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segunda-feira, 19 de março de 2012

É que mete raiva!

Se há coisa para a qual eu não tenho paciência é putos universitários a fazer barulho como se fossem putos de secundário. Caso não tenham percebido: eu não gosto de putos de secundário; nem de miudinhas de secundário e isto é especialmente mau agora com a exposição do Pessoa na Gulbenkian (ide visitar que é bué baril) e os autocarros de miudinhos do 12º ano em excursão para a visitar. Aliás, nos jardins da Gulbenkian é vê-los (e a outros miudinhos igualmente irritantes) saltitar por entre as árvores como se não existissem caminhos (mas ya, partir o bambu e atazanar os patos no seu meio aquático é bué da fixe).
Mas retomando: putos universitários com a mania que ainda estão no secundário, achando por bem fazer barulho numa aula, ao ponto de perturbar o seu funcionamento. Odeio. Odeio mesmo. É toda uma raiva contra esta espécie. E como a há! Oh, é vê-los terem side conversations durante a puta da aula TODA. Perceberia-se noutro contexto, como (lá está) no secundário onde as faltas ainda contam para chumbar e coisas e traquitanas. Agora, será que numa aula de ensino superior há mesmo a necessidade de lá porem os pés para isto? Há mesmo? A sério? De verdade?
Foda-se.
Irrita para c******.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Histórias de vizinhança, parte II

Os meus vizinhos da frente - sim, os mesmos que põem os miúdos a gritar às dez da manhã aos fins-de-semana no quarto que faz paredes meias com o meu - ainda não tiraram o enfeite de Natal da porta... Ora, é dia 17: já passados 11 dias do dia de Reis e uns 23 dias desde o Natal propriamente dito aquilo ainda está pendurado. Um bocadinho de mais, não?

Esta recente "espéciezinha" que estou a criar pelos meus vizinhos - muito prestáveis quando não sei muito bem como encravei a fechadura de casa com a chave lá dentro às 11 e tal da noite, estando nessa altura sozinha em casa - está a ser acalentada igualmente pelo "dom", o "génio", o "talento" que os putos têm para tocar flauta. Fui brindada por um pequeno "concerto" um dia destes de manhã cedo, quando estava a tentar dormir, acordada pela chinfrineira - perdão - pelas tonalidades sublimes daquele instrumento de sopro. É que eles nem estavam a fazer nenhuma nota! E eu sei, que eu tocava muito bem flauta de bisel na escola! Era mesmo aquele gritinho agudo que nos viaja pelas ondas sonoras e atravessa paredes até ao nosso quarto. A princípio ainda pensei que era o meu irmão, que se lhe tinha dado para aquilo àquela hora e ainda me levantei para lhe dar um berro, mas depois percebi que eram mesmo o raio dos putos do lado. 
Mas o que é isto? 

