Mostrar mensagens com a etiqueta Amor. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Amor. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Dá-me a crer que os tempos próximos serão toleráveis, mesmo que exista um pobre diabo chamado PPOI que me faz chorar cada vez que penso nele. Mas toleráveis de igual forma. E vou culpar-te, porque fazes com que acordar às 6 da manhã nem seja assim tão mau, sair para a rua ainda de noite sem candeeiros a iluminar os meus passos frémitos, ansiando cair de volta nos teus braços. 
E contigo, vai tudo correr bem. Mesmo que PPOI seja uma desgraça, mesmo que me dêem todas as crises existenciais e depois mais umas tantas. Vai tudo correr bem, porque estás comigo. 

E era só isto que eu precisava de dizer, de forma avulsa e sem continuidade literária, nem tão pouco poética. Era só isto... 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O coração sabe sempre onde deve estar. Fica apertado, apertado quando se afasta demasiado do lugar devido, mas quando retorna sossega. 
Nos teus braços, ele sossega: fica doido de contentamento outra vez, a importância desvanece do mundo. E ele regressa e irá regressar sempre, a correr de braços abertos para ti. 

domingo, 18 de setembro de 2011

"Em todos os momentos estás nos meus sonhos como o mar."


"Meto as mãos no bolso e trago-as carregadas de noites de amor: penso que isso basta para encontrar o mundo."


- "Marimba, 2.2.72" in D'Este Viver Aqui Neste Papel Descripto, António Lobo Antunes

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

As rodas do autocarro rodam, rodam, rodam e rodam

E aparentemente também o mundo. Vai-se a ver e já completou todo o seu movimento de translação. Há um ano atrás, preparava-me para o primeiro ano de faculdade. Sem saber ao que ia, estava expectante e um bocado assustada com a perspectiva de uma nova rotina, completamente diferente do que aquilo a que estava habituada; antes era subir a rua e estava na escola, já conhecia as pessoas, sabiam como tudo funcionava, qualquer coisa estava em casa num salto, tudo me era familiar. 
Ir para Lisboa todos os dias estudar simbolizou um corte bruto a todo um ritual aperfeiçoado há já seis anos e depois sentia falta das pessoas e das mesas e das cadeiras. Não me achava preparada, nem com cara de moça universitária, mas era tudo o que eu queria no mundo. 
Há um ano atrás estava num bom momento da minha vida. 
Muita coisa aconteceu entretanto e a minha vida mudou. Antes de mais, perdi parte da inocência que ainda me restava, mas ao mesmo tempo ganhei um pouco mais fé nas pessoas. Perdi gente, pela inevitabilidade da vida ou pela estupidez humana. Senti fugir-me o chão por várias vezes e senti-me perdida. Foram doze meses complicados. 
Mas no entretanto, também aprendi umas quantas coisa. Conheci pessoas e apaixonei-me e é bestial. Podia ter entrado numa espiral descendente, mas não prossegui por nenhum caminho auto-destrutivo, apenas umas quantas crises existenciais e às vezes ainda aquele sentimento familiar dos meus idos tempos de primária em que não era convidada para ir brincar a casa dos outros meninos. 
Ainda estou à deriva e este começo de segundo ano está a ser confuso: porque não sei exactamente o quero fazer da vida, porque parece estar tudo a acontecer depressa demais, porque as condições de existência não são as ideais e por muita coisa estar fora do meu controlo. E eu odeio isso, mas tenho de aceitar. 
Aceitar a vida, ultrapassar os problemas e tentar manter alguma réstia de sanidade mental, especialmente quando percebi que daqui para a frente nada vai ser tão fácil como quando a única escolha difícil que tinha para fazer era escolher os cadernos do regresso às aulas ou a cor de caneta para cada disciplina. 
Deus, estou a ficar adulta...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Mas no entretanto

"Dava tudo por amor
Eu vi de longe
Dava pra sentir
Você dançando só pra mim

Parece brincadeira
Mas eu sei que a gente faz
Um monte de besteira
Por saber que é bom demais"

domingo, 12 de junho de 2011

"and if a double decker bus crashes into us..."

