pela qual andei a obcecar durante demasiado tempo para agora não entrar. E não estou a gostar: nem do feeling, nem do não saber que raios vou estar eu fazer para o ano. Mas enfim.
Há já uma semana que, oficialmente, sou candidata à 1ª fase do concurso nacional do ensino superior e as minhas opções são um mimo. Aquelas combinações de cursos e faculdades são lindas. Até a Covilhã lá consegui enfiar: Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade da Beira Interior é a minha quarta opção, ainda antes de Ciência Política no ISCTE. A minha mãe é que não gostou da ideia.
Mas a crème de la crème é a minha 1ª opção: Ciência Política e Relações Internacionais na Nova de Lisboa. O sítio onde vou ser feliz. Falta é entrar. E tenho um feeling que se entrar vai ser mesmo rés vés Campo Ourique, mesmo ali à tangente, que é como quem diz, vou ser a última colocada. Porque estes feelings não matam, mas moem e maçam...
Nous verrons daqui a dois meses.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Para quem faz anos hoje. E irá fazer ao longo do ano. E para quem já fez.
Eu gosto de aniversários. Gosto de fazer anos. Gosto das prendas. Das mensagens de parabéns. Dos telefonemas não tanto, já não sei de que outra forma poderei dizer obrigado pelo telefone. Mas alguns telefonemas são bons. E precisos.
Portanto, eu gosto de aniversários. Dos meus e os dos outros. É um dia especial, o da celebração da nossa vinda ao mundo. Porque nós existimos, a vida de alguém é diferente. Feliz. Melhor.
A minha é, porque uns quantos tontos se lembraram de vir ao mundo. E - lá está a minha teoria a verificar-se, loucos atraem loucos - a minha vida é mais feliz porque eles existem.
E isso é mais do que motivo suficiente para se comemorar aniversários: porque a sua simples existência nos dá tantas alegrias e nos aquece o coração de tantas formas. Se isso não é razão suficiente para se comemorar, e ir emborcar minis, sangrias e beber shots à meia-noite, não sei o que poderá ser.
E hoje, um deles faz dezoito anos que veio ao mundo. Um tonto que me atura, coitado, há já imenso tempo. Já viu todos os meus lados possíveis e aqueles que não se imaginavam existir, assistiu a muita parvoíce, tonteria, alegria, tristeza, bitchiness... E esteve sempre lá. E às vezes, esqueço-me de lhe agradecer por isso. Porque às vezes, estupidamente, o tomo por garatido. Mas ele é um querido, uma ternurinha ternurenta que me atura a cantar hip hop - "I've got no money! Got no money to take you on a date!"- e as minhas comparações dele à minha cadela.
Portanto: Luís, esta é para ti. :D And it's catchy Parabéns!!!! Clap your hands! It's you b-day!!!
E o bolo! Tenho ou não tenho futuro como pasteleira? Podia mandar o curso às urtigas e dedicar-me a esta arte para o resto da vida...
E o mais provável é ele nem ler isto, mas pronto... Tonto :C Mas, PARABÉNS!!!!
sábado, 10 de julho de 2010
Alive'10 - the Aftermath
A modos que a minha voz lá se ficou pelo Passeio Marítimo de Algés, numa espécie de doação minha àquele pedaço de terra lindo que me fez tão feliz ontem.
Debaixo de um calor abrasador a tentar descobrir como é que se passava para o outro lado, ouve-se a primeira grande banda da noite: os CP! Aqueles riffs, aquelas malhas...
Lá dentro, palco secundário que os Local Natives estão à minha espera. Wide Eyes e Sun Hands perfeitas, assim como a Who Knows, Who Cares, a Camera Talk e a Warning Sign, ou melhor, toda a setlist perfeita. E o encanto do vocalista com o bigode. Lindo.
Em Drums começa a loucura que vai culminar em Florence + the Machine. Foi dançar dançar dançar dançar e cantar. Muito. Em Forever and Ever Amen. Em Me and the Moon. Em I Need Fun in my Life - tão verdade. Em Book of Stories. Em Let's go Surfing - Oooh mamma, I wanna go surfing. Oooohhh mamma I don't care about nothing!. Brutal. Eles foram-se e com eles levaram boa parte da minha voz e hidratação. Mas que feliz me fizeram.
Seguiu-se Devendra Banhart, que só lhe faltou a Rats para o concerto perfeito. Pois que também dancei muito, o que há-de ter sido um grande espectáculo só por si devido à minha extraordinária coordenação motora.