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

2010 em Tópicos

  • fiz-me à vida;
  • acho que disse as palavras mais bonitas que alguma vez disse a alguém e não me arrependi;
  • acho que também ouvi das palavras mais bonitas que alguma vez alguém me disse;
  • sorri muito;
  • ri muito, assim mesmo às gargalhadas;
  • ouvi o "não" mais doloroso da minha vida;
  • descobri uma nova forma de ter o coração esfrangalhado;
  • senti toda a tristeza que um coração esfrangalhado provoca;
  • sobrevivi a um coração esfrangalhado (palmas para mim);
  • usei e abusei do ombro do André;
  • usei e abusei da boa vontade do André, meu toblerone de chocolate e mel;
  • descobri em pessoas que sempre estiveram lá amizades fortes e inesperadas;
  • Porto;
  • acabei o secundário com uma média mais ou menos decente;
  • consegui arranjar maneira de ir para a rua pela primeira vez em 12 anos a meros 4 meses de acabar o secundário;
  • Alive!'10;
  • entrei para o curso que queria na faculade que queria;
  • fui praxada e gostei;
  • amigos foram e amigos regressaram para não sair mais;
  • amigos fiz;
  • continuo pessimista mas lá no fundo agora sei que se eu quiser vai tudo correr bem;
  • aprendi a relativizar;
  • sobrevivi a HTEP (!);
  • arranjei maneira de ter uma nota decente na primeira frequência de HTEP mesmo tendo um concerto na véspera;
  • pensei em dedicar-me à medicidade;
  • TheWalkmen e a epicidade do Lisbon em Lisboa;
  • cresci;
  • recebi mensagens que me fizeram sorrir;
  • recebi mensagens inesperadas;
  • despedi-me de 6 anos da mesma rotina diária para começar uma nova;
  • disse adeus ao sítio onde fui tão feliz;
  • cortei o cabelo mais curto;
  • Alentejo;
  • muitas viagens entre Lisboa e Castelo Branco;
  • dancei tanto sob a influência como sóbria;
  • descobri os encantos do gin tónico (bom bom bom);
  • descobri os encantos da sangria;
  • atingi a maioridade;
  • recensei-me;
  • participei em workshops de escrita criativa com escritores um tanto ou quanto "únicos";
  • até que escrevi textos bonitos;
  • escrevi textos lamechas ("mas oh Manel estamos na cozinha e a aparelhagem está na sala, como é que tu queres dançar?!");
  • conheci o António Lobo Antunes e disse-lhe o quão importante ele era para mim;
  • apertei a mão ao António Lobo Antunes;
  • li livros extraordinários;
  • comecei a ler livros integralmente em inglês;
  • comecei a levantar-me às 6 da manhã para atravessar o rio e ter aulas às 8;
  • aprendi muito sobre as continuidades e rupturas da configuração da Administração Central e Periférica;
  • cheguei a pensar que Economia nem é assim tão má;
  • revoltei-me;
  • vi bons filmes (Where the Wild Things Are ♥);
  • chorei com bons filmes (Where the Wild Things Are ♥);
  • Verão em Albufeira;
  • panquecas para o pequeno-almoço de regresso;
  • American Diner;
  • praia e piscina;
  • chorei no último episódio do Tonight Show with Conan O'Brien;
  • e sim, passei a odiar mesmo o Jay Leno;
  • dei pulos de alegria quando soube que o Conan ia voltar;
  • não gostei quando o Saramago morreu;
  • não gostei que o Cavaco tenha ficado nos Açores em vez de ter posto os pés nas cerimonias funebres do Saramago;
  • nunca trabalhei tanto como neste ultimos 3 meses;
  • nunca estudei tanto como nestes ultimos 3 meses;
  • arranjei maneira de ter uma nota decente no exame de História;
  • revoltei-me com a correcção do meu exame de Português (correctores agarrados de primeira);
  • fiz parte do Conselho Pedagógico da minha escola, porque aparentemente eu sou bué responsável;
  • Parlamento dos Jovens;
  • fiz campanha com um megafone nas mãos a tocar o We Will Rock You;
  • mesmo com os rebuçados (bons, que eram flocos de neve) perdi as eleições;
  • tive um encontro com um senhor muito estranho num café no Montijo aquando a sessão distrital do Parlamento dos Jovens (o senhor não gostou dos meus collants verdes: true story);
  • conheci deputados (comunistas, mas mesmo assim...);
  • trabalhei num jornal de parede e odiei;
  • descobri que não nasci para ser jornalista (eu já sabia, mas assim tive a certeza);
  • chorei (muito) com o video que nós fizemos para o jantar na fragata;
  • passei a ter medo de mulheres com cabelos brancos (podem ser a stora de AP a pedir para tratarmos do editorial);
  • aprendi que dizer o que penso não é mau;
  • aprendi que dizer o que sinto é saudavel e não tem consequências tão nefastas como eu esperava;
  • aprendi que fazer o que quero e realmente me apetece é muito bom;
  • aprendi que viver com medo de dizer e fazer o que me está no coração não é viver;
  • mas acima de tudo, consegui cumprir a resolução de ano novo e fazer de 2010 um ano do caraças.
E olhando para isto tudo, 2010 foi um bom ano. Muito bom. Mesmo que o meu coração tenha sofrido tanto e tão profundamente tal como nunca havia antes.
2010 foi um ano em que cresci muito e crescer quase nunca é sinónimo de felicidade. Mas apesar de tudo isto, levo deste ano um coração cheio de alegrias, já bem recomposto e num lugar melhor que há um ano atrás.
Portanto meus amigos, façam da vossa vida aquilo que querem que ela seja, porque somos os únicos capazes de fazer de cada dia o melhor de sempre. Que a passagem de 2010 para 2011 traga um novo folêgo e uma nova energia para fazerem tudo aquilo que sonham.
Este vai ser O ano, sim?

