Mostrar mensagens com a etiqueta Coração. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Coração. Mostrar todas as mensagens

domingo, 4 de novembro de 2012

Diz que amanhã há disto

E para recompensar a minha exaustão intelectual e académica, amanhã há disto para alegrar o meu coração.
Vou fazer cartazes.



É andar a pão e água daqui para a frente, mas também, quem é que tem tempo para refeições com tantos trabalhos e leituras para fazer?

quarta-feira, 28 de março de 2012

"nestes dias tive tempo para pensar se a tradição estará mesmo para acabar e cheguei à conclusão fundamental que nesta história da canção tradicional é bonito ouvi-la vir de alheia mão, mas mais bonito é vir do próprio coração. se depois tem resultar do bem comum isso não nos pode pôr problema algum, que o colectivo que há em cada um de nós não tem porra apenas uma voz. e ouvir o bem comum de outra gente que deixa o antro povo louco de contente, que por nascer das veias da comunidade para nós é música, para eles identidade. porque vejo que saber gostar de ouvir é diferente de lembrar e produzir. perguntei ao sangue pela minha tradição e o sangue respondeu nesta canção..."

sexta-feira, 2 de março de 2012

Run, Diana Catarina, Run!

Eu preciso mesmo de começar a fazer jogging; preciso de treinar o meu pobre músculo do miocárdio para esforços físicos e assim prevenir uma síncope. 
O meu ritmo cardio não se coaduna com a actividade física de alto nível que é a de andar de transportes públicos. Correr para apanhar o metro é um sprint de 30 metros; correr para casa porque se esqueceu do passe no bolso do casaco do dia anterior e depois correr novamente para o metro é uma maratona. Correr da estação de metro para o sítio onde é suposto já estar é corta-mato. 
Eram 10:30 e eu já tinha corrido mais durante a manhã do que durante todo o tempo em que estou na faculdade... junto. 
Talvez seja boa ideia aproveitar as manhãs e ir correr (como fiz hoje ainda que involuntariamente) - mesmo que eu seja a operacionalização do conceito de preguiça e adore a minha cama pela manhã... e pela tarde e à noite. Mas se calhar era capaz de ser giro e evitava morrer ao fim de trinta segundos de actividade física um nadinha mais intensa (não me dava mesmo nada jeito quinar-me agora).

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

No adeus a 2011

Diz que nesta altura se mergulha num transe retrospectivo destes últimos 365 dias, uma sede de escolher os melhores: os melhores álbuns de música, os melhores livros, os melhores filmes; os melhores momentos, enaltecer os mais felizes em detrimento dos piores, sempre optimista, copo sempre meio cheio, ah que foi um ano bestial, que venha outro igual. Não foi e não, não quero outro igual. Quero permanecer com o bom que tirei deste ano, que foi muito, mesmo muito especial, mas que 2011 fique onde está e 2012 não se arme em esperto comigo.
Mas o que aconteceu este ano já enviou ondas de repercussão para 2012 e, muito provavelmente se o mundo não acabar no próximo Dezembro, a repercussão dos acontecimentos não se ficará por 2012, mas 2013, 2014, talvez até toda a vida. Espero que os acontecimentos felizes deste ano se multipliquem por todos os anos vindouros, mas por favor que o novo ano seja simpático para mim; já nem digo bestial ou fofinho, mas pelo menos simpático. 
2011 foi paradoxalmente o melhor ano que vivi  e o pior ano de que tenho memória. "It was the best of times, it was the worst of times." como descreveria Dickens. Lançou-me num estado de perpétua Primavera, mostrou-me o que é o amor e paixão e o redemoinho de emoções que faz palpitar um coração. Fez-me feliz, mais feliz do que alguma vez imaginei poder (e merecer) ser, a prova que as mais belas histórias de amor nascem das amizades (pelo menos, inicialmente) insuspeitas. O amor faz-se com o tempo e conhecimento. 
Mas ao mesmo tempo o ano foi madrasto. Porque de facto, a morte é uma puta, mas a iminência da morte consegue ainda mais puta ser. E tudo o que daí advém não parece finito, mas desenvolve-se e paira sobre nós.
Foi toda uma vida a acontecer este ano. Foi a desilusão adivinhada logo de início, o choque, a tristeza. A falta de perspectiva de futuro e os pensamentos infortuitos sobre o nada. E o pior é terem sido coisas sobre as quais não tinha absolutamente controlo algum: apenas sobre a forma como lhes reagia. A vida a acontecer.

