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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Casa

E que descobre uma pessoa se acordar às 6 da manhã de um domingo?
Que na RTP está a dar o E.T., o que é sempre agradável de ver enquanto se toma  o derradeiro pequeno-almoço das férias, que foram uma ternurinha ternurenta que só visto: passeou-se, adoentou-se (isto é a sorte que eu tenho), ranchou-se, musicou-se, cantou-se, dançou-se, dormiu-se.
Depois vai-se para a estação para que o comboio venha com uma hora de atraso. O que vale é que uma senhora já nos seus 70 e tantos anos mete conversa para dizer que o que se devia fazer era enfiar os professores todos dentro da escola e queimar aquilo tudo. Ia-se escola e iam-se os professores. Outra vez: é um belo de um incentivo para o último período de aulas.
Mas a viagem foi linda - é sempre - e chegar a Lisboa é um regalo. Cada vez mais gosto desta cidade.
Lindo é também andar por aqui a rebolar com três horas de sono em cima, deitar no sofá e entrar naquele estado vegetativo em que não se percebe muito bem se já estamos a dormir ou ainda acordados.  Obrigatório é também ir fazer pela vida para o Fórum e sair de lá com uns sapatitos lindos que andava a namorar há imenso tempo e um vestido igualmente adorável para os meus anos - isto se durar até lá, que eu não sei se resisto a vesti-lo antes. C'est absolutament adorable!  

Tanta coisa para fazer, uma pedrada absurda de sono em cima e vontade nula de me mexer. E agora há escola. E trabalhos. E testes. E exames.
O bom disto é que o sol já brilha, as flores já floriram e o cartaz do Super Bock Super Rock deste ano está a ficar que é um mimo. Mas agora faltam mais férias. É como diz o outro: "Nenhuma homem precisa mais de férias, do que aquele que acabou de tê-las.", o que é um belo princípio para se adoptar. Qual necessidade de aumentar a produtividade nacional? Um pessoa tem é de ser feliz. Férias, agora e sempre, é o que se precisa.


sexta-feira, 26 de março de 2010

Pois diz que...

... estamos de férias.
"Ah e tal Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou!!" Pumba, toma lá duas semaninhas sem fazer nada, de papo para o ar e a enfardar amêndoas para aprenderes a não voltar à vida tão cedo. Mas a gente gosta, mesmo que haja trabalho para fazer, é senso comum que não ser feito, que é para depois o stress começar logo na primeira semana de aulas... Mas isso é o menos, porque depois vêm as férias de Verão e os meus anos, essa tão importante data nos nossos calendários, para a qual já só faltam 93 dias.
Mas pronto, diz que estamos de férias e lá vou eu ter de fazer as malas e ir enfiar-me no meio da serra, o que me custa taaaaantoooo, mas taaaanto - ir e ficar para lá a rebolar, cama para a sala, enfardar, ver tv, dormir...
Realmente, isto não se faz a ninguém.  

sábado, 20 de março de 2010

E o Porto foi...

... "I Don't Want to Miss a Thing" dos Aerosmith logo assim de manhãzinha no autocarro; ter contacto com a hospitalidade portuense assim que se chega; atravessar a D. Luís para ir à Pizza Hut e descobrir que a casa de banho já não é a mesma que era há três anos; descobrir o sítio onde me vou casar (é que já me estou a imaginar a atravessar o salão árabe do Palácio da Bolsa com um belo de um vestido de tule); subir e descer colinas com vistas bastante interessantes; a ternura da pousada onde ficamos; perder para o André no PES (eu continuo a dizer que não vi segundo golo nenhum); andar de quarto em quarto, de poiso em poiso; aparecer de surpresa no quarto do André e perguntar-lhe pela vida amorosa dele; finalmente assentar no nosso quarto e ter a stora de Hist 10 minutos a bater à porta; a tentativa de se dormir mesmo com a fenda nas camas que a Alice cada vez que se mexia abria; sonhar que estavamos no Porto estando no Porto; acordar com as ondas a baterem, forte, fortemente; descobrir que o André ressona; Serralves; atravessar a D. Luís para ir à procura de almoço na Ribeira; encontrar e ficar no restaurantezinho, possivelmente com o empregado mais incompetente do Porto; anúncio ao ketchup; apanhar chuva; correr pela ponte D. Luís com a "Fake Empire" a tocar na minha cabeça; responder num sotaque espanhol muito manhoso à pergunta de um turista; encontrar o Harry Potter nas caves do Ferreira; um brinde com vinho do Porto; três pessoas sentadas num lugar onde claramente só cabiam duas durante uma viagem de três horas e meia; filme manhoso de terror onde toda a gente morreu, eu matei a Alice e depois acabei maluca; cantar a "Always" dos Bon Jovi aos altos berros; cantar e gesticular ao som da "YMCA"; filme manhoso, que não percebi se era mesmo de acção ou se era a gozar; chegar a Almada e saber que esta é a última semana de aulas (ainda não consegui decidir se isso é bom ou mau)...
... e desfazer as malas, completamente estafada para adormecer como um velha, ainda não era meia-noite, no sofá.