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O mais dificil é começar

A parte mais dificíl de escrever um texto, qualquer texto, é começar. Saber o que dizer nas primeiras linhas, quais vão ser as primeiras palavras, como começar...
Eu neste momento devia estar a escrever a primeira das recensões de HRIP que, aliás, já devia estar feita há que tempos. Mas adiei. E agora que tenho mesmo de a fazer, porque o prazo de entrega está próximo e ainda tenho de fazer a segunda recensão e tenho de estudar e fazer outros trabalhos. Portanto, era mesmo muito fixe que eu a conseguisse fazer hoje ou pelo menos começa-la. Mas não sei como. Por isso desmotivei e agora não me apetece nada fazer coisa alguma.
Mas o início é o mais complicado, depois as palavras começam a fluir. Até ao momento em que param outra vez e depois são mais duas horas até que consigo recomeçar o texto. E isto é veridico, já cronometrei e tudo. Desde que comecei a ter de escrever para a escola, fazer trabalhos, textos, que demoro imenso tempo a concluir o texto mais simples. É algo crónico, parece-me, há doze anos que é assim.
E tenho agora a recensão para fazer e não me apetece nada: desmotivei porque não sei como começar e o começo é o mais importante, é o que vai determinar como o resto do texto vai correr. São aquelas palavras iniciais que decidem tudo. É a primeira impressão. E as primeiras impressões são tudo.
Também acontece lembrar-me de frases incriveis e ter ideias extraordinárias para os textos sempre nas alturas mais inoportunas: no banho, por exemplo, acontece muito, à hora do jantar, na cama a tentar adormecer. É terrivel.
Eu devia, portanto, estar a escrever uma recensão critica sobre um capitulo de um livro sobre a entrada de Portugal na I Guerra Mundial, e o excerto é bom, fui eu que o escolhi, mas não consigo, porque não sei como começar. Pelo autor? Pelo contexto histórico? Da guerra ou de Portugal? Se calhar começo como o Cobain naquela música: I'll start this off without any words... Faço um momento de silêncio pelas vitimas da grande guerra. Ou então deixo isto de lado e vou ler, vou ler a Emma que agora começou a fazer o retrato da Harriet. Ou então vou ver o CSI. Ou então fico aqui no escuro a ouvir o Johnny Cash, que me apetece. Ou então continuo com a página do Word à frente, a sentir-me culpada por ter de estar a preencher a página em branco com caracteres e ela permanecer inalterada.
De qualquer das formas, vou continuar com frio, porque o meu quarto agora tem a mania que é dos pólos e eu uma foca que aguenta as temperaturas negativas.
É que tem estado frescote, não tem? Pois...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Frases que ficam da aula anterior ao teste de Estatística

"A sério, a frequência não está feita com intenções de vos lixar."
Pois...

