Mostrar mensagens com a etiqueta Casa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Casa. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Digamos que estou a cantar isto cheia de fé em loop



"trancaste-me em casa com a tv vens tarde e em brasa sussurrar-me um cliché nem quero saber porquê arrastas a asa quando ninguém vê pões discos da lhasa e recitas carlos t nem quero saber porquê. carregas no vinho fico à tua mercê arruinas-me num instantinho quem te viu e quem te vê queimaste o calvino já ninguém o lê cais nos braços de um novo menino e eu desatino com não querer saber porquê. assentar até talvez casar aquecer na cama o teu lugar à espera de ver-te assentar até talvez casar aquecer na cama o teu lugar à espera de te ver chegar. (pois é amor trancaste-me em casa sozinho com a tv a encher-me de merda sabes nem sei se estás para vir mas vou começando a cozinhar já passa da meia-noite amor já é hora do jantar. não dá só para já)"

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O tempo não me chega. Eu quero passear contigo, comer gelados abrigados à sombra, porque ao sol está um calor do caraças, não se aguenta; mas o tempo não nos chega. E isso chateia-me. Chateia-me porque o que eu mais quero é estar contigo assim, sem nada com que me preocupar além da ondulação do Tejo e do que vou vestir. O que eu mais quero é ter um tempo só dos dois, sem obrigações e ansiedades académicas que só nos fazem mal aos nervos e à sanidade mental. O que eu mais quero é partilhar as contas, a loiça na máquina em concordância, o sofá e os maus programas de televisão que eu adoro ver e gozar. O que eu mais quero é reclamar do estado a que o país chegou à hora do jantar, tudo por culpa do governo ou do seu antecessor ou claro, do Cavaco.
O que eu mais quero é reclamar o meu lugar na nossa cama com a perna fora do lençol, mania de Verão desde criança; quero voltar para a casa e encontrar-te lá. Partilhar os livros, a arrumação das estantes e formar uma primorosa biblioteca. 
O tempo agora não me chega, as despedidas são terríveis, e eu quero que o tempo onde elas não sejam necessárias chegue rápido. Quero, porra. 

quinta-feira, 22 de março de 2012

E é claro: possivelmente o meu poema preferido do O'Neill


  
Nos teus olhos altamente perigosos 
vigora ainda o mais rigoroso amor 
a luz dos ombros pura e a sombra 
duma angústia já purificada
  
Não, tu não podias ficar presa comigo 
à roda em que apodreço 
apodrecemos
a esta pata ensanguentada que vacila 
quase medita
e avança mugindo pelo túnel 
de uma velha dor
  
Não podias ficar nesta cadeira 
onde passo o dia burocrático 
o dia-a-dia da miséria 
que sobe aos olhos vem às mãos 
aos sorrisos
ao amor mal soletrado 
à estupidez ao desespero sem boca 
ao medo perfilado 
à alegria sonâmbula à vírgula maníaca 
do modo funcionário de viver
  
Não podias ficar nesta casa comigo
em trânsito mortal até ao dia sórdido 
canino
policial
até ao dia que não vem da promessa 
puríssima da madrugada 
mas da miséria de uma noite gerada 
por um dia igual

Não podias ficar presa comigo
à pequena dor que cada um de nós 
traz docemente pela mão 
a esta pequena dor à portuguesa 
tão mansa quase vegetal

Mas tu não mereces esta cidade não mereces 
esta roda de náusea em que giramos 
até à idiotia
esta pequena morte
e o seu minucioso e porco ritual 
esta nossa razão absurda de ser
  
Não, tu és da cidade aventureira
da cidade onde o amor encontra as suas ruas 
e o cemitério ardente 
da sua morte
tu és da cidade onde vives por um fio 
de puro acaso
onde morres ou vives não de asfixia 
mas às mãos de uma aventura de um comércio puro
sem a moeda falsa do bem e do mal
  
Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento 
digo-te adeus 
e como um adolescente 
tropeço de ternura 
por ti

- Alexandre O'Neill

terça-feira, 13 de março de 2012

A minha mãe deve ter um qualquer talento telepático que lhe permite comunicar com a ementa da cantina da FCSH: hoje bolonhesa ao almoço, bolonhesa ao jantar. 
E não é a primeira vez! Já aconteceu a mesmíssima coisa várias vezes durante este mês. 
Estou a ficar assustada.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Não sou a única

Aparentemente, há mais gente a ter razões de queixa dos meus vizinhos. Ele é o barulho (raios dos putos), ele é o lixo, ele é a torneira e a canalização que parecem tractores quando são abertos. 
As reuniões de condomínio são um corte e costura desgraçado, estou a ver... 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Histórias de vizinhança, parte II

Os meus vizinhos da frente - sim, os mesmos que põem os miúdos a gritar às dez da manhã aos fins-de-semana no quarto que faz paredes meias com o meu - ainda não tiraram o enfeite de Natal da porta... Ora, é dia 17: já passados 11 dias do dia de Reis e uns 23 dias desde o Natal propriamente dito aquilo ainda está pendurado. Um bocadinho de mais, não?