E que bom que foi.

segunda-feira, 8 de março de 2010

A modos que...

Rachel McAdams in Elie Saab

Vera Farmiga in Marchesa

... são lindos de morte.

E já só faltam 111 dias para esse dia tão especial que é o da da celebração da minha vinda ao mundo: era tão bonito passa-los enrolada a este Marchesa da Vera Farmiga e com um George Clooney ao lado. Mas se não puder ser... eu contento-me com o vestido. Lindo...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Rebel Without a Cause

Faria hoje 79 anos e estaria lindo como sempre

"Dream as if you'll live forever, live as if you'll die today."

Assim farei...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Porque muita coisa muda num ano

Não sou a mesma que era há dois anos atrás: muitas histórias foram escritas neste entretanto. Fui feliz. Estou feliz. Mesmo que do lado de fora não pareça que tenha razões para isso, ando tonta de felicidade, de sorriso nos lábios, pelas ruas a dançar.
Não, não sou a mesma pessoa que era há tempos distantes.
Porque as pessoas não mudam: aprendem, apreendem, conhecem, encontram-se, reencontram-se, crescem.
Porque eu não mudei, mas aprendi, apreendi, conheci, encontrei, reencontrei,
cresci...

"vamos voltar ao princípio, passar a vida a limpo, recomeçar, jogar crapaud ao serão, beber licor de ginja, deixar o caixote do lixo lá fora, num estrépito de palhaço pobre, entre o espanto dos vizinhos e dos gatos, abrir uma lata de caviar e comer lentamente os grãozinhos de chumbo, até que tornados cartuchos de caçadores furtivos, dispararemos um para o outro no fogo-de-artifício de uma explosão final"
- António Lobo Antunes, in Memória de Elefante

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Everybody Here Wants You



...
Twenty-nine pearls in your kiss
A singing smile
Coffee smell and lilac skin
Your flame in me

I’m only here for this moment

I know everybody here wants you
I know everybody here thinks he needs you
I’ll be waiting right here just to show you
How our love will blow it all away

Hmm, such a thing of wonder in this crowd
I’m a stranger in this town
You’re free with me
And our eyes locked in downcast love
I sit here proud
Even now you’re undressed in your dreams with me
...

Everbody Here Wants You, Mr. Jeff Buckley... I Still Think and Need You...




sexta-feira, 6 de novembro de 2009

"Para atravessar contigo..."


Se ainda não tivesse partido, Sophia de Mello Breyner faria hoje 90 anos de idade.
Sophia escreveu vários dos meus poemas preferidos. Este foi o primeiro que li seu e o que me fez apaixonar pela sua obra.

"Para atravessar contigo o deserto do mundo,
Para enfrentarmos juntos o terror da morte.
Para ver a verdade,
Para perder o medo.
Ao lado dos teus passos caminhei

Por ti deixo o meu reino.
Meu segredo,
Minha pérola redonda e meu oriente,
Meu espelho, minha vida,
Minha imagem.
E abandonar os jardins do paraíso.

Cá fora à luz sem víeis do dia duro
Sem os espelhos
Vi que estava nua.
E ao descampado se chama tempo.

Por isso,
Com teus gestos me vestistes
E aprendi a viver em pleno vento."

terça-feira, 13 de outubro de 2009

E já estamos naquela altura do ano outra vez. Não, não é o Halloween, o Dia das Bruxas ou lá o que o valha, nem o Dia de Todos-os-Santos, que o desgraçado este ano calha a um sábado (patife!!!), nem tão pouco esse dia tão particularmente especial (que perdura e reluz nos vossos corações, que eu sei)  que é o dia que faz anos que a minha pessoa decidiu nascer - para esse ainda faltam 257 dias.
Não é nada disso, nem tão pouco o início do ano parlamentar e de mais uma legislatura consequente das ultimas eleições... Não, meus amigos!