Espero sinceramente que 2012 nasça de um sonho bom, que pelo menos eu tenha melhor capacidade de reacção às bolas baixas que a vida me direccione. Tenha a saúde, a vitalidade e receba a alegria do sol.
É sempre uma questão de perspectiva sobre as coisas.
Saber (conseguir) não sucumbir para o fundo do poço, do qual tantas vezes perigosamente me aproximei este ano.

Levantar e seguir em frente. Olhar para o lado (e para cima) e sentir amor num beijo na testa, todos os dias que me restam.

O Insustentável Peso de Babilónia*

*Literalmente, porque o livro era de facto muito pesado
Comecei (finalmente) A Insustentável Leveza do Ser do Milan Kundera e acabei (finalmente) o Ontem Não te Vi em Babilónia., do Lobo Antunes Não sei se foi de mim e da minha curta e reduzida capacidade de concentração, mas o livro maçou-me, não sei o que aconteceu. Muito extenso, muito longo e visto que a minha capacidade atentiva é diminuta, perdi-me uma data de vezes nas vozes das várias personagens. A escrita "lobo antunesiana" (acabei de inventar), pelo menos para mim, não se coaduna com obras muito extensas, lá para as 300 e tal páginas, o que é uma pena.
Foi um tanto ou quanto penoso, muito confuso e foram necessários vários exercícios de memória e adivinhação para perceber: 1) quem estava a falar, 2) de que raios estava a falar e 3) porque é que eu continuava a ler. Foi doloroso, sobretudo porque gosto demasiado de Lobo Antunes para continuar o martírio daquela maneira. Foi maçador. Mas enfim, não há nada a fazer. Vou procurar pelas wikipedias desta vida algum sentido à narrativa. 
Comecei então a ler (sabiamente e em boa hora) A Insustentável Leveza do Ser e até agora estou abismada. Era disto que precisa para "lavar" o Ontem Não te Vi em Babilónia. Entre a noite de ontem e o principio da tarde de hoje, li a colectânea da Dom Quixote dos Poemas de Amor do Pablo Neruda (uma oferenda natalícia do coração ♥) e depois "Kundera com ela" (wtf? nem eu sei o que aconteceu aqui, mas apeteceu-me escrever isto, achei bonito). Está a ser muito boa e parece-me que vai ser um livro do qual eu vou espalhar a palavra por aí e a converter os incrédulos. 
Vai ser o meu livro da viragem do ano, portanto preparem-se para muitos excertos vindouros em 2012.
Assim:

"O fardo mais pesado esmaga-nos, verga-nos, comprime-nos contra o solo. Mas, na poesia amorosa de todos os séculos, a mulher sempre desejou receber o fardo do corpo masculino. Portanto, o fardo mais pesado é também, ao mesmo tempo, a imagem do momento mais intenso de realização de uma vida. Quanto mais pesado for o fardo, mais próxima da terra se encontra a nossa vida e mais real e verdadeira é.
Em contrapartida, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve do que o ar, fá-lo voar, afastar-se da terra, do ser terrestre, torna-o semi-real e os seus movimentos tão livres quanto insignificantes.
O que escolher, então? O peso ou a leveza?"
E mais adiante.