Para terem noção do desespero, eu era capaz, juro pela Virgem Santissíma e o menino Jesus, de fazer o malogrado vaivém - sim, aquela coisa linda que faziamos nas aulas de Física para testar a resistência ao som da voz da mulherzinha e daqueles bips e música tecno de uma cave dos anos 80 - numa manhã fria de Dezembro, logo ali às 8.30 da manhã, se isso significa-se não ter de fazer o teste. Ou vá, ter uma nota decente. Juro. A sério que sim.

Mas qual é a puta (perdão), o interesse (apenas interesse sem nenhum nome menos bonito antes) e relevância de saber a correlação entre variáveis, se elas são independentes ou não através da p*** (perdão), através do teste do qui quadrado para a minha subsistência?
Exacto...
A sério, estava disposta a fazer o vaivém...

domingo, 7 de novembro de 2010

E uma saudade descomunal...

....daquela imprevisibilidade dos dias, do não saber o que iria acontecer, mas mesmo assim ser bom, daquelas gentes tão nossas e de quem tão profundamente gostavamos de ver todos os dias. Da cumplicidade de sempre. De me sentir segura com eles. De esperem por mim.
Tenho saudades daquele passado de há meses e que parece que durou tão pouco, mas tão bom. Apetece-me abraça-lo e nunca mais largar. Parar o tempo e permanecer naquele eterno.
Em que a vida era boa, e fácil, eu sem dar conta disso, era feliz, mas sabendo que nunca nada se compararia a isto.
Que saudades, meu deus... de tudo e de todos vós...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Os resultados já estão. Agora faltam as candidaturas.

Uma razia. Uma miséria. Português foi o que se viu. Só sei que quem corrigiu os nossos exames foi um agarrado de primeira.  
Mas vá, não foi assim tão mau. Mas podia ter sido melhor, até porque vendo a prova, eu só tenho erros parvos. Tipo erros de pontução. Mas erros de pontuação que não são erros. É estilo. Eu neste longoooooos anos em que sei escrever - e já são uns 12, já não sou propriamente amadora nestas andanças - adoptei uma certo estilo de escrita, que passa muito pelos dois pontos e os travessões. E pela quase inexistência de pontos de exclamação. Odeio pontos de exclamação. Acho-os de uma condescendência extraordinária. E parvos.
Ora a bem ver: é estilo. Mas gente de mente fechada - se fosse o Saramago a escrever assim no exame? Uh? - não compreende e  põe la o tracinho em baixo. E não é de modas e desconta uns quantos valores. Vai-se a ver e ficamos nos 145. Isto arredondado dá quinze e baixa-me uma valor à nota final. Uma tristeza.

Então, uma pessoa vira-se para o outro lado e aquele que se lhe afigurava ser o maior desastre de todos os tempos acaba por ser aquele que lhe aquece o coração: História. E uma nota decente. Um mimo.

Agora é tempo de tratar da minha vida e tão e somente começar a planear o resto da minha vida. Ou então só os próximos três anos.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

As coisas que eu já vi hoje... e ainda só são duas da tarde

Haverá coisa mais bonita e ternurenta que um casamento? Pois também me quer parecer que não. Ainda mais se for assim no Registo Civil... de Almada. Ali naquele terraço lindo, com uma vista deslumbrante sobre a praça da Liberdade, a fonte, o metro, os prédios. Abençoada seja a República e os ideais daqueles que a implantaram, e o romantismo imenso que deram à sagração do matrimónio pelo civil. 
Também quero uma coisa assim quando chegar o meu dia: se me estás a ler, meu futuro cônjuge, pobre alma completamente tonta e temporariamente insana certamente, já sabes... Registo civil de Almada.
É que eu não consigo imaginar sítio mais estupidamente romântico e bonito para uma pessoa dar o nó, prometer o resto da vida em juras de amor eterno. Qual Sé de Lisboa, qual altar secundário da Sé de Castelo Branco, qual Igreja de S. João Latrão em Roma! Ali mesmo. Lindo, lindo que só ele.