Chegou aquela altura do ano em que daqui a nada haverá luzinhas coloridas espalhadas por esse Portugal fora, anuncios a perfumes e chocolates a torto e a direito em todo o precioso espaço publicitário televisivo, a Leopoldina e todos os seus amigos, todos contentinhos da vida, a receber-nos de braços abertos "ao mundo encantado dos brinquedos, onde há reis, princesas, ladrões!"  (LADRÕES!!! O quê? Vá se lá perceber o pássaro... )
Sim! Por todo o lado, o Pai Natal começa a espreitar a cada esquina, o azevinho propício à osculação agrega-se por cada canto, os pobres pinheiros começam a cair e os perus de um e qualquer aviário começam a fazer tremer as suas penas. Sim. Chegou aquela altura do ano outra vez. Diz que vem todos os anos. Começa por esta altura e arrasta-se por uns meses. Uma criança nasceu por este tempo. (Não, não és tu Alice. É outra. Diz que fez uns milagres há uns tempos e agora celebra-se o seu nascimento. O único milagre que tu consegues fazer é subtrair comida. O outro multiplica os pães, tu faze-los desaparecer. Enfim, pormenores...).

Meus amigos, alegria ao mundo! Todos para a rua cantar canções de amor e esperança!!! Chegou o Natal!!! O Natal!!! Haverá altura mais bonita que o Natal? Não creio. Não creio nem tão pouco acredito. É hora de nos redimirmos da parvoice que andamos a fazer o ano inteiro; se não, não há cá prendinhas no sapatinho para ninguém. E a mim, até que me fazem muita falta. Ora agora, o meu lado bondoso e caridoso tem dois meses e troca o passo para vir ao de cima. Não há-de ser difícil *cof*cof* Eu que sou uma criatura tãããão, mas tãããããoooo amável os 12 meses do ano.
Com o Natal, vem igualmente algo de extrema importancia: as férias; as abençoadas duas semanas sem fazer nada a não ser enfardar filhoses, farófias e chocolates em frente à lareira, enquanto se maldiz a gordura localizada e a escala da balança. Essas duas semanas, tão ou mais importantes que o nascimento do Messias, - depois vêm os sacanas dos Reis Magos acabar com a festa. Bem que esses três se podiam ter demorado mais umas duas ou três semanas.

Portanto, meus queridos, começam a pensar na vossa listinha de prendas que eu já estou a pensar na minha, comecem a preparação mental que necessitam para a estupidez de niveis de açúcar e gordura que irão ingerir e saquem das bolas e dos anjinhos e das velinhas temáticas, das luzinhas e do Jingle Bells, das fitinhas e do papel de embrulho.
Que o espirito natalício se abata sobre vós! Para já, um santo e feliz Natal e bom Ano Novo, que isto eu sou moça despachada, fica já tudo desejado.

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Entretanto e enquanto a chuva não cai e as temperaturas continuam na ordem dos 30º graus (já disse que já estamos a meio de Outubro?) fica esta música, esta estupidez de tão genial que é, dos meus Friendly Fires. Aviso já que o moçoilo da voz faz parte da minha lista de prendas do Natal, portanto já detenho direitos exclusivos.
Mas, para nos despedirmos do Verão: Kiss of Life. Faz-me dançar desalmadamente, faz-me feliz de tão estupidamente perfeita e genial que é... Alegrem-se vós também, façam dançar as vossas almas igualmente... Eles são brilhantes, catano...

Don't let go, this could be so perfect.
Don't let go, if we hold onto it




...
A thousand butterflies, from your lips to mine

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

1º Dia de Quê? Aulas? O Que é Isso?

Pois, diz que hoje foi o primeiro dia de aulas do novo ano lectivo, esse decisivo ano lectivo de 2009/2010 - reparem que daqui a sensivelmente quatro meses entramos na primeira década de dois algarismos do séc. XXI, ano em que se atinge a maturidade por estes lados e até já a carta de condução se tira e votar se pode!
A escola está na mesma, está tudo igual aquilo que deixamos nos já saudosos três meses que passaram.
E é engraçado como uma pessoa se esquece como é estar de férias, mas não se esquece como é estar numa sala de aulas: aqueles primeiros dias irritantes quando estamos de férias que nos dá para acordar assim de repente e pensar se não deviamos estar na escola ou pensar se não temos trabalhos de casa para fazer ou trabalhos para a acabar. E isto acaba quase sempre com um audível "Tonta, estás de férias! Não há para fazer!!!" e um suspiro de alívio...
Se calhar isto só acontece comigo, mas acontece, e é sempre que uma pessoa entra de férias.
Por outro lado, quando estamos nas aulas não nos vem a cabeça algo do tipo "Ouve lá? A esta hora não devia estar a dormir???" E se vem, é sempre num tom de lamento e desespero...

E pronto, a modos que daqui para a frente há coisa chamada trabalho que deve ser cumprido a tempo e horas, senão para o ano, não há universitários nem a boa vida da faculdade para ninguém, e eu que até a quero, que a minha vida não é isto.

P.S.: Nos entretantos, vai-se meditanto, assim num estado muito zen, nas aulas de yoga... Das ultimas vezes que lá estive queimei-me no colchão e ia adormecendo no relaxamento final, para verem o quão relaxada a minha pessoa estava... Tudo muito zen, portanto...