"Não há forma nenhuma de se verificar qual das decisões é melhor porque não há comparação possível. Tudo se vive imediatamente pela primeira vez sem preparação. Como se um actor entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que vale a vida se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É o que faz com que a vida pareça sempre um esquisso. Mas nem mesmo «esquisso» é a palavra certa, porque um esquisso é sempre o esboço de alguma coisa, a preparação de um quadro, enquanto o esquisso que a nossa vida é, não é esquisso de nada, é um esboço sem quadro.
Tomas repete em silêncio o provérbio alemão, einmal ist keinmal, uma não conta, uma vez é nunca. Não poder viver senão uma vida é pura e simplesmente como não viver."

~A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera

domingo, 6 de novembro de 2011

O Dom Milagroso de um Grande Amor


"Na vida de toda a gente há braçados floridos dessas tolices sem importância. Só a raros eleitos é dado o milagroso dom de um grande amor. Eu teria muita pena que o destino não me trouxesse esse grande amor que foi o meu grande sonho pela vida fora. Devo agradecer ao destino o favor de ter ouvido a minha voz. Pôr finalmente, no meu caminho, a linda alma nova, ardent

e e carinhosa que é todo o meu amparo, toda a minha riqueza, toda a minha felicidade neste mundo. A morte pode vir quando quiser: trago as mãos cheias de rosas e o coração em festa: posso partir contente."

- Florbela Espanca, in "Correspondências (1930)"

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O coração sabe sempre onde deve estar. Fica apertado, apertado quando se afasta demasiado do lugar devido, mas quando retorna sossega. 
Nos teus braços, ele sossega: fica doido de contentamento outra vez, a importância desvanece do mundo. E ele regressa e irá regressar sempre, a correr de braços abertos para ti. 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

E depois a semana também foi parva

Um bocado idiota e quando digo um bocado quero dizer muito, muito estúpida.
Salvo momentos capazes de iluminar o meu coração e de o salvar do fundo do poço.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

"Era melhor teres vindo à mesma hora"

"- Por exemplo, se vieres às quatro horas, às três, já eu começo a estar feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sinto. Às quatro em ponto hei de estar toda agitada e toda inquieta: fico a conhecer o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca vou saber a que horas hei de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito..."
- O Principezinho, Antoine de Saint-Exupéry

quinta-feira, 26 de maio de 2011

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Quem a memória guarda permanece para sempre

Lembro-me de nas noites frias da Beira, à lareira, em Dezembro, estar sentada no chão, aos seus pés a ouvir já não me lembro exactamente que histórias (sei que envolvia um burro, um velho e um menino e durante toda a viagem o velho e o menino iam alternando de lugar às costas do burro, porque não se sabia qual a forma mais justa  de seguirem viagem: é melhor estar o menino, pequenino e indefeso, às costas do burro? ou será o velho, já cansado?). Ela contava esta e outra que envolvia uma azinheira.
Lembro-me de em pequena estar ao colo dela e brincar com o colar do coração que ela trazia ao pescoço. Lembro-me dos avisos "eu vou ao quintal botar água nas minhas flores, e tu lancha, come qualquer coisa". E agora o que vai acontecer às flores? Quem as vai regar, apanhar um raminho de salsa ou umas folhinhas de hortelã para me pôr na canja?
Aprendi com ela a pôr pão na sopa porque assim (eu que não gosto de sopa) não lhe sinto o sabor, só do pão, é um efeito extraordinário, uma coisa absurda, mas de facto resulta.
Quando eu adormecia no sofá, do lugar onde agora estou, cobria os meus pés com a manta para que não arrefecessem. No outro dia, por segundos, senti-a, à manta, a ela. Abri os olhos e manta alguma. Dobrada na cadeira e fora de alcance. Eu sozinha.
E é isso que sinto. O vazio da casa, o por momentos pensar a falta de alguém porque tudo tão vazio, onde estarão e perceber que afinal é isto mesmo, e ela não mais vai rodar a chave do terraço e abrir a porta com o saco das compras verde ou azul da mercearia ali de baixo com os rolinhos ou as broas de mel que eu gosto.
A arbitrariedade do mundo e a injustiça da aleatoriedade do universo. Não há como ver um propósito no facto de que ela não vai ver a minha pessoa adulta e aquilo que eu serei num futuro até próximo. Ela não merecia. Mas isso parece não contar para nada, não é justo, assim como não é justo o que fica, o vazio, não saber muito bem como vai ser daqui adiante porque, foda-se, não há como ser igual e a mudança é inevitável. O mundo já não é igual sem ela. E agora?
Só posso continuar a viver o mundo, esperando que algum dia a fiz orgulhosa de mim e para onde quer que a vida me leve, levo-a também, ao pescoço no interior do coração de prata com que outrora eu brincava e agora está comigo. Para sempre.


