"A nossa vida é toda ela feita de acasos. Mas é o que em nós há de necessário que lhes há-de dar um sentido." - Vergílio Ferreira
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segunda-feira, 16 de setembro de 2013
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
domingo, 16 de setembro de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
E é claro: possivelmente o meu poema preferido do O'Neill
Nos teus olhos altamente perigosos
vigora ainda o mais rigoroso amor
a luz dos ombros pura e a sombra
duma angústia já purificada
Não, tu não podias ficar presa comigo
à roda em que apodreço
apodrecemos
a esta pata ensanguentada que vacila
quase medita
e avança mugindo pelo túnel
de uma velha dor
Não podias ficar nesta cadeira
onde passo o dia burocrático
o dia-a-dia da miséria
que sobe aos olhos vem às mãos
aos sorrisos
ao amor mal soletrado
à estupidez ao desespero sem boca
ao medo perfilado
à alegria sonâmbula à vírgula maníaca
do modo funcionário de viver
Não podias ficar nesta casa comigo
em trânsito mortal até ao dia sórdido
canino
policial
até ao dia que não vem da promessa
puríssima da madrugada
mas da miséria de uma noite gerada
por um dia igual
Não podias ficar presa comigo
à pequena dor que cada um de nós
traz docemente pela mão
a esta pequena dor à portuguesa
tão mansa quase vegetal
Mas tu não mereces esta cidade não mereces
esta roda de náusea em que giramos
até à idiotia
esta pequena morte
e o seu minucioso e porco ritual
esta nossa razão absurda de ser
Não, tu és da cidade aventureira
da cidade onde o amor encontra as suas ruas
e o cemitério ardente
da sua morte
tu és da cidade onde vives por um fio
de puro acaso
onde morres ou vives não de asfixia
mas às mãos de uma aventura de um comércio puro
sem a moeda falsa do bem e do mal
Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente
tropeço de ternura
por ti
- Alexandre O'Neill
Diz que ontem foi o Dia Internacional da Floresta
E eu já plantei umas duas árvores nesta minha vida, tudo na secundário.
O saldo é já bastante satisfatório.
Sou uma pessoa muito pró-activa.
O saldo é já bastante satisfatório.
Sou uma pessoa muito pró-activa.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
O momento sebastianista de Diana Catarina
Era uma manhã encoberta.
Enfrentava os suaves cristais de chuva sustentados no ar à sua volta e envolta por essas gotículas húmidas fustigando-a, atravessava o descampado. A viagem de todos os dias pintada de cinzento, o céu num tom quase branco quase iluminado pelos raios de sol triunfantes na conquista à barreira de uma intenção cristalina.
"Raios, está frio!" pensava.
Sim, o frio. Esse príncipe de Inverno atravessava-lhe o casaco tal espada de samurai.
O rio, contrariamente à habitual alegria com que salpica a margem da capital - brilhante, exuberante e vivido - e reflecte a luz do sol confuso (mas acolhedor) com a mania que é veraneante, é um grande manto encoberto pelo transparente elemento fugidio. Pessoas a bordo de uma casca de noz, quando em comparação à vastidão do plano maior do universo, vêem o invisível instrumentalizando a sua relembrança de dias passados, esperançados na âncora da rotina quotidiana que serena este medo do invisível.
Diferentes cabeças, pensamentos diferentes; uma confusão desintegrada de balões de diálogo: "Será que estamos a navegar? O barco parece tão tranquilo", "Queres ver que é desta...", "Eu fechei a porta ao trinco, não fechei?"... Palavras soltas ao ar. À foz. Ao mar.
E quando toda a esperança parece inconsequente, eis que o cais se avista! Eis que da bruma surge o cenário perfilado na expectativa de todo o mundo! A segurança regressa, o sossego suburbano retorna ao ser e eis que tudo está como sempre esteve, apenas tudo foi ocultado por dez minutos pela privação das capacidades sensoriais, tendo o ser sido desequilibradamente privado do sentido de orientação tão necessário à sobrevivência e perpetuação da existência.
