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domingo, 31 de janeiro de 2010

I Went To Where The Wilds Things Are...



... and I cried. Na minha mais completa solidão, desertando da companhia parental - como é que o Avatar ainda esgota? -, na minha mais bonita forma de ser, completa com brilhozinhos e pós, chorei quando o Max regressou a casa... Lágrimas de felicidade, de consentimento: porque teremos sempre uma casa para retornar e isso, só por si, é toda a felicidade que precisamos.

Douglas: Will you keep out all the sadness?
Max: I have a sadness-shield that keeps out all the sadness, and it's big enough for all of us.
________________________________________________
Hideaway, well they’ll seat us in the sun,
By the way, know you’ve always been the one,
You’ll ask your reasons why,
What once was yours is mine,
My baby’s gone.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Porque muita coisa muda num ano

Não sou a mesma que era há dois anos atrás: muitas histórias foram escritas neste entretanto. Fui feliz. Estou feliz. Mesmo que do lado de fora não pareça que tenha razões para isso, ando tonta de felicidade, de sorriso nos lábios, pelas ruas a dançar.
Não, não sou a mesma pessoa que era há tempos distantes.
Porque as pessoas não mudam: aprendem, apreendem, conhecem, encontram-se, reencontram-se, crescem.
Porque eu não mudei, mas aprendi, apreendi, conheci, encontrei, reencontrei,
cresci...

"vamos voltar ao princípio, passar a vida a limpo, recomeçar, jogar crapaud ao serão, beber licor de ginja, deixar o caixote do lixo lá fora, num estrépito de palhaço pobre, entre o espanto dos vizinhos e dos gatos, abrir uma lata de caviar e comer lentamente os grãozinhos de chumbo, até que tornados cartuchos de caçadores furtivos, dispararemos um para o outro no fogo-de-artifício de uma explosão final"
- António Lobo Antunes, in Memória de Elefante

Em tempos idos...

"Inocências
É extraordinária a panóplia de diferentes tipos de pessoas que nos rodeiam no nosso dia-a-dia. É igualmente extraordinário observa-las. Aquelas a quem tenho prestado mais atenção são as que entraram este ano para o meu campo de visão nos curtos espaços de tempo que temos de intervalo entre aulas.
Principalmente as raparigas [...].
Passam por mim, numa alegria de quem não tem uma única preocupação no mundo, a não ser este ou aquele rapaz ou esta ou aquela amiga que fez uma qualquer coisa indevida. Saltam (e ainda bem – quem me dera a mim ter razões para me saltar também), gritam, riem, numa inocência há muito perdida nos corações da Humanidade, como se o realmente importante fosse que o amor por aquele João ou Ricardo, André ou Filipe seja recíproco. A mesma inocência que lhes assegura que o futuro vai ser brilhante, exactamente com tudo que foi projectado ou sonhado. Ou talvez ainda nem sequer pensaram nisso: o futuro parece lá tão longe… A mesma inocência que lhes diz – promete - a felicidade.
[...] Estas moças conquistam agora os seus doze, treze anos e eu naquela idade não saltava, não gritava, nem ria com a inocência perfilada agora por elas. Nunca fui muito de inocências, nunca acreditei na veracidade da felicidade eterna, em que todos seremos felizes durante o período da nossa existência. Sempre senti a Humanidade – principalmente a Humanidade – fria e distante. Vivemos nossas vidas, sem realmente as viver: existimos, nada mais. Não vivemos, só cá estamos a passar o tempo, até o tempo nos passar.
Até hoje, a minha crença na Humanidade ainda não foi restaurada, ou melhor, ainda não foi cultivada - não se pode repor algo que nunca existiu -, porém o que sinto agora que a idade avança são raros, escassos momentos de esperança em que, talvez, quem sabe um dia - aparentemente tão distante – acordemos para a vida, aproveitemos o tempo que passa, talvez até viveremos para sempre…
Encontramos o outro ocasionalmente num gesto, num sorriso (mais ou menos bondoso), num olhar. Pode ou não ser para sempre: esse olhar, esse sorriso. Varia. Da nossa disposição e vontade. E isso sabem estes seres que me divirto a observar – às vezes a disposição para gostar do Joaquim não é muita, e mudam para o Manel. Acontece.
Mas a inocência que vejo nestes rostos chateia-me, irrita-me, maça-me. Não pela sua pureza, mas pelo que vem a seguir a ela: o desgosto, a desilusão, a descoberta que o mundo não é às cores, mas nuns tons de cinzento e por mais que queiramos colori-la, não conseguimos: o peso do mundo, o peso da vida parte-nos os lápis (lá se vai o amarelo, o verde, o azul).
Talvez seja por isso que nunca consegui entender a inocência aparente nestes rostos: nunca a senti, nunca a quis sentir. Porquê sentir? Porquê sucumbir a esta inocência que nos martiriza na descoberta da realidade, da verdade?
Pensando bem, talvez seja preferível sucumbir a ela. Pelo menos, durante algum tempo somos como que felizes, inocentes, inócuos, sem pensar em mais nada a não ser: "será que o Rui vai reparar em mim com esta camisola?" (nunca reparam, ou fingem não reparar, como eu já disse os rapazes são criaturas algo básicas). Durante algum tempo somos felizes, pensamos que o mundo está nas nossas mãos, que tudo se resolverá no fim, viveremos como realeza brocada a ouro. O que vier depois virá. Todas as lágrimas de sal que se seguirão, cairão, mas com a satisfação e o contentamento de um dia há muito distante, se viveu na inocência de um mundo colorido, que não este.