sexta-feira, 25 de março de 2011

Caminho


I

Tenho sonhos cruéis; n'alma doente
Sinto um vago receio prematuro.
Vou a medo na aresta do futuro,
Embebido em saudades do presente...

Saudades desta dor que em vão procuro
Do peito afugentar bem rudemente,
Devendo, ao desmaiar sobre o poente,
Cobrir-me o coração dum véu escuro!...

Porque a dor, esta falta d'harmonia,
Toda a luz desgrenhada que alumia
As almas doidamente, o céu d'agora,

Sem ela o coração é quase nada:
Um sol onde expirasse a madrugada,
Porque é só madrugada quando chora.
- Camilo Pessanha

quarta-feira, 16 de março de 2011

Diálogo existencial entre o coração e a razão

Razão: É do meu entendimento que já te andas a meter em trabalhos.
Coração: Eu? Não, não. (com ar embaraçado) Eu... pronto... não tenho culpa, não é? Eu cá só bombeio o sangue, lá em cima é que decidem se mais depressa ou devagar. Lá devem ter os seus porquês.
Razão: Pois, nisso tens razão, tenho de ter uma conversa com as sinapses, mas repara: tu não podes ir assim desenfreado. Eu sei que já estás bem recompostinho, mas isto não pode ser assim, coração... 
Coração: Mas porquê? Tu acaso já andas com as tuas manias, a fazer racionalizações desmesuradas e a tentar perceber para onde isto vai dar? Tu é que devias parar quieta e deixar-te sossegadinha!
Razão: É preciso alguém que tenha cautela: tu sabes que ele é o único que ainda te pode esfrangalhar e isso não seria agradável para ninguém.
Coração: (ar presunçoso) Deixa-me ir que eu sei o que estou a fazer... depois logo se vê.
Razão: Depois não digas que eu não avisei! 

terça-feira, 8 de março de 2011

E esqueci-me de te dizer

And then her heart looked at him, smiled, realized: 
"Now, it's over. I'm over you. Out of love and indivisible. And happy."

sábado, 5 de fevereiro de 2011

3Fev'2010

E o calor numa noite fria, o escuro comprometedor iluminado por um perfil de mãos que juntas celebram algo mais que a certeza da existência terrestre e corpórea, algo que não se explica, mas de uma forma ou de outra se sente. E ouve-se o repicar dos sinos, relógios de uma consciência colectiva, o pesado bater do pêndulo no movimento sucessivo dos segundos: talvez aqui encontraremos a paz e recuperaremos a esperança. Mesmo que lá fora a chuva caia e o vento torne tudo mais despido e rude à sua passagem, dentro desta casa é diferente - é o calor numa noite fria, o quente das promessas e dos pedidos que vagueia num ambiente etéreo entre nós e o céu.
E se aqui e agora fecharmos os olhos sentiremos o aroma de uma tradição, de uma crença, de uma fé e a luz crescerá de dentro, espalhar-se-á a cada passo, acompanhada pelo cheiro das orações, de uma súplica a algo que não muito bem compreendemos, mas que apazigua os nossos medos e acalma os nossos corações. Aqui, aqui estaremos seguros...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