Eu tenho uma tendência natural para dizer coisas erradas, fora de tempo e despropositadas. É algo que tenho vindo a aperfeiçoar ao longo dos anos. A questão do timming, estás a ver? Tenho também uma tendência natural para über-racionalizar e paralisar por medo. Sou sensível às palavras e muito complicada. Consigo ser muito mázinha e, lá está, não sou santa nenhuma.
Mas também sei que apesar de tudo isto, o meu coração se encheu de amor por ti. Ele caiu irremediavelmente de amores por ti, um descalabro. Gosto de ti, assim imenso. E sabes aquelas alturas em que olho para ti e sorrio, em que me perguntas o que foi e eu respondo com um "nada"? É porque estou num pasmo a tentar perceber como raios o sentimento é recíproco e sinto uma sorte e felicidade desmesuradas por te ter encontrado. Contigo, um ano com um dos mais elevados potenciais de horribilidade tem agora a capacidade de se tornar um ano do caraças.
Alturas haverá em que muito provavelmente te vou desiludir (essa é uma tendência natural da Humanidade, nada a fazer), outras em que parecerei distante. Mas nunca duvides do meu estado de irremediavel enamoramento.
E alturas haverá em que vais duvidar da minha sanidade mental, especialmente quando me ponho a ouvir Deff Leppard às quatro da manhã - eu continuo a acreditar que a Pour Some Sugar on Me é de génio, a sério, quem é que acorda de manhã e se lembra de escrever uma música com uma nova perspectiva de uso para o açúcar? Mas és capaz de não fazer ideia de como o meu coração se ilumina quando te vê à minha espera no cais e cai nos teus braços.
Caraças, gosto mesmo de ti e aqui do meio da serra, sinto-te terrivelmente a falta (neste preciso instante começou a Wonderwall na repetição do top+) "and there were many things that I would like to say to you, but I don't know how". Porque me faltam as palavras para te dizer o quanto me fazes bem e alegre e contentinha da vida e feliz. Não parecem suficientemente abrangentes para tanto amor. É assim um universo, pronto.
É isto.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

E quem é que vai passar a noite de terça com este menino?

Estava a ver que não, mas lá se concentraram as forças para pedir a prenda de anos antecipada. Mãe querida, mãe queriiiiida! Ah! a segunda parte da prenda* é a respectiva camisola do concerto, evidentemente.

E vai ser tão bom. Desconfio que Diana Catarina vai falecer várias e repetidas vezes durante a noite. Com isto... E com todas as coisinhas boas que ele tem guardado só para mim, não é Sufjan? Pedir a Springfield, or Bobby got a shadfly caught in his hair e a Sister Winter (mesmo que estejamos em Maio) já é de mais, não? Mas Sufjan... meu amor... se me fizeres o favor, oui?



_________________________________________
*e para quem diz que eu sou muita esquista com as prendas... eu gosto de balões, por exemplo. Daqueles assim fofinhos...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

sábado, 21 de maio de 2011

"e até quem ama se vê metido nesta puta maldição"





Já se passou mais um ano,
E nós ainda sem falar.
Estamos nisto há meia vida
E continuamos a tentar.

Meu amor, nós já não vamos lá chegar,
O melhor é nem se quer querer entender,
Também vês que só nos estamos a afundar,
A esperar o que não está para acontecer...

Todos os dias olhamos um para o outro enamorados,
E dizemos, porque queremos, que um dia vamos ser casados,
Mas meu amor, tu sabes depois quando vem a maldição,

Eu sei de cor, o que digo e o que tu vais dizer,
Nós andámos um para o outro com tal dedicação,
Que tu passaste e eu não te vi nem tu a mim quiseste ver.

Ahhh, Diana... Se o tempo chove em toda a gente e até quem ama
Se vê metido nesta puta maldição;
É que gostarmos um do outro só não chega,
Que temos ambos mau feitio ninguém nega,
Mas já se passou mais um ano e nós ainda em contramão.

Diana... Se o tempo chove em toda a gente e até quem ama
Se vê metido nesta puta maldição;
É que gostarmos um do outro só não chega,
Que temos ambos mau feitio ninguém o nega,
Mas já se passou mais um ano e nós ainda em contramão...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Namora uma rapariga que lê

"Namora uma rapariga que lê. Namora uma rapariga que gaste o dinheiro dela em livros, em vez de roupas. Ela tem problemas de arrumação porque tem demasiados livros. Namora uma rapariga que tenha uma lista de livros que quer ler, que tenha um cartão da biblioteca desde os doze anos.

Encontra uma rapariga que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro por ler dentro da mala. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um grito imperceptível ao encontrar o livro que queria. Vês aquela miúda com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros em segunda mão? É a leitora. Nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando ficam amarelas.

Ela é a rapariga que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares a chávena, vês que a espuma do leite ainda paira por cima, porque ela já está absorta. Perdida num mundo feito pelo autor. Senta-te. Ela pode ver-te de relance, porque a maior parte das raparigas que lêem não gostam de ser interrompidas. Pergunta-lhe se está a gostar do livro.

Oferece-lhe outra chávena de café com leite.

Diz-lhe o que realmente pensas do Murakami. Descobre se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entende que, se ela disser ter percebido oUlisses de James Joyce, é só para soar inteligente. Pergunta-lhe se gosta da Alice ou se gostaria de ser a Alice.