Fiquei tocada com o enlace, confesso. O nervosismo do noivo, o vestido rosa da noiva que lhe ficava pelos tornozelos, as crianças assim todas aprumadinhas a correrem de um lado para o outro. Nem me apeteceu pensar cá para mim que daqui a dois anos estavam ali naquele mesmo lugar para tirar a senha para o divórcio. Tudo muito lindo, muito romântico...
Até deu para esquecer que uma pessoa estava ali a definhar à quase duas horas para ir levantar o raio do cartão do cidadão daquele pingo de gente que se diz meu irmão.

Mas eles lá foram para o copo de água, e uma pessoa ali ficou, até que finalmente a fila começou a andar outra vez e uma pessoa lá se despachou, para ir à escola que outrora foi sua lá para o seu 5º e 6º ano. Mas quando lá chegou: nada...
E apercebi-me que não tenho memórias significativas daquele lugar. Nada. Nem uma ponta de saudade se levantou, nem um pingo de emoção. Nada. A escola continua parva: os cortinados são os mesmos, as mesas, os bancos, os campos para a Educação Física, só que agora parece tudo muito mais pequeno. Mas sem cor. Sem lembranças... O que é triste. Mas pronto, ficamos assim.

Agora a ver se vou ver o jogo do Brasil-Holanda e tentar não adormecer estupidamente à frente da televisão.

terça-feira, 22 de junho de 2010

É fodido quando pensamos que demos o nosso melhor, tudo o que em nós havia naquela hora para dar, e começamos a perceber que se calhar o nosso melhor não é bom o suficiente.

Nous verrons daqui a duas semanas...

Dois já estão. Agora falta os resultados.

Eiiiiish que a imaginação daquela gente que é paga para andar o ano todo a elaborar exames é tãoo fértil como um beco lamacento a quem alguém deitou sal.
Cenário de diálogo: "Ah e tal diz que este ano é o centenário da República, havemos de falar de quê no exame de História, para o qual aqueles desgraçados estudaram os três volumes lindos lindos lindos que só eles para sairem umas míseras sete perguntas? " Ao que outra alma iluminada responde: "Eh pah, temos de inovar! Fazer algo de que ninguém está à espera. Tipo sei lá, a Primeira República!!! Ninguém vai pensar que, ainda por cima em ano de centenário, vamos falar da Primeira República!!!" ; "Eh pah tu és um génio! É isso mesmo!"
E pronto, exame feito. Põe-se para lá uns outros mais documentos sobre as relações internacionais durante o período da Guerra Fria no grupo II e marcha que já se faz tarde.
Mas pronto, é como o outro: a modos que sou capaz de tirar uma nota decente... Ou não. Veremos. Ainda falta para sairem os resultados. Primeiro ainda há essa data tãaaoo querida e tãaaooo especial que é a celebração da vinda desta ternurinha ternurenta ao mundo, o Alentejo e o Alive!, e uma eventual ida à terra, que eu não sou moça para brincadeiras.   

Porque reparem: estamos de férias!
E que vontade enorme se me assolou de beber um mocca frappucino no fim do exame! E de ir desbaratar dinheiro em roupa - já resolvi o problema da camisola para a noite de 26 (muuuahahahahah)! 
Mas giro giro era abrirem-me ali um Starbucks na esquina, que isto de andar a ir ao Forúm para se me encher as veias de cafeína e descobrir que o rapazinho fofinho voltou e que agora está lá outro ainda mais fofinho não dá com nada.  

Mas denotem: c'est finit!  Já posso retornar àquela, assim lhe chama a Jessica, "triste vida em frente ao computador, naquelas noitadas a ouvir música e a descobrir banalidades completamente parvas". Mas que sabem tão bem.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Um já está. Falta História.

Camões. Lusíadas... 'Tá bem, ficamos assim...  pois que não foi assim tão complicado. Sou capaz de tirar uma nota decente.
E que vontade imensa se me deu para ir à Caparica comer um gelado, como recompensa pelo trabalho árduo.