3 desejos

Apoderou-se de mim uma vontade incontrolável de degustar uma bela de uma bola de Berlim, com muito açúcar e muito creme, e um belo de um Big Tasty ou um daqueles Cibatta que parecem do céu e qualquer coisa que envolva café e chocolate e cenas boas no Starbucks.
Mas como há coisa de... acabei de me aperceber que não faço ideia de quando foi a última vez que sai de casa, ah! foi sexta-feira para ir a Lisboa... portanto há coisa de três dias que não saio de casa, ainda não consegui satisfazer os meus desejos.
E a minha mãe partiu-me o coração quando se esqueceu de me trazer hoje a bola de Berlim.
Vida triste a minha...
__________________
Adenda: a bola de Berlim já foi: o Pingo Doce salva vidas.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

E quando a minha vida parecia estar orientadinha...

... cai o Carmo e a Trindade.
Ok, posso estar a exagerar, sempre tive queda para dramatismos, mas é um bocado isto.
Quando parece que está tudo orientado e a minha pessoa está alegre e contentinha da vida, há sempre alguma coisa que descamba. Por isso não gosto de dizer que sou feliz, assim no presente. É mais seguro dizer que fui feliz. E se fui. Com muitas coisas, com muita gente. A felicidade nunca é percebida quando está a ser vivida, acontece no momento da memória. E muito me alegra conseguir olhar para trás e perceber isso mesmo: nos últimos anos fui feliz, mesmo que tenham acontecido, muitas, demasiadas coisas menos boas. Mas olho para trás, sorrio e percebo que já tive uma vidinha do caraças, quando sempre pensei que eu não fui feita para ser feliz e isso alegra-me o coração.
Não posso querer mais nada. Apenas que daqui por diante tenha a coragem (porque sim é preciso ter coragem para se ser feliz) de continuar como tenho feito até agora e como me apercebi que tem de ser. Sempre para a frente.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