14 de Outubro de 2008"

sábado, 9 de janeiro de 2010

Eu devia amar Janeiro

É a ressaca do Natal, o que significa dinheirinho de prendas para gastar; há saldos,  o que é sinónimo de malas, vestidos e sapatos lindos, lindos, lindos de morte à minha espera na Zara, H&M e Pull and Bear.
O problema é que faz frio, o que significa que só vou poder estrear  todas estas coisinhas bonitas lá para a Primavera, quando começar a aquecer e o Sol a brilhar... Não é justo, pois não é não senhor.

Ontem fui feliz a desbaratar na Fnac. Resultado: D'este Viver Aqui Neste Papel Descripto do A. Lobo Antunes, o cd/dvd do David F. e o cd/dvd do J. Buckley, Grace Around the World, além de umas sabrinas cinzentas lindas, lindas, lindas, mas lindas de morte da Pull and Bear, compradas supostamente com o dinheiro que queria guardar para ver se ia a algum concerto bonito antes do Verão (tipo The XX se ainda não tivesse esgotado... vou ali entrar em depressão e já volto). Não, eu não tenho auto-controle absolutament rien quando tenho em minha posse material monetário. E sim, sou eu que digo que o dinheiro era coisa bonita para se abolir...
Hoje fui desbaratar para os saldos. Resultado: coisa pouca... uma saia e uma camisola, igualmente lindas lindas lindas de morte... É impressão minha, ou este ano não há nada de extraordinariamenre interessante em saldos? E aquilo que há, nunca é do meu tamanho... C'est très triste...

Acordei igualmente com uma bruta de uma constipação, cuja única coisa positiva é a minha voz estar mais agradavelmente passível de ser ouvida, não estando nos seus tons estridentes habituais - qualquer dia só os cães me vão conseguir ouvir. Só espero que isto me passe até segunda, que eu não tenho vida para ficar aqui feita tonta doente em casa...
Estou oficialmente a morrer...
Ou isso, ou estou simplesmente ressacada...
Uma das duas...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

In The New Year

Ainda sobre o novo ano...
Vai tudo correr bem: mesmo com uns tantos (muitooooos) obstáculos, a coisa vai-se endireitar e vou fazer de 2010 um ano do caraças.

...
I know that it's true
It's gonna be a good year.
Out of the darkness
And into the fire...
I'll tell you I love you
...





quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Amanhã é o dia.

"Amanhã recomeçarei a vida pelo princípio, serei o adulto sério e responsável que a minha mãe deseja e a minha família aguarda, chegarei a tempo à enfermaria, pontual e grave, pentearei o cabelo para tranquilizar os pacientes, mondarei o meu vocabulário de obscenidades pontiaguadas. Talvez mesmo, meu amor, que compre uma tapeçaria de tigres como a do Senhor Ferreira: podes achar idiota mas preciso de qualquer coisa que me ajude a existir."