Mas é com a menina Florence Welch que a tenda e eu, que nela estava, atinge o auge. Entra a pequena com o seu vestido de renda rosa pálido - também quero um - e descalça atinge o céu. E leva-nos com ela. Aqui, foi a loucura. Melhor concerto da noite. Uma pessoa já estava a funcionar na base da adrenalina pura. Eu já desconfiava, mas agora tive a certeza que o nível de desitratação e, possivelmente, nutrição não interessa muito quando se está num concerto destes. Todo ele foi perfeito do príncipio ao fim: "If you could only see the beast you made of me. I had it in but bow it's seems you've set it running free." e acabar com os rise it up de toda a gente de mão no ar a seu pedido. E sim, Florence Welch is my hero. Assim como os dois rapazes e a moça dos XX. Depois de um concerto como o da Florence, ouvir the XX ao vivo foi perfeito.
Apenas com um album, eles encheram aquela hora num sussuro de canções de amor, desamor e desgosto. O instrumental da Fantasy ao vivo é descomunal. A Crystalized, a Shelter e a Infinity idem. A VCR e a Basic Space são os meus novos amores. Mas é em Heart Skipped a Beat que está o meu coração - "Heart skipped a beat. When I caught it you were out of reach. But I'm sure, I'm sure you've hurt before." Perfeito.
Acabado XX é tempo de voar para o Palco Principal, não sem antes dar lugar ao primeiro episódio bizarro da noite, e que ainda foram uns quantos - desde moços a quererem tirar fotos a portuenses que trocava uma t-shirt por um isqueiro, e pelo meio um moço do outro lado da fronteira - perdido com tanta sagres e super bock - a perguntar a nossa cidade de origem. Nós ainda tentamos negociar com o moço do isqueiro: ela dava-nos a t-shirt em troca de um teste de alcoolemia que uma senhora nos deu, com certeza convencida que eu e a Alice já não andavamos direitas. O que é verdade. Mas eu mesmo sóbria não ando direita. Mas o rapazinho não quis, estava mesmo interessado no isqueiro. Começou foi a dar-nos conselhos sobre beber e conduzir. "Vocês não se metam nisso. Que eu fui parado numa operação Stop e fiquei cinco meses sem carta."
Mas tudo isto corrabora a minha mais recente teoria: loucos atraem loucos. É uma coisa que se sente. Detecta-se no ar e depois dá origem a encontros assim.
Mas voando para Kasabian na ínfima esperança de ainda poder ouvir a Fast Fuse. Nada feito. Foi logo a primeira que eles tocaram e eu só consegui apanhar a última meia-hora de concerto. Foi pena não o ter conseguido ver todo: eles tocaram algumas que eu adoro na meia-hora que perdi, mas compensei com a última meia-hora de canções que amo. Como a Stuntman, a Vlad the Impaler - GET LOOSE GET LOOSE -, a Club Foot - I SAY THAT I WANT YOU, I'LL TELL YOU I NEED YOU. Estavam à minha espera para tocar a Fire - "Take me into the night and I'm an easy lover. " e terminar com a loucura que é a L.S.F. - "Oh come on! We've got our backs to the wall . Get on and watch out before you kill us all!"
(P.S.: Tom, I Love You. I'm the queen and your my king, bitch. Podias ter esperado por mim para cantares a Shoot the Runner, mas deste-me a Fire e pronto, eu fiquei muito feliz.)
E pois que agora é esperar por Faith no More. E do concerto só há isto a dizer: o Mike Patton é um senhor! Abusou. Roubam-lhe o sapato e ele não há-de ficar chateado? Pois claro que fica. Bestias! E maiii nada! Lindo!
Um fim perfeito para o dia e noite perfeitas. Quero mais. Repetir tudo outra vez, mesmo estando sem voz e sem forças para me levantar quando mais saltar e dançar. Mas isso são pormenores, porque quando estamos envolvidos num ambiente assim, tão bom e tão caloroso, o amor à música arranja maneira de prevalecer e fazer-nos durar a noite inteira. E a próxima se for preciso.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Programa das Festividades
Então isto é assim: depois destes dias amorosos que só eles num recanto perdido por esse lindo Alentejo nosso (quente, muito quente), Alive(igualmente quente). E Alive é: Local Natives, The Drums, Devendra Banhart, Florence + the Machine, The XX, Kasabian, Faith no More, ou seja, é aterrar no palco secundário e só de lá sair aquando Kasabian.