É fácil namorar com uma rapariga que lê. Oferece-lhe livros no dia de anos, no Natal e em datas de aniversários. Oferece-lhe palavras como presente, em poemas, em canções. Oferece-lhe Neruda, Pound, Sexton, cummings. Deixa-a saber que tu percebes que as palavras são amor. Percebe que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade – mas, caramba, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco com o seu livro favorito. Se ela conseguir, a culpa não será tua.

Ela tem de arriscar, de alguma maneira.

Mente-lhe. Se ela compreender a sintaxe, vai perceber a tua necessidade de mentir. Atrás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. Nunca será o fim do mundo.

Desilude-a. Porque uma rapariga que lê compreende que falhar conduz sempre ao clímax. Porque essas raparigas sabem que todas as coisas chegam ao fim. Que podes sempre escrever uma sequela. Que podes começar outra vez e outra vez e continuar a ser o herói. Que na vida é suposto existir um vilão ou dois.

Porquê assustares-te com tudo o que não és? As raparigas que lêem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Excepto na saga Crepúsculo.

Se encontrares uma rapariga que leia, mantém-na perto de ti. Quando a vires acordada às duas da manhã, a chorar e a apertar um livro contra o peito, faz-lhe uma chávena de chá e abraça-a. Podes perdê-la por um par de horas, mas ela volta para ti. Falará como se as personagens do livro fossem reais, porque são mesmo, durante algum tempo.

Vais declarar-te num balão de ar quente. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Pelo Skype.

Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das vossas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. Ela vai apresentar os vossos filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos da vossa velhice e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto tu sacodes a neve das tuas botas.

Namora uma rapariga que lê, porque tu mereces. Mereces uma rapariga que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. Se só lhe podes oferecer monotonia, horas requentadas e propostas mal cozinhadas, estás melhor sozinho. Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma rapariga que lê.

Ou, melhor ainda, namora uma rapariga que escreve."

«(Texto de Rosemary Urquico. Tradução “informal” de Carla Maia de Almeida para celebrar o Dia Mundial do Livro, 23 de Abril.)» 
Retirado daqui, sublinhados meus. 

terça-feira, 5 de abril de 2011

Estás a ver tu e eu? É isto

Mas tu voltas, sempre.
"I step too close to your boundaries
You wanted nobody around to see
You feel vulnerable around me
Hey baby
What is love?
It was just a game
We both played and we can't get enough of"

terça-feira, 29 de março de 2011

Prioridades

 



OU  








"Os dias de cão já não são!
Os dias de cão já não são!
Os cavalos avançam!
Os cavalos avançam!"

E foi brutalissimo. Beber café enquanto o soundcheck. O partilhar da cadeira com o Pedro da Rosa d'Os Golpes. Ouvir um "boa tarde" do Luís Afonso d'Os Golpes. Ouvir a exclusivíssima "Dias de Cão" (a cover da música da Florence onde eles mexeram tanto que já não é cover). E deliciar-me com O Amor Separar-nos-á e a Paixão. Ah! e o dançar mesmo sentada no Vá Lá Senhora. 
Os Golpes são Amor ♥

terça-feira, 1 de março de 2011

Para a Suze Rotolo


"Oh, but if I had the stars from the darkest night
And the diamonds from the deepest ocean
I’d forsake them all for your sweet kiss
For that’s all I’m wishin’ to be ownin’


Que inspirou duas das músicas mais bonitas do Dylan: esta e esta
Que agora seja uma das mais brilhantes estrelas no céu escuro...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Blue Valentine

Dean: “I just got a feeling about her. You know when a song comes on and you just gotta dance.”

Blue Valentine

Dean: "I feel like men are more romantic than women. When we get married we marry, like, one girl, 'cause we're resistant the whole way until we meet one girl and we think I'd be an idiot if I didn't marry this girl she's so great. But it seems like girls get to a place where they just kinda pick the best option... 'Oh he's got a good job.' I mean they spend their whole life looking for Prince Charming and then they marry the guy who's got a good job and is gonna stick around."


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Diálogo oh tão profundo entre mãe* e filha durante um belo repasto mcdonaldsiano**

Mãe: Pois, eu acho que só te vi uma vez mesmo apaixonada...
A filha mais espectacularmente fofinha de sempre: (por favor, não digas o nome dele, não digas o nome dele, não digas o nome dele) Ah sim? Por quem? (não digas o nome dele por favor)
Mãe: Pelo Mega...
A filha mais espectacularmente fofinha de sempre: (um enorme mental suspiro de alívio) ahaha (sorri muito inocentemente)
Mãe: Não é?
A filha mais espectacularmente fofinha de sempre: Pois, se calhar...

____________________________
*a mesma que diz que a conhece oh tão bem
**apercebi-me que possivelmente este post só será verdadeiramente perceptível a uma pessoa que me lê...