Tudo assume o seu lugar habitual; a normalidade assenta a poeira do inesperado ataque ao equilíbrio e ordenação natural da vida.
O universo pessoal realinha-se, o dia avança e a existência prossegue.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Cenas da Vida Académica
Duas semanas e tal sem vida social que se veja, maratonas de estudo intensivo sem quase ver a luz do dia, perda de sanidade mental.
Eu não toco em sangria há mais de um mês e mesmo dessa última vez foi tudo muito mal amanhado, nem deu para aquecer (facto que me entristece bastante.) Eu não sou muito de festas e coisas assim, mas sangria é boa e eu gosto.
Basicamente, tenho sobrevivido à base de cafeína e alimentação altamente calórica estas últimas duas de semanas de frequências e não me parece que o cenário vá mudar muito nos dias subsequentes, algo que me põe um bocadinho triste, porque mesmo que não seja polvilhada por acontecimentos espectaculares e épicos, gosto de ter um bocadinho de vida social. Ir ao cinema, passear, ler um livro que não seja para fins académicos, beber, ir às compras e experimentar perfumes, gastar tempo de vida no Facebook, Tumblr e Twitter. Coisas assim giras. Era capaz de ser giro.
domingo, 6 de novembro de 2011
Aceitam-se contribuições
Eu gosto muito da poesia do David Mourão-Ferreira... Só para que saibam.
Ilha
"Deitada és uma ilha e raramente
surgem ilhas no mar tão alongadas
com tão prometedoras enseadas
um só bosque no meio florescente
promontórios a pique e de repente
na luz de duas gémeas madrugadas
o fulgor das colinas acordadas
o pasmo da planície adolescente
Deitada és uma ilha que percorro
descobrindo-lhe as zonas mais sombrias
Mas nem sabes se grito por socorro
ou se te mostro só que me inebrias
Amiga amor amante amada eu morro
da vida que me dás todos os dias"
sábado, 21 de maio de 2011
E veio sexta
Com sangria assim do muito porreira.
E como diria Rui Branco: foi um prazer.
Menos APC. E MTI e Estatística... estas duas não foram de facto prazer nenhum. APC valeu pela benesse da nota do Rui Branco e o debate sobre como raios se pronuncia Skocpol, deveras interessante...
E esta coisa do tempo, dos dias passarem e os meses acabarem... devia abrandar um bocadinho não?
E como diria Rui Branco: foi um prazer.
Menos APC. E MTI e Estatística... estas duas não foram de facto prazer nenhum. APC valeu pela benesse da nota do Rui Branco e o debate sobre como raios se pronuncia Skocpol, deveras interessante...
E esta coisa do tempo, dos dias passarem e os meses acabarem... devia abrandar um bocadinho não?
domingo, 7 de novembro de 2010
E uma saudade descomunal...
....daquela imprevisibilidade dos dias, do não saber o que iria acontecer, mas mesmo assim ser bom, daquelas gentes tão nossas e de quem tão profundamente gostavamos de ver todos os dias. Da cumplicidade de sempre. De me sentir segura com eles. De esperem por mim.
Tenho saudades daquele passado de há meses e que parece que durou tão pouco, mas tão bom. Apetece-me abraça-lo e nunca mais largar. Parar o tempo e permanecer naquele eterno.
Em que a vida era boa, e fácil, eu sem dar conta disso, era feliz, mas sabendo que nunca nada se compararia a isto.
Que saudades, meu deus... de tudo e de todos vós...
Tenho saudades daquele passado de há meses e que parece que durou tão pouco, mas tão bom. Apetece-me abraça-lo e nunca mais largar. Parar o tempo e permanecer naquele eterno.
Em que a vida era boa, e fácil, eu sem dar conta disso, era feliz, mas sabendo que nunca nada se compararia a isto.
Que saudades, meu deus... de tudo e de todos vós...
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Meu!
Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça que eu já tenho em mãos.
Lisbon em Lisboa vai ser épico.