Mas primeiro é esperar por um telefonema com os malogrados resultados dos exames. Saem amanhã e ainda não estou preparada para o pior. Se morrer é da maneira que morro feliz, mas só lá para as duas da manhã. Nous verrons.
Durante os próximos dias conto estar um tanto ou quanto partida e rouca - é da maneira que a minha voz se torna mais aprazível aos ouvidos de terceiros -, além de que é tempo de tratar das candidaturas para a faculdade e obcecar um bocadinho, convencidíssima que não vou entrar.
E depois logo se vê.
Posteriormente, é rezar a todos os santinhos que alguma alma caridosa se compadeça de mim e me leve aos The National.
Posteriormente, é rezar a todos os santinhos que alguma alma caridosa se compadeça de mim e me leve aos The National.
Mas entretanto: Alive, que é bonito e eu gosto muito e pois que vamos ser muito felizes os dois, eu e ele, ele e eu. E os The XX, e a Florence, e os Local Natives, e os The Drums. E os Kasabian, com isto. E pronto, sou feliz.
Oh baby I was boooorn
With a faaast fuseee...
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segunda-feira, 28 de junho de 2010
Memórias de Aniversariante
Aos quatro anos tive um bolo da Pocahontas. Aos cinco, um do Tweety. Aos seis, passei os meus anos com varicela. Aos dezoito, matei saudades do Ill Cafè di Roma.
Agora, meu deus, estou legalmente habilitada a aprender a conduzir, já posso escolher quem eu quero que me governe, já posso fugir de casa sem que ninguém me possa obrigar a voltar. E eu gosto disto tudo.
Ao olhar para estes últimos dezoito anos de existência, sou feliz. Cresci muito ao longo deste último ano e crescer nunca é fácil, mas despeço-me dos dezassete de mente consciente e limpa, porque no final do dia sou feliz.
Há quem nos desiluda, e foram bastantes ao longo dos tempos, mas há também aqueles que nos mostram que gostam de nós e que significamos, de facto, algo de especial para eles. E que a vida deles é diferente, é melhor, porque fazemos parte dela. E eu agora sei disso. Mesmo que por vezes não o demonstre, eu sinto-me eternamente grata a todos vós que fazem com que a minha vida seja o que é. Porque é boa. Muito boa. Feliz. E hoje especialmente, um dia que significa tanto para mim, mesmo que à partida devesse saber o quão posso sair magoada, vocês estiveram lá. De uma ou de outra forma. Todos vós que fizeram a contagem decrescente comigo, que beberam o shot à meia-noite, que me mandaram os parabéns pelas primeiras horas da madrugada, que num dia quente de Verão me levaram a Lisboa, que cantaram os parabéns espontaneamente em cada paragem, que me ofereceram o Jeff (meu amor *.*), que resistiram ao desastre do bowling, que me fizeram matar saudades do meu Ill Cafè di Roma, que subiram as escadas da paragem do Chiado, que desceram o Chiado e passearam comigo à beira Tejo, que me cantaram os parabéns à beira Tejo ao pé dos turistas, que subiram três lances de escada para virem comer o bolo, que me encheram os balões e escreveram coisas bonitas nos balões, que me ataram os balões porque mesmo aos dezoito anos não consigo, que me acenderam as dezoito velas do bolo, que me cantaram os parabéns agora à séria com o bolo, que comeram comigo o bolo dos meus dezoito anos, que ficaram para a primeira parte do Argentina-México, que viram o segundo golo da Argentina e o outro piqueno a dar uma cabeçada à câmara, e que depois foram para casa mas continuam comigo, e em mim.
Vocês sim, são uma ternurinha ternurenta do tamanho do mundo, do sistema solar, do Universo. E eu só tenho que vos agradecer por fazerem de mim o que agora, aos meus dezoito anos, sou: alguém que consegue sorrir ao olhar as memórias e ser feliz ao perceber que o que vivi com todos vós foi muito bom. Sempre e todas as vezes.
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quinta-feira, 24 de junho de 2010
Depois do susto...
...já é meu.
Portanto, dia 8 há disto para dançar e dançar e dançar. E que feliz que eu vou ser...
Portanto, dia 8 há disto para dançar e dançar e dançar. E que feliz que eu vou ser...