Agora, é desaparecer nos próximos dias e emergir-me em História.
Porque é só do meu futuro que se está a falar...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Estou lixada*

Nos exames de Português, há sempre uma pergunta no grupo I que me lixa. Sempre. Respondo sempre ao lado, não percebo o que eles pedem.
Por causa disso, daquela cena da correspondência do quadro, da gramática e da estupidez do limite de palavras estou lixada.

F***-se!

_____________________
*Para não dizer outra coisa...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

The End's Not Near. It's Here...

Há seis anos, eu entrei por aqueles portões com uma e só ideia na cabeça: não me apegar. Que disparate seria agora criar afectos, para que tudo, de um momento para o outro, possa desaparecer. Eu que já tinha feito um belíssimo trabalho nesse sentido em tempos passados.
Mas desta vez eu - tonta e desprovida de qualquer esperteza - fiz tudo ao contrário: afeiçoei-me. Afeiçoei-me às cadeiras, às mesas, às paredes, ao chão, aos quadros, à minha janela - a terceira a contar da frente -, às flores, às árvores, aos bancos, aos toldos mesmo esburacados, aos muros, ao portão. E às pessoas. Principalmente às pessoas e à mesma rotina.

Dentro daquelas salas, sentada naquelas cadeiras, com os livros dispostos naquelas mesas, a olhar por aquela janela toquei, senti, ri, estupidifiquei, chorei, zanguei-me, percebi, ultrajei-me, distraí-me, sonhei, aprendi, cresci. Fui feliz. Tornei-me quem sou hoje. Porque todo um conjunto de acasos felizes me fez sentar na mesma sala com todos aqueles que hoje fazem parte do meu universo e que me fazem feliz. Dentro daqueles muros, conheci as pessoas mais importantes da minha vida. As suas memórias trago já intrínsecamente comigo, como as folhas dentro de mim do poema do Neruda. A diferença é que já sei há muito tempo que as trago comigo, grata por todos os momentos que passamos juntos nestes últimos anos. Bons e maus. Parvos e estupidamene inteligentes. Hoje sou quem sou, feliz e consciente, porque todos vós me ajudaram a crescer. E por isso, agradeço-vos. 

Amanhã é a última vez que vou descer aquela rua, na mesma rotina de há seis anos. Amanhã deixo para trás uma parte de mim e preparo-me para enfrentar outra. Deixo-a com saudades, mas sem olhar para trás: tenho o resto da minha vida à minha espera.

terça-feira, 1 de junho de 2010

TA DAAAA

Hoje foi a última aula de Educação Física. De sempre. Nunca no resto da minha vida irei ter mais coisas destas. E eu estou bastante alegre e contentinha por esse facto. Nunca mais me apanham de fato treino a correr à volta de um campo.
Hoje fez-se também o último trabalho do secundário. Assim um filmezinho lindo no the Movies para ilustrar o trabalho de um psicológo forense. Mentes Criminosas - Margem Sul - lindo! - starring o Dr Valmet. Vamos ter um 20 à pala disto. Depois, já só faltam mesmo os exames. Mas essa preocupação só começa pa semana. Por enquanto já estou livre para dormir a sesta descansada. Gosto disso.

Amanhã e durante os próximos dias vou fazer muitas das coisas que tenho vindo a fazer neste últimos seis anos pela última vez. Disso já não gosto tanto...


P.S.: As cadeiras! Alguém que pense nas cadeiraaas!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

TAA DAAAAAA

Já está. Já passou. Já foi. Agora já nada de grande relevo depende de mim. Agora é só acertar as palhas. Agora basta subsistir e sobreviver.

Agora vou-me dedicar ao pudim e à gelatina... Literalmente.