Esta recente "espéciezinha" que estou a criar pelos meus vizinhos - muito prestáveis quando não sei muito bem como encravei a fechadura de casa com a chave lá dentro às 11 e tal da noite, estando nessa altura sozinha em casa - está a ser acalentada igualmente pelo "dom", o "génio", o "talento" que os putos têm para tocar flauta. Fui brindada por um pequeno "concerto" um dia destes de manhã cedo, quando estava a tentar dormir, acordada pela chinfrineira - perdão - pelas tonalidades sublimes daquele instrumento de sopro. É que eles nem estavam a fazer nenhuma nota! E eu sei, que eu tocava muito bem flauta de bisel na escola! Era mesmo aquele gritinho agudo que nos viaja pelas ondas sonoras e atravessa paredes até ao nosso quarto. A princípio ainda pensei que era o meu irmão, que se lhe tinha dado para aquilo àquela hora e ainda me levantei para lhe dar um berro, mas depois percebi que eram mesmo o raio dos putos do lado. 
Mas o que é isto? 

sábado, 26 de novembro de 2011

Descubra as diferenças!

O meu estudo na biblioteca

O meu estudo em casa...

Coisas, coisas, coisas e coisas

Eu só tenho coisas para fazer. 
Bah.

E depois só de pensar que tenho um mês inteiro de férias pelo Natal, questiono-me porque raios duram os semestres só quatro meses e porque ficam as frequências e trabalhos todos concentrados nesta mesma altura.
Ao mesmo tempo, começo a ficar com alergia a feriados. Não descanso, mas também não faço nada de jeito por esta mania parva de não conseguir estudar decentemente em casa. 
E coisas, só tenho coisas para fazer e nada de especialmente interessante (ou seja, trabalhos de Demografia).

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Uma pessoa fica com a certeza que está no curso certo...

....quando na fila da caixa do Pingo Doce está desejosa de chegar a casa para ouvir o discurso do Mubarak.
Isto é a História a desenrolar-se perante os nossos olhos, meus amigos!
Agora é ver como correm as próximas semanas, mas algo me diz que os egipcios não vão sair das ruas nem dispersar da praça de Tahrir e o Mubarak não vai conseguir manter-se no poder até Setembro. Interessante será também ver qual será a posição que o exército e as forças armadas no meio disto tudo.
Nous verrons...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

3 desejos

Apoderou-se de mim uma vontade incontrolável de degustar uma bela de uma bola de Berlim, com muito açúcar e muito creme, e um belo de um Big Tasty ou um daqueles Cibatta que parecem do céu e qualquer coisa que envolva café e chocolate e cenas boas no Starbucks.
Mas como há coisa de... acabei de me aperceber que não faço ideia de quando foi a última vez que sai de casa, ah! foi sexta-feira para ir a Lisboa... portanto há coisa de três dias que não saio de casa, ainda não consegui satisfazer os meus desejos.
E a minha mãe partiu-me o coração quando se esqueceu de me trazer hoje a bola de Berlim.
Vida triste a minha...
__________________
Adenda: a bola de Berlim já foi: o Pingo Doce salva vidas.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Juro




I saw your picture hangin' on the back of my door
won't give you my heart
no one lives there anymore
and we were lovers
now we can't be friends
fascination ends
here we go again
cause it's cold outside, when you coming home
cause it's hot inside, isn't that enough

I'm not in love
(...)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

E haverá algo mais romântico que uma flor para nós roubada?

O Ramo Roubado

Entraremos na noite
para roubar
um ramo florido.

Passaremos o muro,
nas trevas do jardim alheio,
duas sombras na sombra.

O inverno ainda não se foi
e a macieira aparece
de súbito convertida
em cascata de estrelas perfumadas.

Entraremos na noite
até ao seu trémulo firmamento,
e as tuas mãos pequenas e as minhas
roubarão as estrelas.