We, we are in love
and we forever
We not gonna stop
We'll be forever
And all the stars in the sky
And all the flowers in the fields
And all the flower in the earth
Could never take you from my heart
And it's forever, baby it's forever
And it's forever, baby it's forever
And let me run till the end of time
Until our hearts are aligned into the sky
Run till the end of time
Until our hearts are aligned into the sky
We, we are the ones
When we're together
We, we are the young
We live forever
And all the stars in the sky
And all the flowers in the fields
And all the flowers in the earth
Could never take you from my heart
And it's forever, baby it's forever
And it's forever, baby it's forever
And let me run till the end of time
Until our hearts are aligned into the sky
Run till the end of time
Until our hearts are aligned into the sky
Forever ... and ever (repeat)
And it's forever, baby it's forever
And it's forever, baby it's forever
And let anekatips me run till the end of time
Until our hearts are aligned in the sky
Run till the end of time
Until our hearts are aligned in the sky
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Preciso de alguém que me cante isto.
Ao ouvido. Num murmúrio. Preciso de ouvir estas palavras de alguém que não seja a minha própria voz dentro de mim. Preciso de saber. De validar aquilo que já sei, mas precisa confirmação. Preciso de ouvir que vai ficar tudo bem, pelo que foi e pelo que está para ser.
Preciso que venhas sem te chamar, abras a porta e me envolvas nos teus braços. Preciso que me afagues o cabelo e digas que já passou. Que me beijes a testa e, num sorriso, prometas que vai ficar tudo bem.
Então, preciso de alguém que me cante isto...
Porque eu sei que sim, mas preciso de ouvi-lo de ti.
I believe in you and me
I'm coming to find you
If it takes me all night
Wrong until you make it right
And I won't forget you
At least I'll try
And run, and run tonight
Everything will be alright
Everything will be alright
Everything will be alright
Everything will be alright
I wasn't shopping for a doll
To say the least, I thought I've seen them all
But then you took me by surprise
I'm dreaming 'bout those dreamy eyes
I never knew, I never knew
So take your suitcase, cause I don't mind
And baby doll, I meant it every time
You don't need to compromise
I'm dreaming 'bout those dreamy eyes
I never knew, I never knew
But it's alright...
Everything will be alright
Everything will be alright
Everything will be alright
Everything will be alright
segunda-feira, 7 de junho de 2010
The End's Not Near. It's Here...
Há seis anos, eu entrei por aqueles portões com uma e só ideia na cabeça: não me apegar. Que disparate seria agora criar afectos, para que tudo, de um momento para o outro, possa desaparecer. Eu que já tinha feito um belíssimo trabalho nesse sentido em tempos passados.
Mas desta vez eu - tonta e desprovida de qualquer esperteza - fiz tudo ao contrário: afeiçoei-me. Afeiçoei-me às cadeiras, às mesas, às paredes, ao chão, aos quadros, à minha janela - a terceira a contar da frente -, às flores, às árvores, aos bancos, aos toldos mesmo esburacados, aos muros, ao portão. E às pessoas. Principalmente às pessoas e à mesma rotina.
Dentro daquelas salas, sentada naquelas cadeiras, com os livros dispostos naquelas mesas, a olhar por aquela janela toquei, senti, ri, estupidifiquei, chorei, zanguei-me, percebi, ultrajei-me, distraí-me, sonhei, aprendi, cresci. Fui feliz. Tornei-me quem sou hoje. Porque todo um conjunto de acasos felizes me fez sentar na mesma sala com todos aqueles que hoje fazem parte do meu universo e que me fazem feliz. Dentro daqueles muros, conheci as pessoas mais importantes da minha vida. As suas memórias trago já intrínsecamente comigo, como as folhas dentro de mim do poema do Neruda. A diferença é que já sei há muito tempo que as trago comigo, grata por todos os momentos que passamos juntos nestes últimos anos. Bons e maus. Parvos e estupidamene inteligentes. Hoje sou quem sou, feliz e consciente, porque todos vós me ajudaram a crescer. E por isso, agradeço-vos.
Amanhã é a última vez que vou descer aquela rua, na mesma rotina de há seis anos. Amanhã deixo para trás uma parte de mim e preparo-me para enfrentar outra. Deixo-a com saudades, mas sem olhar para trás: tenho o resto da minha vida à minha espera.