Eu sei, eu sei

Eu sei que me devia esforçar e que devia estudar e ir bem preparada e que já falta pouco e que agora isto é só mesmo queimar os últimos cartuchos e que duas semanas passam num instante e que a minha vida já está mais ou menos orientada e eu estou bem e eu estou feliz e vai tudo ficar bem no final. Eu sei isso tudo.
Mas sinceramente já não tenho ânimo para mais nada. Parece um bocado como morrer na praia, mas já não tenho paciência para mais nada a não ser sopas e descanso.  Mesmo que daqui a menos de um mês haja exames. Por isso, eu sei... eu sei que me devia deixar de mariquices e ir trabalhar à séria.  É o que eu vou fazer...

Agora.

domingo, 18 de abril de 2010

Por cada parágrafo que escrevo...

...faço uma pausa de duas horas.
Porque há coisas que em 12 anos de escola nunca mudam, e muito provavelmente nunca irão mudar...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Casa

E que descobre uma pessoa se acordar às 6 da manhã de um domingo?
Que na RTP está a dar o E.T., o que é sempre agradável de ver enquanto se toma  o derradeiro pequeno-almoço das férias, que foram uma ternurinha ternurenta que só visto: passeou-se, adoentou-se (isto é a sorte que eu tenho), ranchou-se, musicou-se, cantou-se, dançou-se, dormiu-se.
Depois vai-se para a estação para que o comboio venha com uma hora de atraso. O que vale é que uma senhora já nos seus 70 e tantos anos mete conversa para dizer que o que se devia fazer era enfiar os professores todos dentro da escola e queimar aquilo tudo. Ia-se escola e iam-se os professores. Outra vez: é um belo de um incentivo para o último período de aulas.
Mas a viagem foi linda - é sempre - e chegar a Lisboa é um regalo. Cada vez mais gosto desta cidade.
Lindo é também andar por aqui a rebolar com três horas de sono em cima, deitar no sofá e entrar naquele estado vegetativo em que não se percebe muito bem se já estamos a dormir ou ainda acordados.  Obrigatório é também ir fazer pela vida para o Fórum e sair de lá com uns sapatitos lindos que andava a namorar há imenso tempo e um vestido igualmente adorável para os meus anos - isto se durar até lá, que eu não sei se resisto a vesti-lo antes. C'est absolutament adorable!  

Tanta coisa para fazer, uma pedrada absurda de sono em cima e vontade nula de me mexer. E agora há escola. E trabalhos. E testes. E exames.
O bom disto é que o sol já brilha, as flores já floriram e o cartaz do Super Bock Super Rock deste ano está a ficar que é um mimo. Mas agora faltam mais férias. É como diz o outro: "Nenhuma homem precisa mais de férias, do que aquele que acabou de tê-las.", o que é um belo princípio para se adoptar. Qual necessidade de aumentar a produtividade nacional? Um pessoa tem é de ser feliz. Férias, agora e sempre, é o que se precisa.


quinta-feira, 4 de março de 2010

Absurdo

O voto é um do principais direitos democráticos, além de ser uma das formas de participação política por excelência (não é a única, mas uma das mais comuns e relativamente acessiveis).
E por essa razão, a minha indignação é tão grande quando propostas de reduzir propinas a alunos que demonstrem uma maior propensão para terem uma consciência cívica e que votem nas eleições escolares surgem. Simplesmente, porque é absolutamente absurdo. 
O voto é um direito e um dever numa sociedade democrática, logo não deverá envolver contrapartidas de qualquer tipo: mas mesmo de qualquer tipo. E ponto final.
A recompensa do voto deverá ser precisamente o voto em si: o facto de se contribuir, de se participar, de se ser útil à sociedade. E o resto é conversa.
Tirar partido de questões monetárias para se reduzir a abstenção não resolve o problema, mas antes conjura outro: o tipo de cidadãos que se estariam a criar. Que tipo de cidadão será aquele que vai exercer o seu direito ao voto, por receber compensações? Que espécie de consciência democrática e cívica irá ter? Que valores lhe serão incutidos?