Vai ser o primeiro concerto a que vou sozinha, visto que não há margem-sulistas queridos e fofinhos que queiram ir comigo. É a minha triste sina e a esta altura habituada estou. Além de que já sou moça crescida, não é verdade?
Vai ser o primeiro concerto a que vou sozinha, visto que não há margem-sulistas queridos e fofinhos que queiram ir comigo. É a minha triste sina e a esta altura habituada estou. Além de que já sou moça crescida, não é verdade?
E se for alguma coisa como o SBSR vai ser brutal. 34 dias é tudo o que tenho de esperar para os rever.
E já disse que vai ser épico? É que vai mesmo. Vai haver disto e muito mais.
I'd give you all my love
I'd give you all my love
But my heart is broken
...
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Viva a República!
Nós vivemos num país extraordinário. Faz hoje exactamente 867 anos que foi assinado o Tratado de Zamora em que o primo de D. Afonso Henriques , Afonso VII de Leão e Castela lá reconhece que nós até merecemos ser nação independente. Há 867 anos que Portugal existe. E faz hoje 100 anos que a República Portuguesa foi proclamada na varanda da Câmara Municipal de Lisboa. Poético.
Mas, estava eu a dizer, vivemos num país extraordinário. Somos um dos países mais velhos da Europa, com fronteiras bem definidas há igualmente uma catrefada de séculos (séculos!) e ainda estamos aqui. Portugal, pasme-se, ainda existe. Mesmo que há 867 anos que esteja em crise. Vá, tivemos assim alguns momentos áureos e em que fomos os maiores do mundo e mandamos nesta cena toda. Mas Portugal esteve mais tempo em crise do que propriamente em desenvolvimento (de qualquer tipo). Mas mesmo assim, lá vai resistindo. Desde que somos independentes, só tivemos uns 60 anos de domínio castelhano - um soluço nos 867 séculos (!) de História nacional.
Já passamos por muito - umas quantas guerras, um par de invasões, não sei quantas revoltas, uns tantos golpes de Estado, um regicídio (desculpe lá D. Carlos...), umas descobertas de umas terras para lá do Atlântico - e ainda estamos aqui. E o melhor de tudo é que nem somos assim um sítio tão mau para viver. Eu até gosto.
Temos imensos problemas para resolver, muitas dificuldades que teremos de ultrapassar e há muitas mudanças, profundas, que devem ser feitas e tem de haver coragem para as fazer, mas mesmo com isto tudo Portugal encontra-se indubitavelmente melhor agora do que há 30 anos e incomparavelmente noutra situação de que há 100 anos atrás, aquando a monarquia caiu às mãos dos republicanos.
No fundo, no fundo, Portugal é o maior do mundo: venha o que vier, digam o que disserem, ameacem o que quiserem, nós por cá vamos andando e a vida vai-se vivendo, nuns dias melhor outros pior, e as nossas gentes vão resistindo.
Portugal rulla catano!
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
And I will love to see that day. That day is mine.
Quem me disse que esta música era perfeita para o dia do matrimónio tem, realmente, toda a razão... Estou com ela na cabeça desde então.
Mas quando ela for tocada à entrada da igreja vai ser porque encontramos mesmo alguém que a mereça ouvir e, acima de tudo, que a mereça ouvir connosco. E um dia tal pessoa, igualmente fã de Beirut claro, há-de aparecer.
...
And I will love to see that day
That day is mine
When she will marry me outside with the willow trees
And play the songs we made
They made me so
And I would love to see that day
Her day was mine
domingo, 18 de julho de 2010
Eu nunca fui boa a fazer amigos. Eu estou longe de ser uma pessoa sociável, não gosto de conversas sobre o tempo e odeio conversa fiada no geral. Tenho pouca fé e confiança nas pessoas. Basicamente, eu tenho pouca ou nenhuma capacidade de me relacionar com outro ser humano. É um dom.
Mas de vez em quando a coisa acalma-se um bocadinho e eles lá aparecem. E ficam. E eu gosto.