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terça-feira, 1 de junho de 2010
TA DAAAA
Hoje foi a última aula de Educação Física. De sempre. Nunca no resto da minha vida irei ter mais coisas destas. E eu estou bastante alegre e contentinha por esse facto. Nunca mais me apanham de fato treino a correr à volta de um campo.
Hoje fez-se também o último trabalho do secundário. Assim um filmezinho lindo no the Movies para ilustrar o trabalho de um psicológo forense. Mentes Criminosas - Margem Sul - lindo! - starring o Dr Valmet. Vamos ter um 20 à pala disto. Depois, já só faltam mesmo os exames. Mas essa preocupação só começa pa semana. Por enquanto já estou livre para dormir a sesta descansada. Gosto disso.
Amanhã e durante os próximos dias vou fazer muitas das coisas que tenho vindo a fazer neste últimos seis anos pela última vez. Disso já não gosto tanto...
P.S.: As cadeiras! Alguém que pense nas cadeiraaas!
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Eu sei, eu sei
Eu sei que me devia esforçar e que devia estudar e ir bem preparada e que já falta pouco e que agora isto é só mesmo queimar os últimos cartuchos e que duas semanas passam num instante e que a minha vida já está mais ou menos orientada e eu estou bem e eu estou feliz e vai tudo ficar bem no final. Eu sei isso tudo.
Mas sinceramente já não tenho ânimo para mais nada. Parece um bocado como morrer na praia, mas já não tenho paciência para mais nada a não ser sopas e descanso. Mesmo que daqui a menos de um mês haja exames. Por isso, eu sei... eu sei que me devia deixar de mariquices e ir trabalhar à séria. É o que eu vou fazer...
Agora.
domingo, 23 de maio de 2010
A perspectivar o meu Verão...
... e a aperceber-me que o primeiro Verão da maturidade vai ser do caraças.
Muito por culpa disto ter disto e disto e disto e, meu deus, disto .
Mas o Alive que me perdoe - que sim, vamos ser muito muito muito felizes dia 8 de Julho - mas é o dia 18 do Super Bock Super Rock o dono do meu coração.
Por isto...
...e acima de tudo, por isto...
Muito por culpa disto ter disto e disto e disto e, meu deus, disto .
Mas o Alive que me perdoe - que sim, vamos ser muito muito muito felizes dia 8 de Julho - mas é o dia 18 do Super Bock Super Rock o dono do meu coração.
Por isto...
...e acima de tudo, por isto...
Your voice is swallowing my SOUL SOUL SOUL
Your voice is swallowing my SOUL SOUL SOUL
Your voice is swallowing my SOUL SOUL SOUL
Your voice is swallowing my SOUL SOUL SOUL
Your voice is swallowing my SOUL SOUL SOUL SOUL SOUL SOUL SOUL...
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domingo, 16 de maio de 2010
O António Lobo Antunes mostrou-me o que é, de facto, Literatura e mudou a forma como eu a encaro; ensinou-me a ler de verdade a palavra portuguesa, ensinou-me o seu valor, o quanto ela pode significar e o quão bonita ela pode ser e o é, quando usada despretensiosamente na busca de contar a história dos nossos sentimentos.
E eu tentei dizer-lhe isso mesmo. De voz trémula e de coração a saltar agradeci-lhe por me ter mostrado o que era a Literatura e ensinado a ler a Língua Portuguesa.
Ele ouviu e no fim, de sorriso tímido, agradeceu-me. E ofereceu-me um livro. O Segredo de Joe Gould de Joseph Mitchell com prefácio seu.
De coração cheio lá me despedi e apertei-lhe a mão. E com isto já tenho razões para ficar feliz durante as próximas semanas.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Um dia também vai ser assim. Prometo.
"procurou um silêncio limpo como uma folha muito limpa onde pudesse escrever uma frase mais digna e disse, um dia essa saudade vai ser benigna. a lembrança da sua esposa vai trazer-lhe um sorriso aos lábios porque é isso que a saudade faz, constrói uma memória que já não dói e que lhe traz felicidade. a felicidade de ter partilhado consigo um amor incrível que não pode mais fazê-lo sofrer, apenas levá-lo à glória de o ter vivido, de o ter merecido. tenho até inveja de si, senhor silva, porque eu tenho trinta e um anos e estou por aqui solteiro, já não vou a tempo de ter cinquenta anos de uma grande paixão.
esse era o segredo que só o tempo guardava. só o tempo revelaria tal milagre. o tempo, e a sensibilidade de quem via o tempo diante dos olhos a acabar-se a cada dia."