Só o facto de serem precisas manobras deste tipo para fazer com que as pessoas participem na vida política é, no mínimo, lamentável...
E sim, estou extremamente indignada...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Em tempos idos...

"Inocências
É extraordinária a panóplia de diferentes tipos de pessoas que nos rodeiam no nosso dia-a-dia. É igualmente extraordinário observa-las. Aquelas a quem tenho prestado mais atenção são as que entraram este ano para o meu campo de visão nos curtos espaços de tempo que temos de intervalo entre aulas.
Principalmente as raparigas [...].
Passam por mim, numa alegria de quem não tem uma única preocupação no mundo, a não ser este ou aquele rapaz ou esta ou aquela amiga que fez uma qualquer coisa indevida. Saltam (e ainda bem – quem me dera a mim ter razões para me saltar também), gritam, riem, numa inocência há muito perdida nos corações da Humanidade, como se o realmente importante fosse que o amor por aquele João ou Ricardo, André ou Filipe seja recíproco. A mesma inocência que lhes assegura que o futuro vai ser brilhante, exactamente com tudo que foi projectado ou sonhado. Ou talvez ainda nem sequer pensaram nisso: o futuro parece lá tão longe… A mesma inocência que lhes diz – promete - a felicidade.
[...] Estas moças conquistam agora os seus doze, treze anos e eu naquela idade não saltava, não gritava, nem ria com a inocência perfilada agora por elas. Nunca fui muito de inocências, nunca acreditei na veracidade da felicidade eterna, em que todos seremos felizes durante o período da nossa existência. Sempre senti a Humanidade – principalmente a Humanidade – fria e distante. Vivemos nossas vidas, sem realmente as viver: existimos, nada mais. Não vivemos, só cá estamos a passar o tempo, até o tempo nos passar.
Até hoje, a minha crença na Humanidade ainda não foi restaurada, ou melhor, ainda não foi cultivada - não se pode repor algo que nunca existiu -, porém o que sinto agora que a idade avança são raros, escassos momentos de esperança em que, talvez, quem sabe um dia - aparentemente tão distante – acordemos para a vida, aproveitemos o tempo que passa, talvez até viveremos para sempre…
Encontramos o outro ocasionalmente num gesto, num sorriso (mais ou menos bondoso), num olhar. Pode ou não ser para sempre: esse olhar, esse sorriso. Varia. Da nossa disposição e vontade. E isso sabem estes seres que me divirto a observar – às vezes a disposição para gostar do Joaquim não é muita, e mudam para o Manel. Acontece.
Mas a inocência que vejo nestes rostos chateia-me, irrita-me, maça-me. Não pela sua pureza, mas pelo que vem a seguir a ela: o desgosto, a desilusão, a descoberta que o mundo não é às cores, mas nuns tons de cinzento e por mais que queiramos colori-la, não conseguimos: o peso do mundo, o peso da vida parte-nos os lápis (lá se vai o amarelo, o verde, o azul).
Talvez seja por isso que nunca consegui entender a inocência aparente nestes rostos: nunca a senti, nunca a quis sentir. Porquê sentir? Porquê sucumbir a esta inocência que nos martiriza na descoberta da realidade, da verdade?
Pensando bem, talvez seja preferível sucumbir a ela. Pelo menos, durante algum tempo somos como que felizes, inocentes, inócuos, sem pensar em mais nada a não ser: "será que o Rui vai reparar em mim com esta camisola?" (nunca reparam, ou fingem não reparar, como eu já disse os rapazes são criaturas algo básicas). Durante algum tempo somos felizes, pensamos que o mundo está nas nossas mãos, que tudo se resolverá no fim, viveremos como realeza brocada a ouro. O que vier depois virá. Todas as lágrimas de sal que se seguirão, cairão, mas com a satisfação e o contentamento de um dia há muito distante, se viveu na inocência de um mundo colorido, que não este.

14 de Outubro de 2008"