António Lobo Antunes, Memória de Elefante

Vou-me e só volto em 2010.  2009 foi um bom ano, um dos melhores.
Fui feliz: diverti-me com coisas parvas e diverti-me com outras extremamente intelectuais, piadas cheias de referências culturais, próprias de gentes de Humanidades.
Houve quem entrasse, houve quem nunca havia saído, houve quem voltasse para se ir outra vez e houve quem voltasse para permanecer e ficar de vez.
Aprendi sobre mim, aprendi sobre o mundo...
Houve boa música, bons filmes e belissimos livros.
Foi um bom ano, 2009.
E mesmo que o acabe com o coração no fundo do poço, volto-me para 2010 com ele limpo e de mente consciente.
2010 vai ser O ano. Se 2009 foi bom, vou fazer de 2010 o melhor. E começa já amanhã, que eu sou moça de resoluções rápidas...

Amanhã é o dia.

domingo, 20 de dezembro de 2009

E um Feliz Natal!

Chego e tenho isto na caixa do correio. Se dúvidas ainda houvessem, entre vós descrentes, do quão ele me faz feliz , dúvidas essas que se dissipem...
Um Feliz Natal também para ti, David! E para vós, pois está claro...




Agora, falta seguir o conselho e dar algo especial a alguém especial...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

FÉRIAS

Estou exausta. Tão e demasiado cansada que nem celebrar o princípio das férias consigo.
Mas alguma alma iluminada lembrou-se de ligar as luzes da árvore de Natal: já estou mais contentinha...

domingo, 13 de dezembro de 2009

Não há muita gente...

...que me faça verdadeiramente feliz: mas o David é um dos poucos capaz de tal façanha. Uma ternurinha que me consegue por a sorrir durante horas só porque me disse olá e se riu quando eu, muito pouco convincentemente, lhe disse que Almada não era um mau sitio para viver.
Ele enternece-me como poucos o fazem, só por isto, não há nada a fazer...

...
You pull me close
And whisper softly
How much you love me
And I'll hold you right back
...



Mas este fim-de-semana  não se fez só de David: houve também disto:

The Legendary Tiger Man - muito bom e muito bonito...





segunda-feira, 23 de novembro de 2009

"Onde a mulher teve um amor feliz é a sua terra natal."
- António Lobo Antunes


Acho que é por isso que nunca me senti verdadeiramente em casa, em parte alguma...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Faz dois meses...

... que fui imensamente feliz no Restelo.




Por isto e muito mais...



...
You've got a nerve to be asking a favor 
You've got a nerve to be calling my number
I'm sure we've been through this before

Can't you hear me
I'm beating on your wall
Can't you see me
I'm pounding on your door
... 

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

OASIS ARE LIFE

Não quero escrever palavras bonitas, histórias engraçadas sobre como e quando conheci os OASIS, nem quero alongar-me em floreados e doçuras sobre o quanto os OASIS significam para mim e tudo aquilo que vivi com eles. Não quero nem vou. Pura e simplesmente, porque eles não acabaram, é tudo um mau momento. Chamem-lhe estado de negação, chamem-lhe o que quiserem, mas os OASIS não podem acabar, tão simples quanto isso...
Portanto vou deixar tudo isso para quanto eles deixarem de me inspirar, para quanto eles se deixarem de inspirar a eles próprios. Não agora, não assim...

Se eles acabarem, acaba também uma parte de mim, despedaça-se e perde-se para sempre, portanto deixem-me estar assim inteirinha, que é como eu gosto de estar...
Está tudo bem... é só um mau momento.

Eles são música, eles são génio, eles são VIDA...

So, THANK YOU FOR THE GOOD TIMES! E obrigado por aqueles que, certamente, virão. Foram 18 anos de OASIS que passaram e mais 18 que seguirão...

E obrigado por um dos momentos mais felizes da minha existência



OASIS FOR LIFE
OASIS ARE LIFE


You & I Are Gonna Live Forever

Lord, Don't Slow me Down...