2010 em Tópicos

  • fiz-me à vida;
  • acho que disse as palavras mais bonitas que alguma vez disse a alguém e não me arrependi;
  • acho que também ouvi das palavras mais bonitas que alguma vez alguém me disse;
  • sorri muito;
  • ri muito, assim mesmo às gargalhadas;
  • ouvi o "não" mais doloroso da minha vida;
  • descobri uma nova forma de ter o coração esfrangalhado;
  • senti toda a tristeza que um coração esfrangalhado provoca;
  • sobrevivi a um coração esfrangalhado (palmas para mim);
  • usei e abusei do ombro do André;
  • usei e abusei da boa vontade do André, meu toblerone de chocolate e mel;
  • descobri em pessoas que sempre estiveram lá amizades fortes e inesperadas;
  • Porto;
  • acabei o secundário com uma média mais ou menos decente;
  • consegui arranjar maneira de ir para a rua pela primeira vez em 12 anos a meros 4 meses de acabar o secundário;
  • Alive!'10;
  • entrei para o curso que queria na faculade que queria;
  • fui praxada e gostei;
  • amigos foram e amigos regressaram para não sair mais;
  • amigos fiz;
  • continuo pessimista mas lá no fundo agora sei que se eu quiser vai tudo correr bem;
  • aprendi a relativizar;
  • sobrevivi a HTEP (!);
  • arranjei maneira de ter uma nota decente na primeira frequência de HTEP mesmo tendo um concerto na véspera;
  • pensei em dedicar-me à medicidade;
  • TheWalkmen e a epicidade do Lisbon em Lisboa;
  • cresci;
  • recebi mensagens que me fizeram sorrir;
  • recebi mensagens inesperadas;
  • despedi-me de 6 anos da mesma rotina diária para começar uma nova;
  • disse adeus ao sítio onde fui tão feliz;
  • cortei o cabelo mais curto;
  • Alentejo;
  • muitas viagens entre Lisboa e Castelo Branco;
  • dancei tanto sob a influência como sóbria;
  • descobri os encantos do gin tónico (bom bom bom);
  • descobri os encantos da sangria;
  • atingi a maioridade;
  • recensei-me;
  • participei em workshops de escrita criativa com escritores um tanto ou quanto "únicos";
  • até que escrevi textos bonitos;
  • escrevi textos lamechas ("mas oh Manel estamos na cozinha e a aparelhagem está na sala, como é que tu queres dançar?!");
  • conheci o António Lobo Antunes e disse-lhe o quão importante ele era para mim;
  • apertei a mão ao António Lobo Antunes;
  • li livros extraordinários;
  • comecei a ler livros integralmente em inglês;
  • comecei a levantar-me às 6 da manhã para atravessar o rio e ter aulas às 8;
  • aprendi muito sobre as continuidades e rupturas da configuração da Administração Central e Periférica;
  • cheguei a pensar que Economia nem é assim tão má;
  • revoltei-me;
  • vi bons filmes (Where the Wild Things Are ♥);
  • chorei com bons filmes (Where the Wild Things Are ♥);
  • Verão em Albufeira;
  • panquecas para o pequeno-almoço de regresso;
  • American Diner;
  • praia e piscina;
  • chorei no último episódio do Tonight Show with Conan O'Brien;
  • e sim, passei a odiar mesmo o Jay Leno;
  • dei pulos de alegria quando soube que o Conan ia voltar;
  • não gostei quando o Saramago morreu;
  • não gostei que o Cavaco tenha ficado nos Açores em vez de ter posto os pés nas cerimonias funebres do Saramago;
  • nunca trabalhei tanto como neste ultimos 3 meses;
  • nunca estudei tanto como nestes ultimos 3 meses;
  • arranjei maneira de ter uma nota decente no exame de História;
  • revoltei-me com a correcção do meu exame de Português (correctores agarrados de primeira);
  • fiz parte do Conselho Pedagógico da minha escola, porque aparentemente eu sou bué responsável;
  • Parlamento dos Jovens;
  • fiz campanha com um megafone nas mãos a tocar o We Will Rock You;
  • mesmo com os rebuçados (bons, que eram flocos de neve) perdi as eleições;
  • tive um encontro com um senhor muito estranho num café no Montijo aquando a sessão distrital do Parlamento dos Jovens (o senhor não gostou dos meus collants verdes: true story);
  • conheci deputados (comunistas, mas mesmo assim...);
  • trabalhei num jornal de parede e odiei;
  • descobri que não nasci para ser jornalista (eu já sabia, mas assim tive a certeza);
  • chorei (muito) com o video que nós fizemos para o jantar na fragata;
  • passei a ter medo de mulheres com cabelos brancos (podem ser a stora de AP a pedir para tratarmos do editorial);
  • aprendi que dizer o que penso não é mau;
  • aprendi que dizer o que sinto é saudavel e não tem consequências tão nefastas como eu esperava;
  • aprendi que fazer o que quero e realmente me apetece é muito bom;
  • aprendi que viver com medo de dizer e fazer o que me está no coração não é viver;
  • mas acima de tudo, consegui cumprir a resolução de ano novo e fazer de 2010 um ano do caraças.
E olhando para isto tudo, 2010 foi um bom ano. Muito bom. Mesmo que o meu coração tenha sofrido tanto e tão profundamente tal como nunca havia antes.
2010 foi um ano em que cresci muito e crescer quase nunca é sinónimo de felicidade. Mas apesar de tudo isto, levo deste ano um coração cheio de alegrias, já bem recomposto e num lugar melhor que há um ano atrás.
Portanto meus amigos, façam da vossa vida aquilo que querem que ela seja, porque somos os únicos capazes de fazer de cada dia o melhor de sempre. Que a passagem de 2010 para 2011 traga um novo folêgo e uma nova energia para fazerem tudo aquilo que sonham.
Este vai ser O ano, sim?