Um deles apareceu assim de repente. E aos poucos foi-se tornando num dos melhores. Alguém capaz de me fazer rir até no pior dos dias. Alguém que esteve sempre lá na pior das alturas e me deixou chorar no ombro dele. Alguém que me queria ver sorrir. Alguém que quando eu lhe pedi uma flor, arranjou maneira de eu a ter. Alguém que foi para a rua comigo à conta do meu jogo infantil. Alguém que diz que não acha graça às minhas piadas, mas eu sei que secretamente adorou a piada do rissol. Alguém que me faz sentir terríveis saudades das aulas de Psicologia, além de todas as outras razões para tal. Alguém que foi uma surpresa na minha vida.
Para mim, que não gosto de surpresas. Mas esta foi especial. Porque quando menos se espera, as pessoas tornam-se especiais e importantes para nós, contra todas as expectativas.
E um dia, vamos os dois para Paris, quando ele for rico e eu embaixadora, e vamos comer croissants e beber café numa cafetière com vista para o Sena.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Programa das Festividades
Então isto é assim: depois destes dias amorosos que só eles num recanto perdido por esse lindo Alentejo nosso (quente, muito quente), Alive(igualmente quente). E Alive é: Local Natives, The Drums, Devendra Banhart, Florence + the Machine, The XX, Kasabian, Faith no More, ou seja, é aterrar no palco secundário e só de lá sair aquando Kasabian.
Mas primeiro é esperar por um telefonema com os malogrados resultados dos exames. Saem amanhã e ainda não estou preparada para o pior. Se morrer é da maneira que morro feliz, mas só lá para as duas da manhã. Nous verrons.
Durante os próximos dias conto estar um tanto ou quanto partida e rouca - é da maneira que a minha voz se torna mais aprazível aos ouvidos de terceiros -, além de que é tempo de tratar das candidaturas para a faculdade e obcecar um bocadinho, convencidíssima que não vou entrar.
E depois logo se vê.
Posteriormente, é rezar a todos os santinhos que alguma alma caridosa se compadeça de mim e me leve aos The National.
Posteriormente, é rezar a todos os santinhos que alguma alma caridosa se compadeça de mim e me leve aos The National.
Mas entretanto: Alive, que é bonito e eu gosto muito e pois que vamos ser muito felizes os dois, eu e ele, ele e eu. E os The XX, e a Florence, e os Local Natives, e os The Drums. E os Kasabian, com isto. E pronto, sou feliz.
Oh baby I was boooorn
With a faaast fuseee...
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Verão
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Um já está. Falta História.
Camões. Lusíadas... 'Tá bem, ficamos assim... pois que não foi assim tão complicado. Sou capaz de tirar uma nota decente.
E que vontade imensa se me deu para ir à Caparica comer um gelado, como recompensa pelo trabalho árduo.
Agora, é desaparecer nos próximos dias e emergir-me em História.
Porque é só do meu futuro que se está a falar...
terça-feira, 1 de junho de 2010
Basicamente, é isto tudo...
Noite dentro o dia começou
fogo nos pés no corpo secou
com ideia de sentir mais do que devia
perco a disposição, quer sejas Diana ou Sofia
Mais para frente dou de caras contigo
as minhas mãos tremem, não é nada comigo
eu só não sei se te cumprimente
Gosto da tua cara mas não te encaro de frente
Morte ao meu sorriso (2X)
Noite dentro direitinha ao festim
mais uma rua e o que resta de mim são olhos pintados
que disparam ultravioletas,
Rei Bã em fera contra os teus ultravioletas
Morte ao meu sorriso (2X)
Morte ao teu sorriso (2X)
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E o mais giro é que eles cantam o meu nome. Já posso morrer feliz.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
A palavra do fim-de-semana
REBUÇADO
De morango ou café. E eu gosto.
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E o que melhor demonstrará amor e amizade fraterna do que uma irmã sportinguista ensinar o irmão benfiquista a clamar pelo seu clube?
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