- a máquina de fazer espanhóis
valter hugo mãe
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Casa
E que descobre uma pessoa se acordar às 6 da manhã de um domingo?
Que na RTP está a dar o E.T., o que é sempre agradável de ver enquanto se toma o derradeiro pequeno-almoço das férias, que foram uma ternurinha ternurenta que só visto: passeou-se, adoentou-se (isto é a sorte que eu tenho), ranchou-se, musicou-se, cantou-se, dançou-se, dormiu-se.
Depois vai-se para a estação para que o comboio venha com uma hora de atraso. O que vale é que uma senhora já nos seus 70 e tantos anos mete conversa para dizer que o que se devia fazer era enfiar os professores todos dentro da escola e queimar aquilo tudo. Ia-se escola e iam-se os professores. Outra vez: é um belo de um incentivo para o último período de aulas.
Mas a viagem foi linda - é sempre - e chegar a Lisboa é um regalo. Cada vez mais gosto desta cidade.
Lindo é também andar por aqui a rebolar com três horas de sono em cima, deitar no sofá e entrar naquele estado vegetativo em que não se percebe muito bem se já estamos a dormir ou ainda acordados. Obrigatório é também ir fazer pela vida para o Fórum e sair de lá com uns sapatitos lindos que andava a namorar há imenso tempo e um vestido igualmente adorável para os meus anos - isto se durar até lá, que eu não sei se resisto a vesti-lo antes. C'est absolutament adorable!
Tanta coisa para fazer, uma pedrada absurda de sono em cima e vontade nula de me mexer. E agora há escola. E trabalhos. E testes. E exames.
O bom disto é que o sol já brilha, as flores já floriram e o cartaz do Super Bock Super Rock deste ano está a ficar que é um mimo. Mas agora faltam mais férias. É como diz o outro: "Nenhuma homem precisa mais de férias, do que aquele que acabou de tê-las.", o que é um belo princípio para se adoptar. Qual necessidade de aumentar a produtividade nacional? Um pessoa tem é de ser feliz. Férias, agora e sempre, é o que se precisa.
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sexta-feira, 26 de março de 2010
Pois diz que...
... estamos de férias.
"Ah e tal Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou!!" Pumba, toma lá duas semaninhas sem fazer nada, de papo para o ar e a enfardar amêndoas para aprenderes a não voltar à vida tão cedo. Mas a gente gosta, mesmo que haja trabalho para fazer, é senso comum que não ser feito, que é para depois o stress começar logo na primeira semana de aulas... Mas isso é o menos, porque depois vêm as férias de Verão e os meus anos, essa tão importante data nos nossos calendários, para a qual já só faltam 93 dias.
Mas pronto, diz que estamos de férias e lá vou eu ter de fazer as malas e ir enfiar-me no meio da serra, o que me custa taaaaantoooo, mas taaaanto - ir e ficar para lá a rebolar, cama para a sala, enfardar, ver tv, dormir...
Realmente, isto não se faz a ninguém.
segunda-feira, 8 de março de 2010
A modos que...
... são lindos de morte.
E já só faltam 111 dias para esse dia tão especial que é o da da celebração da minha vinda ao mundo: era tão bonito passa-los enrolada a este Marchesa da Vera Farmiga e com um George Clooney ao lado. Mas se não puder ser... eu contento-me com o vestido. Lindo...
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Não sei se é sonho, se realidade,
Se uma mistura de sonho e vida,
Aquela terra de suavidade
Que na ilha extrema do sul se olvida.
É a que ansiamos. Ali, ali
A vida é jovem e o amor sorri.
Talvez palmares inexistentes,
Áleas longínquas sem poder ser,
Sombra ou sossego dêem aos crentes
De que essa terra se pode ter.
Felizes, nós? Ali, talvez, talvez,
Naquela terra, daquela vez.
Mas já sonhada se desvirtua,
Só de pensá-la cansou pensar;
Sob os palmares, à luz da lua,
Sente-se o frio de haver luar
Ah, nesta terra também, também
O mal não cessa, não dura o bem.
Não é com ilhas do fim do mundo,
Nem com palmares de sonho ou não,
Que cura a alma seu mal profundo,
Que o bem nos entra no coração.
É em nós que é tudo. É ali, ali,
Que a vida é jovem e o amor sorri.
- F. Pessoa
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