E, secretamente,
em nossa casa,
na noite e na sombra,
com teus passos entrarão
os silenciosos passos do perfume
e com pés estrelados
o corpo claro da primavera.

- Pablo Neruda, "Amor" in Versos do Capitão

domingo, 10 de outubro de 2010

Coisas giras

De há uns tempos para cá e quando digo de há uns tempos para cá é desde que começou a faculdade e eu tenho que ler aquelas enormidades de textos e quando digo textos são capítulos inteiros de livros fico extremamente mal-disposta quando leio mesmo estando sentada e parada no sofá.

Quinta-feira quando voltei a casa e estava a tirar o casaco à porta do quarto dei uma marrada com a mão direita no puxador. Aleijei-me, ficou a marca e desde sexta que tenho uma valente nódoa negra nas costas da mão. Doi. E agora a nódoa negra está a ficar tricolor. A curar portanto. Continua é a doer.  Sobretudo quando escrevo. Mesmo bom.

Se eu fosse esperta pegava na minha pessoa e levava-a até ao Starbucks do Chiado, pedia um bruto moka frapuccino e punha-me a ler tudo aquio que tenho para ler: os textos de HRIP e agora os de Economia. A seguir, ia passear à Fnac. Porque é para isto que uma pessoa estuda em Lisboa e eu estou bué atrasada nas leituras. Mesmo bué.  

E a vossa vida, vai andando tão supimpa como a minha?

sábado, 9 de outubro de 2010

E o que eu tenho para dizer às 4 da manhã é...

... vai-te lixar. Sim, a sério. Vai-te lixar. Não tu, a tua pessoa propriamente, mas o pensamento de ti e a lembrança das pequenas coisas. Que se vão lixar - é o que eu preciso para restaurar a sanidade. E não, não estou a dizer isto porque estou bebeda, até porque só bebi uma cerveja e tequilla. E tu sabes que eu não gosto de cerveja. Digo isto porque me fartei de sentir a tua falta. Fartei-me de regressar a casa e sentir a falta de te dizer adeus à porta do prédio, sorrir e senti-lo de volta.
Portanto que toda esta saudade, que irremediavelmente toma conta de mim quando eu percebo que ninguém, pelo menos os que me aparecem à frente, me irá fazer sentir aquilo que me aquecia o coração contigo, se vá lixar.

E depois que se lixem os slows, que me lembram que há tanto trambolho com trambolho, e eu não te tenho aqui para dançarmos. Eu não sei dançar, tu também não, mas fariamos com que a coisa funcionasse, tenho a certeza. Fariamos sempre com que a coisa funcionasse. Não interessa o que fosse. Iria resultar...

Mas não estás, que se lixe...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Adormeci e acordei esta manhã com a terrível sensação de estar a fazer um erro enorme

E que se calhar ser caixa de supermercado ou andar aí a varrer as ruas é que é a minha verdadeira vocação, e não a vida académica.
Mas mal pus pés lá dentro percebi que pronto, basicamente, não há nada a fazer e que é ali o meu lugar...

Os moços da AE são todos uns queridos e a fac. é um mimo: só escadas e o catano, mas é um mimo... Volto amanhã para tratar de passes e cenas e já me sinto um bocado da casa.
Está feito e não há volta a dar: sou oficialmente caloira. E sabe bem.

sábado, 3 de julho de 2010

Já experimentaram...

... vir da estação do metro para casa a ouvir isto? É muita giro. Especialmente quando se passa por um campo deserto e não está ninguém às janelas.


Btw, eu não gosto de música electrónica. Foi só um momento de insanidade derivado ao calor. Mais nada.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Just wish I knew how*


Well I been thinking about the future
But I'm too young to pretend
It's such a waste to always look behind you
Should be lookin' straight ahead

Yeah, I'm gonna have to move on
Before we meet again
Yeah, it's hard
If you had've only seen

10.34: Flinders Street Station
I'm lookin' down the tracks
Uniformed man askin' am I paid up
Why would I wanna be that?

Yeah gonna have to move on
Before we meet again
Yeah it's hard
If you had have only seen
Take control
Don't be afraid of me

'Cause every once in a while
You think about if your gonna get yourself together
You should be happy just to be alive
And just because you just don't feel like comin' home
Don't mean that you'll never arrive

Yeah I'm gonna have to move on
Before we meet again
Yeah it's hard
If you had have only seen
Take control
Don't be afraid of me

___________________________________________
*Nunca ninguém me avisou que o capítulo tinha tantos anexos e notas de autor